os ciumes do tom
Entre a Escuridão e o Êxtase
A manhã seguinte trouxe uma realidade que nenhum de nós estava pronto para encarar, mas que todos desejávamos prolongar. O quarto de hotel, agora impregnado com o cheiro de sexo, perfume caro e a fumaça persistente dos cigarros de Tom, parecia uma fortaleza isolada do resto do mundo. Eu estava sentada na beirada da cama, vestindo apenas uma das camisetas extragrandes de Tom, que batia no meio das minhas coxas. Meus cabelos castanhos estavam uma bagunça selvagem, e meus lábios ainda pulsavam pelo uso excessivo.
— Você fica tão bem com as minhas roupas, Diana — a voz de Tom surgiu por trás de mim, carregada de uma rouquidão preguiçosa. — Mas eu prefiro quando você não está usando nada.
Senti suas mãos grandes e calejadas de guitarrista deslizarem por baixo da camiseta, subindo pelas minhas coxas até encontrarem minha cintura. Ele me puxou para trás, fazendo minhas costas colarem em seu peito nu. O contato da pele quente dele contra a minha me fez soltar um suspiro trêmulo.
— Tom, os outros... — tentei dizer, mas fui interrompida por um beijo úmido em meu ombro.
— Os outros estão ocupados demais tentando decidir quem vai te levar para tomar café — murmurou ele, mordiscando a curva do meu pescoço. — Mas eu já decidi que você não vai sair deste quarto tão cedo.
— Isso é o que você pensa, irmãozinho — a voz de Bill ecoou do banheiro.
Ele saiu de lá envolto em um roupão de seda preta, o cabelo perfeitamente bagunçado e os olhos já delineados, realçando aquela aura de mistério que tanto me fascinava. Ele caminhou até nós e se ajoelhou na minha frente, ignorando a carranca de Tom.
— Diana parece exausta — disse Bill, pegando minha mão e beijando as pontas dos meus dedos. — Você é um bruto, Tom. Ela precisa de carinho, de alguém que saiba apreciar a delicadeza dela, não apenas de um animal que quer marcar território.
— Eu não sou um animal — rosnou Tom, embora não soltasse minha cintura. — Eu só sei o que ela gosta. E ela gosta de intensidade. Não é, boneca?
Eu olhei de um para o outro, sentindo o poder que eu exercia sobre eles. Era inebriante. Eu, a garota tímida de dezessete anos, tinha os gêmeos Kaulitz disputando cada centímetro da minha atenção.
— Eu gosto de ambos — respondi, minha voz ganhando uma confiança que eu não sabia que possuía. — Gosto do fogo do Tom e do mistério do Bill. Por que eu teria que escolher?
Bill soltou um risinho satisfeito e subiu na cama, sentando-se do meu outro lado. Agora eu estava cercada. Tom atrás, Bill ao lado.
— Você não tem que escolher — sussurrou Bill no meu ouvido. — Nunca.
A porta da suíte se abriu e Georg e Gustav entraram, trazendo bandejas de prata repletas de comida. Georg estava com os cabelos úmidos, indicando que já tinha tomado banho, e Gustav usava uma calça de moletom larga que pendia perigosamente em seus quadris.
— O clima aqui dentro está pesado — comentou Georg, colocando a bandeja sobre a mesa de centro. — Vocês dois não param? Deixem a garota comer.
— Ela vai comer — disse Gustav, aproximando-se da cama com um morango banhado em chocolate. — Mas eu quero alimentá-la primeiro.
Ele se sentou aos meus pés, estendendo a fruta. Eu abri a boca, aceitando o doce, enquanto sentia os olhos de todos os quatro fixos em mim. O chocolate escorreu levemente pelo canto da minha boca, e antes que eu pudesse limpar, a mão de Tom subiu para segurar meu queixo, enquanto Bill se inclinava para lamber a gota perdida com a ponta da língua.
O gesto foi tão carregado de erotismo que meu corpo inteiro se contraiu. A timidez tentou voltar, mas o calor que emanava deles era um convite para o pecado que eu não podia recusar.
— Vocês são impossíveis — sussurrei, mas minhas mãos já estavam puxando Bill para mais perto.
— Somos apenas dedicados — corrigiu Georg, sentando-se ao lado de Gustav e observando a cena com um desejo mal contido. — Diana, você não tem ideia do que fez conosco. Desde que você entrou naquele estúdio, nada mais importa. A turnê, as músicas... tudo se tornou um pano de fundo para você.
— É verdade — concordou Gustav, sua mão subindo pela minha perna por cima da camiseta. — Nós passamos a noite toda pensando em como poderíamos te ter de novo. De formas diferentes.
Tom soltou um grunhido baixo e me virou em seus braços, forçando-me a encará-lo. Seus olhos castanhos estavam escuros, a luxúria brilhando neles como brasas.
— Chega de conversa — ordenou Tom. — Eu quero sentir você de novo. Agora.
Ele me empurrou suavemente para o meio da cama, e em segundos, os quatro estavam ao meu redor. A camiseta de Tom foi arrancada, deixando-me exposta ao olhar faminto deles. Bill começou a beijar meus seios com uma reverência quase religiosa, enquanto as mãos de Georg e Gustav exploravam meu corpo com uma urgência renovada.
— Por favor... — eu implorei, arqueando as costas quando os dedos de Tom encontraram minha intimidade, já úmida e pronta para ele.
— Diga o que você quer, Diana — sussurrou Tom, sua voz vibrando contra meu ventre. — Diga quem você quer.
— Eu quero todos vocês! — gritei, perdendo qualquer rastro de sanidade. — Tom, entre em mim! Bill, me beije! Georg, Gustav... não parem!
A suíte presidencial tornou-se um campo de batalha de prazer. Tom me possuiu com uma força bruta, seus dreadlocks chicoteando meu rosto enquanto ele se movia dentro de mim com um ritmo frenético. Bill estava acima de nós, suas mãos segurando meu rosto, seus lábios colados nos meus, sugando meus gemidos. Georg e Gustav estavam em cada lado, cuidando para que cada centímetro da minha pele fosse tocado, lambido e marcado.
Eu estava em êxtase total. A sensação de ter quatro homens tão diferentes, mas tão focados em meu prazer, era algo que eu nunca poderia ter imaginado. Georg começou a usar a língua em meu pescoço, enquanto Gustav massageava meus seios com uma força que me fazia ver estrelas.
— Você é nossa — rosnou Tom, atingindo o auge e despejando seu calor dentro de mim.
Quase simultaneamente, Bill me beijou com uma intensidade avassaladora, e eu senti meu próprio corpo explodir em ondas de prazer que pareciam nunca terminar. Eu estava flutuando, perdida em um mar de sensações.
Quando finalmente paramos, estávamos todos ofegantes, os corpos suados e entrelaçados. Eu estava deitada no peito de Georg, com as pernas sobre as de Gustav. Bill acariciava meu cabelo, e Tom estava deitado de lado, observando-me com uma expressão que misturava posse e uma ternura inesperada.
— O que vamos fazer com você, Diana? — perguntou Bill, sua voz suave quebrando o silêncio.
— Vocês não precisam fazer nada — respondi, fechando os olhos e aproveitando o calor deles. — Eu não vou a lugar nenhum.
— Você sabe que a imprensa vai descobrir — disse Gustav, sua voz séria. — Eles já estão circulando o hotel. Se virem você saindo daqui conosco...
— Deixe que vejam — interrompeu Tom, sentando-se e acendendo um cigarro. — Eu não me escondo por ninguém. E não vou esconder a Diana. Se eles tiverem um problema com isso, que se fodam.
— Tom tem razão — concordou Georg. — Nós não somos mais crianças. Se queremos a Diana conosco, vamos tê-la. Não importa o que o empresário ou os fãs digam.
Eu olhei para eles, sentindo uma onda de amor misturada ao desejo. Eles estavam dispostos a enfrentar o mundo por mim. A garota tímida de dezessete anos tinha encontrado sua matilha.
— Eu quero ficar com vocês — eu disse, sentando-me e olhando para cada um. — Não importa o que aconteça lá fora.
Bill sorriu, aquele sorriso que derretia milhares de corações ao redor do mundo, mas que agora era apenas meu.
— Então está decidido. Você vem conosco para a próxima cidade. E para a próxima. E para todas as outras depois disso.
— Mas e a minha escola? Meus pais? — perguntei, a realidade batendo à porta por um momento.
— Nós cuidamos disso — disse Tom, soprando uma nuvem de fumaça. — Dinheiro e influência servem para alguma coisa, afinal. Seus pais vão entender que você está segura conosco. E quanto à escola... você pode ter professores particulares na estrada. Nós queremos você aqui, Diana. Onde possamos te ver, te tocar e te ter sempre que quisermos.
O pensamento de viver na estrada com o Tokyo Hotel, sendo a rainha secreta deles, era o sonho mais selvagem que eu já tive. E estava se tornando realidade.
— Tudo bem — eu concordei, um sorriso atrevido surgindo em meus lábios. — Mas eu tenho uma condição.
— Qual? — perguntaram os quatro em coro.
— Eu quero ser a primeira a ouvir cada música nova. E quero que vocês escrevam uma sobre o que aconteceu nesta sala.
Bill soltou uma risada encantadora e me puxou para um abraço.
— Oh, Diana... eu já comecei a escrever essa música na minha cabeça desde o momento em que vi você no sofá do estúdio. Ela vai ser a nossa obra-prima.
— E eu vou garantir que o solo de guitarra seja tão intenso quanto o que eu te fiz sentir hoje — prometeu Tom, piscando para mim.
Passamos o resto da tarde planejando nossa "fuga". Eles eram astutos, matreiros e sabiam exatamente como manipular a situação a nosso favor. Eu me sentia protegida, desejada e, pela primeira vez na vida, completamente livre para ser quem eu queria ser.
No final do dia, quando o sol estava se pondo e pintando o céu de laranja e roxo, estávamos todos prontos para partir. Eu usava um estilo mais puxado para o de Tom — calças largas, uma camiseta de banda e um boné para esconder o rosto dos paparazzi.
— Pronta, princesa? — perguntou Georg, estendendo a mão para mim.
— Pronta — respondi, segurando a mão dele e sentindo o aperto firme de Bill na outra.
Saímos pela porta lateral do hotel, onde uma van de vidros escuros nos esperava. Os flashes começaram a disparar assim que pisamos na calçada, mas Tom e Gustav se posicionaram ao meu redor como guarda-costas, bloqueando qualquer visão clara da minha identidade.
Dentro da van, o clima mudou instantaneamente. O espaço era apertado, o que significava que estávamos todos grudados uns nos outros novamente. Tom sentou-se ao meu lado e colocou o braço em volta do meu pescoço, puxando-me para o seu colo.
— Próxima parada: Berlim — anunciou o motorista.
— Berlim que se prepare — murmurou Bill, sentando-se no banco à nossa frente e piscando para mim. — Porque nós estamos levando nosso tesouro conosco.
Enquanto a van se afastava do hotel e ganhava a estrada, eu olhei para os rostos dos quatro homens que agora eram meu mundo. Eu sabia que a jornada seria caótica, perigosa e cheia de escândalos, mas enquanto eu estivesse entre eles, eu sabia que seria a experiência mais ardente da minha vida.
Tom inclinou-se e sussurrou no meu ouvido, sua voz mal audível acima do som do motor:
— Você ainda não viu nada, Diana. A turnê é longa, e eu tenho muitas ideias sobre o que fazer com você nos fundos do ônibus.
Eu sorri, sentindo o fogo recomeçar em meu ventre. A timidez tinha morrido definitivamente. O que restava era uma mulher pronta para viver cada segundo daquele sonho proibido.
— Mal posso esperar, Tom — respondi, puxando-o para um beijo que prometia que a noite em Berlim seria apenas o começo de uma obsessão sem fim.
A música do Tokyo Hotel agora tinha uma nova musa, e eu tinha quatro deuses aos meus pés. O mundo poderia tentar nos parar, mas entre os acordes da guitarra de Tom, a voz melódica de Bill e a batida ritmada de Georg e Gustav, eu tinha encontrado minha própria sinfonia do desejo. E eu nunca, jamais, deixaria que o silêncio voltasse.