O festival
O Banquete do Orgulho e a Sinfonia do Pecado
As montanhas geladas do continente de Guy Crimson raramente testemunhavam algo além do silêncio gélido ou do som de ossos quebrando. Naquela tarde, porém, o grande salão de audiências estava repleto de nobres demônios e oficiais de alto escalão, todos discutindo tratados comerciais e a redistribuição de núcleos mágicos. Guy, sentado em seu trono de obsidiana, apoiava o queixo na mão, os olhos vermelhos brilhando com um tédio que beirava a periculosidade.
A reunião era tediosa. Os nobres falavam sobre protocolos e burocracias que Guy desprezava. Mas, acima de tudo, ele estava com fome. Não uma fome comum, mas aquela sede específica que só o leite mágico de Rimuru, carregado com a essência do Caos, poderia saciar.
Sem dizer uma palavra, Guy fez um sinal para Misery.
— Traga Rimuru — ordenou ele, sua voz cortando a fala de um marquês demônio como uma lâmina.
— Mas, Milorde, a reunião ainda está na metade... — começou o nobre.
Guy apenas lançou um olhar. O marquês quase se desintegrou sob a pressão da aura carmesim.
Minutos depois, Rimuru entrou no salão. Ele estava em sua forma feminina, usando um vestido de seda azul que Shuna havia insistido que ele levasse para a viagem. Ele parecia exausto; cuidar de Akane em Tempest antes de viajar para o continente gelado o deixara drenado.
— Guy, o que foi agora? Eu estava tentando descansar... — Rimuru começou, mas parou ao ver o salão cheio de nobres.
Guy não deu explicações. Ele estendeu o braço e puxou Rimuru para o seu colo com uma força possessiva.
— Sente-se e fique quieto — rosnou Guy.
— Guy! Tem gente aqui! — sussurrou Rimuru, o rosto ficando escarlate enquanto sentia os olhares chocados dos nobres.
— Continuem — ordenou Guy para os oficiais, ignorando o protesto do Slime.
Enquanto um conde demônio tentava retomar sua explicação sobre as minas de cristal, Guy simplesmente desfez o laço do decote de Rimuru. Ele puxou o tecido para baixo, expondo o seio farto e pesado. Diante de toda a corte, sem o menor pingo de vergonha, o Lorde do Orgulho inclinou-se e abocanhou o mamilo de Rimuru.
Rimuru soltou um arquejo agudo, enterrando as mãos nos cabelos vermelhos de Guy para tentar esconder o rosto. O som de Guy bebendo, uma sucção rítmica e voraz, ecoava pelo salão subitamente silencioso. Os nobres desviaram o olhar, tremendo de constrangimento e medo.
— Milorde... os impostos da região sul... — o conde gaguejou.
Guy soltou o peito de Rimuru por um segundo, os lábios brilhando com o leite prateado.
— Prossiga. Eu estou ouvindo — disse Guy, antes de voltar a beber com ainda mais fome.
A reunião arrastou-se por mais uma hora. Guy, satisfeito por enquanto, manteve a mão esquerda por dentro do vestido de Rimuru, apertando e massageando o seio exposto com uma possessividade casual enquanto ditava ordens de execução e comércio. Rimuru estava uma pilha de nervos, o corpo vibrando com a estimulação constante e a humilhação de ser usado como um banquete privado no meio de uma audiência oficial.
Quando a reunião finalmente foi encerrada, os nobres fugiram do salão como se suas vidas dependessem disso. Guy levantou-se, carregando Rimuru no estilo noiva.
— Você é um exibicionista degenerado — murmurou Rimuru, escondendo o rosto no pescoço de Guy.
— E você é uma fonte inesgotável de prazer — Guy respondeu, caminhando em direção aos aposentos reais.
Ao chegarem ao quarto, Guy jogou Rimuru sobre a cama e entregou-lhe uma caixa.
— Vista isso. Vamos para o escritório terminar alguns relatórios.
Rimuru abriu a caixa e encontrou um conjunto de lingerie de couro preto, com amarras que deixavam quase tudo à mostra, e um par de botas de salto agulha que chegavam às coxas.
— Guy, isso não é roupa de escritório! — protestou Rimuru, mas ele já conhecia aquele olhar.
Dez minutos depois, Rimuru caminhava pelos corredores de pedra fria, vestindo apenas o couro provocante e as botas. Ele se sentia exposto, e a malícia natural do Slime começou a borbulhar. Enquanto caminhavam pelo corredor principal, Rimuru parou e encostou-se à parede, arqueando as costas e deixando o decote cair propositalmente.
— Sabe, Guy... — Rimuru passou a língua pelos lábios, olhando para o demônio debaixo dos cílios — ...eu acho que as correntes deste corredor são bem resistentes. Você não quer testar?
Guy parou instantaneamente. O autocontrole que ele mantivera durante a reunião evaporou. Ele avançou sobre Rimuru, prensando-o contra a parede de pedra.
— Você não deveria ter feito isso — sibilou Guy.
Sem preliminares, Guy rasgou a pequena calcinha de couro que Rimuru usava. Ele levantou uma das pernas de Rimuru, prendendo-a em seu quadril, e entrou nele com uma estocada bruta e violenta.
— Ahnnn! Guy! — O grito de Rimuru ecoou pelo corredor vazio, ricocheteando nas paredes de gelo.
Guy não teve piedade. Ele o possuía com uma ferocidade animal, cada impacto fazendo as costas de Rimuru baterem contra a pedra dura. O som de carne batendo contra carne era alto e obsceno. Guy mordia os ombros de Rimuru, deixando marcas profundas, enquanto suas mãos apertavam as nádegas do Slime com força suficiente para deixar hematomas.
— Mais... — implorou Rimuru, a mente se perdendo na dor e no prazer — ...mais forte, Guy! Me quebra!
Guy rugiu, aumentando a velocidade até que Rimuru estivesse soluçando de êxtase. Eles não pararam ali. Guy arrastou Rimuru até a sacada que dava para a cidade abaixo. O vento gelado atingiu a pele suada de Rimuru, criando um contraste térmico que o fez delirar.
Guy o forçou a se inclinar sobre o parapeito de mármore.
— Olhe para o seu povo, Rimuru! — Guy exclamou, penetrando-o por trás com uma força que quase o jogou por cima da borda. — Olhe para eles enquanto eu te marco como minha cadela!
Rimuru agarrou o mármore com tanta força que a pedra rachou. Ele via as luzes da cidade lá embaixo, imaginando os demônios olhando para cima e ouvindo seus gritos. Guy era implacável, suas estocadas atingindo o útero de Rimuru com uma precisão cruel. Ele puxava o cabelo azul de Rimuru, forçando-o a olhar para o abismo enquanto o preenchia repetidas vezes.
O prazer foi tanto que Rimuru começou a chorar, um pranto de puro êxtase e rendição. Ele gozou três vezes seguidas, o líquido escorrendo pelo mármore, antes de Guy finalmente liberar sua própria essência com um grito triunfante que pareceu estremecer as fundações do continente.
Rimuru desabou, suas pernas recusando-se a sustentá-lo. Guy o pegou antes que ele caísse, o corpo do Slime tremendo em espasmos pós-orgásmicos.
— Eu não... eu não consigo andar... — soluçou Rimuru.
Guy apenas sorriu, um sorriso de pura tirania satisfeita. Ele o carregou de volta para o quarto, mas em vez de deixá-lo descansar, ele o jogou sobre a cama de dossel.
— Ainda não terminamos — declarou o Lorde do Orgulho.
A rodada que se seguiu no quarto foi longa, bruta e desprovida de qualquer delicadeza. Guy explorou cada orifício, cada centímetro de pele, usando Rimuru até que o Slime não passasse de uma massa de carne trêmula e gemidos roucos.
Naquela noite, o silêncio do continente gelado foi quebrado. Os gritos de prazer e dor de Rimuru, amplificados pela magia de Guy, ecoaram por quilômetros. Os cidadãos demônios, os guardas e os nobres escutaram tudo. Alguns sentiram uma inveja profunda; outros, uma raiva contida por verem seu Lorde tão obcecado por um "estrangeiro"; mas a maioria sentiu apenas um constrangimento esmagador.
Na manhã seguinte, o clima no palácio era de puro escândalo.
Guy convocou uma reunião de emergência com os anciãos e generais para discutir a segurança das fronteiras. O salão estava tenso. Quando Guy entrou, o silêncio era desconfortável.
— Milorde — começou um dos generais mais antigos, sua voz tremendo de indignação —, com todo o respeito, o comportamento da noite passada... os ruídos... o povo está comentando. É uma afronta à dignidade deste trono que o senhor se comporte de forma tão... desregrada com o Lorde de Tempest.
Guy sentou-se no trono, limpando as unhas com uma adaga.
— O povo comenta? — Guy perguntou, sua voz fria como o gelo lá fora. — E desde quando a opinião de formigas importa para o leão?
— Mas, Milorde — insistiu um nobre —, a decência exige que...
Ele foi interrompido pelo som das portas se abrindo.
Rimuru entrou no salão. Se o traje da noite anterior era escandaloso, o de agora era uma declaração de guerra. Ele usava um vestido de veludo preto extremamente justo, que abraçava cada curva de sua forma feminina. O decote era tão profundo que quase revelava os mamilos, e a fenda lateral subia até o osso do quadril. Ele caminhava com uma confiança lascívia, apesar de ainda mancar levemente.
O salão inteiro prendeu a respiração.
Rimuru ignorou os nobres e caminhou em linha reta até Guy. Ele parou entre as pernas do Lorde Demônio e inclinou-se, sussurrando perto do ouvido de Guy, mas garantindo que o movimento fizesse seus seios saltarem do vestido.
— Guy... — Rimuru murmurou, sua voz carregada de uma promessa pecaminosa — ...eu cansei de esperar no quarto. Eu quero você. Agora.
Guy sentiu o sangue ferver. Ele olhou para a multidão de nobres que tentavam protestar sobre "decência".
— A reunião acabou — declarou Guy, levantando-se e agarrando Rimuru pela cintura.
— Mas, Milorde! — gritou o ancião. — O senhor não pode simplesmente nos deixar para...
Guy liberou um pulso de aura tão violento que as janelas de vidro do salão explodiram simultaneamente.
— Se algum de vocês disser mais uma palavra sobre como eu devo tratar o meu parceiro, eu farei questão de que os gritos dele sejam a última coisa que vocês ouvirão antes de eu arrancar suas almas — sibilou Guy.
Ele virou-se para Rimuru, um sorriso selvagem no rosto.
— Você ouviu, Rimuru. Parece que temos um compromisso.
Rimuru sorriu de volta, passando os braços pelo pescoço de Guy enquanto eram transportados por um círculo mágico diretamente para os aposentos privados.
Lá fora, os nobres ficaram em silêncio, chocados e envergonhados, enquanto, segundos depois, o primeiro gemido de Rimuru voltava a ecoar pelo palácio, mais alto e mais desafiador do que nunca. O Lorde do Orgulho e o Soberano do Caos haviam deixado claro: o mundo poderia queimar, mas eles pertenciam um ao outro, e cada grito de prazer era um lembrete de sua união eterna e profana.