os ciumes do tom
Entre Acordes e Pecados
O silêncio que se seguiu ao nosso primeiro encontro carnal no estúdio não durou muito. O ar ainda estava carregado com o cheiro de suor, sexo e a fumaça de cigarro que Tom insistia em acender logo após o ato. Eu continuava deitada sobre a mesa de som, sentindo meu corpo pulsar, as pernas bambas e a mente tentando processar como eu, a Diana tímida e reservada, tinha acabado de ser possuída pelos quatro membros da maior banda do momento.
— Você está muito calada, boneca — comentou Tom, soprando uma nuvem de fumaça para o teto enquanto se encostava na mesa ao meu lado. Ele ainda estava sem camisa, e as tatuagens em seus braços pareciam brilhar sob a luz fraca. — O gato comeu sua língua ou nós fizemos um trabalho bom demais?
Eu tentei me sentar, mas Georg, que ainda estava por perto, colocou a mão no meu ombro, me mantendo deitada por mais um momento.
— Deixe ela descansar, Tom. Você não é exatamente delicado — disse Georg com um sorriso de canto, seus dedos traçando círculos lentos na minha pele exposta.
— Delicadeza não era o que ela estava pedindo há dez minutos — retrucou Gustav, cruzando os braços e me observando com um olhar que misturava satisfação e uma fome que parecia longe de ser saciada.
Bill, que estava sentado em um banco alto ajustando seu delineador no reflexo de uma das telas, virou-se para nós. Seus olhos brilhavam com uma curiosidade quase infantil, mas havia uma malícia neles que me fazia estremecer.
— Eu acho que a Diana está apenas começando a entender que o mundo dela mudou — Bill disse, levantando-se e caminhando até mim. Ele se inclinou, deixando o rosto a centímetros do meu. — Você sabe que não pode simplesmente sair por aquela porta e fingir que nada aconteceu, não sabe?
Eu engoli em seco, sentindo o calor subir pelo meu pescoço. Meus olhos castanhos encontraram os dele, e por um segundo, a atrevida dentro de mim venceu a timidez.
— Eu não quero fingir que nada aconteceu — sussurrei, minha voz saindo mais rouca do que eu esperava.
Tom soltou uma risada grave e me puxou pela cintura, me obrigando a ficar de pé entre ele e Bill. O contraste entre os dois era inebriante: a força bruta e o estilo despojado de Tom contra a elegância andrógina e o mistério de Bill.
— É assim que eu gosto — Tom murmurou no meu ouvido, sua mão descendo para apertar minha coxa com força. — Mas temos um problema. Os meninos não sabem compartilhar direito, e eu muito menos.
— Não comece com isso de novo, Tom — interrompeu Georg, aproximando-se e cercando meu outro lado. — Nós concordamos que ela é de todos nós. Não vamos estragar a noite com suas crises de posse.
— Eu não tenho crises de posse — rosnou Tom, embora seus olhos dissessem o contrário. — Eu só sei o que é meu por direito.
Gustav soltou um suspiro impaciente e caminhou até o frigobar do estúdio, pegando uma garrafa de vodca. Ele tomou um gole longo e depois estendeu a garrafa para mim.
— Bebe um pouco, Diana. Você vai precisar de energia se quiser aguentar o que vem a seguir.
Eu peguei a garrafa, sentindo o vidro frio contra minhas mãos trêmulas. O líquido queimou minha garganta, mas trouxe uma coragem súbita. Eu olhei para os quatro, cada um deles com um estilo diferente, mas todos com a mesma expressão de desejo predatório.
— O que vem a seguir? — perguntei, desafiadora.
Bill sorriu, um sorriso que mostrava todos os seus dentes perfeitamente alinhados.
— A seguir, vamos para o hotel. Este estúdio é pequeno demais para o que eu tenho em mente.
O trajeto até o hotel foi uma tortura deliciosa. Fomos em uma van com vidros escuros, e eu fui colocada no banco de trás, espremida entre Tom e Bill, enquanto Georg e Gustav ficavam nos bancos da frente, virados para nós. Durante todo o caminho, as mãos deles não pararam. Tom mantinha uma mão firmemente possessiva no meu pescoço, enquanto a outra explorava o interior da minha coxa. Bill, por outro lado, usava as pontas dos dedos para traçar padrões no meu colo, subindo ocasionalmente para apertar meus seios por cima da blusa.
— Você é tão quente, Diana — sussurrou Bill contra a minha bochecha. — Sinto seu coração batendo como um passarinho assustado.
— Ela não está assustada — corrigiu Gustav lá da frente, seus olhos fixos em mim pelo retrovisor. — Ela está excitada. Veja como ela morde o lábio toda vez que o Tom aperta mais forte.
Chegamos à suíte presidencial sob o manto da madrugada. O quarto era imenso, com luzes baixas e uma cama que parecia grande o suficiente para acomodar todos nós. Assim que a porta foi trancada, a atmosfera mudou. Não havia mais espaço para conversas triviais.
Tom foi o primeiro a se aproximar. Ele me prensou contra a porta fechada, suas mãos prendendo meus pulsos acima da cabeça.
— Eu disse que eu começava e eu terminava — ele relembrou, a voz vibrando de luxúria. — Mas agora que estamos aqui, eu quero que você implore por isso.
— Tom, deixe de ser idiota — disse Georg, aproximando-se e começando a desabotoar minha blusa com uma agilidade impressionante. — Ela não precisa implorar. Ela quer tanto quanto nós.
Em poucos minutos, eu estava nua novamente, meu corpo exposto sob a luz suave do lustre de cristal. Os quatro me cercaram, e eu me senti como uma oferenda em um altar de prazer. Gustav se ajoelhou à minha frente, suas mãos grandes segurando meu quadril enquanto ele começava a beijar meu ventre, descendo lentamente até o centro do meu desejo.
— Ela tem um gosto tão doce — murmurou Gustav entre um beijo e outro.
Bill estava atrás de mim, seus lábios percorrendo minha nuca, enviando arrepios por toda a minha espinha. Suas mãos subiram para os meus cabelos castanhos, puxando-os levemente para trás para expor meu pescoço para as mordidas de Tom.
— Olhe para o espelho, Diana — ordenou Bill, sua voz suave e hipnótica.
Eu foquei no grande espelho que cobria a parede lateral. Vi meu próprio reflexo, os olhos nublados, o rosto corado, e os quatro homens ao meu redor. Tom estava ocupado devorando minha boca, sua língua explorando cada canto da minha, enquanto Georg acariciava meus seios com uma reverência que me fazia arfar.
— Você é nossa, Diana — disse Georg, sua mão descendo para ajudar Gustav, seus dedos se movendo em uma dança coordenada que me levou ao delírio.
Eu soltei um grito abafado contra os lábios de Tom quando o primeiro orgasmo da noite me atingiu com a força de um tsunami. Meu corpo arqueou, e se não fossem as mãos de Bill me segurando, eu teria caído.
— Só o primeiro de muitos, pequena — sussurrou Tom, um sorriso triunfante no rosto.
Ele me carregou até a cama e me jogou sobre os lençóis de seda preta. O contraste da minha pele clara contra o tecido escuro parecia atiçá-los ainda mais. Tom se posicionou entre minhas pernas, mas antes que pudesse entrar, Georg se sentou ao lado da minha cabeça, oferecendo-se para mim.
— Use sua boca, Diana — pediu Georg, a voz rouca de necessidade.
Eu não hesitei. Minha timidez tinha sido completamente incinerada pelo fogo que eles despertaram em mim. Enquanto eu atendia Georg, Tom entrou em mim com uma estocada profunda que me fez perder o fôlego. Gustav estava ao meu lado, suas mãos massageando meu corpo, enquanto Bill se posicionava atrás de Tom, observando tudo com uma intensidade quase artística.
— Isso... sim... — eu gemia entre os movimentos, a sensação de ser preenchida e adorada por todos eles ao mesmo tempo era demais para qualquer pessoa suportar.
O ritmo aumentou. Tom não tinha misericórdia, seus movimentos eram rápidos e brutos, misturando-se à doçura dos beijos de Bill que agora se inclinava sobre nós para me beijar. Gustav e Georg trocavam de lugar, cada um querendo uma parte de mim, cada um tentando provar que podia me levar mais alto que o outro.
— Ela é incrível — ofegou Gustav, enquanto suas mãos exploravam minhas curvas. — Nunca vi ninguém reagir assim.
— É porque ela foi feita para nós — respondeu Bill, seu olhar fixo no meu. — Não é, Diana? Você nasceu para ser nossa.
— Sim! — eu gritei, perdendo o controle total sobre meus sentidos. — Eu sou de vocês! Façam o que quiserem!
Essa foi a senha para o caos absoluto. A noite se transformou em um borrão de toques, gemidos e prazer proibido. Tom, com sua energia inesgotável, parecia determinado a me marcar para sempre. Bill trazia uma sensualidade quase poética, transformando cada toque em uma carícia que queimava. Georg e Gustav eram a âncora, a força física que me mantinha presa àquele momento de puro êxtase.
Horas depois, quando os primeiros raios de sol começavam a atravessar as cortinas pesadas, nós finalmente paramos. Eu estava deitada no meio da cama, cercada por quatro corpos exaustos. Tom tinha um braço jogado sobre minha barriga, sua mão ainda apertando levemente minha pele. Bill estava com a cabeça no meu ombro, os cabelos desgrenhados cobrindo parte do seu rosto. Georg e Gustav estavam apagados aos pés da cama, mas ainda mantinham o contato físico comigo, seja com um pé tocando minha perna ou uma mão no meu tornozelo.
Eu olhei para o teto, sentindo meu coração finalmente desacelerar. Minha vida de garota comum de dezessete anos tinha acabado naquela noite. Eu era Diana, a garota que tinha domado — e sido domada — pelos quatro lobos do Tokyo Hotel.
— Ainda acordada? — a voz de Tom saiu como um sussurro rouco. Ele abriu um olho e me olhou com uma ternura que ele raramente mostrava.
— Só pensando — respondi, virando o rosto para ele.
Ele se inclinou e beijou minha testa, um gesto surpreendentemente doce para alguém tão bruto.
— Não pense demais. Isso é só o começo. Eu disse que não gosto de compartilhar, mas por você... eu abro uma exceção. Desde que você saiba quem manda.
— E quem manda, Tom? — perguntei com um sorriso atrevido.
Ele soltou uma risada baixa e me puxou para mais perto, o calor de seu corpo me envolvendo.
— Nós mandamos. Mas você é a nossa rainha. E rainhas nunca ficam sozinhas.
Bill se mexeu ao meu lado, abrindo os olhos e sorrindo ao ouvir a conversa.
— Ele tem razão, Diana. Você entrou no nosso mundo, e agora não há volta. Mas não se preocupe... vamos cuidar muito bem de você.
Eu fechei os olhos, sentindo o sono finalmente me vencer. Eu sabia que haveria problemas, que o mundo lá fora não entenderia o que tínhamos, mas ali, naquele quarto, sob o calor daqueles quatro homens, eu me sentia mais viva do que nunca. Eu era a melodia deles, e a música estava apenas começando.
O dia amanheceu, trazendo consigo a promessa de uma vida cheia de luxo, perigo e um desejo que nunca se apagaria. Eu era Diana, e eu pertencia a eles, assim como eles, de uma forma distorcida e intensa, agora pertenciam a mim. A timidez tinha ficado no estúdio; o que restava era uma mulher pronta para enfrentar o caos ao lado de seus quatro amantes.