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O vencedor da batalha

O Domínio do Vermelho: Seda, Rendição e o Capricho do Lorde Demônio

A manhã em Tempest surgiu com um brilho dourado, mas para Rimuru Tempest, o despertar foi acompanhado por um suspiro de resignação profunda. Ele estava sentado diante de sua penteadeira, observando seu reflexo na forma feminina que havia adotado para o festival. A pele leitosa, as curvas suaves e os cabelos azul-prateados que caíam em ondas pelas costas eram um espetáculo à parte, mas o que realmente o preocupava era a figura encostada no batente da porta: Guy Crimson.

Guy não parecia o temível Lorde Demônio das eras primordiais naquele momento. Ele vestia uma túnica leve, mas seus olhos vermelhos brilhavam com uma intensidade predatória que fazia Rimuru se sentir como uma presa particularmente interessante. Em suas mãos, ele carregava uma caixa de madeira de sândalo, adornada com fios de ouro.

— Bom dia, minha musa — disse Guy, sua voz arrastada e carregada de uma satisfação óbvia. — Espero que tenha dormido bem, pois os seus próximos dois dias pertencem inteiramente a mim.

Rimuru virou-se na cadeira, cruzando os braços sobre o peito, o que apenas serviu para acentuar o decote da camisola de seda que usava.

— Você está se divertindo demais com isso, Guy. Eu ainda não acredito que perdi por causa de um puxão de tornozelo. Foi golpe baixo!

— Em uma guerra, Rimuru, não existem golpes baixos, apenas vencedores — Guy caminhou até ele, colocando a caixa sobre a mesa. — E como vencedor, eu reivindico meu primeiro desejo.

Ele abriu a caixa. Dentro, repousava um conjunto que desafiava a definição de "roupa". Era uma combinação de seda carmesim e rendas negras tão finas que pareciam tecidas por aranhas mágicas. Havia um corpete estruturado que prometia elevar e destacar o busto de Rimuru, além de uma saia que não passava de algumas tiras de tecido translúcido presas por joias.

— Você quer que eu use... isso? — Rimuru apontou para o traje com o dedo trêmulo. — Guy, se eu sair assim, o Diablo vai ter um colapso nervoso e a Shuna vai tentar te assassinar!

— Deixe que tentem — respondeu Guy, inclinando-se para sussurrar no ouvido de Rimuru, sentindo o perfume suave de flores que emanava da pele do slime. — Hoje, ninguém entra neste palácio sem minha permissão. E você não vai sair. Vamos aproveitar a exclusividade aqui mesmo, onde eu possa apreciar cada detalhe sem interrupções.

Rimuru sentiu um calafrio. A ideia de ficar confinado com Guy enquanto vestia algo tão provocante era aterrorizante e, de uma forma que ele não admitiria em voz alta, excitante. Sob a supervisão direta de Guy — que se recusou a sair do quarto, alegando que queria "garantir que o ajuste fosse perfeito" —, Rimuru vestiu o traje.

O corpete era apertado, forçando sua postura e realçando as curvas que sua forma feminina possuía com tanta naturalidade. A seda carmesim contrastava magnificamente com sua pele pálida. Quando ele terminou de prender as meias de renda que subiam até o meio das coxas, Rimuru estava vermelho de vergonha.

— Satisfeito? — perguntou Rimuru, tentando cobrir o que podia com as mãos.

Guy deu um passo à frente, segurando o queixo de Rimuru e forçando-o a olhar para cima. Os olhos do Lorde Demônio percorreram cada centímetro do corpo à sua frente, detendo-se nos seios que o corpete empurrava para cima de forma generosa.

— Quase — murmurou Guy. — Falta um toque final.

Ele pegou um colar de rubis pesados da caixa e o prendeu ao redor do pescoço de Rimuru. O toque frio do metal contra a pele quente fez o slime estremecer.

— Agora sim. Você está magnífica, Rimuru.

As horas seguintes foram uma mistura de tortura psicológica e mimos excessivos. Guy insistiu que eles passassem o tempo no salão privativo, onde ele se acomodou em um divã espaçoso, exigindo que Rimuru se sentasse ao seu lado. Não apenas ao lado, mas praticamente em seu colo.

— Guy, isso é embaraçoso — protestou Rimuru, sentindo a mão grande de Guy repousar casualmente em sua cintura, o polegar acariciando a pele exposta entre o corpete e a saia de tiras.

— O contrato dizia exclusividade e escolha de vestuário — lembrou Guy, pegando um cacho de uvas e levando-o aos lábios de Rimuru. — Coma. Você precisa de energia para o que planejei para a tarde.

— O que você planejou? — Rimuru perguntou, aceitando a uva, os lábios roçando os dedos de Guy por um breve segundo.

— Uma sessão de "apreciação artística" — disse Guy com um sorriso enigmático.

A "apreciação artística" de Guy consistia em fazer Rimuru posar em diferentes partes do salão enquanto ele o observava, bebendo vinho da melhor safra de Tempest. Guy fazia comentários audaciosos sobre como a luz do sol batia nas curvas de Rimuru ou como a transparência da renda preta deixava pouco para a imaginação.

— Você é um pervertido, sabia? — disse Rimuru, agora sentado em uma poltrona de veludo, com uma perna cruzada sobre a outra, o que fazia a saia de tiras revelar quase toda a sua coxa.

— Eu sou um apreciador da beleza — corrigiu Guy, levantando-se e caminhando em direção a ele. — E você, Rimuru, é a coisa mais bela e fascinante que surgiu neste mundo em milênios. Por que eu não aproveitaria a chance de ter você só para mim?

Guy parou diante de Rimuru e, com uma audácia que fez o coração do slime disparar, deslizou a mão pela curva do quadril de Rimuru até alcançar a parte interna da coxa.

— O que você está fazendo? — a voz de Rimuru saiu mais fraca do que ele pretendia.

— Verificando se o tecido não está irritando sua pele — respondeu Guy, seus olhos brilhando com uma malícia indisfarçada. — Seria um desperdício se a musa de Tempest ficasse desconfortável.

A tensão entre os dois era quase sólida. Rimuru podia sentir o poder de Guy, mas também uma ternura possessiva que ele nunca esperaria do Lorde Demônio Vermelho. Guy inclinou-se, aproximando o rosto do decote de Rimuru, respirando fundo.

— Você cheira a magia e a algo doce — sussurrou Guy. — É inebriante.

Antes que Rimuru pudesse responder, Guy selou a distância entre eles, não com um beijo nos lábios, mas com um beijo suave e demorado na base do pescoço, logo acima do colar de rubis. Rimuru soltou um suspiro involuntário, suas mãos agarrando os ombros de Guy para se apoiar.

— Guy... as regras... — Rimuru tentou lembrar, mas sua mente estava ficando nublada.

— As regras diziam que ninguém podia te tocar *durante* os jogos — disse Guy contra sua pele. — Os jogos acabaram. Agora, as regras são minhas.

O primeiro dia terminou com Rimuru exausto, não de esforço físico, mas da constante estimulação sensorial e da presença avassaladora de Guy. Ele esperava que o segundo dia fosse mais calmo, mas Guy Crimson não era conhecido por sua moderação.

No segundo dia, o traje era ainda mais ousado. Guy apresentou a Rimuru um biquíni de fios metálicos dourados, que mal cobria o essencial, acompanhado por uma túnica de seda branca que era tão translúcida que servia apenas para emoldurar o corpo por baixo, não para escondê-lo.

— Guy, eu não posso usar isso nem dentro de casa! — exclamou Rimuru, olhando horrorizado para o minúsculo pedaço de metal dourado.

— Ah, mas você vai — disse Guy, com um tom de autoridade inquestionável. — Hoje vamos para as termas privativas. Eu quero ver como esse ouro brilha sob a água e contra a sua pele molhada.

Nas termas, o vapor subia em volutas preguiçosas, criando um ambiente de sonho. Rimuru entrou na água, sentindo o calor relaxar seus músculos, mas a sensação de exposição era constante. O biquíni dourado refletia a luz das lanternas, e a túnica branca, agora encharcada, grudava em seu corpo, revelando cada detalhe de seus seios e a linha de sua cintura.

Guy entrou na água logo depois, movendo-se com a graça de um predador marinho. Ele nadou até Rimuru, cercando-o contra a borda de pedra da piscina.

— Você está tentando me matar de desejo, não é? — perguntou Guy, passando a mão pelo cabelo molhado de Rimuru.

— Eu? Você que escolheu as roupas! — retrucou Rimuru, embora estivesse sorrindo. Ele estava começando a se divertir com o jogo de sedução. Ele percebeu que tinha um poder sobre Guy que ninguém mais possuía.

Rimuru inclinou-se para frente, deixando que seus seios, realçados pelo metal dourado, pressionassem levemente contra o peito sólido de Guy.

— E então, Lorde Crimson? O que vai fazer agora que me tem exatamente onde queria?

Guy soltou uma risada curta, seus olhos fixos nos lábios de Rimuru.

— Eu vou aproveitar cada segundo. Vou fazer você esquecer que é um governante, um slime ou um herói. Por esses dois dias, você é apenas minha musa.

Ele envolveu a cintura de Rimuru, puxando-o para mais perto, eliminando qualquer espaço restante. O contato da pele nua sob a água quente era eletrizante. Guy começou a traçar padrões na base das costas de Rimuru, subindo lentamente até onde o biquíni se amarrava.

— Sabe, Rimuru — começou Guy, sua voz vibrando contra o peito do outro —, eu poderia me acostumar com isso. Talvez devêssemos tornar esse festival um evento mensal.

— Nem pensar! — Rimuru riu, jogando a cabeça para trás. — Meu coração não aguentaria, e meus subordinados provavelmente declarariam guerra ao mundo inteiro por ciúmes.

— Deixe que declarem — disse Guy, finalmente selando seus lábios aos de Rimuru em um beijo que começou lento e exploratório, mas rapidamente se transformou em algo faminto e profundo.

Rimuru correspondeu ao beijo, suas mãos subindo para o cabelo carmesim de Guy. Naquele momento, as roupas ousadas, a política do Octagrama e as preocupações de Tempest desapareceram. Havia apenas o calor da água, o sabor de Guy e a descoberta de uma conexão que ia muito além da diplomacia.

Guy aproveitou a oportunidade para explorar as curvas que tanto admirara de longe. Suas mãos vagavam com reverência e desejo, apreciando a maciez da forma que Rimuru havia criado. Ele se certificou de que Rimuru sentisse cada grama de sua possessividade, deixando marcas leves que desapareceriam em breve, mas que serviriam como lembrete de quem ele pertencia naquelas quarenta e oito horas.

Quando o sol começou a se pôr no segundo dia, marcando o fim do prêmio de Guy, os dois estavam de volta ao escritório de Rimuru. O slime havia voltado à sua vestimenta habitual, embora seu rosto ainda estivesse corado e seus lábios levemente inchados.

Guy estava parado junto à janela, observando a cidade que Rimuru construíra.

— Foi um prêmio bem utilizado — comentou Guy, virando-se para Rimuru com um sorriso satisfeito.

— Você é impossível — disse Rimuru, sentando-se em sua mesa e tentando recuperar sua postura profissional, embora seus pensamentos ainda estivessem nas termas. — Mas admito... não foi de todo ruim.

— "Não foi de todo ruim"? — Guy arqueou uma sobrancelha. — Rimuru, você estava implorando por mais há apenas duas horas.

— Cale a boca! — Rimuru jogou uma almofada nele, que Guy pegou com facilidade.

— Eu voltarei para o próximo festival — prometeu Guy, caminhando em direção à porta. — E da próxima vez, eu não vou me contentar com apenas dois dias. Prepare-se, Rimuru. A guerra por você está apenas começando, e eu não pretendo perder nenhuma batalha.

Com um aceno elegante e um brilho de desafio nos olhos, Guy Crimson partiu, deixando Rimuru sozinho em seu escritório. O slime suspirou, recostando-se na cadeira e olhando para o teto. Ele sabia que sua vida em Tempest nunca mais seria a mesma. Entre as tramas de Diablo, as exigências de Shuna e a possessividade avassaladora de Guy, Rimuru percebeu que ser a "Musa de Tempest" era o cargo mais perigoso — e inesperadamente prazeroso — que ele já ocupara.

— Dois dias... — sussurrou Rimuru para si mesmo, um pequeno sorriso surgindo em seu rosto. — Acho que vou precisar de roupas novas para o próximo mês.

Enquanto isso, nas sombras do corredor, Diablo observava a partida de Guy com um olhar que misturava fúria e admiração invejosa. Ele já estava planejando como garantiria que, no próximo festival, o prêmio de exclusividade fosse seu. A paz em Tempest era apenas uma fachada; a verdadeira competição pelos afetos do slime azul-prateado estava apenas subindo de nível.