Palmadas
O Altar da Submissão e o Espetáculo do Caos
A atmosfera no salão principal do hotel de luxo era de pura opulência. Lustres de cristal derramavam luz dourada sobre os rostos da elite do futebol mundial, mas para Lamine Yamal, aquela luz parecia o foco de um interrogatório. Ele sentia cada fibra do seu terno de seda roçar na pele em carne viva. O dispositivo em seu interior, controlado remotamente por Mbappé, vibrava em uma frequência baixa e constante, um lembrete pulsante de que ele não era mais dono de si mesmo.
Bellingham aproximou-se, sua presença emanando uma autoridade fria que fazia o estômago de Lamine revirar. Ele não estava satisfeito com as palmadas rápidas de antes. Ele queria uma demonstração pública de quem realmente detinha o poder sobre o prodígio.
— Ajoelhe-se, Lamine — ordenou Bellingham, a voz baixa, mas cortante como uma navalha. — Agora. No meio do salão.
— Jude, por favor... todo mundo está olhando — sussurrou Lamine, as lágrimas já começando a turvar sua visão enquanto ele via câmeras de celulares e olhares curiosos de outros jogadores se voltarem para eles.
— Eu disse agora — repetiu Bellingham, e Mbappé, com um sorriso cínico, aumentou a intensidade do vibrador.
Lamine soltou um gemido sufocado e desabou de joelhos sobre o tapete aveludado. O silêncio começou a se espalhar pelo salão à medida que o círculo de jogadores — Messi, Cristiano, Lewandowski, Modric e os outros — se fechava ao redor dele, formando uma arena humana.
— Você achou que era um herói, não foi? — Bellingham começou, retirando o cinto de couro pesado de sua calça, dobrando-o na mão. — Heróis aguentam dor. Heróis aguentam humilhação.
— Serão mil — anunciou Mbappé para a multidão, que observava com um misto de choque e uma excitação sombria. — Mil palmadas para que o mundo veja o que acontece com a criança que desobedece seus mestres.
O primeiro golpe do cinto de Bellingham desceu com um estalo ensurdecedor que ecoou pelas paredes altas.
— UMA! — contou a multidão em uníssono, como se estivessem em um estádio.
— AAAAAH! — Lamine gritou, o corpo arqueando violentamente para a frente.
O ritmo era implacável. Bellingham não tinha pressa, cada golpe era calculado para extrair o máximo de agonia. A cada cem palmadas, o batedor trocava. Modric assumiu com uma precisão técnica que fazia Lamine delirar. O vibrador dentro dele, ajustado para a potência máxima, criava um curto-circuito em seus sentidos. Ele não sabia mais onde terminava o prazer forçado e onde começava a dor pura.
— Por favor! Alguém me ajude! — Lamine implorava para os rostos conhecidos ao redor, mas só encontrava olhares de aprovação. Eles gostavam de ver a queda do ídolo. Gostavam de ver o garoto que todos chamavam de "próximo Messi" ser reduzido a uma massa de carne trêmula e soluços.
— Ninguém vai te ajudar, pequeno — disse Modric, desferindo um golpe seco que fez a pele de Lamine brilhar sob as luzes. — Todos nós concordamos. Isso é necessário para a sua alma.
Quando o número chegou a quinhentas, Lamine já não conseguia mais ficar de joelhos. Ele estava deitado de lado, o rosto pressionado contra o chão, a boca aberta em um grito mudo. Foi quando Mbappé decidiu que a punição física precisava de um clímax mais profundo.
— Chega de cinto — disse Mbappé, pegando Lamine pelos cabelos e arrastando-o para cima de uma mesa de carvalho maciço onde, momentos antes, serviam champanhe. — Limpem a mesa!
Garrafas e taças foram varridas para o chão, quebrando-se em mil pedaços, simbolizando a própria dignidade de Lamine sendo estilhaçada. Ele foi colocado de bruços, com o quadril elevado, exposto para todos os convidados daquela gala macabra.
— Você quer ser um homem, Lamine? — perguntou Mbappé, desfazendo o próprio cinto e abrindo a calça enquanto Modric segurava as mãos do garoto e Bellingham prendia suas pernas. — Vamos ver se você aguenta o peso da nossa responsabilidade sobre você.
Sem qualquer preparação além do próprio suor e das lágrimas de Lamine, Mbappé o possuiu com uma força bruta. O grito que Lamine soltou foi algo que nenhum dos presentes esqueceria; um som de pura destruição.
— Isso... é... para... você... aprender! — Mbappé ditava o ritmo com estocadas violentas que faziam a mesa ranger.
Lamine sentia-se sendo partido ao meio. A dor dos hematomas das mil palmadas sendo pressionados contra a madeira dura, somada à invasão brutal, o levaram a um estado de choque. Ele começou a se derreter, seus músculos perdendo a força, a cabeça pendendo para o lado enquanto ele via vultos de fotógrafos registrando cada segundo da sua ruína.
Modric, não querendo ficar apenas como espectador, inclinou-se sobre a parte superior do corpo de Lamine, forçando-o a um beijo sufocante que abafava seus gemidos. Bellingham, por sua vez, continuava a desferir palmadas rítmicas nas coxas do garoto, mantendo a dor viva em todas as partes do seu corpo.
— Ele está quebrando — sussurrou Modric entre os beijos, sentindo o corpo de Lamine amolecer.
— Ele só vai quebrar quando eu disser que ele pode — rebateu Mbappé, intensificando as estocadas, sua respiração pesada no pescoço de Lamine.
O prazer e a dor se fundiram de tal forma que Lamine começou a ter espasmos. Ele não sabia mais quem era. Ele era apenas um objeto, um troféu sendo usado pelos vencedores. Quando Mbappé finalmente chegou ao seu limite, ele não soltou o garoto. Ele o puxou para o seu colo, sentando-se na cadeira de cabeceira da mesa, mantendo Lamine sentado sobre ele, de frente.
Lamine estava completamente destruído. Seus olhos estavam vidrados, a saliva escorria pelo canto da boca e ele tremia tão forte que mal conseguia respirar. Ele se aninhou no peito de Mbappé, o mesmo homem que acabara de puni-lo e usá-lo, buscando um conforto que só o seu carrasco poderia dar.
— Shhh... já passou, meu pequeno campeão — murmurou Mbappé, acariciando os cabelos suados de Lamine com uma ternura assustadora. — Você viu? Todos viram o quão submisso você pode ser. Agora você está seguro. Agora você é nosso de verdade.
Lamine gemeu, um som baixo e lamurioso, sentindo as últimas vibrações do dispositivo interno enquanto Bellingham e Modric se aproximavam para acariciar seus ombros e pernas, como se estivessem limpando uma obra de arte valiosa que acabaram de vandalizar.
— Você foi maravilhoso, Lamine — disse Bellingham, limpando uma lágrima do rosto do garoto. — O mundo nunca mais vai olhar para você e ver apenas um jogador. Eles vão ver o nosso brinquedo. E você vai amar cada segundo disso.
Lamine fechou os olhos, entregando-se totalmente ao calor do colo de Mbappé. A dor em seu corpo era um incêndio que nunca se apagaria, mas em sua mente, a resistência havia morrido. Ele fora domado diante dos olhos do mundo, e no silêncio que se seguiu ao espetáculo, ele finalmente aceitou que seu único propósito agora era satisfazer a vontade daqueles que o seguravam com tanta força. O preço da sua imprudência fora a sua alma, e ele a entregara de bom grado para parar de sentir a dor.