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primeira vez

Ecos de um Novo Amanhecer

A luz da manhã em Monte Carlo entrava pelas frestas da persiana, desenhando linhas douradas sobre a pele de Alicia. O silêncio do quarto era quebrado apenas pela respiração profunda e ritmada de Lando, que dormia com o rosto enterrado na curvatura do pescoço dela. O peso do braço dele sobre sua cintura era uma âncora reconfortante, algo que a fazia se sentir segura de uma forma que ela nunca imaginou ser possível.

Alicia abriu os olhos devagar, sentindo uma leve dorzinha entre as pernas, um lembrete físico da noite anterior. Mas, ao contrário do que esperava, não havia vergonha. Havia uma paz estranha. Ela se permitiu observar Lando. Sem a armadura do macacão de corrida, sem a pressão dos holofotes ou das redes sociais, ele parecia apenas um jovem de vinte e seis anos, com os cachos bagunçados e uma expressão serena.

Ela estendeu a ponta dos dedos, roçando levemente a cicatriz quase imperceptível perto da sobrancelha dele. Lando murmurou algo ininteligível e a apertou mais contra si, o nariz roçando a pele macia de Alicia.

— Já acordada, anjo? — A voz dele saiu rouca, carregada de sono, enviando um arrepio pela espinha dela.

— Só estava pensando... — sussurrou ela, sentindo o rosto esquentar quando ele abriu os olhos azuis, agora focados nela com uma intensidade que a desarmava.

— Pensando em quê? — Lando se apoiou no cotovelo, deixando que o edredom escorregasse até sua cintura, expondo o peito definido que Alicia tanto admirara na noite anterior. — Espero que sejam coisas boas. Porque eu não consigo parar de pensar no quanto você foi perfeita.

Alicia desviou o olhar, a velha insegurança tentando rastejar de volta.

— Eu estava pensando que... você não usou camisinha. E que eu não sou tão experiente quanto as mulheres com quem você costuma sair. Eu tive medo de você se decepcionar.

Lando suspirou, sentando-se na cama e puxando Alicia para que ela se sentasse entre suas pernas, as costas dela contra o peito dele. Ele a abraçou, descansando o queixo em seu ombro.

— Alicia, olha para mim. — Ele esperou que ela virasse o rosto. — Primeiro, sobre a camisinha... eu me deixei levar porque era você. Foi irresponsável, eu sei, e vamos resolver isso, mas não foi um erro de percurso. Foi uma entrega. E sobre a experiência... — Ele soltou uma risada baixa, beijando a têmpora dela. — Nenhuma daquelas mulheres me fez sentir metade do que você me fez sentir ontem. O fato de você ser "apertada", como aquele idiota dizia para te machucar, foi a sensação mais incrível da minha vida. Mas não é só o físico. É o jeito que você me olha.

Ele deslizou as mãos para baixo, por baixo do lençol, encontrando as coxas dela.

— E se você acha que eu vou me cansar de explorar esse corpo, está muito enganada. Eu quero descobrir cada centímetro, cada reação sua. Quero que você perca a vergonha de ser tão linda.

Alicia relaxou contra ele, sentindo o calor do corpo de Lando.

— Ele dizia que meus seios eram... pesados demais. Que não eram bonitos como os das modelos.

Lando rosnou baixo, um som de pura frustração masculina.

— Aquele cara era um cego. Seus seios são magníficos, Alicia. Eles são reais, são macios, e o peso deles nas minhas mãos é a coisa mais excitante que eu já senti. — Ele a virou de frente para ele, sem se importar com a nudez de ambos. — Quer ver?

Com uma delicadeza que contrastava com a força de suas mãos de piloto, Lando segurou os seios dela, um em cada mão, pesando-os com admiração. Ele inclinou a cabeça, observando-os como se fossem a obra de arte mais valiosa do Louvre.

— Olha para isso. São perfeitos. E os bicos... — Ele roçou os polegares sobre as aréolas, vendo-as enrijecer instantaneamente. — Viu? Eles reagem a mim. Eles gostam do meu toque tanto quanto eu gosto de tocar.

Alicia soltou um suspiro trêmulo, as mãos segurando os pulsos de Lando. O toque dele começava a acender um fogo que ela mal conhecia, mas que já desejava desesperadamente.

— Lando... a gente tem que... o Eric vai ligar. Ele sempre liga depois das corridas.

— O Eric pode esperar — murmurou Lando, descendo a boca para um dos mamilos dela, sugando-o com uma volúpia que fez Alicia arquear as costas e soltar um gemido alto. — Deixa o seu irmão no Barcelona por enquanto. Aqui, em Mônaco, você é só minha.

Ele a deitou de costas no colchão, posicionando-se sobre ela. Alicia sentiu o volume dele, já rígido, pressionando contra sua coxa. A lembrança da noite anterior, da sensação de ser preenchida por ele, fez seu corpo responder imediatamente, a umidade voltando a surgir entre suas pernas.

— Você está pronta de novo, não está? — provocou Lando, um brilho travesso nos olhos azuis. — Minha garotinha tímida é, na verdade, uma safada faminta.

— Cala a boca, Norris — retrucou ela, puxando-o pelo pescoço para um beijo profundo, explorando a boca dele com uma confiança que nunca tivera antes.

Lando sorriu entre o beijo, descendo a mão para a bunda dela, apertando a carne com vontade, sentindo a maciez que o levava à loucura.

— Eu falei sério ontem — disse ele, a voz vibrando contra os lábios dela. — Eu vou passar o resto da vida apertando essa bunda. Ela é pequena? Talvez para os padrões de quem não sabe apreciar curvas, mas para mim, ela encaixa perfeitamente nas minhas mãos. É firme, é redonda e é minha.

Ele se afastou apenas o suficiente para olhá-la nos olhos enquanto deslizava dois dedos para dentro dela, testando a lubrificação. Alicia soltou um arquejo, os olhos verdes escurecendo de desejo.

— Lando, por favor...

— Por favor, o quê, Alicia? Diz para mim o que você quer. Quero ouvir da sua boca.

— Eu quero você dentro de mim. Agora.

Lando não precisou ouvir duas vezes. Ele se posicionou, mas antes de entrar, parou, olhando para ela com uma seriedade repentina.

— Vai doer menos agora, eu prometo. Vou ser devagar. Mas se você quiser que eu pare, qualquer segundo, eu paro. Entendeu?

Alicia assentiu, as lágrimas de emoção brotando nos olhos.

— Eu confio em você.

Ele entrou com um movimento contínuo e lento. Alicia gemeu, mas desta vez não foi de dor. O preenchimento era completo, uma sensação de que finalmente tudo estava no lugar certo. Lando ficou imóvel por um momento, deixando que ela se acostumasse, a testa encostada na dela.

— Você é tão apertada, meu amor... é maravilhoso — ele sussurrou, começando a se mover com estocadas curtas e ritmadas. — Sente como você me aperta? É como se o seu corpo estivesse me abraçando por dentro.

Alicia começou a envolver as pernas ao redor da cintura dele, puxando-o para mais fundo. A timidez estava sendo queimada pelo calor do momento. Ela queria mais. Queria sentir cada músculo dele trabalhando.

— Mais rápido, Lando... por favor.

Ele obedeceu, aumentando o ritmo, o som dos corpos se batendo preenchendo o quarto silencioso. Lando estava no limite, a visão ficando turva pelo prazer intenso que Alicia proporcionava. Ela não era apenas uma fotógrafa talentosa ou a irmã de um amigo; ela era a mulher que tinha o poder de deixá-lo de joelhos.

— Alicia... eu vou... — ele arfou, a voz falhando.

— Vem para mim, Lando. Tudo.

Ele se entregou, o corpo inteiro tremendo enquanto ele se derramava dentro dela pela segunda vez naquela manhã. Alicia o segurou com força, sentindo as pulsações dele dentro dela, o êxtase atingindo-a logo em seguida, uma onda de prazer que a deixou sem fôlego.

Eles ficaram ali por um longo tempo, apenas sentindo o batimento cardíaco um do outro voltando ao normal. Lando se afastou levemente, limpando uma lágrima que escorria pelo rosto de Alicia.

— Ei, por que o choro?

— É que... eu nunca achei que alguém pudesse me tratar assim — confessou ela, a voz baixa. — Ele me fazia sentir como se eu fosse um fardo, como se fazer sexo fosse um favor que ele me fazia. E com você... eu me sinto poderosa.

Lando beijou a ponta do nariz dela, os olhos brilhando com uma mistura de amor e proteção.

— E você é poderosa, Alicia Garcia. Você me tem na palma da sua mão. E quanto àquele infeliz... ele nunca mais vai chegar perto de você. Eu juro.

Ele se levantou, estendendo a mão para ela.

— Agora, vamos tomar um banho. E depois, eu vou te levar para tomar o melhor café da manhã de Mônaco. Você precisa recuperar as energias, porque eu pretendo passar o resto do dia testando se essa cama é realmente resistente.

Alicia riu, uma risada clara e genuína, aceitando a mão dele.

— Você é insaciável, Norris.

— Só por você, anjo. Só por você.

Enquanto caminhavam para o banheiro, Alicia olhou para o próprio reflexo no espelho do corredor. Pela primeira vez em anos, ela não viu as falhas que o ex-namorado apontava. Ela viu a mulher que Lando descrevia: farta, bonita, amada. E, ao sentir a mão dele apertando carinhosamente sua bunda enquanto entravam no chuveiro, ela soube que aquele era apenas o começo de uma história onde ela não precisaria mais se esconder.

Dentro do box, sob a água morna, Lando a prensou contra os azulejos frios, os olhos azuis fixos nos dela.

— Sabe de uma coisa? — ele começou, enquanto ensaboava as costas dela com uma lentidão torturante.

— O quê?

— Eu sempre achei que ganhar o GP de Mônaco seria o ponto alto da minha carreira. — Ele deslizou as mãos para a frente, massageando os seios dela sob a água. — Mas ganhar a sua confiança... isso faz qualquer troféu parecer um pedaço de metal barato.

Alicia sorriu, puxando-o para um beijo com sabor de sabonete e promessas.

— Então eu acho que você é o verdadeiro campeão aqui, Lando.

— Com certeza eu sou — disse ele, antes de a calar com um beijo que prometia que o café da manhã teria que esperar muito mais do que eles haviam planejado.

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