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Pesadelos de Guy

Entre Desfiles e Desejos: O Caos das Lordes Demônios

A reunião do Octagrama, que deveria tratar de tratados territoriais e da estabilidade das nações humanas, havia se transformado em um campo de batalha de egos e hormônios. Guy Crimson, sentado com a arrogância de quem governa o próprio destino, não conseguia manter a compostura diplomática por mais de cinco minutos. Seus dedos, ágeis e possessivos, encontraram o caminho por baixo da capa de Veldora que Rimuru usava para se cobrir, buscando a pele macia da parte interna da coxa da slime.

— Como eu estava dizendo antes de sermos interrompidos pelo excesso de zelo fraternal — Guy começou, sua voz deslizando como veludo sobre seda —, a redistribuição das rotas comerciais exige uma mão... firme. Quase tão firme quanto a de Rimuru quando ela tenta me segurar à noite, embora, no final, ela sempre acabe implorando para que eu não pare.

Veldora, que estava cruzando os braços com um ar de triunfo momentâneo, congelou. Lentamente, sua cabeça virou na direção de Guy, seus olhos brilhando com uma eletricidade perigosa.

— O que... você... disse? — O Dragão da Tempestade rosnou, a voz vibrando nas fundações do castelo.

— Guy, por favor! — Rimuru exclamou, sentindo o rosto queimar. Ela tentou afastar a mão do marido por baixo da capa, mas Guy apenas apertou com mais força, os olhos vermelhos fixos nela com um brilho de desafio. — Não dê ouvidos a ele, Veldora! Ele está apenas tentando te irritar!

— Ah, Rimuru, não seja modesta — continuou Guy, ignorando solenemente o fato de que Veldora estava prestes a lançar um *Storm Blast* no meio da sala de reuniões. — Todos aqui sabem que você é a definição de compostura em público, mas entre nossos lençóis, você é o próprio caos encarnado. Aquela marquinha que deixei na sua cintura ontem... você ainda sente quando se move, não sente?

— EU VOU TE MATAR! — Veldora saltou da cadeira, mas Rimuru foi mais rápida, agarrando o braço do irmão e puxando-o de volta com toda a sua força (que não era pouca).

— Veldora, sente-se! É uma ordem! — Rimuru gritou, misturando autoridade com um desespero cômico.

O dragão bufou, sentando-se com um impacto que rachou o chão de mármore.

— Ele está manchando sua pureza, Rimuru! Como ousa falar de toques e marcas? Você é uma joia! Uma flor intocada pela vulgaridade!

Rimuru soltou um suspiro pesado, massageando as têmporas. A ironia era que, enquanto ela tentava acalmar o irmão, Guy aproveitava o momento de distração para deslizar a mão ainda mais para cima, seus dedos roçando a borda da calcinha de seda de Rimuru sob a pesada capa de Veldora. Ela deu um sobressalto, os olhos amarelos se arregalando, e lançou um olhar mortal para Guy, que apenas sorriu, o epítome da inocência demoníaca.

Do outro lado da mesa, o espetáculo estava sendo assistido com níveis variados de entretenimento. Milim Nava, com os pés sobre a mesa e um pote de mel na mão, soltou uma gargalhada estridente.

— Hahaha! Guy é tão engraçado! E Rimuru fica tão vermelha! Ei, Rimuru, se o Guy está reclamando tanto das suas roupas, você devia usar algo mais prático, como o meu visual!

Ramiris, flutuando perto da cabeça de Milim, bateu as mãos minúsculas.

— Sim! Sim! Imagine a Rimuru com o visual da Milim! Aquela calcinha preta, o top justo e aquelas tiras nas coxas! Ela ia ficar incrível! E seria muito mais fácil para ela se mover... ou para o Guy fazer o que ele quer, eu acho!

O silêncio que se seguiu foi quase palpável.

Guy Crimson e Veldora Tempest pararam instantaneamente. Ambos processaram a imagem mental de Rimuru vestida com o traje revelador de Milim.

Veldora empalideceu, a ideia de sua irmãzinha usando nada além de tiras de couro e um top minúsculo sendo demais para sua mente protetora aguentar.

— NUNCA! — Veldora rugiu, o pânico substituindo a raiva. — Ela ficaria exposta! O mundo inteiro olharia! Eu teria que cegar todos os seres vivos do planeta!

Guy, por outro lado, teve uma reação diferente. Seus olhos brilharam com uma luxúria tão intensa que Rimuru sentiu um calafrio percorrer sua espinha. A ideia de Rimuru — com aquela pele branca, as curvas delicadas e o rosto angelical — usando o traje provocante de Milim era quase demais para o Lorde Demônio Vermelho.

— Milim... pela primeira vez em milênios, você teve uma ideia brilhante — Guy murmurou, sua voz carregada de uma antecipação perigosa.

— Nem pense nisso, Guy! — Rimuru interveio, embora uma parte dela, a parte que adorava provocar o marido, estivesse achando a ideia tentadoramente divertida. Ela olhou para Milim e deu um sorriso travesso. — Sabe de uma coisa, Milim? Talvez eu aceite a sugestão. Pode ser divertido para uma ocasião... especial.

— O QUE?! — Veldora parecia estar tendo um colapso nervoso. — Rimuru, não! Onde está sua dignidade? Onde está o decoro de uma líder?

— Ah, deixe de ser chato, Veldora — Luminous Valentine interveio, cruzando as pernas e observando a cena com um olhar crítico. — Na verdade, a ideia tem mérito. Mas o traje da Milim é um pouco... infantil. Se vamos vestir Rimuru-sama adequadamente, precisamos de algo com classe. Eu mesma posso organizar um desfile. Tenho roupas na minha coleção que fariam até os deuses suspirarem.

— Um desfile de moda da Rimuru! — Ramiris deu piruetas no ar. — Eu escolho os acessórios! Vamos encher ela de joias e brilhos!

Rimuru começou a rir. A situação era tão absurda, tão caótica, que ela não conseguiu se conter. A visão de grandes Lordes Demônios discutindo seu guarda-roupa como se fosse o destino do mundo era hilária.

— Tudo bem, tudo bem! — Rimuru disse entre risadas, curvando o corpo para frente enquanto a gargalhada tomava conta dela. — Eu topo! Vamos fazer um dia das garotas. Amanhã, apenas nós: eu, Milim, Ramiris, Luminous e Shuna. Sem homens, sem dragões ciumentos e, definitivamente, sem demônios pervertidos!

Ao se curvar de tanto rir, Rimuru esqueceu-se completamente da capa de Veldora que estava sobre seu colo. O tecido pesado deslizou por seus ombros e caiu no chão com um baque surdo.

O movimento revelou tudo o que a capa escondia. A fenda lateral do vestido azul se abriu, mostrando a coxa de Rimuru em toda a sua glória leitosa, e o decote profundo, agora sem a proteção da mão de Guy ou do tecido da capa, oferecia uma visão generosa de seus seios.

O riso de Rimuru cessou abruptamente quando ela sentiu o peso do olhar de Guy. Ele não estava mais rindo. Suas mãos, que antes brincavam, agora estavam tensas. Ele esticou o braço e, com uma possessividade que fez o ar na sala ficar pesado, apertou a parte interna da coxa de Rimuru com tanta força que ela soltou um pequeno suspiro de surpresa.

— Amanhã pode ser o dia das garotas — Guy disse, sua voz tão baixa que era quase um rosnado, seus olhos fixos no decote dela que subia e descia com a respiração acelerada. — Mas hoje... hoje você ainda é minha, Rimuru. E eu não terminei de apreciar a vista.

Veldora tentou dizer algo, mas a aura que emanava de Guy era tão opressiva que até o dragão hesitou por um segundo.

— Guy, solte-a — Veldora exigiu, embora sua voz soasse menos confiante do que antes. — Você está sendo... explícito demais!

— E você está sendo barulhento demais — Guy rebateu, sem desviar os olhos de Rimuru. — Rimuru, mande seu irmão embora. A reunião acabou.

Rimuru olhou para Guy, depois para o irmão desesperado, e finalmente para as amigas que observavam tudo com sorrisos maliciosos. Ela sentiu o calor da mão de Guy em sua coxa, a pressão firme e a promessa do que viria a seguir. Um sorriso sarcástico e provocador surgiu em seus lábios.

— Veldora, querido... — Rimuru disse suavemente, ajeitando uma mecha de cabelo azul atrás da orelha. — Acho que Guy tem razão. Estamos perdendo tempo com política agora. Por que você não vai com a Milim e a Ramiris ver se conseguem encontrar algum lanche na cozinha?

— Mas Rimuru! Ele vai... ele vai... — Veldora gesticulava freneticamente para Guy.

— Eu vou cuidar bem dela, dragão — Guy disse, um sorriso predatório surgindo em seu rosto. — Melhor do que você pode imaginar.

Com um suspiro de derrota e um olhar de pura traição, Veldora foi arrastado por Milim e Ramiris para fora da sala, enquanto Luminous saía elegantemente, lançando um último olhar cúmplice para Rimuru.

Assim que a porta se fechou, Rimuru relaxou contra a cadeira, sentindo a mão de Guy subir da coxa para sua cintura, puxando-a para mais perto.

— Você é impossível — ela sussurrou, passando os braços pelo pescoço dele.

— E você é irresistível — Guy respondeu, inclinando-se para morder o lóbulo da orelha dela. — O que foi que você disse sobre usar o traje da Milim? Acho que deveríamos testar essa ideia agora mesmo... em particular.

Rimuru riu, sentindo o caos familiar e excitante que sempre cercava sua vida com Guy. O Octagrama podia ser o conselho supremo do mundo, mas naquele momento, a única coisa que importava era o fogo que queimava entre o Lorde Demônio Vermelho e sua Rainha Tempestade.