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O vencedor da batalha

Seda, Pecado e a Obsessão do Lorde Vermelho

O sol de Tempest ainda nem havia atingido o zênite e Rimuru já se sentia completamente à mercê de Guy Crimson. O acordo era claro: dois dias de exclusividade total, e Guy tinha o direito absoluto de escolher cada peça de roupa que cobriria — ou melhor, que revelaria — o corpo do líder de Tempest. No entanto, Rimuru não esperava que o Lorde Demônio Primordial fosse tão meticuloso e... insaciável.

No centro do quarto luxuoso, Rimuru estava parado, sentindo o ar fresco da manhã arrepiar sua pele leitosa. Ele estava em sua forma feminina, uma versão ligeiramente mais alta e curvilínea de sua forma humana habitual, com seios fartos que pareciam desafiar a gravidade e quadris que convidavam ao toque.

— Guy, essa já é a terceira troca de roupa e ainda nem tomamos café da manhã! — protestou Rimuru, tentando cobrir o busto com os braços enquanto observava a nova "peça" que Guy segurava.

— Silêncio, minha musa — murmurou Guy, sua voz vibrando em um tom baixo e perigoso que fez as pernas de Rimuru fraquejarem. — Eu ganhei o direito de ver cada faceta sua. E esta... esta é a minha favorita para a manhã.

Guy aproximou-se, ignorando os protestos manhosos de Rimuru. Ele segurava um conjunto de lingerie feito inteiramente de tiras de couro fino e seda translúcida preta. Não havia como esconder nada naquilo. Guy começou a vestir Rimuru pessoalmente, suas mãos grandes e quentes deslizando pela pele macia do slime com uma possessividade agressiva.

— Você está sendo bruto — sibilou Rimuru, arqueando as costas quando os dedos de Guy apertaram sua cintura com força, deixando marcas avermelhadas instantâneas.

— Eu sou um Lorde Demônio, Rimuru. A delicadeza é um conceito que eu aplico apenas quando me convém — Guy prendeu o fecho do sutiã de renda, que mal conseguia conter o volume dos seios de Rimuru. — E agora, o que me convém é marcar o que é meu.

Guy puxou Rimuru pelo pescoço, não com um colar, mas segurando-o com firmeza pela nuca, forçando-o a olhar para cima. O contraste entre o cabelo carmesim de Guy e o azul-prateado de Rimuru era hipnotizante. Sem aviso, Guy inclinou a cabeça e enterrou o rosto no decote profundo de Rimuru.

— Guy! O que você... ah! — Rimuru soltou um suspiro agudo quando sentiu a língua quente de Guy lamber o sulco entre seus seios, seguida por uma mordida firme e deliberada na carne macia.

— Você tem um gosto divino — disse Guy, emergindo com um brilho selvagem nos olhos. — Eu imbui minha magia nessas marcas. Sua regeneração pode tentar, mas elas não vão desaparecer até que eu decida que meu tempo com você acabou. Quero que todos vejam, quando você voltar às suas reuniões, quem foi que te dominou.

Rimuru estremeceu, uma mistura de medo e um desejo avassalador percorrendo seu corpo. Ele se sentia pequeno, vulnerável e estranhamente satisfeito sob a atenção agressiva de Guy.

— Você é um maníaco — sussurrou Rimuru, as mãos enterradas nos ombros largos de Guy. — Se o Diablo vir isso, ele vai tentar se autodestruir de inveja.

— Deixe que aquele mordomo sofra — Guy riu, uma risada sombria e sensual. Ele pegou Rimuru no colo como se ele não pesasse nada e o jogou sobre a cama de dossel. — Agora, mude para a próxima. Eu quero ver você naquele vestido de seda que mal se sustenta nos ombros.

A tarde transformou-se em um borrão de tecidos luxuosos e toques proibidos. Guy não permitia que Rimuru ficasse com a mesma roupa por mais de duas horas. Cada troca era um ritual de humilhação e prazer. Rimuru foi forçado a usar um vestido de seda branca tão fino que, ao menor movimento, as fendas laterais revelavam que ele não usava nada por baixo.

— Guy, isso é... é indecente — murmurou Rimuru, sentando-se no colo do Lorde Demônio enquanto este bebia vinho.

— Indecente é você ter escondido esse corpo de mim por tanto tempo — rebateu Guy, sua mão subindo pela fenda do vestido, os dedos roçando a intimidade de Rimuru com uma precisão cruel. — Diga-me, Rimuru... você gosta quando eu te trato assim? Como se você fosse apenas meu brinquedo?

Rimuru escondeu o rosto no pescoço de Guy, soltando um gemido manhoso.

— Eu... eu odeio o quanto você é bom nisso.

— Mentiroso — Guy mordeu o lóbulo da orelha de Rimuru. — Seu corpo está reagindo a cada toque meu. Você é uma criaturinha luxuriosa, não é? Escondida sob essa fachada de governante benevolente.

Guy virou Rimuru de costas para ele, puxando o tecido do vestido para baixo, expondo as costas brancas e as nádegas redondas. Ele começou a distribuir beijos e mordidas por toda a extensão da coluna de Rimuru, deixando um rastro de marcas roxas e vermelhas.

— Olhe para você — disse Guy, forçando Rimuru a olhar para o espelho à frente deles. — Olhe como você está marcado. O grande Rimuru Tempest, reduzido a uma boneca de Lorde Demônio.

Rimuru olhou para seu reflexo. Seus olhos amarelos estavam nublados de luxúria, os cabelos bagunçados e o corpo coberto pelos "selos" de posse de Guy. Ele parecia uma musa caída, e a visão apenas aumentava seu desejo.

— Por favor, Guy... — pediu Rimuru, sua voz uma súplica arrastada.

— "Por favor" o quê? — Guy provocou, suas mãos agora apertando os seios de Rimuru com força, fazendo-os saltar por cima do decote do vestido. — Você quer que eu pare? Ou quer que eu te mostre por que sou o mais antigo dos Lordes?

— Não pare — admitiu Rimuru, virando-se para beijar Guy com uma urgência desesperada.

O clima esquentou até que as roupas se tornassem um estorvo. Guy desfez-se de suas próprias vestes, revelando um corpo esculpido em poder e batalhas milenares. Ele dominou Rimuru com uma agressividade faminta, explorando cada centímetro do slime como se estivesse mapeando um novo território.

— Você é meu, Rimuru — rosnou Guy entre beijos profundos que saboreavam a essência do outro. — Durante esses dois dias e em todos os outros que eu decidir reivindicar.

Nas termas, durante a noite, a brincadeira continuou. Rimuru usava o biquíni de metal dourado que Guy havia escolhido, mas o metal agora estava quente devido à temperatura da água e ao calor dos corpos. Guy mantinha Rimuru prensado contra a parede de pedra da piscina, suas mãos nunca parando de se mover.

— Sabe — disse Guy, lambendo a água que escorria pelo pescoço de Rimuru —, eu estava pensando em como seria divertido levar você para o Palácio de Gelo assim. Apenas com esse metal dourado e minhas marcas.

— Você me congelaria — brincou Rimuru, tentando manter um pouco de seu humor sarcástico, apesar de estar derretendo sob o toque de Guy.

— Eu te manteria aquecido — Guy sorriu, um sorriso que prometia noites sem fim de pecado. — Com meu próprio fogo.

Guy mergulhou a cabeça na água por um momento, apenas para emergir e morder a parte interna da coxa de Rimuru, bem perto da borda do biquíni. Rimuru soltou um grito que ecoou pelas termas, suas unhas cravando-se nos ombros de Guy.

— Mais uma marca para a coleção — murmurou Guy, observando o sinal vermelho na pele pálida. — Esta é para você se lembrar de mim toda vez que caminhar amanhã.

— Você é um bruto — disse Rimuru, puxando Guy para um beijo molhado. — Mas é o meu bruto.

A noite avançou entre risadas maliciosas, piadas sobre a reação dos outros Lordes Demônios se vissem a cena, e momentos de uma intimidade tão crua que Rimuru sentia que sua alma estava sendo exposta tanto quanto seu corpo. Guy não era apenas um amante agressivo; ele era um observador atento, deliciando-se com cada reação de Rimuru, cada suspiro e cada tentativa de retaliação manhosa.

— Amanhã é o segundo dia — lembrou Guy, enquanto eles finalmente se deitavam, exaustos mas satisfeitos. — E eu já escolhi a primeira roupa. É um traje de gueixa transparente, Rimuru. E você vai servir o chá para mim... de joelhos.

Rimuru soltou um gemido dramático, afundando-se nos travesseiros, mas não conseguiu evitar o sorriso que brincava em seus lábios.

— Eu realmente criei um monstro, não foi?

— Não — corrigiu Guy, puxando Rimuru para seu peito e cobrindo-o com sua asa de energia carmesim. — Você apenas deu a um monstro um motivo para se divertir. E eu pretendo me divertir por muito, muito tempo.

Enquanto o sono finalmente os alcançava, Rimuru sabia que, embora o festival tivesse acabado, a "guerra" por ele estava apenas entrando em uma fase nova e muito mais perigosa. E, honestamente, ele mal podia esperar para ver qual seria o próximo movimento de Guy. Afinal, ser o grande prêmio nunca foi tão... recompensador.