O festival
O Despertar de Akane e a Voracidade do Lorde do Orgulho
O nascimento da pequena Akane não foi um evento calmo, como Shuna e os médicos de Tempest haviam planejado. Fiel à sua linhagem, a herdeira do Caos e do Orgulho decidiu que o mundo já havia esperado demais por sua presença. Três semanas antes do previsto, durante um jantar diplomático que Rimuru tentava conduzir com uma paciência que se esgotava, as águas mágicas romperam.
O caos que se seguiu foi digno de uma guerra santa. Guy Crimson, em um estado de pânico que ele negaria até a morte, quase reduziu o palácio a cinzas enquanto carregava Rimuru para a ala médica. Horas de gritos, explosões de aura mágica e a pressão esmagadora de dois Lordes Demônios culminaram no choro mais potente que a Federação Jura-Tempest já ouvira.
Akane nasceu com os cabelos de um vermelho carmesim tão intenso quanto os de seu pai e olhos amarelos que brilhavam com a inteligência afiada e a malícia de Rimuru. Desde o primeiro segundo, ela não era apenas uma bebê; ela era uma pequena tirana.
— Ela tem o seu olhar de "vou destruir o mundo se meu mingau estiver frio" — comentou Rimuru, exausto, mas com um sorriso radiante, enquanto segurava a pequena embrulhada em sedas.
— E tem a sua teimosia irritante — Guy respondeu, a voz rouca de alívio, enquanto acariciava a bochecha da filha.
No entanto, a dinastia Crimson-Tempest logo encontrou seu primeiro grande conflito: a amamentação.
Rimuru, em sua forma feminina para facilitar os cuidados maternos, descobriu que a produção de leite mágico era abundante — e extremamente potente. Akane mamava com uma voracidade que deixava Rimuru drenado, mas feliz. O problema, contudo, morava no homem sentado ao lado da cama.
Guy observava cada sessão de amamentação com olhos que brilhavam não apenas com orgulho paterno, mas com uma inveja visceral. Ele observava como a pequena Akane se agarrava ao peito de Rimuru, e o rosnado de possessividade em sua garganta era quase audível.
— Guy, pare com isso — disse Rimuru, ajeitando a pequena Akane, que soltou um arrotinho satisfeito. — Você está olhando para a sua própria filha como se ela estivesse roubando o seu tesouro.
— Ela está — Guy retrucou, cruzando os braços e bufando. — Esse privilégio sempre foi meu. Por que ela pode desfrutar de você o dia todo e eu tenho que ficar apenas olhando?
— Porque ela é uma bebê e precisa disso para crescer! — Rimuru revirou os olhos, embora estivesse secretamente divertido com o ciúme absurdo do Lorde Demônio mais poderoso do mundo.
— Eu também preciso — Guy murmurou, aproximando-se e cheirando o pescoço de Rimuru, onde o aroma doce de leite e o perfume natural do Slime se misturavam. — Eu sinto falta do gosto de você.
Após dias de Guy emburrado e exalando uma aura de "fim do mundo" pelos corredores, Rimuru cedeu. O acordo foi selado sob selos mágicos de privacidade: Guy teria seu quinhão, mas apenas quando Akane estivesse dormindo ou distraída. O Lorde do Orgulho aceitou os termos com um sorriso predatório que deveria ter alertado Rimuru sobre o que estava por vir.
Semanas depois, o palácio de gelo de Guy recebia uma visita oficial de Rimuru. O Slime estava usando um vestido de seda azul profundo, elegante e solto, projetado para facilitar a amamentação de Akane, que agora descansava em um berço flutuante vigiado por Misery.
Guy estava no meio de uma reunião entediante com suas servas sobre as fronteiras do continente gelado. Ele parecia desinteressado, até que Rimuru entrou na sala para entregar alguns documentos.
— Rimuru, venha aqui — ordenou Guy, interrompendo Hillary no meio de uma frase sobre impostos.
— Guy, agora não, eu acabei de colocar a Akane para dormir com a Misery — Rimuru tentou protestar, mas Guy já o havia puxado pela cintura, sentando-o em seu colo, bem na frente das servas estupefatas.
— Ela está distraída. E eu estou com fome — declarou Guy.
Sem um pingo de hesitação ou vergonha diante de suas subordinadas, Guy enfiou a mão no decote do vestido de Rimuru. Ele puxou o tecido para baixo com força, expondo os seios fartos e pesados de leite do Slime.
— Guy! As meninas estão olhando! — Rimuru exclamou, o rosto explodindo em um vermelho escarlate.
— Elas não veem nada que eu não permita — Guy disse friamente, lançando um olhar de aviso para Misery e Hillary, que imediatamente baixaram as cabeças, embora o constrangimento fosse palpável no ar.
Guy inclinou-se e abocanhou o mamilo de Rimuru com uma avidez desesperada. Ele sugou com força, gemendo de satisfação ao sentir o gosto doce e carregado de energia mágica. Rimuru soltou um arquejo, as mãos agarrando os ombros de Guy enquanto o prazer da sucção disparava faíscas por seu corpo sensível.
— Você é... um monstro — Rimuru sussurrou, a cabeça caindo para trás enquanto Guy alternava entre os dois seios, bebendo como se estivesse no deserto há anos.
— Eu sou o seu monstro — Guy respondeu, a voz abafada contra a pele dele. — E este leite... é a melhor coisa que já provei em milênios.
O que começou como uma simples "refeição" rapidamente escalou. Guy não se contentava apenas com o leite. Ele queria o corpo inteiro. Ele levantou Rimuru da cadeira, derrubando os relatórios de guerra no chão gelado, e o pressionou contra a mesa de obsidiana.
— Misery, Hillary. Saiam. Agora — ordenou Guy, sem desviar os olhos de Rimuru.
As servas desapareceram em borrões de magia antes que a porta terminasse de se fechar.
— Guy, a Akane pode acordar a qualquer momento... — Rimuru tentou dizer, mas sua voz morreu quando Guy levantou a saia de seu vestido, rasgando a calcinha de renda que Rimuru usava por baixo.
— Deixe que ela acorde. Ela precisa aprender quem manda aqui — Guy rosnou.
Ele abriu as pernas de Rimuru e entrou nele com uma estocada bruta e desimpedida. O impacto fez a mesa de obsidiana vibrar e Rimuru soltar um grito que foi abafado pela boca de Guy. O sexo era selvagem, movido por semanas de desejo acumulado e a adrenalina de serem pais de uma pequena força da natureza.
Guy era implacável. Ele possuía Rimuru com uma ferocidade que não dava espaço para descanso. Suas mãos apertavam os seios de Rimuru, fazendo com que mais leite escorresse por seu abdômen, o que só servia para aumentar o frenesi de Guy. Ele lambia o líquido da pele de Rimuru enquanto o penetrava com estocadas rítmicas e profundas que atingiam o âmago da consciência do Slime.
— Ahnn! Guy! Mais... mais forte! — Rimuru implorava, as unhas cravando-se nas costas musculosas do demônio.
No auge do ato, quando ambos estavam prestes a atingir o limite, a porta da sala de reuniões se abriu magicamente. Akane, flutuando em sua pequena bolha de proteção, entrou na sala. Ela não estava chorando; ela estava apenas... observando.
Rimuru congelou, o rosto queimando de vergonha.
— Guy... pare... a Akane...
Guy, porém, não parou. Ele apenas olhou por cima do ombro para a filha. Akane inclinou a cabecinha, seus olhos amarelos brilhando com uma curiosidade precoce. Ela viu o pai possuindo a mãe, viu o leite e a paixão, e então soltou uma risadinha borbulhante, batendo as mãozinhas.
— Veja, Rimuru — Guy sorriu, dando uma última estocada profunda que fez Rimuru gozar violentamente nos lençóis do vestido. — Ela aprova.
Guy atingiu seu próprio ápice segundos depois, rugindo o nome de Rimuru enquanto despejava sua essência dentro dele. Eles ficaram ali, ofegantes, enquanto a pequena Akane flutuava até a mesa, tentando agarrar a corrente de ouro no pescoço de Guy.
— Você é um péssimo exemplo de pai — Rimuru conseguiu dizer, limpando o suor da testa e tentando se recompor enquanto Akane puxava seu cabelo carinhosamente.
— Eu sou o melhor exemplo — Guy corrigiu, pegando a bebê no colo com uma mão e mantendo a outra possessivamente na coxa de Rimuru. — Ela agora sabe que, embora ela seja a princesa de Tempest, eu ainda sou o rei deste território.
Akane, no entanto, não parecia totalmente convencida. Ela olhou para o peito exposto de Rimuru e soltou um grunhido de protesto, tentando empurrar a mão de Guy para longe de sua fonte de alimento.
— Parece que alguém tem ciúmes de você, Guy — Rimuru riu, sentindo o humor mudar.
— Ela vai ter que aprender a dividir — Guy disse, beijando a testa da filha e depois os lábios de Rimuru. — Porque eu não pretendo parar de te marcar, de te usar e de te beber nunca.
A vida em Tempest e no palácio de gelo tornou-se uma dança constante de poder. Akane crescia rápido, demonstrando uma personalidade que era o puro reflexo da arrogância de Guy e da inteligência de Rimuru. Ela adorava o pai, seguindo-o como uma pequena sombra carmesim, mas as batalhas pelo tempo de Rimuru eram lendárias.
Houve o dia em que Akane, já conseguindo engatinhar e usar pequenos surtos de magia espacial, teletransportou-se para o meio do banho de Rimuru e Guy, apenas para jogar água no rosto do pai quando ele tentou beijar o pescoço de Rimuru.
— Fora daqui, pequena peste! — Guy exclamou, rindo apesar da irritação.
— Pa-pá... não! — Akane balbuciou, abraçando o pescoço de Rimuru e mostrando a língua para Guy.
— Ela definitivamente é sua filha — Rimuru riu, abraçando a pequena.
Mas Guy sempre encontrava seus momentos. Ele se tornou um mestre em distração, usando subordinados e brinquedos mágicos complexos para manter Akane ocupada enquanto levava Rimuru para cantos escondidos do jardim ou para as salas mais profundas do palácio.
Em uma dessas tardes, Rimuru estava sentado sob uma árvore de Sakura, amamentando Akane, que estava quase cochilando. Guy apareceu, silencioso como uma sombra, e sentou-se atrás de Rimuru, envolvendo-os em seus braços largos.
— Ela dormiu? — Guy sussurrou.
— Quase — Rimuru respondeu, sentindo o calor de Guy.
Assim que os olhos de Akane se fecharam completamente, Guy não perdeu tempo. Ele afastou suavemente a bebê, colocando-a em um ninho de almofadas mágicas ao lado, e voltou sua atenção para Rimuru.
— Minha vez — ele declarou.
Ele não esperou por permissão. Guy abriu o robe de Rimuru e atacou o peito que ainda estava úmido. A sucção era voraz, quase dolorosa, mas Rimuru sentia o desejo subir instantaneamente. Guy o virou de costas, forçando-o a ficar de quatro na grama macia do jardim privado.
— Aqui, Guy? E se alguém entrar? — Rimuru arquejou.
— Ninguém entra no meu domínio sem que eu permita — Guy sibilou.
Ele entrou em Rimuru com uma violência apaixonada, as mãos agarrando os quadris do Slime e deixando marcas que durariam dias. O som do sexo misturava-se ao canto dos pássaros e ao vento nas árvores. Guy era possessivo, marcando a pele de Rimuru com mordidas frescas a cada estocada, reafirmando que, apesar da nova adição à família, o Slime azul ainda era sua propriedade absoluta.
— Diga... de quem você é — Guy exigiu, o suor pingando de seu rosto enquanto ele acelerava o ritmo.
— Eu... eu sou seu, Guy! Sempre seu! — Rimuru gritou, atingindo o ápice no momento em que Guy o preenchia completamente.
Eles ficaram ali, deitados na grama, enquanto a pequena Akane despertava de seu sono. Ela olhou para os pais, viu o estado bagunçado de Rimuru e o olhar triunfante de Guy, e soltou um suspiro de tédio digno de um Lorde Demônio veterano. Ela se arrastou até Rimuru, ignorando Guy, e aninhou-se no peito da mãe, reivindicando seu lugar de direito.
— Ela vai ser um problema quando crescer — Rimuru disse, acariciando o cabelo carmesim da filha.
— Ela vai ser um terror — Guy concordou, deitando-se ao lado deles e puxando ambos para um abraço. — Mas ela é o nosso terror. E eu não mudaria nada.
O Grande Festival Esportivo havia trazido o caos, mas o que veio depois — a pequena Akane e a paixão devoradora entre Guy e Rimuru — era o verdadeiro prêmio. Entre sessões de amamentação disputadas, sexo explícito em salas de reuniões e a tirania de uma bebê prodígio, o lorde do Orgulho e o herdeiro do Caos haviam construído um império de luxúria e amor que nem mesmo o tempo ousaria desafiar.