Palmadas
O Efeito Dominó do Prazer e da Dor
O dia seguinte ao incidente na casa de Lamine começou envolto em uma névoa de desconforto. Embora a punição física da noite anterior tivesse servido para colocar juízo na cabeça do jovem, a adrenalina do assalto e o trauma da disciplina severa o deixaram em um estado de hipervigilância. Ele não conseguia ficar parado. Caminhava de um lado para o outro na sala da mansão, resmungando sobre como a polícia ainda não tinha pego o segundo assaltante, seus olhos saltando a cada ruído vindo do jardim.
— Lamine, sente-se. Você está nos deixando tontos — pediu Lewandowski, observando o garoto mancar levemente enquanto andava.
— Eu não consigo, Robert. E se eles voltarem? E se souberem que estou aqui? — A voz de Lamine estava aguda, beirando a histeria.
Os jogadores trocaram olhares significativos. Eles sabiam que, além da lição, Lamine precisava de descanso absoluto, algo que sua mente agitada não permitia. Xavi e Modric haviam preparado uma solução.
— Beba isso, pequeno — disse Modric, entregando ao jovem um copo de suco de laranja natural. — Vai ajudar a acalmar os nervos. Vitamina C é bom para a recuperação.
Lamine, confiando cegamente em seus mentores, virou o copo de uma vez. Ele não sentiu o gosto amargo do sedativo forte que havia sido dissolvido ali. Menos de dez minutos depois, seus passos tornaram-se pesados. Suas pálpebras pesavam como chumbo.
— Eu... eu me sinto estranho — balbuciou Lamine, cambaleando.
Mbappé agiu rápido, segurando o garoto antes que ele atingisse o chão. Com a ajuda de Haaland, eles o acomodaram no sofá, onde o jovem apagou completamente, mergulhando em um sono induzido e profundo.
— É melhor assim — murmurou Ibrahimovic, observando o rosto agora sereno do menino. — Ele precisa apagar o mundo por algumas horas.
No entanto, o clima na mansão mudou conforme as horas passavam. A proteção paternal começou a se misturar com um sentimento de possessividade e uma curiosidade sombria. Eles eram os donos do destino de Lamine agora. Mbappé, em particular, tinha um brilho diferente nos olhos. Ele gostava de ver a vulnerabilidade do prodígio, a forma como ele se entregava totalmente ao controle deles.
Quando Lamine finalmente começou a despertar, o sol já estava se pondo. Ele se sentiu grogue, sua mente lutando para emergir da escuridão. Sentiu mãos grandes e firmes segurando seus braços e pernas.
— Onde... onde eu estou? — Lamine tentou se mexer, mas percebeu que estava de bruços novamente, desta vez no colo coletivo de Modric e Ibrahimovic, enquanto Mbappé e Suárez seguravam seus pulsos.
— Você acordou, bela adormecida — disse Mbappé, sua voz carregada de uma intenção que Lamine não reconheceu de imediato. — Nós decidimos que a sua lição de ontem foi apenas o começo. Você nos deu um susto imperdoável, Lamine. E agora, vamos garantir que você nunca esqueça quem realmente manda em você.
— O que vocês estão fazendo? — Lamine tentou gritar, mas a fraqueza do sedativo ainda o deixava lento.
Ele sentiu suas calças serem puxadas para baixo novamente. A pele ainda estava sensível, marcada pelos hematomas arroxeados das quinhentas palmadas. Mas, desta vez, não era apenas a mão aberta que ele sentiu. Ele ouviu um zumbido baixo e mecânico.
— Não... por favor, isso não! — implorou Lamine, os olhos arregalados ao ver Lewandowski segurando um dispositivo de silicone vibrante.
— Isso é para você aprender a relaxar sob pressão — disse Suárez com um sorriso cruel e protetor ao mesmo tempo. — Se você quer agir como um homem durão na frente de bandidos, vamos ver como você aguenta isso.
Sem aviso, o dispositivo foi pressionado contra a entrada já castigada de Lamine. O choque da vibração intensa contra os tecidos sensíveis e doloridos fez o garoto soltar um berro que ecoou por toda a mansão.
— AAAAAH! TIRA ISSO! POR FAVOR! — Lamine se contorcia, mas a força combinada de Ibrahimovic e Mbappé o mantinha pregado no lugar.
— Fique quieto, Lamine! — rosnou Zlatan no seu ouvido. — Quanto mais você lutar, mais vai doer.
Mbappé pegou o celular e começou a filmar. Ele focava no rosto de Lamine, capturando as lágrimas, o suor e a expressão de puro choque e prazer forçado.
— Olhe para a câmera, pequeno — incitou Mbappé, sua veia masoquista e controladora vindo à tona. — Mostre para nós como o grande herói da Espanha chora como um bebê.
— Por favor... dói muito... eu não aguento! — Lamine soluçava, o corpo tremendo violentamente enquanto a vibração o levava a um estado de sobrecarga sensorial.
Bellingham, que observava de perto, não aguentou ver a cena sem participar. Tomado por um ciúme repentino da atenção que Lamine recebia, ele se aproximou e começou a desferir palmadas rápidas e secas nas laterais das coxas do garoto, aumentando a cacofonia de dor.
— Isso é por ter nos feito sofrer ontem! — dizia Bellingham a cada golpe. — *PLACT!* Por nos deixar apavorados! *PLACT!*
A sessão durou o que pareceram horas. Lamine estava em um estado de transe, gemendo e berrando, a voz ficando rouca. O contraste entre a dor das palmadas e a invasão do vibrador o deixava completamente quebrado. Ele implorava por misericórdia, chamando pelos nomes de cada um deles, mas só recebia risos baixos e comandos para "aguentar como um homem".
— Já chega por agora — decretou Xavi, entrando na sala e vendo o estado deplorável do seu jogador. — Temos uma festa para ir. O evento de gala dos patrocinadores. E Lamine, você vai conosco.
— Eu não consigo nem andar... — soluçou Lamine, o rosto enterrado no estofado, o corpo ainda vibrando involuntariamente.
— Você vai andar — disse Mbappé, desligando a câmera e guardando o vídeo. — E você vai usar isso o tempo todo sob o seu terno. Se eu ouvir um único som saindo da sua boca durante os discursos, eu aumento a intensidade pelo controle remoto no meu bolso.
A humilhação era total. Lamine foi levado para o banho, vestido com um terno sob medida que escondia o dispositivo ainda inserido e ligado em uma frequência baixa, mas constante. Cada passo que ele dava no tapete vermelho do evento de gala era um exercício de agonia e contenção.
A festa estava repleta de jogadores, jornalistas e celebridades. Lamine estava posicionado entre Mbappé e Bellingham. Ele sentia o suor frio escorrer pelas suas costas enquanto o vibrador trabalhava contra seus hematomas.
— Sorria para as fotos, Lamine — sussurrou Mbappé, aproximando-se como se fosse dar um conselho amigável. — Ou eu aperto o botão agora mesmo.
Lamine forçou um sorriso, mas seus olhos estavam marejados. Ele viu Raphinha e Lewandowski conversando com alguns diretores, agindo como se nada estivesse acontecendo, mas ele sabia que todos eles estavam vigiando.
De repente, Mbappé, sentindo um surto de possessividade ao ver Lamine conversando com um jovem fã, apertou o controle no nível máximo.
Lamine arqueou as costas instantaneamente, as mãos agarrando a borda da mesa de bufê. Um gemido agudo escapou de seus lábios antes que ele pudesse morder a própria língua.
— Algum problema, Lamine? — perguntou um repórter próximo, estranhando a expressão do jovem.
— N-não... apenas uma cãibra — mentiu Lamine, a voz trêmula, enquanto sentia o prazer doloroso nublar sua visão.
Mbappé o puxou para um canto mais reservado, atrás de umas cortinas pesadas, onde os outros jogadores do grupo já o esperavam.
— Você foi um garoto mau, falando com estranhos quando deveria estar focado em nós — disse Bellingham, a voz fria de ciúmes.
Ali mesmo, no meio da festa de gala, protegidos apenas por uma cortina de veludo, eles o forçaram a se curvar sobre uma mesa de apoio.
— Não aqui... por favor... alguém vai ver — implorou Lamine, o pânico tomando conta.
— Deixe que vejam a sua vergonha — rosnou Ibrahimovic.
Sem tirar o dispositivo, Mbappé começou a desferir palmadas pesadas sobre o tecido caro do terno. O som abafado dos golpes se misturava à música clássica que tocava no salão. Lamine chorava baixinho, tentando sufocar os gritos no próprio braço, enquanto seu corpo era levado ao limite.
— Isso é para você saber que, em público ou em particular, você nos pertence — declarou Mbappé, dando um último golpe forte que fez Lamine desabar de joelhos. — Você é a nossa estrela, Lamine. E estrelas precisam ser polidas com força para brilharem.
Lamine ficou ali, no chão frio, sentindo o zumbido constante do dispositivo e a ardência das novas palmadas. Ele olhou para cima e viu o círculo de homens poderosos que o cercavam. Eles o amavam, ele sabia disso, mas era um amor possessivo, sombrio e absoluto. Ele nunca mais reagiria a um assalto, não por medo dos bandidos, mas por medo da punição que seus próprios ídolos reservavam para ele. Ele era, finalmente, o brinquedo mais precioso do topo do futebol mundial.