← Voltar ao resumo

O contrato

Fogo Cruzado

O som do zíper subindo pelas costas de Christine pareceu o estalar de um pavio em um quarto saturado de pólvora.

Diante do espelho da suíte, Christine ajustava o tecido de crepe carmesim que abraçava seu corpo com a solenidade de uma mortalha de gala. O decote geométrico valorizava o desenho das clavículas, e as mangas longas e justas terminavam em punhos pontiagudos que quase cobriam o dorso de suas mãos. Aquele vestido não fora feito para uma noiva submissa; fora desenhado para uma mulher que entrava em um tribunal disposta a incendiar o júri.

Atrás dela, Leona abotoava as abotoaduras de ônix da camisa preta sob um paletó de corte militar em tom grafite escuro. Seus gestos eram metódicos, desprovidos de qualquer hesitação. Não havia na mulher o menor resquício da vulnerabilidade febril que quase as consumira na praia horas antes. Aquela era a predadora de volta ao seu habitat natural: encurralada, perigosa e armada até os dentes.

— Você está pálida — comentou Leona, encontrando os olhos azuis de Christine através do reflexo prateado do vidro.

— Uma transferência bancária de meio milhão de dólares não é algo que se disfarça com maquiagem, Leona — retrucou Christine, a voz trêmula apesar do esforço titânico para parecer inabalável. — Julian tem o comprovante do Hospital São Lucas. Ele tem as datas, os valores e a minha assinatura nos termos de internação da Clara. Como você espera que Arthur Sterling acredite que isso não foi um suborno descarado?

Leona deu dois passos lentos até parar imediatamente atrás de Christine. O calor que emanava da executiva era sufocante, misturando o perfume amadeirado ao aroma acre da adrenalina pura. As mãos de Leona pousaram com firmeza sobre os ombros nus de Christine, os polegares pressionando suavemente os músculos tensos da garota para forçar uma postura ereta.

— Julian é um amador desesperado que cometeu o erro fatal de usar uma arma antes de aprender a mirar — murmurou Leona, a boca a centímetros do ouvido de Christine, enviando um arrepio gélido e urgente pela coluna da assistente. — Ele acha que encontrou uma prova de corrupção. O que ele realmente entregou a Arthur foi a evidência definitiva de que eu sou capaz de mover céus e montanhas para proteger a família da mulher que escolhi para estar ao meu lado.

Christine virou a cabeça ligeiramente, os lábios quase roçando o queixo anguloso de Leona.

— Você quer que usemos a vida da minha irmã como uma jogada de relações públicas?

— Não é uma jogada, Christine. É a única verdade que nos resta para não sermos estraçalhadas — respondeu Leona, e seus olhos castanhos esverdeados brilharam com uma franqueza tão desarmante que o ar faltou nos pulmões de Christine. — Se você entrar naquela sala agindo como uma cúmplice apavorada, Arthur nos destruirá antes da entrada ser servida. Mas se você entrar como a mulher que teve o coração resgatado pela minha lealdade... Julian Vance se tornará apenas um parasita invasor que violou registros médicos confidenciais para destruir um romance legítimo.

Christine engoliu em seco. A lógica era brilhante, imoral e perigosamente sedutora.

— Você é um monstro fascinante, Blair.

Um sorriso tênue, afiado e carregado de uma intimidade cúmplice curvou os lábios de Leona.

— E você é extraordinária demais para deixar um verme como Julian tirar isso de nós. Agora, respire fundo. O relógio acabou de bater as oito.

***

A sala de estar principal da mansão dos Sterling estava submersa em um silêncio fúnebre.

O fogo na lareira crepitava, projetando sombras compridas sobre os tapetes persas e as estantes repletas de tomos encadernados em couro. Eleanor não estava na sala; apenas Arthur Sterling ocupava a poltrona de orelhas diante do fogo, segurando um copo de uísque com gelo que ele nem sequer tocara. Sobre a mesa de centro de mogno, repousava um tablet de tela iluminada, exibindo uma série de documentos anexados em um e-mail com tarja vermelha de prioridade máxima.

Quando os passos cadenciados dos saltos de Christine e Leona ecoaram no assoalho encerado, o magnata ergueu o rosto devagar. O semblante de Arthur era de chumbo: os olhos severos por trás das lentes finas, a boca comprimida em uma linha reta e desprovida de qualquer calor.

— Fechem as portas duplas — ordenou Arthur, a voz baixa, vibrando com a autoridade de quem não admitia testemunhas.

Leona virou-se, empurrou as pesadas folhas de carvalho até que o trinco estalasse e voltou-se para o patriarca. Sua mão esquerda deslizou até encontrar a direita de Christine, entrelaçando os dedos com uma força firme, pública e intransigente.

— Imagino que o jantar tenha sido adiado por um motivo considerável, Arthur — disse Leona, mantendo o tom suave e perfeitamente equilibrado, sem dar um único indício de hesitação defensiva.

— Considerável é um eufemismo grosseiro, Leona — respondeu Arthur, apontando com o queixo em direção ao tablet sobre a mesa. — Eu acabei de receber um relatório enviado diretamente pelo comitê de auditoria da Nexus, subscrito pelo senhor Julian Vance. Ele anexa o registro financeiro de uma transferência de quinhentos mil dólares da sua conta pessoal para a ala de cirurgia cardiológica do Hospital São Lucas.

Arthur fez uma pausa deliberada, seu olhar de falcão cravando-se alternadamente em Leona e Christine.

— O beneficiário direto do tratamento é uma jovem de dezenove anos chamada Clara Lovel. A irmã caçula da sua assistente. Uma transação efetuada exatamente quatro horas antes de você me procurar para anunciar que havia mudado de vida e desejava a vice-presidência na minha empresa.

O silêncio que se seguiu pareceu durar uma eternidade. A respiração de Christine ameaçou falhar, o pânico subindo como uma maré ácida por sua traqueia. Mas a pressão constante dos dedos de Leona ao redor dos seus funcionou como um choque desfibrilador, ancorando sua mente na realidade.

— Julian é fascinante em sua mediocridade, não é? — disparou Leona, dando dois passos à frente e puxando Christine suavemente consigo, parando diante do homem mais velho sem desviar o olhar. — Ele não consegue formular uma estratégia de expansão internacional para salvar a própria pele, mas consegue pagar detetives particulares para subornar administradores de hospitais e violar leis federais de sigilo médico.

— Não mude o foco da questão, Leona! — trovejou Arthur, batendo o copo de cristal na mesa com força suficiente para fazer o uísque espirrar. — Eu não dou a mínima para as disputas pueris entre você e o herdeiro dos Vance! O que me interessa é a integridade desta contratação. Eu exigi uma prova cabal de estabilidade moral. O que este documento sugere é que você comprou a cumplicidade de uma funcionária subordinada para montar uma farsa matrimonial sob medida para as minhas convicções pessoais!

O golpe foi brutal, despido de qualquer rodeio diplomático.

Leona abriu a boca para contra-atacar com a frieza técnica habitual, mas, antes que a executiva pudesse disparar sua retórica corporativa, Christine deu um passo à frente, soltando-se do aperto da noiva e posicionando-se diretamente entre Arthur e Leona.

A fragilidade aparente de Christine evaporou sob a luz das chamas da lareira. Seus olhos azuis, antes aterrorizados, brilhavam agora com uma fúria límpida e visceral.

— O senhor fala como se quinhentos mil dólares pudessem comprar a dignidade de alguém que viu a própria irmã morrer aos poucos em uma cama de hospital público, senhor Sterling — disse Christine, a voz saindo com uma modulação tão calma, tão perigosamente controlada, que Arthur Sterling piscou, visivelmente surpreso pela intervenção.

— Senhorita Lovel... — tentou interromper o veterano, mas Christine ergueu a mão esquerda, o anel de diamante faiscando como uma estrela sob a penumbra.

— Não me interrompa, por favor — exigiu ela, recusando qualquer condescendência hierárquica. — O senhor construiu um império financeiro baseado naquilo que chama de valores tradicionais. Mas o senhor passa a maior parte do seu tempo cercado por homens covardes como Julian Vance, que herdam fortunas e acreditam que a miséria dos outros é apenas uma ferramenta de alavancagem. O senhor quer saber a verdade sobre aquela transferência bancária? Eu lhe direi a verdade.

Leona observava Christine em silêncio absoluto. Havia nos olhos da chefe uma centelha febril de admiração tão densa que quase parecia uma prece.

— Eu passei dois anos trabalhando para Leona Blair — continuou Christine, a respiração firme, o peito sustentando a tensão sem fraquejar. — Dois anos suportando o gênio insuportável dela, a obsessão pelo trabalho e a distância emocional que ela colocava entre si mesma e o resto do planeta. Eu a odiava por isso. Odiava porque achava que ela não passava de uma máquina fria feita de ambição desmedida. E quando o coração da minha irmã falhou na semana passada, e o plano de saúde recusou o procedimento experimental, eu fui até a sala de Leona pedir demissão porque precisava de três empregos para tentar pagar as dívidas.

Christine aproximou-se da mesa de centro, seus olhos cravando-se nos do magnata com uma sinceridade cortante que nenhuma encenação corporativa jamais conseguiria imitar.

— Ela não me ofereceu um contrato de trabalho, senhor Sterling. Ela não me pediu para assinar um documento de confidencialidade. Ela pegou o telefone, transferiu o dinheiro do próprio fundo pessoal e disse ao cirurgião-chefe que, se a minha irmã não saísse viva daquela sala, ele nunca mais operaria neste país. Ela fez isso antes de qualquer conversa sobre anéis, antes de qualquer almoço no Metropolitan Club e antes de qualquer menção ao seu nome.

Arthur recostou-se lentamente na poltrona, a rigidez de seus ombros cedendo ligeiramente diante da tempestade emocional desatada pela mulher à sua frente.

— E por que ela faria isso por uma assistente que a odiava? — perguntou o veterano, a voz agora desprovida da agressividade anterior, tomada por uma curiosidade profunda e cética.

Christine virou-se devagar para encarar Leona.

Os olhos das duas mulheres colidiram no ar saturado de fumaça e tensão. Havia dias em que Christine tivera certeza absoluta de que aquela dinâmica era apenas uma guerra de interesses. Mas, após a noite compartilhada sob os lençóis de linho, após o desespero cru daquele beijo na praia onde Leona confessara o terror de perder o controle... a mentira e a realidade haviam se fundido de forma irreversível.

— Porque foi naquele momento — respondeu Christine, a voz descendo para um tom macio, mas inabalável — que aquela mulher arrogante percebeu que, se perdesse a mim, não restaria absolutamente nada de humano dentro daquele terno caro que ela veste todos os dias. Ela não comprou uma noiva, senhor Sterling. Ela comprou a única chance que tinha de não passar o resto da vida congelada no próprio cinismo.

O silêncio que caiu sobre a biblioteca dos Sterling foi sepulcral, quebrado apenas pelo estalar suave da madeira ardendo nas cinzas.

Leona deu um passo à frente, fechando o espaço que restava até parar ao lado de Christine. A mão da executiva repousou com uma possessividade deliberada na curva da cintura de Christine, o calor dos dedos atravessando o crepe carmesim como uma marca indelével.

— Julian Vance cometeu um crime federal ao invadir a base de dados do Hospital São Lucas para obter esses registros financeiros, Arthur — declarou Leona, a voz gélida como uma lâmina de aço cirúrgico. — O meu departamento jurídico em Manhattan já foi acionado. Na segunda-feira de manhã, nós não apenas ratificaremos a minha entrada na Vance & Sterling, mas apresentaremos uma queixa criminal contra o herdeiro da Nexus por perseguição, difamação e espionagem corporativa. A escolha agora é sua: o senhor prefere liderar o futuro do mercado ao meu lado ou prefere se associar à lama de um garoto mimado que usa a agonia de uma garota enferma para tentar vencer uma guerra que já perdeu?

Arthur Sterling encarou as duas mulheres por um minuto inteiro. Seus olhos perscrutadores viajaram da firmeza ardente no semblante de Christine para a ferocidade contida na postura de Leona. Não havia hesitação em nenhuma das duas. Havia apenas uma unidade impenetrável, forjada no mesmo fogo que ameaçara consumi-las.

O magnata soltou uma expiração lenta pelo nariz. Um sorriso cansado, porém profundamente satisfeito, começou a desenhar-se nos cantos de seus lábios austeros.

— Julian sempre foi um imbecil com excesso de recursos — comentou Arthur, pegando o tablet sobre a mesa e desligando a tela com um movimento seco do polegar. Ele atirou o aparelho de volta sobre a madeira. — O pai dele era um estrategista formidável, mas o garoto tem o discernimento de uma hiena faminta. Espionar registros médicos de uma garota inocente para tentar desestabilizar um acordo comercial... é uma baixeza que nem mesmo a Nexus conseguirá justificar perante a comissão de ética de Nova York.

Arthur levantou-se da poltrona, ajeitando o paletó de veludo antes de estender a mão para Leona.

— O comitê assinará a sua nomeação às nove da manhã de segunda-feira, Leona. E quero que a senhorita Lovel esteja presente na foto oficial ao lado do conselho executivo. A Vance & Sterling precisa de mulheres que saibam lutar com essa lealdade.

— Nós estaremos lá — respondeu Leona, selando o aperto de mão com a firmeza inegável de quem acabara de conquistar um império.

— Eleanor já mandou servir a vitela na sala de jantar — concluiu Arthur com um aceno respeitoso em direção a Christine. — Venham. Acho que nós todos merecemos uma garrafa de vinho à altura desta vitória.

***

A madrugada já avançava pelas dunas dos Hamptons quando a pesada porta de madeira da suíte finalmente se fechou atrás delas.

O clique do trinco ecoou no quarto na penumbra como o disparo de largada para um colapso iminente.

Christine deu três passos cambaleantes em direção à lareira e desabou sobre uma das poltronas de leitura, cobrindo o rosto com as duas mãos trêmulas. O crepe carmesim do vestido estava úmido de suor frio na altura da nuca, e seu coração parecia martelar descompassado contra a garganta. Todo o teatro, toda a audácia que ela invocara para encarar um dos homens mais poderosos do país dissipara-se em um segundo, deixando em seu lugar apenas uma exaustão esmagadora.

Leona permaneceu imóvel perto da porta. A executiva arrancou o paletó grafite e atirou-o sobre a cômoda com um gesto violento antes de soltar os botões superiores da camisa preta. Ela respirava com dificuldade, os olhos castanhos esverdeados brilhando na escuridão como faróis sobre o mar tempestuoso.

— Christine.

A assistente não ergueu a cabeça.

— Eu não consigo mais, Leona — sussurrou Christine, a voz sufocada pelas lágrimas que finalmente rompiam a represa de seu autocontrole. — Eu menti olhando nos olhos daquele velho. Eu usei a cirurgia da minha irmã como um escudo corporativo. Eu me tornei exatamente aquilo que passei a vida inteira jurando que nunca seria.

O som dos passos lentos de Leona sobre o tapete felpudo aproximou-se. A executiva ajoelhou-se diante da poltrona, suas mãos longas e firmes envolvendo os pulsos de Christine para afastar as mãos do rosto da garota com uma ternura quase dolorosa.

— Você não mentiu — disse Leona, a voz tão rouca e funda que vibrou diretamente contra o peito de Christine.

Christine forçou os olhos azuis a encontrarem os de Leona, as lágrimas escorrendo livres pelas maçãs de seu rosto.

— É claro que eu menti! Eu disse que você salvou a Clara por amor! Eu disse que você não conseguiria viver sem mim!

— E de onde você tirou a certeza de que isso era uma mentira? — disparou Leona, os dedos subindo dos pulsos de Christine até segurarem as laterais de seu rosto úmido com uma força desesperada.

O ar entre elas estancou por completo.

Christine congelou na poltrona. Seus olhos examinaram cada milímetro do rosto de Leona: a mandíbula tensa, a boca entreaberta arfando pela respiração descompassada e a vulnerabilidade crua, aterrorizante e despida de qualquer armadura que queimava no fundo das íris esverdeadas da mulher.

— Leona... — sussurrou a mais jovem, o coração socando as costelas em um ritmo alucinado.

— Você acha que eu teria deixado Julian Vance me humilhar daquele jeito se fosse apenas um contrato de negócios? — continuou a executiva, as palavras jorrando como uma torrente reprimida por tempo demais. — Você acha que eu teria passado as últimas setenta e duas horas permitindo que você destruísse cada uma das minhas certezas se isso fosse apenas sobre uma porcaria de cadeira de diretoria? Eu odeio perder o controle, Christine. Eu odeio o fato de que você me conhece melhor do que qualquer ser humano nesta terra. E eu odeio ainda mais saber que, se Arthur tivesse nos expulsado desta casa hoje à noite, a única coisa que realmente me destruiria seria ver você virar as costas e sair da minha vida.

Christine estremeceu da cabeça aos pés. O choque das palavras de Leona estilhaçou a última linha de resistência que a separava daquele precipício.

— Você é louca — murmurou Christine, a voz embargada, os próprios dedos subindo involuntariamente para cobrir as mãos de Leona em seu rosto. — Nós somos completamente loucas.

— Provavelmente — concordou Leona, um vislumbre febril de triunfo e necessidade iluminando suas feições esculpidas.

Leona não esperou por outra resposta. Ergueu-se de joelhos e tomou a boca de Christine em um beijo devastador.

Não havia a contenção calculada do clube, nem a fúria defensiva da praia. Havia apenas uma entrega urgente, faminta e desordenada, nascida do alívio selvagem de terem sobrevivido ao próprio fogo que acenderam. Christine soltou um gemido sôfrego contra os lábios de Leona, seus braços enlaçando o pescoço da executiva, puxando-a para cima de si na poltrona enquanto as bocas se devoravam com um desespero cego.

As mãos de Leona desceram com avidez pelas curvas do vestido carmesim, erguendo o tecido macio pela fenda lateral até que a pele de suas coxas se encontrasse em um atrito abrasador. Christine arqueou o corpo para a frente, sentindo o peso sólido e exigente de Leona prendê-la contra o estofado, os dedos da executiva cravando-se em seus quadris com uma possessividade que não deixava qualquer margem para dúvidas.

— Diga que você não vai a lugar nenhum — exigiu Leona contra a pele do pescoço de Christine, distribuindo beijos mordazes pela linha sensível de sua garganta, arrancando dela um arquejo trêmulo. — Diga que essa farsa acabou e que você fica.

Christine puxou a cabeça de Leona para trás pelos cabelos escuros, forçando os olhos castanhos esverdeados a encararem os seus sob a penumbra do quarto. Seus lábios estavam vermelhos, inchados pelo atrito incessante, e seus olhos azuis ardiam com uma resolução definitiva.

— Eu só fico se nós jogarmos com as minhas regras agora, Blair — sussurrou Christine, a respiração queimando entre as duas.

Leona soltou uma risada rouca, um som perigosamente rendido que Christine nunca ouvira antes, antes de colar suas bocas novamente em um beijo profundo e implacável.

— O império é seu, Christine — murmurou a executiva contra seus lábios, deslizando as mãos para o zíper do vestido carmesim enquanto a chuva voltava a chicotear as janelas dos Hamptons. — Faça o que quiser com ele.

Entrar com Telegram

Confirme o login no bot.