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Primeira vez

O Ritmo do Desejo

A respiração de Ana falhou no instante em que os dedos de HAVY encontraram sua pele por baixo do tecido do short. O contraste entre o calor da palma dele e o frio que ainda restava em suas extremidades criou uma corrente elétrica que percorreu sua espinha, fazendo-a estremecer nos braços dele. Não era apenas o toque físico; era a quebra definitiva de todas as barreiras que eles haviam construído ao longo do ano letivo. Ali, no escuro pontuado apenas pelo brilho pálido do abajur, as máscaras de "realeza da escola" haviam caído por terra.

HAVY a mantinha firme em seu colo, uma das mãos servindo de apoio em sua lombar enquanto a outra explorava com uma curiosidade reverente. Ele se afastou apenas o suficiente para olhar o rosto dela, querendo ler cada nuance de sua expressão. O rosto de Ana estava corado, os lábios entreabertos e os olhos ligeiramente nublados pelo desejo, uma imagem que ele guardaria na memória por muito tempo.

— Você está tremendo — sussurrou ele, a voz vibrando contra o peito dela.

— É a adrenalina — respondeu Ana, tentando recuperar o fôlego. — É diferente de quando estou no topo de uma pirâmide humana. Lá, eu sinto que posso cair e me machucar. Aqui... eu sinto que, se eu cair, você me segura.

HAVY sorriu de lado, aquele sorriso confiante que costumava irritá-la nos treinos, mas que agora a desarmava completamente.

— Eu sempre vou segurar você, Ana. No campo ou fora dele.

Ele voltou a beijá-la, desta vez com uma urgência renovada. A mão dele deslizou um pouco mais, contornando a curva do quadril dela por dentro do jeans, provocando um arquejo baixo que se perdeu na boca dele. Ana se moveu instintivamente contra ele, buscando mais contato, sentindo a firmeza das coxas de HAVY sob as suas. Ela levou as mãos aos cabelos dele, puxando-o para mais perto, querendo eliminar qualquer centímetro de espaço que ainda restasse entre seus corpos.

O som da chuva lá fora parecia ter se transformado em uma trilha sonora distante, um ruído branco que apenas servia para isolá-los ainda mais do resto do mundo. Dentro do quarto, o tempo não era medido em minutos, mas em batimentos cardíacos e na profundidade dos suspiros trocados.

— HAVY... — ela murmurou, o nome dele soando como uma prece.

Ele interrompeu o beijo por um segundo, descendo o rosto até o pescoço dela, onde depositou uma série de beijos lentos e úmidos.

— Eu esperei tanto por isso — confessou ele, a voz abafada contra a pele dela. — Ver você todo dia, mandando em todo mundo com aquele uniforme, e fingir que eu não queria te levar para um lugar onde ninguém pudesse nos interromper.

Ana soltou uma risada curta, carregada de emoção.

— E eu? Você acha que é fácil ver o capitão do time desfilando pela escola como se fosse o dono do lugar, sabendo que eu era a única que tinha coragem de te enfrentar?

— Foi por isso que eu me apaixonei — admitiu HAVY, voltando a olhar nos olhos dela. — Porque você nunca baixou a cabeça para mim.

A mão dele, que ainda estava dentro do short, moveu-se com mais ousadia, e Ana sentiu uma onda de calor intenso subir por seu corpo. Ela apertou os ombros dele, as unhas cravando-se levemente na musculatura definida. O desejo era uma força física agora, algo que não podia mais ser ignorado ou adiado.

Com um movimento ágil, HAVY ajudou-a a se levantar apenas o suficiente para que ele pudesse terminar de remover o short jeans. Ana sentiu-se momentaneamente exposta, mas o olhar de admiração pura nos olhos de HAVY rapidamente substituiu qualquer insegurança por uma sensação de poder e beleza. Ele a colocou de volta em seu colo, agora com menos barreiras entre eles.

— Você é perfeita — disse ele, a voz carregada de uma sinceridade que a fez querer chorar e sorrir ao mesmo tempo.

— Não sou perfeita — rebateu ela, passando os dedos pelo contorno da mandíbula dele. — Eu só sou eu. E hoje, eu sou sua.

HAVY não esperou por mais palavras. Ele a envolveu em um abraço apertado, deitando-a lentamente sobre o colchão macio. Ele se posicionou sobre ela, sustentando o peso nos cotovelos para não sufocá-la, mas mantendo o contato constante. O beijo que se seguiu foi profundo, exploratório, uma conversa sem palavras que selava o compromisso silencioso que haviam feito.

Enquanto as mãos de HAVY continuavam a explorar o território agora descoberto da pele de Ana, ela sentiu que cada toque dele apagava uma dúvida, cada beijo curava uma insegurança. A rivalidade boba entre o time de futebol e as líderes de torcida parecia algo de uma vida passada, uma brincadeira de criança comparada à intensidade do que estavam vivendo ali.

— Está tudo bem? — perguntou ele, parando por um instante, a preocupação de um cavalheiro brilhando através da luxúria.

— Está mais do que bem — respondeu Ana, puxando-o para baixo para mais um beijo. — Só não para. Por favor, não para.

Ele obedeceu. A noite ainda era jovem, e a chuva continuaria a cair por horas, mas para Ana e HAVY, o jogo estava apenas começando, e desta vez, ambos sairiam como vencedores. A conexão que florescia entre eles era o início de algo muito maior do que uma simples noite na casa do capitão; era a fundação de uma história que nenhum deles estava pronto para terminar tão cedo.

À medida que a noite avançava, o quarto de HAVY tornou-se o cenário de uma descoberta mútua, onde cada suspiro era um segredo compartilhado e cada toque era uma promessa para o futuro. Eles sabiam que, na manhã seguinte, teriam que enfrentar a realidade da escola, os treinos e as expectativas de todos ao redor, mas ali, sob o abrigo da tempestade, eles eram apenas dois jovens perdidos um no outro, escrevendo o capítulo mais importante de suas vidas.