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O festival

O Êxtase do Vencedor e a Rendição do Slime

O último dia do Grande Festival Esportivo de Tempest amanheceu sob uma aura de eletricidade estática que fazia os pelos da nuca de qualquer monstro comum se arrepiarem. Após um mês de competições que quase remodelaram a geografia da Floresta de Jura, o placar estava empatado. Guy Crimson e Diablo haviam superado todos os outros, deixando Veldora e Milim para trás em uma trilha de destruição e frustração.

Rimuru estava exausto, mas a adrenalina de provocar os seres mais poderosos do mundo o mantinha em um estado de euforia manhosa. Para o desempate final — uma prova de resistência mágica e mental — Shuna e Shion haviam preparado o "golpe de misericórdia". Rimuru estava vestindo nada além de um conjunto de lingerie de seda branca transparente, adornado com rendas delicadas que mal escondiam sua pele leitosa. Por cima, apenas um robe de seda que ele mantinha aberto, deixando sua forma feminina perfeitamente esculpida à mostra para os dois finalistas.

A prova final foi curta, mas brutal. Guy, movido por um desejo que transcendia milênios de tédio, canalizou sua vontade de uma forma que até Diablo, com toda a sua obsessão, não conseguiu acompanhar. Quando o veredito foi anunciado por Souei, o silêncio caiu sobre o estádio.

— O vencedor absoluto do Grande Festival Esportivo... é o Lorde Demônio Guy Crimson — declarou Souei, sua voz falhando levemente ao olhar para o estado de Rimuru.

O tempo pareceu congelar. A regra do "não toque" foi instantaneamente revogada pelo fim do torneio. Rimuru, parado no centro do palanque, soltou um suspiro dramático e abriu os braços, um sorriso sarcástico e convidativo brincando em seus lábios rosados.

— Bem, Guy... parece que eu sou todo seu por uma sema...

Antes que Rimuru pudesse terminar a frase, Guy desapareceu em um borrão carmesim. No segundo seguinte, o Slime sentiu o impacto de um corpo sólido e quente contra o seu. Guy não foi para um abraço formal. Ele se ajoelhou bruscamente, envolvendo as pernas de Rimuru com braços de aço, e enterrou o rosto diretamente entre os seios macios e fartos da forma feminina de Rimuru.

— Finalmente — rosnou Guy contra a pele dele.

Rimuru soltou um arquejo surpreso, sentindo as mãos grandes de Guy apertarem suas coxas com uma possessividade feroz. Guy o levantou do chão com facilidade, mantendo o rosto pressionado contra o peito de Rimuru, inalando o perfume doce de pêssego e magia pura. Então, sem aviso, Guy abriu a boca e mordeu.

— Ah! Guy! — Rimuru soltou um grito agudo, metade dor, metade um prazer inesperado que percorreu sua espinha.

Guy cravou os dentes na curvatura do seio de Rimuru, marcando-o profundamente. Rimuru sentiu sua habilidade de Regeneração Ultrasônica tentar agir, mas a magia de Guy era corrosiva, infundida com a vontade do Orgulho Primordial. A marca permaneceu: um círculo avermelhado de dentes e posse que não desapareceria.

— Você é meu agora — declarou Guy, levantando o olhar para Rimuru. Seus olhos vermelhos estavam em chamas. — E eu vou cobrar cada segundo de provocação que você me fez passar este mês.

Guy não esperou pelas festividades de encerramento. Ele carregou Rimuru nos braços, estilo noiva, e desapareceu em um portal dimensional direto para os aposentos privados que haviam sido preparados para o vencedor.

Assim que as portas da suíte luxuosa se fecharam e foram seladas com barreiras que nem mesmo Milim conseguiria penetrar, Guy jogou Rimuru sobre a cama de dossel com uma força controlada, mas agressiva. Rimuru quicou nos lençóis de cetim, seu robe de seda deslizando completamente para fora de seus ombros, deixando-o apenas na lingerie transparente que agora parecia uma piada de mau gosto diante da intensidade de Guy.

— Guy, você está sendo muito apressadinho... — Rimuru tentou manter o tom sarcástico, mas sua voz saiu trêmula. Ele se arrastou para trás no colchão, os olhos amarelos brilhando com uma mistura de medo e antecipação.

— Eu esperei um mês inteiro vendo você se esfregar na frente de todos, Rimuru — disse Guy, desfazendo-se de seu manto carmesim com um gesto impaciente. Seu torso musculoso estava tenso, a pele brilhando sob a luz mágica do quarto. — Você queria caos? Você queria me provocar? Pois bem. Agora você vai lidar com as consequências.

Guy subiu na cama, engatinhando como um predador sobre Rimuru. Ele agarrou os pulsos do Slime e os prendeu acima da cabeça dele com apenas uma das mãos. Com a outra, ele rasgou a seda delicada do top de Rimuru como se fosse papel.

— Ei! Shuna levou horas para fazer isso! — protestou Rimuru, arqueando as costas quando sentiu a mão áspera de Guy apertar seu seio marcado.

— Eu vou comprar mil novas para você. Mas agora, eu quero ver o que estava escondendo — Guy baixou a cabeça, atacando o pescoço de Rimuru com beijos vorazes e mordidas curtas. — Você é tão macio... tão irritantemente perfeito.

Rimuru soltou um gemido manhoso, sua resistência derretendo sob o calor de Guy. Ele era um Slime, seu corpo era feito para se adaptar, e naquele momento, ele sentia que cada célula sua queria ser moldada pelos desejos do Lorde Demônio.

— Guy... por favor... — sussurrou Rimuru, as pernas se enroscando na cintura de Guy por instinto.

— "Por favor" o quê, Rimuru? — Guy parou, olhando nos olhos dele, um sorriso cruel e sexy no rosto. — Quer que eu pare? Ou quer que eu pare de ser gentil?

— Não seja gentil — desafiou Rimuru, mordendo o lábio inferior e puxando os pulsos contra o aperto de Guy. — Você ganhou, não ganhou? Então prove.

O rosnado que saiu da garganta de Guy foi puramente animal. Ele soltou os pulsos de Rimuru apenas para rasgar o restante da lingerie, deixando o Slime completamente nu sob ele. Guy não perdeu tempo com preliminares delicadas. Ele separou as pernas de Rimuru com os joelhos e se posicionou.

Quando Guy entrou, foi com uma estocada profunda e possessiva que fez Rimuru perder o fôlego. O impacto foi tão intenso que a cama rangeu e a barreira mágica do quarto oscilou.

— Ahnn! Guy! — Rimuru gritou, jogando a cabeça para trás, as unhas cravando-se nos ombros largos de Guy.

— Você é tão apertado... é como se tivesse sido feito apenas para me receber — Guy começou a se mover, um ritmo rápido e implacável que não dava espaço para Rimuru se recuperar. Cada estocada era projetada para atingir o âmago da consciência do Slime.

Rimuru estava entregue. Ele não era mais o grande líder de Tempest ou o temido Lorde Demônio; ele era apenas uma massa de sensações sob o domínio de Guy. Ele gemia o nome de Guy repetidamente, sua voz tornando-se um lamento manhoso e quebrado que alimentava ainda mais a fome do demônio.

Guy agarrou os quadris de Rimuru, puxando-o para mais perto, querendo eliminar qualquer espaço entre eles. Ele era agressivo, seus movimentos beirando a violência, mas havia uma adoração desesperada em cada toque. Ele mordia os ombros de Rimuru, deixava marcas de sucção em suas coxas e o beijava com uma paixão que parecia querer consumir a alma do Slime.

— Grite para mim, Rimuru — ordenou Guy, aumentando a velocidade. — Quero que todos lá fora saibam a quem você pertence esta semana.

— Eu... eu sou seu! — Rimuru exclamou entre soluços de prazer, seus olhos amarelos revirando enquanto o êxtase começava a subir por seu corpo como uma maré. — Guy, mais... por favor, mais forte!

Guy obedeceu com prazer. O quarto tornou-se um borrão de calor, suor e sons de carne batendo contra carne. Rimuru, em sua forma feminina, era incrivelmente sensível, e o poder mágico de Guy fluindo através dele durante o ato o levava a picos de prazer que ele nunca imaginara serem possíveis.

Quando o ápice finalmente chegou, foi como uma explosão de supernovas. Rimuru sentiu seu corpo tremer violentamente, sua consciência quase se perdendo enquanto ele se agarrava a Guy como se ele fosse sua única âncora no mundo. Guy rugiu, enterrando-se profundamente em Rimuru uma última vez, liberando toda a sua tensão acumulada de um mês de espera.

Eles ficaram ali, ofegantes, os corpos ainda unidos e suados. Guy não se afastou; ele desabou sobre Rimuru, escondendo o rosto em seu pescoço, sentindo o coração do Slime batendo freneticamente contra o seu peito.

— Essa foi apenas a primeira hora, Rimuru — murmurou Guy, sua voz ainda carregada de desejo. — Temos uma semana inteira. E eu já decidi que amanhã você vai usar apenas um colar e uma coleira de ouro enquanto me serve o café da manhã.

Rimuru, ainda trêmulo e com a mente nublada pelo prazer, soltou uma risadinha fraca e manhosa, passando os braços pelo pescoço de Guy e puxando-o para um beijo preguiçoso.

— Eu acho que... eu posso aceitar isso. Mas só se você prometer que não vai me deixar andar muito amanhã.

— Oh, Rimuru — Guy sorriu, mordiscando a orelha dele —, eu garanto que você não vai conseguir nem ficar de pé.

O festival esportivo de Tempest havia acabado, mas para Rimuru e Guy, a verdadeira competição — e a verdadeira celebração — estava apenas começando entre os lençóis de seda e as promessas de uma rendição absoluta. E, pela primeira vez, Rimuru não se importava nem um pouco em ter perdido o controle da situação. Afinal, ser o prêmio de Guy Crimson tinha suas vantagens incomparáveis.