Voltar ao resumo

os ciumes do tom

Sinfonia de Sombras e Sedas

O ônibus de turnê cortava a estrada alemã sob o manto de uma meia-noite sem estrelas. O interior do veículo era um santuário de luxo decadente e luzes neon azuladas que banhavam o couro dos sofás e os instrumentos espalhados. Eu estava sentada no fundo, no lounge privativo, observando a paisagem borrada pela janela, sentindo o peso da corrente de Tom no meu pescoço. Aos dezessete anos, eu deveria estar preocupada com provas ou com o futuro, mas meu único futuro eram os quatro homens que agora ocupavam cada centímetro dos meus pensamentos.

— Você está muito pensativa, Diana — a voz de Bill surgiu suave, quase como um sussurro de seda. Ele estava jogado no sofá oposto, com uma perna cruzada sobre a outra, folheando um caderno de letras. O delineador estava levemente borrado, dando-lhe um ar de cansaço aristocrático. — Está arrependida de ter fugido com quatro monstros?

— Monstros? — Eu sorri, sentindo o atrevimento borbulhar no meu peito, superando a timidez habitual. — Monstros não tocam melodias tão bonitas no meu ouvido, Bill.

Bill fechou o caderno com um estalo seco e se arrastou pelo sofá até ficar cara a cara comigo. Ele estendeu a mão, passando a ponta dos dedos pelo contorno da minha mandíbula.

— Nós somos o que você quiser que sejamos — disse ele, a voz baixando um tom. — Mas não se engane. Nós somos egoístas. Especialmente quando se trata de você.

A porta do lounge deslizou e Tom entrou, trazendo consigo o cheiro de tabaco e a energia vibrante que sempre o acompanhava. Ele usava um moletom preto largo e seus dreadlocks estavam presos para trás. Ele não disse nada; apenas caminhou até mim, afastou Bill com um empurrão leve de ombro e sentou-se ao meu lado, passando o braço pelo meu pescoço e me puxando para seu colo com uma posse bruta.

— O que ele está sussurrando para você? — Tom perguntou, seus olhos castanhos fixos nos meus, brilhando com aquela luxúria matreira que sempre me fazia derreter. — Ele está tentando ser o gêmeo sensível de novo?

— Ele estava apenas sendo... Bill — respondi, sentindo a mão de Tom apertar minha cintura por baixo da camiseta.

— Bill é um poeta — Tom rosnou, aproximando o rosto do meu até que nossas respirações se misturassem. — Eu sou um homem de ação. E eu estou com uma fome que comida nenhuma vai saciar.

— Deixe a garota descansar, Tom — a voz de Georg veio da entrada. Ele e Gustav entraram no lounge, Georg segurando duas garrafas de cerveja e Gustav com um olhar predatório que não escondia suas intenções. — Nós acabamos de sair de um show de duas horas.

— Exatamente — Gustav interveio, sentando-se no chão, bem na frente das minhas pernas, e apoiando os braços nos meus joelhos. — E a única coisa que me manteve focado naquele palco foi saber que a Diana estaria aqui nos esperando.

O cerco estava fechado novamente. Eu estava no centro, cercada por quatro deuses que me olhavam como se eu fosse a única coisa real no mundo deles. A eletricidade no ar era tão densa que eu podia senti-la estalar na minha pele.

— Vocês todos me querem ao mesmo tempo, não é? — perguntei, minha voz saindo mais firme do que eu esperava. O álcool e a adrenalina da estrada estavam destruindo minhas barreiras.

— Sempre — admitiu Georg, dando um gole na cerveja e fixando os olhos no meu decote. — Não há um minuto em que eu não imagine o que faria com você se te pegasse sozinha.

— Mas ela nunca está sozinha — provocou Tom, sua mão descendo para o zíper da minha calça. — Esse é o problema, não é, meninos?

— Ou a solução — corrigiu Bill, levantando-se e caminhando até o painel de controle do ônibus para diminuir ainda mais as luzes, deixando o lounge mergulhado em uma penumbra avermelhada e quente. — Por que lutar pelo que podemos compartilhar?

Tom não esperou por mais argumentos. Ele selou meus lábios com um beijo faminto, sua língua invadindo minha boca com uma urgência que me fez gemer. Ao mesmo tempo, senti as mãos de Gustav subirem por baixo da minha calça, seus dedos ágeis de baterista encontrando minha pele sensível.

— Ela já está tão pronta — sussurrou Gustav, um sorriso vitorioso surgindo em seu rosto enquanto ele olhava para os outros.

Georg se aproximou, sentando-se do outro lado de Tom, e começou a beijar meu pescoço, suas mãos grandes massageando meus seios por cima da blusa. A sobrecarga sensorial era absoluta. Eu sentia a boca de Tom, os dedos de Gustav, os beijos de Georg e a presença magnética de Bill, que agora estava atrás de mim, massageando meus ombros e sussurrando palavras sujas no meu ouvido.

— Você é o nosso maior pecado, Diana — Bill murmurou, sua voz vibrando contra minha nuca. — E nós vamos queimar no inferno por isso com o maior prazer do mundo.

Tom me levantou do sofá e me colocou sobre a mesa baixa de centro, afastando as garrafas e revistas com um movimento brusco. Ele se ajoelhou entre minhas pernas, abrindo-as e me puxando para a beirada. A luz vermelha fazia sua pele brilhar, destacando cada músculo de seus braços tatuados.

— Olhem para ela — ordenou Tom, sua voz carregada de autoridade. — Olhem como ela fica quando sabe que é nossa.

Eu estava ofegante, meu peito subindo e descendo com força. A timidez tinha sido completamente incinerada. Eu era Diana, a musa do caos, e eu queria tudo o que eles tinham para oferecer.

— Tom... por favor — implorei, estendendo a mão para puxar Bill para perto também.

Bill não hesitou. Ele se posicionou à minha frente, permitindo que eu explorasse seu corpo enquanto Tom se preparava para me possuir. Georg e Gustav cuidavam das extremidades, beijando minhas coxas e mãos, garantindo que nenhum centímetro do meu corpo ficasse sem atenção.

Quando Tom finalmente entrou em mim, foi com um impulso firme que me fez arquear as costas e soltar um grito que foi abafado pelo beijo de Bill. O ritmo era selvagem, sincronizado com a vibração do ônibus na estrada. Cada solavanco do veículo intensificava a sensação, tornando tudo mais cru, mais real.

— Você sente isso? — rosnou Tom, suas mãos apertando meus quadris com tanta força que eu sabia que ficariam marcas. — Você sente quem manda aqui?

— Sim... Tom... sim! — eu gemia, minha visão começando a ficar turva pelo prazer.

Bill usava as mãos para guiar meu rosto, forçando-me a olhar para ele enquanto Tom me tomava. Seus olhos verdes-acinzentados estavam nublados de luxúria.

— Você é tão linda quando está no limite, Diana — Bill sussurrou, sua voz falhando.

Enquanto isso, Georg e Gustav trocavam de lugar. Georg agora usava a língua em meu clitóris com uma perícia que me fazia perder o fôlego, enquanto Gustav segurava minhas mãos acima da cabeça, beijando meus pulsos e sussurrando o quanto ele me desejava.

O prazer era uma onda gigante que ameaçava me afogar. Eu estava sendo preenchida, adorada e consumida por quatro homens que não conheciam limites. A sinfonia de gemidos, o som da carne batendo contra a carne e o ronco do motor do ônibus criavam uma trilha sonora perversa para a nossa entrega.

— Eu vou... eu vou... — eu não conseguia terminar a frase.

— Vá, boneca — incentivou Tom, aumentando a velocidade das estocadas. — Vá para nós.

Eu explodi. Foi um colapso total. Meu corpo tremeu violentamente nos braços deles, e eu senti cada um deles reagir ao meu êxtase. Tom soltou um rugido baixo enquanto atingia seu próprio limite dentro de mim. Bill me apertou contra ele, escondendo o rosto no meu pescoço. Georg e Gustav relaxaram contra minhas pernas, exaustos e satisfeitos.

O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo som das respirações pesadas e pelo zumbido constante dos pneus no asfalto. Tom se afastou devagar, limpando o suor da testa com as costas da mão, um sorriso predatório ainda brincando em seus lábios.

— Nada mal para uma garota tímida — provocou ele, puxando-me de volta para o sofá e me envolvendo em seus braços.

— Eu não sou mais aquela garota — respondi, encostando a cabeça em seu ombro, sentindo o calor dos outros três enquanto eles se acomodavam ao nosso redor.

— Não — concordou Bill, acariciando minha mão. — Agora você é a nossa Diana. E o mundo não faz ideia do que estamos prestes a fazer com Berlim amanhã.

— Berlim pode esperar — disse Gustav, fechando os olhos. — Agora, eu só quero ficar aqui.

— Todos nós — completou Georg, passando uma garrafa de água para mim.

Ficamos ali, no lounge do ônibus, uma massa de corpos e sentimentos complicados. Eu sabia que a vida na estrada seria difícil. Haveria paparazzi, pressões da gravadora e o constante ciúme entre eles. Mas enquanto eu estivesse ali, protegida por aqueles quatro, eu me sentia invencível.

— Tom? — chamei baixinho, quando os outros pareciam estar começando a cochilar.

— Hum? — ele respondeu, com a voz embargada pelo sono.

— Você disse que não gostava de compartilhar.

Tom abriu um olho e me olhou seriamente por um momento, antes de soltar uma risada curta.

— Eu não gosto. Mas por você, Diana... eu aprendo a dividir o brinquedo. Desde que eu seja o que você mais gosta de brincar.

— Você é impossível — ri, beijando seu peito.

— Eu sou o Tom Kaulitz — ele respondeu, como se isso explicasse tudo. — E você é a garota que me fez baixar a guarda. Agora durma. Amanhã temos um estádio inteiro para conquistar, e eu quero você na primeira fila, usando a minha camiseta e nada mais por baixo.

Eu fechei os olhos, sentindo o movimento rítmico do ônibus. O destino era Berlim, mas para mim, o destino era qualquer lugar onde eles estivessem. A timidez tinha sido deixada para trás em algum estúdio empoeirado, e o que restava era uma mulher pronta para ser a melodia principal daquela banda de corações selvagens. Eu era Diana, e minha vida de pecado estava apenas começando.