os ciumes do tom
Ecos de Obsessão e o Brilho do Pecado
A luz da manhã filtrava-se pelas frestas das cortinas de veludo da suíte presidencial, criando linhas douradas que dançavam sobre a bagunça de lençóis de seda e corpos entrelaçados. Eu estava no centro de tudo, sentindo o peso dos braços de Tom e o calor da respiração de Bill na minha nuca. Meu corpo doía de um jeito delicioso, uma mistura de cansaço extremo e a satisfação de ter sido o centro de um desejo tão voraz.
Eu me mexi levemente, tentando não acordá-los, mas foi em vão. Tom, com seus dreadlocks espalhados pelo travesseiro como uma coroa rebelde, apertou mais a mão em minha cintura, puxando-me contra seu peito nu.
— Aonde você pensa que vai, Diana? — A voz dele era um trovão baixo, rouca de sono e possessividade. — Eu ainda não dei permissão para você sair dessa cama.
— Tom, eu só ia pegar um pouco de água... — sussurrei, sentindo o arrepio familiar subir pela minha espinha.
— Eu pego para você — disse Bill, despertando com uma elegância quase felina. Ele se sentou, os olhos ainda levemente marcados pelo lápis preto borrado, o que lhe dava um ar ainda mais perigoso e atraente. — Mas só se você prometer que, quando eu voltar, vai me contar exatamente o que está sentindo agora.
Eu olhei para os dois, e depois para Georg e Gustav, que começavam a despertar na ponta da cama. A timidez que sempre me acompanhou parecia uma memória distante, substituída por uma audácia que eu nem sabia que possuía.
— Eu sinto que pertenço a um lugar onde ninguém mais pode entrar — respondi, com os olhos fixos nos de Bill.
Gustav soltou uma risada baixa, sentando-se e passando a mão pelo rosto. Suas roupas largas estavam jogadas em uma poltrona próxima, e ele parecia perfeitamente confortável em sua nudez.
— Ela aprende rápido — comentou Gustav, olhando para as marcas roxas nos meus ombros com um brilho de orgulho nos olhos. — Ontem à noite você era uma menina assustada no estúdio. Hoje, você parece a dona desse quarto.
— Ela é a dona de muito mais do que esse quarto, Gustav — Georg interveio, aproximando-se por trás de mim e beijando o topo da minha cabeça. Seus cabelos longos roçaram meu rosto. — Ela é o nosso segredo mais sujo e mais bonito.
Tom não parecia satisfeito com o compartilhamento matinal. Ele se levantou, caminhando pelo quarto com uma confiança bruta, e serviu-se de um copo de água, bebendo-o de um gole só antes de voltar para a beirada da cama. Ele se inclinou sobre mim, cercando-me com os braços, ignorando os outros três.
— Eles falam demais — Tom rosnou, seus olhos castanhos fixos nos meus. — Eu quero saber quando você vai admitir que, de todos nós, é o meu toque que faz você perder o chão de verdade.
— Tom, não seja tão convencido — Bill interrompeu, deslizando para perto de mim e passando a mão pelo meu cabelo castanho. — Diana gosta da variedade. Ela gosta do jeito que eu a entendo sem palavras, do jeito que o Georg a protege e do jeito que o Gustav a desafia. Não tente reduzir isso a apenas você.
— Eu não estou reduzindo nada — retrucou Tom, lançando um olhar mortal ao irmão. — Eu estou apenas afirmando o óbvio. Ela é atrevida o suficiente para querer todos, mas é matreira o suficiente para saber quem é o mestre aqui.
Eu senti a tensão crescer entre eles. Era uma competição constante, um cabo de guerra onde o prêmio era a minha atenção, o meu corpo e a minha alma. Eu, com meus dezessete anos e um coração que batia rápido demais, estava adorando cada segundo daquele caos.
— E se eu não quiser escolher? — desafiei, sentando-me e deixando o lençol escorregar propositalmente, revelando a pele que eles haviam adorado durante toda a noite.
O silêncio que se seguiu foi carregado de eletricidade. Georg soltou um suspiro pesado, Gustav sorriu de lado, Bill lambeu os lábios e Tom... Tom simplesmente soltou um rosnado de aprovação.
— Então você vai ter que aguentar as consequências de nos ter a todos, o tempo todo — disse Georg, aproximando-se e começando a distribuir beijos lentos pelo meu pescoço.
— Consequências? — perguntei, minha voz falhando enquanto a mão de Gustav encontrava meu tornozelo e subia lentamente pela minha perna.
— Consequências deliciosas — murmurou Bill no meu ouvido, sua mão livre encontrando a de Tom sobre o meu corpo.
O que se seguiu naquela manhã foi uma sinfonia de desejo ainda mais intensa do que a da noite anterior. Não havia mais a pressa da descoberta, mas sim a profundidade da posse. Tom me tomou com uma urgência que beirava a fúria, como se quisesse marcar seu território em cada fibra do meu ser. Enquanto ele me possuía por trás, Bill estava à minha frente, seus dedos explorando minha boca enquanto ele me olhava nos olhos, garantindo que eu não esquecesse sua presença.
Georg e Gustav não ficaram de fora. Georg segurava minhas mãos, prendendo-as contra o colchão, enquanto Gustav se dedicava a usar a língua e os lábios para me levar a picos de prazer que eu nem sabia que existiam. Eu era um instrumento nas mãos de quatro maestros, e a música que saía de mim era composta de gemidos e súplicas.
— Digam meu nome... — eu implorei, a cabeça jogada para trás, o suor brilhando na minha pele.
— Qual deles, Diana? — provocou Gustav, aumentando a pressão de seus dedos em mim. — Qual de nós você quer que a leve ao limite agora?
— Todos! — gritei, sentindo o orgasmo se aproximando como uma explosão iminente. — Eu quero todos vocês agora!
Tom acelerou o ritmo, seus dreadlocks batendo contra minhas costas, cada estocada sendo um lembrete do seu poder. Bill me beijou com uma paixão avassaladora, silenciando meus gritos enquanto eu desmoronava em prazer. Foi um colapso total de sentidos. Eu não sabia onde terminava o corpo de um e começava o do outro. Éramos uma massa única de carne, suor e desejo.
Quando o êxtase finalmente passou, ficamos em silêncio por um longo tempo, apenas ouvindo as respirações pesadas. Tom desabou ao meu lado, passando o braço sobre meus olhos para bloquear a luz.
— Você vai nos matar, garota — ele murmurou, mas havia um sorriso em sua voz.
— Ou nós vamos matá-la de prazer — corrigiu Bill, deitando-se do meu outro lado e entrelaçando nossos dedos.
— Eu acho que é um risco que todos estamos dispostos a correr — disse Georg, levantando-se para finalmente buscar algo para comermos.
Enquanto ele se afastava, Gustav se inclinou e sussurrou no meu ouvido:
— Você sabe que o mundo lá fora vai querer nos separar, não sabe? A banda, a mídia, os fãs... ninguém vai entender como uma garota de dezessete anos pode ter quatro homens como nós aos seus pés.
Eu olhei para Gustav, depois para Bill e Tom. A realidade da fama deles era algo que eu ainda não tinha processado totalmente. Para mim, eles eram apenas Tom, Bill, Georg e Gustav — os homens que tinham despertado um fogo incontrolável em mim.
— Eu não me importo com o mundo lá fora — respondi com firmeza, sentando-me na cama. — Eles não sabem o que nós temos aqui. Eles não sentem o que eu sinto.
— E o que você sente, Diana? — perguntou Bill, sentando-se também, o olhar sério agora.
— Eu sinto que, pela primeira vez, eu não sou apenas a garota tímida de olhos castanhos que ninguém nota. Com vocês, eu sou tudo. Eu sou a música, eu sou o desejo, eu sou o centro do universo. E eu não vou abrir mão disso por nada.
Tom abriu os olhos e me olhou com uma intensidade que quase me fez recuar. Ele se levantou, caminhou até sua mala de viagem jogada no canto e tirou de lá uma corrente de prata pesada com um pingente em forma de palheta. Ele voltou para a cama e, sem dizer uma palavra, colocou-a no meu pescoço.
— Isso é para você se lembrar — disse ele, a voz baixa e séria. — Não importa onde você vá, não importa quem olhe para você, você carrega a nossa marca. Se alguém tocar em você, vai ter que prestar contas a mim.
— E a nós — acrescentou Bill, tocando o pingente no meu peito.
Georg voltou com uma bandeja de frutas e champanhe, colocando-a na cama. Nós comemos e bebemos, rindo e conversando como se fôssemos velhos amigos, apesar da tensão sexual que ainda pairava no ar. Eles me contaram sobre as turnês, sobre a pressão da fama e sobre como se sentiam sozinhos, apesar de estarem sempre cercados de gente.
— Você é a primeira pessoa em muito tempo que não quer nada de nós além de... bem, de nós mesmos — disse Gustav, pegando um morango e levando-o à minha boca.
— Eu quero tudo de vocês — corrigi, mordendo o morango e sentindo o suco escorrer pelo meu queixo. — Quero a música, quero o corpo, quero o tempo. Eu sou gananciosa.
— Uma pequena pecadora atrevida — riu Bill. — Nós criamos um monstro.
— O meu monstro favorito — completou Tom, puxando-me para um beijo que tinha gosto de champanhe e promessas perigosas.
O resto do dia foi passado naquela bolha de luxúria e intimidade. Nós não saímos do quarto. Pedimos serviço de quarto e passamos as horas explorando novas formas de prazer. Eles me ensinaram coisas que eu nunca imaginei, e eu, com minha curiosidade natural, os desafiei a irem além de seus próprios limites.
Em um momento, Bill pegou seu caderno de composições e começou a escrever algumas linhas, olhando para mim de vez em quando.
— O que você está escrevendo? — perguntei, aproximando-me e tentando ler por cima de seu ombro.
— Uma música sobre uma garota que tem o poder de destruir quatro homens com um único olhar — ele respondeu, fechando o caderno e me puxando para seu colo. — Uma música sobre você, Diana.
— Você vai cantá-la para o mundo? — perguntei, sentindo um frio na barriga.
— Talvez. Mas o mundo nunca vai saber que o segredo por trás da letra é o jeito que você geme quando eu mordo sua orelha — ele sussurrou, fazendo-me rir e corar ao mesmo tempo.
A noite caiu novamente, e com ela, uma nova onda de desejo. Mas desta vez, havia algo diferente. Não era apenas luxúria; havia uma conexão profunda, um pacto silencioso que tínhamos selado entre aquelas quatro paredes. Eu era a musa deles, a amante deles, a obsessão deles.
Tom, que tinha passado a maior parte do tempo sendo o mais agressivo e dominante, surpreendeu-me ao me levar para a varanda da suíte. O ar da noite estava fresco, e as luzes da cidade brilhavam lá embaixo como estrelas caídas. Ele me abraçou por trás, apoiando o queixo no meu ombro.
— Eu nunca deixei ninguém chegar tão perto, Diana — ele confessou, sua voz quase sumindo no vento. — Bill e eu somos próximos, os meninos são meus irmãos, mas uma mulher... elas vêm e vão. Elas querem o Tom Kaulitz da TV. Você olha para mim e vê o Tom que fuma demais e tem um temperamento de merda. E, por algum motivo, você ainda está aqui.
— Eu estou aqui porque o Tom que fuma demais é muito mais interessante do que o da TV — respondi, virando-me em seus braços. — E porque eu gosto do perigo que você representa.
Ele sorriu, um sorriso verdadeiro, sem a máscara de sedutor matreiro.
— Você é louca, garota.
— Talvez eu seja. Mas sou a sua louca.
Ele me beijou, um beijo lento e profundo, que selou nosso destino. Voltamos para dentro, onde os outros nos esperavam. A cama era o nosso reino, e naquela noite, nós governamos com paixão e excessos.
Eu sabia que haveria consequências. Sabia que a minha vida aos dezessete anos nunca mais seria a mesma. Meus pais, minha escola, meu futuro... tudo parecia insignificante diante do que eu vivia com o Tokyo Hotel. Eu era a melodia que eles precisavam, e eles eram o ritmo que fazia meu coração bater.
Enquanto eu adormecia nos braços de Tom, com Bill acariciando minhas costas e Georg e Gustav vigiando nosso sono, eu tive a certeza de que, não importa o que acontecesse depois, eu nunca me arrependeria. Eu tinha encontrado o meu lugar no caos. Eu era Diana, e eu era amada por quatro deuses do rock. E o mundo que se preparasse, porque nós estávamos apenas começando a tocar a nossa música.