O festival
Seda, Pecado e a Tirania de Crimson
A luz da manhã infiltrava-se pelas frestas das cortinas de veludo pesado, mas para Rimuru Tempest, o tempo havia perdido todo o sentido. Ele estava afundado em travesseiros de plumas, sentindo cada músculo de sua forma feminina latejar com uma mistura de exaustão e um formigamento elétrico que não o abandonava. O cheiro de almíscar e o calor de Guy Crimson preenchiam o quarto, uma presença tão opressora quanto sedutora.
Guy estava sentado na beira da cama, observando sua presa. Ele segurava uma pequena caixa de veludo negro.
— Acorde, meu pequeno Slime — disse Guy, sua voz vibrando como um trovão baixo. — O café da manhã está sendo servido, e você tem obrigações a cumprir.
Rimuru tentou se sentar, mas soltou um ganido baixo quando sentiu o atrito dos lençóis contra sua pele sensível. As marcas de mordidas e chupões de Guy decoravam seus ombros e o topo de seus seios como joias avermelhadas.
— Guy... eu não sinto minhas pernas — resmungou Rimuru, tentando cobrir-se com o robe de seda, apenas para ter o tecido arrancado de suas mãos.
— Eu avisei que você não andaria hoje — Guy sorriu, puxando Rimuru pelo tornozelo para o centro do colchão. — Agora, coloque isso. É a sua primeira "roupa" do dia.
O que Guy tirou da caixa não era um vestido, mas uma coleira de ouro maciço, cravejada de rubis que brilhavam como sangue. Estava conectada a uma corrente fina e longa, também de ouro.
— Você está brincando, não é? — Rimuru arqueou uma sobrancelha, o sarcasmo lutando contra a submissão que seu corpo clamava. — Eu sou o líder de uma nação, Guy!
— Aqui dentro, você é apenas o meu prêmio — Guy inclinou-se, prendendo a joia no pescoço delicado de Rimuru. O clique do fecho soou definitivo. — E como eu ganhei a categoria de futebol e o torneio geral, eu decido a estética. Hoje, você será minha serva pessoal. Nua, exceto por isso e pelas meias que escolhi.
Guy forçou Rimuru a vestir meias de seda preta que subiam até o topo de suas coxas, presas por ligas de couro negro. O contraste da seda escura contra a pele pálida e leitosa era obsceno.
— Agora, sirva-me — ordenou Guy, sentando-se em uma poltrona de carvalho enquanto apontava para a bandeja de prata sobre a mesa.
Rimuru, tremendo levemente, levantou-se. A corrente de ouro tilintava a cada passo. Ele sentia-se vulnerável, a brisa fria do quarto tocando sua nudez enquanto ele se curvava para pegar o bule de chá.
— Assim, Rimuru... — murmurou Guy, seus olhos devorando a visão do traseiro empinado do Slime e a curva de suas costas. — Você fica muito mais atraente quando está em silêncio e obediente.
— Não se acostume — retrucou Rimuru, servindo o chá com mãos trêmulas. — Assim que essa semana acabar, eu vou transformar seu castelo em um parque de diversões infantil.
Guy levantou-se subitamente, puxando a corrente de ouro. Rimuru foi arrastado para frente, colidindo com o peito firme do Lorde Demônio. O bule de chá caiu no tapete, esquecido.
— Você fala demais para alguém que estava implorando por mais ontem à noite — Guy segurou o queixo de Rimuru, forçando-o a olhar para cima. — O café da manhã pode esperar. Eu prefiro o sabor da sua insolência.
Sem qualquer delicadeza, Guy empurrou Rimuru contra a mesa de jantar. Pratos e talheres voaram para o chão com um estrondo metálico. Ele abriu as pernas de Rimuru, forçando-as a envolver sua cintura, enquanto suas mãos grandes apertavam as coxas cobertas pela seda das meias.
— Guy, aqui? — Rimuru arquejou, sentindo o frio da mesa de mármore contra suas nádegas e o calor abrasador de Guy entre suas pernas.
— Em qualquer lugar que eu desejar — Guy sibilou, atacando o pescoço de Rimuru. Ele mordeu exatamente sobre a marca da noite anterior, fazendo Rimuru soltar um grito que foi abafado por um beijo faminto.
A língua de Guy invadiu a boca de Rimuru com uma possessividade bruta, explorando cada canto, enquanto seus dedos deslizavam para baixo, encontrando a umidade que Rimuru não conseguia esconder.
— Olhe para você — zombou Guy, separando o beijo apenas para ver o rosto corado e os olhos nublados de Rimuru. — Tão pronto, tão necessitado. Onde está o grande Lorde Demônio agora?
— Cale a boca e... e faça logo — implorou Rimuru, as unhas cravando-se nos braços musculosos de Guy.
Guy não precisou de outro convite. Ele se libertou de suas calças e entrou em Rimuru com uma estocada violenta e desimpedida. O impacto fez a mesa pesada deslizar alguns centímetros. Rimuru soltou um grito rouco, sua cabeça batendo contra o mármore enquanto seu corpo era preenchido e reivindicado.
— Sim... grite para mim — Guy começou a se mover em um ritmo frenético, cada golpe sendo profundo o suficiente para fazer Rimuru perder a visão por alguns segundos. — Sinta o que acontece quando você provoca um Primordial.
O som de carne batendo contra carne ecoava pelo quarto luxuoso. Guy não era gentil. Ele usava o corpo de Rimuru como se fosse um instrumento feito para seu prazer, puxando a corrente de ouro para forçar o pescoço de Rimuru para trás, expondo sua garganta enquanto o possuía com uma ferocidade animal.
— Ahnn! Guy! Mais... mais forte! — Rimuru estava fora de si. A humilhação da coleira e a brutalidade do ato fundiam-se em um êxtase sombrio que ele nunca experimentara.
Ele sentia o sêmen de Guy escorrer por suas coxas enquanto o demônio continuava o bombardeio implacável. Guy agarrou os seios de Rimuru, apertando-os com força suficiente para deixar marcas de dedos, enquanto suas estocadas atingiam o ponto exato que fazia o Slime se contorcer em espasmos de prazer puro.
— Você é meu brinquedo esta semana, Rimuru — Guy rosnou, o suor pingando de seu peito sobre o corpo do Slime. — Eu vou te usar até você esquecer como se transforma de volta naquela forma de criança. Eu quero você assim... feminina, vulnerável e aberta para mim.
Guy virou Rimuru de costas sobre a mesa, forçando-o a ficar de quatro. A visão de Rimuru naquela posição, usando apenas a coleira de rubis e as meias pretas, era o ápice da depravação. Guy segurou os quadris dele com tanta força que Rimuru sabia que ficariam roxos.
— Por favor, Guy... eu vou... — Rimuru não conseguiu terminar.
Guy entrou por trás com uma força avassaladora, cada movimento fazendo a mesa vibrar. Rimuru soltou um lamento longo e agudo, seus dedos arranhando o mármore frio enquanto seu corpo era sacudido pela tirania de Crimson. O prazer era tão intenso que se tornava quase dor, uma sobrecarga sensorial que fazia Rimuru soluçar.
Quando Guy finalmente atingiu seu ápice, ele rugiu, despejando sua essência profundamente dentro de Rimuru, mantendo-o pressionado contra a mesa até que o último tremor passasse.
Rimuru desabou sobre o mármore, ofegante, o cabelo azul espalhado como seda molhada. Guy afastou-se, limpando-se com o robe de Rimuru que estava jogado no chão, sem um pingo de remorso.
— Descanse por dez minutos — disse Guy, voltando para sua poltrona e pegando uma maçã da bandeja que sobrara. — Depois disso, vamos para o jardim. Eu quero que você use aquele biquíni rosa de ontem, mas desta vez, eu vou adicionar alguns acessórios de couro que Shion "gentilmente" me entregou.
Rimuru apenas gemeu, o rosto escondido nos braços.
A semana continuou nesse ritmo de luxúria desenfreada e dominação. No segundo dia, Guy cumpriu sua promessa. O jardim privado de Tempest tornou-se o palco para a exibição de Rimuru. Sob o sol escaldante, Rimuru foi forçado a usar o biquíni rosa minúsculo, mas com uma adição: algemas de pulso conectadas a um cinto de castidade decorativo que Guy mantinha a chave.
— Guy, isso é passar dos limites! — reclamou Rimuru, as mãos presas atrás das costas enquanto Guy o guiava pela corrente da coleira.
— Os limites foram apagados no momento em que você decidiu rebolar na frente do Diablo no jogo de futebol — respondeu Guy, parando sob uma grande árvore de Sakura. — Agora, ajoelhe-se.
Rimuru obedeceu, sentindo a grama macia contra seus joelhos. Guy sentou-se em um banco de pedra e puxou Rimuru para entre suas pernas.
— Use a sua boca — ordenou. — Se fizer um bom trabalho, eu tiro as algemas para o almoço. Se não... você comerá no chão, como o animalzinho de estimação que está parecendo.
Rimuru olhou para cima, seus olhos amarelos faiscando com um último resquício de rebeldia, mas o olhar de Guy era absoluto. Com um suspiro de rendição, Rimuru aproximou-se. A humilhação de ser visto naquela situação — mesmo que o jardim estivesse protegido por barreiras — era compensada pela eletricidade que sentia sempre que Guy o tocava.
O trabalho oral de Rimuru foi dedicado, impulsionado pelo desejo de agradar e pelo medo das punições criativas de Guy. Quando o demônio finalmente gozou em sua boca, Rimuru engoliu tudo, olhando para Guy com um desafio silencioso.
— Bom garoto... ou melhor, boa garota — Guy riu, acariciando o cabelo azul de Rimuru.
As noites eram ainda mais intensas. Guy parecia ter uma energia inesgotável. No terceiro dia, ele introduziu o uso de brinquedos mágicos que vibravam com a energia de cristais elementais. Rimuru passou uma tarde inteira na biblioteca, tentando ler documentos de estado enquanto um desses dispositivos era mantido dentro dele, controlado por um controle remoto que Guy apertava sempre que Rimuru tentava se concentrar.
— Guy... pare com isso — implorou Rimuru no meio de uma reunião com Rigurd (que estava do outro lado de uma porta selada, sem saber de nada). — Eu não consigo... ahn... pensar!
— Você não precisa pensar, Rimuru — disse Guy, sentado no sofá da biblioteca, aumentando a intensidade do cristal. — Você só precisa sentir o quanto eu te domino.
No quarto dia, a agressividade de Guy atingiu o ápice. Ele estava frustrado por uma mensagem que recebera de Leon e descontou tudo em Rimuru. Foi uma noite de sexo bruto e sem fôlego, onde Rimuru foi jogado contra as paredes, mantido suspenso apenas pela força de Guy, e possuído até que sua voz sumisse de tanto gritar.
— Diga meu nome! — exigia Guy, suas estocadas sendo tão profundas que Rimuru sentia que ele estava tocando sua própria alma.
— Guy! Guy Crimson! — gritava Rimuru, as lágrimas de prazer escorrendo por seu rosto.
No quinto dia, houve uma mudança. Guy tornou-se estranhamente possessivo e protetor. Ele passou horas apenas banhando Rimuru em uma banheira de águas termais, lavando seu corpo com uma esponja de seda, mas mesmo esse momento de "ternura" terminou com Rimuru sendo possuído contra os azulejos úmidos da banheira, a água transbordando enquanto eles se fundiam em um ritmo frenético.
— Você é a única coisa neste mundo que não me entedia, Rimuru — sussurrou Guy enquanto o penetrava por trás, as mãos espalmadas contra a parede de vidro do banheiro. — Eu deveria te levar para o meu castelo permanentemente.
— Você não suportaria a burocracia de Tempest — conseguiu dizer Rimuru, embora estivesse tremendo sob o toque dele.
— Eu governaria com mão de ferro, e você seria meu consorte... permanentemente marcado e permanentemente satisfeito.
No sexto dia, Guy decidiu que era hora de envolver mais alguém, não fisicamente, mas psicologicamente. Ele forçou Rimuru a se vestir com o uniforme de líder de torcida sensual do festival e o levou para a varanda que dava para a praça principal, onde os súditos ainda celebravam.
— Eles estão lá embaixo, Rimuru — Guy sussurrou no ouvido dele, enquanto sua mão deslizava por baixo da saia minúscula. — Eles acham que seu grande mestre está descansando. Mal sabem eles que você está aqui, com os dedos do Lorde Demônio Orgulho dentro de você, pronta para gozar na frente de todos.
— Guy... não, eles podem ver! — Rimuru tentou se afastar, mas a coleira de ouro o mantinha preso ao parapeito.
— Eles não podem ver através da barreira, mas você pode vê-los — Guy começou a estimulá-lo ritmicamente. — Sinta a vergonha, Rimuru. Sinta como isso te deixa ainda mais excitado.
Rimuru desmoronou. A visão de seu povo feliz, alheio à sua degradação prazerosa logo acima deles, foi o gatilho final. Ele gozou violentamente contra o parapeito de mármore, seu corpo tendo espasmos tão fortes que Guy teve que segurá-lo para que não caísse.
Finalmente, o sétimo dia chegou. O fim da aposta.
O quarto estava um caos de roupas rasgadas, lençóis revirados e o cheiro persistente de sexo. Rimuru estava deitado no peito de Guy, ambos nus, a coleira de ouro finalmente removida, deixando uma marca clara no pescoço do Slime.
— Acabou — murmurou Rimuru, sentindo uma estranha melancolia.
— Acabou a aposta — corrigiu Guy, virando Rimuru para ficar por cima dele uma última vez. — Mas eu não terminei com você. Eu nunca vou terminar com você.
Guy o beijou, um beijo que desta vez era lento, profundo e carregado de uma promessa que ia além de uma semana privada. Ele entrou em Rimuru com uma suavidade que doía mais do que a brutalidade dos dias anteriores. Foi um ato de amor distorcido, uma fusão de dois Lordes Demônios que haviam encontrado um no outro o par perfeito para sua loucura.
— Eu vou escolher suas roupas para o próximo banquete de Walpurgis — declarou Guy entre estocadas lentas.
— Nem pensar — riu Rimuru, embora estivesse se perdendo novamente no ritmo dele.
— Veremos, Rimuru. Veremos.
Enquanto o sol se punha no último dia, Rimuru Tempest sabia que, embora o festival tivesse terminado e ele voltasse ao seu papel de líder, ele nunca mais seria o mesmo. Guy Crimson havia deixado marcas em seu corpo que desapareceriam com a regeneração, mas as marcas em sua alma — e o vício naquele tipo de paixão devastadora — seriam eternas.
— Guy? — chamou Rimuru, quando o silêncio finalmente caiu.
— Sim?
— Da próxima vez... eu escolho os esportes. E eu garanto que você vai sofrer muito mais do que eu.
Guy soltou uma gargalhada que ecoou por todo o palácio.
— Mal posso esperar, meu pequeno Slime. Mal posso esperar.