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Pesadelos de Guy

Marcas de uma Noite Eterna: O Desfile do Pecado

— Ora, ora, parece que o tempo do "rei" acabou — Luminous Valentine declarou, sua voz carregada de um desdém aristocrático enquanto se aproximava de Rimuru. — Guy, você já teve sua cota de atenção. Agora, Rimuru-sama pertence ao nosso círculo.

Guy Crimson, que ainda mantinha a mão possessiva na cintura de Rimuru, estreitou os olhos. Ele estava a segundos de carregar sua esposa para seus aposentos privados e ignorar qualquer tratado diplomático, mas a coalizão feminina do Octagrama parecia ter outros planos. Milim saltou sobre a mesa, aterrissando entre Guy e Rimuru com um sorriso travesso.

— Isso mesmo! Reunião acabou, diversão começou! — Milim exclamou, puxando o braço de Rimuru. — Sem meninos! Rimuru é nossa por dois dias inteiros!

Veldora, que ainda estava por perto bufando de indignação, sentiu um alívio momentâneo. Se Rimuru estivesse com as garotas, Guy não estaria tocando nela... ou assim ele esperava.

— Hmph! Finalmente uma decisão sensata! — o Dragão da Tempestade cruzou os braços, tentando recuperar sua dignidade. — Vá, Rimuru! Fique longe das garras desse demônio lascivo. Eu voltarei para Tempest e garantirei que tudo esteja em ordem, mas espero um relatório detalhado de que ninguém tentou nada engraçado!

Rimuru riu suavemente, soltando-se gentilmente do aperto de Guy. Ela se abaixou, pegando a capa de Veldora que havia caído no chão. Ao se levantar, ela ficou de costas para Guy, uma posição que o demônio ruivo aproveitou para devorar com os olhos. Ela caminhou até o irmão e entregou o tecido pesado.

— Está tudo bem, Veldora — Rimuru disse, dando um abraço apertado no dragão, o que o fez derreter instantaneamente, soltando um som que parecia um ronronar de trovão. — Guy vai se comportar, eu prometo. Volte para casa e descanse. Logo estarei lá para comermos aquele lanche que a Shuna preparou.

Veldora lançou um último olhar de aviso para Guy, que apenas acenou com dois dedos em um gesto de despedida sarcástico. Assim que o dragão cruzou o portal de teletransporte, o clima na sala mudou drasticamente.

Sem a presença inibidora (ou barulhenta) de Veldora, Rimuru sentiu um peso familiar em seu quadril. Guy, movendo-se com a velocidade de um predador, deslizou a mão por baixo do tecido fino do vestido, apertando sua nádega com uma força que a fez soltar um arquejo baixo.

— Você é uma mentirosa adorável, Rimuru — Guy sussurrou perto de sua nuca, ignorando as outras mulheres na sala. — Dizer a ele que eu não faria nada... quando eu mal posso esperar para te ver sem esse trapo azul.

— Guy! — Rimuru o repreendeu, embora houvesse um sorriso brincalhão em seus lábios. Ela se afastou dele, juntando-se a Milim e Luminous. — Eu disse que era dia das garotas. Mãos para longe!

— Oh, Rimuru-sama, que vestido fascinante — comentou Shuna, que havia aparecido silenciosamente ao lado de Shion. — Mas ele parece... um pouco desalinhado agora.

— Mostre-nos melhor! — Ramiris exigiu, flutuando ao redor da cabeça de Rimuru. — Queremos ver os detalhes!

Rimuru, sentindo-se provocadora, decidiu que, se Guy queria jogar, ela jogaria as cartas mais altas. Ela levantou as mãos, prendendo o cabelo azul-prateado no topo da cabeça em um coque improvisado, revelando o que o decote frontal escondia: as costas.

O vestido era, na verdade, uma obra-prima de sedução. A frente era ousada, mas as costas eram quase inexistentes. O tecido terminava logo acima dos quadris, e o que mantinha a peça no lugar eram finas correntes de prata que cruzavam a pele branca e macia de Rimuru, mergulhando perigosamente na curva de suas nádegas.

O silêncio caiu sobre a sala, mas desta vez foi interrompido pelo som da respiração pesada de Guy. Com o movimento de Rimuru ao se virar e ajeitar o corpo, o tecido leve do vestido deslizou, revelando segredos que até então estavam apenas na imaginação dos presentes.

— O que é aquilo? — Milim apontou, curiosa, para a curva do seio de Rimuru que aparecia lateralmente.

Marcas de dentes, perfeitamente simétricas e ainda em um tom rosa escuro, decoravam a pele leitosa. Conforme Rimuru se movia para mostrar as costas, outras marcas surgiram: uma mordida profunda na nuca, marcas de dedos arroxeados que moldavam perfeitamente sua cintura, e, conforme a fenda lateral se abria, uma trilha de marcas de sucção que subia pela panturrilha até desaparecer na parte interna da coxa.

— Rimuru-sama... — Shion murmurou, o rosto ficando vermelho. — O Lorde Guy foi... muito entusiasmado, ao que parece.

Guy, agora livre da vigilância de Veldora, soltou uma risada sombria e carregada de desejo. Ele se recostou em sua cadeira, observando cada centímetro da pele marcada de sua esposa.

— "Entusiasmado" é um eufemismo, minha cara — Guy declarou, sua voz ecoando com uma autoridade perversa. — Se vocês pudessem ver o que está escondido por baixo dessa seda... Rimuru tem a pele mais sensível que já tive o prazer de reivindicar. Aquela marca na coxa esquerda? Ela ganhou quando tentou fugir de mim no meio da noite, e eu tive que lembrá-la de quem ela é a rainha.

— Guy, calado! — Rimuru exclamou, embora seu olhar amarelo estivesse brilhando com diversão. Ela gostava de como ele a exibia, como se fosse seu tesouro mais precioso e pecaminoso.

— Por que eu deveria me calar? — Guy continuou, levantando-se e caminhando lentamente até o grupo de mulheres. — Elas querem saber das marcas, não querem? Devo contar sobre como ela implorou para que eu mordesse mais forte enquanto eu a prendia contra a parede? Ou talvez sobre como as nádegas dela ainda estão vermelhas dos tapas que dei para mantê-la quieta enquanto eu a possuía?

— Guy Crimson! — Luminous exclamou, embora seus olhos estivessem fixos nas marcas com uma curiosidade quase clínica. — Você é um animal.

— Eu sou um demônio, Luminous. E Rimuru é o meu banquete — ele parou atrás de Rimuru, suas mãos grandes voltando a encontrar a cintura dela, os polegares pressionando exatamente sobre as marcas de dedos que ele já havia deixado. — Vocês veem essas correntes de prata? Fui eu quem as escolheu. Elas fazem um som tão doce quando batem contra a pele dela a cada estocada que eu dou.

Rimuru sentiu o calor do corpo de Guy atrás dela. Ela se inclinou levemente para trás, permitindo que ele tocasse seu pescoço com os lábios.

— Você fala demais, Guy — ela sussurrou, virando o rosto para encontrá-lo. — Mas você esqueceu de mencionar que foi você quem acabou exausto primeiro.

Guy soltou um rosnado baixo, uma mistura de riso e luxúria. Ele ignorou completamente a presença de Milim e das outras, deslizando a mão para baixo, por entre as correntes de prata, e dando um tapa sonoro e firme na nádega de Rimuru. O som ecoou pela sala silenciosa.

— Ah! — Rimuru soltou um gemido curto, o rosto agora verdadeiramente escarlate.

— Eu nunca fico exausto de você, minha pequena slime — Guy disse, apertando a carne macia e criando instantaneamente uma nova marca avermelhada por cima das antigas. — Se suas amigas não estivessem aqui para te "sequestrar", eu mostraria exatamente o quanto de energia eu ainda tenho.

Milim, Ramiris e as outras observavam a cena entre o choque e o fascínio. Shuna tentava manter a compostura, mas seus olhos brilhavam com o conhecimento de que sua mestre estava sendo muito bem "cuidada".

— Bem... — Luminous pigarreou, tentando recuperar o controle da situação. — Independentemente das suas... atividades atléticas, Guy, o acordo permanece. Rimuru vem conosco. Vamos para o meu palácio, onde teremos um banho de águas termais e, espero, roupas que não sejam tão fáceis de rasgar.

— Rasgar é a metade da diversão — Guy rebateu, mas finalmente soltou Rimuru, embora não antes de morder o ombro dela, deixando uma marca fresca e úmida bem à vista de todos. — Vá, Rimuru. Aproveite seu tempo com elas. Mas saiba que, quando você voltar, eu vou conferir cada centímetro do seu corpo para garantir que nenhuma dessas marcas desapareceu sem ser substituída por uma nova.

Rimuru se recompôs, ajeitando o vestido que parecia ainda mais curto agora. Ela olhou para Guy com um sorriso desafiador e provocante.

— Tente me alcançar se puder, Guy — ela disse, piscando para ele antes de se virar para as garotas. — Vamos, meninas? Estou precisando de um banho e de alguém que não tente me devorar a cada cinco segundos.

— Ei! Eu não mordo tão forte assim! — Milim protestou, fazendo todos rirem.

Enquanto o grupo de mulheres se dirigia ao portal de teletransporte de Luminous, Rimuru sentiu o olhar de Guy queimando em suas costas. Ela sabia que ele estava observando o balanço de seus quadris e a forma como as correntes de prata brilhavam contra sua pele.

Guy Crimson permaneceu na sala de reuniões vazia por um longo tempo, o cheiro de Rimuru ainda impregnado em suas roupas e em suas mãos. Ele olhou para a palma da mão, lembrando-se da sensação de apertar o corpo dela.

— Dois dias... — ele murmurou para si mesmo, um sorriso perverso cruzando seu rosto. — Vou precisar de dois dias para planejar exatamente como vou puni-la por me deixar esperando.

Enquanto isso, no palácio de Luminous, a "noite das garotas" estava apenas começando. Rimuru estava cercada por suas amigas, mas a cada toque da água quente em sua pele marcada, a cada risada provocante de Milim sobre as aventuras de Guy, ela não conseguia evitar o pensamento de que, por mais que amasse sua liberdade e o caos que causava, não havia lugar no mundo onde ela se sentisse mais viva do que sob o toque possessivo e o orgulho avassalador de seu demônio vermelho.

— Então, Rimuru-sama — Shuna disse, enquanto a ajudava a tirar o vestido azul nas termas —, o Lorde Guy mencionou algo sobre uma mesa e uma parede... você se importaria de nos contar os detalhes? Para fins estritamente educacionais, é claro.

Rimuru mergulhou na água até o nariz, sentindo o rosto esquentar.

— Shuna... você também? — ela murmurou, mas seus olhos amarelos brilharam.

O caos de Rimuru Tempest estava longe de terminar, e ela sabia que, quando voltasse para os braços de Guy, a verdadeira tempestade estaria apenas começando. Mas por agora, ela se permitiria ser apenas Rimuru, a rainha que dominava o coração do demônio mais perigoso do mundo, exibindo com orgulho as marcas de uma noite que nenhum deles jamais esqueceria.