primeira vez
O Batismo sob as Águas de Monza
O Grande Prêmio da Itália havia sido uma prova de resistência. O calor sufocante do asfalto de Monza ainda parecia emanar da pele de Lando, misturado ao cheiro de borracha queimada e champanhe barato do pódio. Ele estava exausto, mas a adrenalina de ter cruzado a linha de chegada em uma posição sólida ainda corria por suas veias. No entanto, nada no paddock ou na pista o atraía tanto quanto a figura loira que o esperava no canto da garagem, com uma câmera pendurada no pescoço e um sorriso que era o seu único porto seguro.
Assim que as obrigações com a mídia terminaram, Lando praticamente arrastou Alicia em direção ao seu motorhome privado. O espaço era luxuoso, mas pequeno o suficiente para que a presença dela preenchesse cada centímetro cúbico de ar.
— Eu preciso tirar essa camada de suor e poeira de mim — disse Lando, jogando o macacão de lado, ficando apenas com a sapatilha e a roupa de baixo térmica. Seus cabelos cacheados estavam colados na testa, e os olhos azuis brilhavam com um convite silencioso. — Toma banho comigo, Alicia?
Ela hesitou por um segundo, mordendo o lábio inferior. A timidez ainda era uma sombra que a seguia, mesmo depois de meses de namoro e daquela noite inesquecível em Mônaco. O ambiente do motorhome parecia mais exposto, mais funcional, e a ideia de se despir ali a deixava levemente nervosa.
— Lando, eu... não sei. Alguém pode bater na porta, ou o Eric pode aparecer... — começou ela, procurando uma desculpa habitual.
Lando caminhou até ela, envolvendo sua cintura com as mãos grandes e calejadas pelo volante. Ele a puxou para perto, sentindo o perfume floral dela contrastar com o seu cheiro másculo de corrida.
— A porta está trancada, anjo. E o Eric está ocupado dando entrevistas sobre o jogo de ontem. Somos só nós dois. Por favor? Eu só quero sentir você perto de mim.
O tom carinhoso e a vulnerabilidade nos olhos dele foram o golpe final em sua resistência. Alicia assentiu suavemente, permitindo que ele a guiasse para o pequeno, porém moderno, banheiro do motorhome.
A água começou a cair, quente e envolvente, criando uma névoa de vapor que embaçou o espelho. Lando ajudou Alicia a se despir, cada peça de roupa retirada como se fosse um ritual sagrado. Quando ela finalmente ficou nua, ele a virou de costas para ele sob o chuveiro, deixando que a água atingisse primeiro os ombros dela.
Lando se posicionou logo atrás. O contato da pele úmida foi imediato. Ele passou os braços ao redor dela, as mãos espalmadas sobre o abdômen liso de Alicia, enquanto seu peito definido pressionava as costas dela. Não demorou muito para que a fisiologia dele respondesse à proximidade. Alicia sentiu, contra a curva de suas nádegas, o volume de Lando despertar, rígido e pulsante, mesmo sob a água fria que agora começava a esquentar.
— Lando... — ela suspirou, inclinando a cabeça para trás, encontrando o ombro dele.
— Você me deixa assim em segundos — murmurou ele no ouvido dela, a voz vibrando contra sua pele. — Só de sentir o seu cheiro, só de ver como a água escorre pelas suas curvas.
Ele a empurrou delicadamente contra a parede de mármore sintético do box. O contraste do frio da parede com o calor do corpo de Lando fez Alicia soltar um arquejo. Ele não perdeu tempo. Uma de suas mãos desceu, deslizando por entre as coxas dela, que se abriram instintivamente.
Lando começou a brincar com o clitóris dela, movimentos circulares e precisos que ele sabia que a levavam ao delírio. Alicia fechou os olhos, as mãos tateando a parede atrás de si em busca de apoio.
— Isso... — gemeu ela, a voz perdendo-se no som da água caindo.
— Você gosta disso, não gosta? — Lando sussurrou, a voz ficando mais suja, mais carregada de intenção. — Gosta de sentir como eu fico duro por você, Alicia?
Ele deslizou um dedo para dentro dela, sentindo o aperto familiar que sempre o deixava atordoado. Depois, introduziu o segundo, movendo-os em um ritmo que imitava a penetração. Alicia estava entregue, seu corpo reagindo a cada toque, a cada palavra provocadora que ele soprava em seu ouvido.
Sem aviso, Lando a virou de frente, levantando suas pernas para que elas envolvessem sua cintura. Ele a penetrou com um impulso firme, preenchendo-a completamente. Alicia soltou um gemido alto, um grito de prazer que ecoou nas paredes estreitas do banheiro.
— Mais, Lando... por favor, mais! — pediu ela, cravando as unhas nos ombros dele.
— Eu vou te dar tudo o que você quiser — respondeu ele, aumentando o ritmo. As estocadas eram profundas, ritmadas pelo som da respiração ofegante de ambos.
Lando, movido por uma curiosidade e um desejo que vinha crescendo nas últimas semanas, desceu uma das mãos até as nádegas de Alicia. Ele as apertou com força, sentindo a maciez que ela tanto temia, mas que ele idolatrava. Com paciência, ele começou a abrir caminho entre as nádegas dela, deixando que a água e o sabão servissem de lubrificante natural.
Ele molhou o dedo indicador e o desceu até a entrada anal dela, roçando levemente, apenas estimulando a pele sensível daquela região. Alicia congelou por um momento, um som de surpresa escapando de seus lábios.
— Lando? O que... o que você está fazendo? — perguntou ela, o rosto escondido no pescoço dele, a vergonha tingindo sua pele de um rosa intenso.
— Shhh, relaxa para mim, anjo — sussurrou ele, a voz calma, mas carregada de luxúria. — Eu quero você inteira. Quero preencher cada parte sua. Você confia em mim, não confia?
— Confio, mas... eu nunca... é estranho — disse ela, tentando fechar as pernas reflexivamente.
Lando parou o movimento dos quadris por um segundo, focando apenas em acalmá-la, mas sem retirar a mão de onde estava.
— Eu sei que é novo. Eu vou ser tão gentil quanto fui na sua primeira vez. Mas eu quero sentir o quão apertadinha você é ali também. Quero ver você se derretendo por mim enquanto eu te exploro. Deixa eu te mostrar como pode ser bom.
Ele começou a usar palavras mais diretas, mais cruas, descrevendo o que queria fazer, como queria vê-la reagir. A voz dele, geralmente tão doce, agora era a de um homem possuído pelo desejo, e isso, ironicamente, fez com que Alicia relaxasse. O tabu da situação misturado ao amor que sentia por ele criou uma química explosiva.
Lando pressionou a pontinha do dedo contra a entrada.
— Relaxa, Alicia. Respira comigo. Isso... abre para mim, linda.
Com uma paciência infinita, ele conseguiu introduzir o primeiro dedo. Alicia soltou um gemido diferente, uma mistura de desconforto inicial e uma curiosidade sensorial avassaladora. Lando continuou a provocá-la, usando a outra mão para estimular seus seios, apertando os mamilos que estavam eretos sob a água fria.
— Viu? Você é perfeita. Tão receptiva — elogiou ele, a voz rouca.
Ele esperou um pouco e, com movimentos lentos, introduziu o segundo dedo, explorando as duas entradas simultaneamente. A sensação de ser duplamente preenchida levou Alicia a um estado de transe. Ela não era mais a garota insegura de Mônaco; ela era uma mulher descobrindo o próprio prazer nos braços do homem que amava.
— Lando, eu vou... eu não consigo aguentar — ela soluçou, o clímax chegando como uma tempestade de verão, rápida e devastadora.
Lando sentiu as contrações dela ao redor de seus dedos e de seu membro. Ele não aguentou mais. Com algumas estocadas finais e vigorosas, ele se entregou, gozando profundamente dentro dela, sem qualquer barreira, sentindo o calor de sua semente se misturar à água do banho dentro do corpo de Alicia.
Eles ficaram abraçados sob o chuveiro por vários minutos, a água agora morna lavando o suor e o excesso de prazer. Lando a segurava como se ela fosse o troféu mais valioso que já havia conquistado, beijando o topo de sua cabeça repetidamente.
— Você foi incrível — murmurou ele. — De verdade.
Alicia levantou o rosto, os olhos verdes ainda nublados, mas com um sorriso tímido.
— Você é um convencido, Norris. E um pervertido.
Lando soltou uma gargalhada, aquela risada contagiante que os fãs tanto amavam, mas que agora era exclusiva dela.
— Talvez. Mas eu sou o seu pervertido. E eu acho que a gente deveria ir para a cama agora... sabe, para conferir se você está bem.
— Lando, a gente acabou de sair do chuveiro! — protestou ela, embora não fizesse menção de se soltar dele.
— Eu sei. Mas a noite em Monza é longa, Alicia. E eu tenho muita energia acumulada.
Ele a enrolou em uma toalha felpuda e a carregou para o quarto do motorhome. Antes de deitá-la, ele parou em frente ao espelho, fazendo com que ela olhasse para o próprio reflexo.
— Olha para você — disse ele, a mão repousando sobre a curva do quadril dela. — Olha como você é linda depois de ser amada. Nunca deixe ninguém, nem mesmo aquele fantasma do seu passado, te dizer o contrário. Você é a minha campeã.
Alicia encostou a cabeça no peito dele, sentindo o coração de Lando bater forte contra suas costas. A insegurança ainda existia, enterrada em algum lugar, mas ali, naquele motorhome, com o cheiro de Monza lá fora e o calor de Lando ao seu redor, ela finalmente se sentia em casa.
— Eu te amo, Lando — sussurrou ela.
— Eu te amo muito mais, fotógrafa — respondeu ele, deitando-a na cama e cobrindo-a com seu corpo, pronto para começar tudo de novo.