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O vencedor da batalha

Seda, Pecado e a Obsessão do Lorde Vermelho

A madrugada em Tempest ainda estava mergulhada em um silêncio profundo quando a temperatura no quarto de Rimuru começou a subir, não por causa do clima, mas pela aura densa e predatória que emanava de Guy Crimson. O Lorde Demônio Primordial não era conhecido por sua paciência, e o segundo dia de seu prêmio de exclusividade havia tecnicamente começado no instante em que o relógio marcou meia-noite.

Rimuru dormia profundamente em sua forma feminina, os cabelos azul-prateados espalhados como seda sobre os travesseiros de cetim. A luz da lua filtrava-se pelas cortinas, banhando sua pele leitosa com um brilho quase etéreo. Guy, que não precisava de sono, observava-o há horas, sua possessividade fervendo sob a superfície. Ele não queria apenas companhia; ele queria a submissão total daquela criatura que ousava ser seu igual.

Sem qualquer aviso ou delicadeza, Guy moveu-se. Ele se posicionou sobre Rimuru, o peso de seu corpo sólido e poderoso prendendo o slime contra o colchão.

— Acorde, minha pequena musa — sussurrou Guy, sua voz uma vibração gutural contra o ouvido de Rimuru. — O segundo dia começou, e eu não pretendo desperdiçar um único segundo dele com o seu sono.

Rimuru despertou com um sobressalto, os olhos amarelos arregalados na penumbra. Antes que pudesse processar a situação ou protestar, sentiu os lábios de Guy em seu pescoço. Não era um beijo. Guy cravou os dentes na carne macia da junção entre o ombro e o pescoço, marcando-o com uma força que arrancou um grito sufocado de Rimuru.

— Guy! O que você está... ah! — Rimuru arqueou as costas, as mãos agarrando os lençóis enquanto Guy continuava sua trilha de mordidas.

O Lorde Vermelho estava agindo sem qualquer cerimônia. Suas mãos grandes exploravam o corpo de Rimuru com uma agressividade faminta, enquanto seus dentes deixavam marcas roxas e avermelhadas nos seios, na barriga e na parte interna das coxas do slime. Guy parecia querer reivindicar cada centímetro quadrado daquela pele, selando-a com sua marca pessoal.

— Você é meu — rosnou Guy, separando as pernas de Rimuru com os joelhos. — Eu vou entrar em você agora, e não vou sair até que o sol esteja alto no céu. Quero sentir cada batida do seu coração contra o meu durante o resto desta noite.

Rimuru, embora pego de surpresa pela intensidade, sentiu um calor avassalador subir por seu corpo. Ele poderia ter usado sua força para empurrá-lo, poderia ter protestado seriamente, mas a natureza manha e provocadora que ele vinha desenvolvendo sob a influência de Guy falou mais alto. Ele envolveu as pernas ao redor da cintura de Guy, puxando-o para mais perto.

— Então pare de falar, Guy — provocou Rimuru, sua voz saindo em um tom arrastado e desafiador. — Se você é tão poderoso quanto diz, mostre-me. Prove que consegue me manter sob seu controle.

O desafio foi a gota d'água. Guy entrou nele com uma urgência que fez o mundo de Rimuru girar. O contato era absoluto, uma fusão de energias que fazia as faíscas mágicas dançarem pelo quarto. Durante horas, o quarto foi preenchido apenas pelos sons de respiração ofegante, o atrito de corpos e os gemidos manhosos de Rimuru, que incentivava cada investida mais bruta de Guy com sussurros provocantes.

Quando a primeira luz do amanhecer finalmente tocou o horizonte, Guy cumpriu sua promessa. Ele permaneceu unido a Rimuru, os dois envoltos em um abraço possessivo enquanto o suor esfriava em suas peles marcadas.

— Você está satisfeito agora, seu bruto? — perguntou Rimuru, a cabeça descansando no peito de Guy, sentindo o ritmo constante do coração do Lorde Demônio.

— Longe disso — respondeu Guy, passando a mão pelos cabelos bagunçados de Rimuru. — Isso foi apenas o prelúdio. Agora que o sol nasceu, é hora de você vestir o que eu preparei para o café da manhã.

Guy levantou-se e caminhou até o armário, retirando um traje que fez Rimuru arregalar os olhos. Era um quimono de gueixa, mas não um tradicional. O tecido era uma seda negra tão fina que era praticamente transparente, adornada com fios de ouro que formavam padrões de chamas. Não havia roupas de baixo incluídas no conjunto.

— Você quer que eu use isso? — Rimuru sentou-se na cama, a túnica da noite anterior rasgada e caída ao redor de seus quadris. — Guy, dá para ver tudo através disso!

— Exatamente — disse Guy, um sorriso predatório cruzando seus lábios. — Eu quero ver os resultados do meu trabalho noturno brilhando sob a seda. Cada marca, cada mordida... eu quero admirar minha obra enquanto você me serve.

Rimuru soltou um suspiro exageradamente dramático, mas levantou-se com uma graça deliberada. Ele permitiu que Guy o ajudasse a vestir o quimono transparente. O tecido deslizava sobre suas curvas, revelando as marcas roxas que Guy havia deixado em seus seios e coxas. Rimuru, decidindo abraçar seu papel, caminhou até o espelho e ajeitou o cabelo em um coque frouxo, deixando algumas mechas caírem sobre o rosto.

— Sabe, Guy — começou Rimuru, virando-se para o Lorde Demônio com um olhar carregado de malícia —, se você queria um brinquedo, deveria ter pedido a Ramiris para construir um. Mas se você quer uma Rainha... terá que lidar com as consequências.

Ele caminhou em direção a Guy, o quadril balançando de forma provocante, a transparência do quimono deixando pouco para a imaginação a cada passo.

— Eu vou servir o seu chá — continuou Rimuru, aproximando-se o suficiente para que seus seios roçassem o peito de Guy —, mas não espere que eu seja uma serva comportada.

Eles se dirigiram para a varanda privativa, onde uma mesa baixa já estava posta com iguarias e chá. Rimuru ajoelhou-se sobre a almofada de seda, a fenda do quimono abrindo-se para revelar sua coxa inteira, onde uma marca de dentes particularmente profunda de Guy ainda era visível.

— Seu chá, Lorde Crimson — disse Rimuru, inclinando-se para frente de forma que o decote do quimono se abrisse perigosamente.

Guy observava cada movimento com uma intensidade que poderia derreter metal. Ele pegou a xícara, mas seus olhos nunca deixaram os de Rimuru.

— Você está se tornando muito boa nisso, Rimuru. Quase parece que você gosta de me provocar.

— E quem disse que eu não gosto? — Rimuru pegou um pequeno doce e o levou aos lábios, mordendo-o lentamente enquanto mantinha o contato visual. — Ver o grande Guy Crimson perder a compostura por causa de um pedaço de seda transparente é o melhor entretenimento que tive em décadas.

Guy largou a xícara, o chá esquecido. Ele esticou a mão e puxou Rimuru pelo colarinho do quimono, trazendo-o para perto.

— Você acha que eu perdi a compostura? Você ainda não viu nada.

— Oh, eu vi bastante durante a madrugada — rebateu Rimuru, soltando uma risadinha manhosa e passando os braços ao redor do pescoço de Guy. — Mas sinto que você ainda tem alguns fetiches escondidos. Por que não me mostra o próximo?

Guy não precisou de um segundo convite. Ele levantou Rimuru e o levou de volta para dentro, onde o resto do dia foi consumido por uma série de jogos de poder e sedução. Guy apresentou roupas cada vez mais audaciosas: um traje de dançarina feito de correntes de prata que tilintavam a cada movimento, e um vestido de látex carmesim que se moldava ao corpo de Rimuru como uma segunda pele, exigindo que Guy usasse óleos aromáticos para vesti-lo.

A cada nova roupa, Rimuru tornava-se mais ousado. Ele não era mais a musa relutante; ele era o mestre da provocação. Ele usava sua forma feminina para flertar abertamente com Guy, sussurrando segredos em seu ouvido e guiando as mãos do Lorde Demônio para as partes de seu corpo que ele mais desejava que fossem tocadas.

— Você está sendo muito obediente agora — comentou Guy, enquanto Rimuru estava deitado sobre uma mesa de mármore, vestindo apenas o conjunto de correntes de prata que mal cobria seus mamilos e o centro de sua feminilidade.

— Obediência é uma palavra forte — respondeu Rimuru, esticando os braços acima da cabeça, acentuando o arco de suas costelas. — Eu prefiro chamar de "investimento". Afinal, quanto mais eu te dou o que você quer agora, mais difícil será para você me deixar ir amanhã.

Guy parou, sua mão pairando sobre o abdômen de Rimuru. Ele percebeu que o slime estava certo. Ele estava ficando viciado naquela dinâmica, na mistura de poder, beleza e a ironia de que a criatura mais perigosa do mundo era também a mais sedutora.

— Você é perigoso, Rimuru Tempest — murmurou Guy, inclinando-se para beijar a cicatriz de uma de suas próprias mordidas no quadril de Rimuru.

— E você adora o perigo, Guy Crimson — retrucou Rimuru, puxando-o para baixo para um beijo que selou o destino de ambos para o restante do dia.

O sol começou a se pôr, tingindo o céu de Tempest com tons de violeta e laranja. O segundo dia estava chegando ao fim, mas o clima no quarto de Rimuru era de uma eternidade suspensa. Guy estava sentado na poltrona grande, com Rimuru sentado em seu colo, vestindo apenas uma capa de veludo aberta que Guy insistira que ele usasse para a "refeição final".

— O tempo está acabando — disse Guy, sua voz carregada de uma rara nota de melancolia.

— O tempo para este prêmio, talvez — disse Rimuru, traçando o contorno dos lábios de Guy com o dedo. — Mas eu tenho a sensação de que o Octagrama terá muitas reuniões em Tempest no futuro próximo. E eu não me importaria de repetir essa "semana esportiva"... talvez com regras ainda mais interessantes.

Guy sorriu, um sorriso genuíno e cúmplice.

— Eu vou cobrar isso, Rimuru. E da próxima vez, eu não vou me contentar com apenas dois dias.

— Veremos, Lorde Vermelho — Rimuru bocejou, aninhando-se no peito de Guy, sentindo-se exausto, mas estranhamente completo. — Mas por agora... eu só quero que você continue me segurando assim.

Guy fechou os braços ao redor de Rimuru, protegendo sua musa do mundo exterior. O festival havia terminado, as roupas provocativas seriam guardadas, mas a marca que Guy Crimson havia deixado em Rimuru — e a marca que Rimuru havia deixado no coração frio do Lorde Demônio — era algo que nenhuma magia de regeneração poderia apagar.

A guerra por Rimuru estava longe de terminar, mas naquela noite, nas sombras de um quarto em Tempest, a paz reinava entre os dois seres mais poderosos do mundo, unidos por seda, pecado e uma obsessão que apenas começava a florescer.