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primeira vez

O Labirinto de Emoções em Singapura

A umidade de Singapura parecia pesar sobre os ombros de Lando, mesmo dentro do ambiente climatizado do hotel de luxo. A corrida noturna em Marina Bay sempre exigia o máximo de seu físico, mas sua mente estava em outro lugar. Mais especificamente, na mulher que agora organizava as lentes de sua câmera sobre a mesa de centro da suíte.

Alicia estava concentrada, o cabelo loiro preso em um coque apressado, algumas mechas escapando e emoldurando seu rosto. Ela vestia um short curto e uma regata de seda que deixava seus braços e parte das costas à mostra. Lando a observava do sofá, sentindo aquela familiar onda de adoração misturada a um desejo que nunca parecia saciado.

— Você está muito quieta hoje — comentou Lando, levantando-se e caminhando até ela. Ele envolveu a cintura de Alicia por trás, sentindo a pele macia sob suas mãos. — O que está passando nessa cabecinha?

Alicia soltou um suspiro, encostando a cabeça no peito dele.

— Só estou cansada, eu acho. Singapura suga as energias de qualquer um, até de quem só fica atrás das lentes.

Lando a virou de frente, percebendo uma sombra de hesitação nos olhos verdes dela.

— É só o cansaço mesmo? Ou é a festa da McLaren hoje à noite?

Alicia desviou o olhar.

— As duas coisas. Eu sei que é importante, Lando. Mas você sabe como eu me sinto nessas festas. Todo mundo é tão... perfeito. As modelos, as apresentadoras, as namoradas dos outros pilotos. E eu sou só a fotógrafa que por acaso namora você.

Lando segurou o queixo dela, forçando-a a encará-lo.

— Você não é "só" nada, Alicia. Você é a mulher mais incrível daquela sala. E se você está preocupada com o que vestir, ou como seu corpo vai aparecer naquele vestido que você comprou... — Ele deu um beijo casto na ponta do nariz dela. — Saiba que eu vou passar a noite inteira querendo te arrancar dele.

Alicia sorriu timidamente, mas a insegurança ainda estava lá. O trauma deixado pelo ex-namorado era como uma cicatriz que coçava em dias de chuva; às vezes ela esquecia que estava lá, mas em momentos de grande exposição, a dor voltava.

— Eu comprei um vestido preto. Ele é... bem justo — confessou ela. — Eu tive medo de que ele marcasse demais. O meu ex dizia que eu tinha a bunda pequena e que vestidos assim só me deixavam com aparência de "tábua".

Lando sentiu uma pontada de raiva pelo homem que ele nunca conhecera, mas que tanto odiava. Ele deslizou as mãos para baixo, apertando as nádegas de Alicia com firmeza por cima do short.

— Tábua? — Lando soltou uma risada rouca, puxando-a para mais perto, fazendo-a sentir sua ereção crescente. — Se isso aqui é ser uma tábua, então eu quero passar o resto da minha vida construindo uma casa com você. Alicia, sua bunda é perfeita. Ela cabe exatamente nas minhas mãos, é firme, é redonda. Aquele cara era um idiota que tentava te diminuir para se sentir maior.

— Eu sei, eu sei — sussurrou ela. — É só que... às vezes a voz dele ainda fala alto na minha cabeça.

— Então vamos fazer o seguinte — disse Lando, pegando a mão dela e a levando em direção ao quarto. — Vamos trocar a voz dele pela minha.

Ele a deitou na cama king-size, o dossel de seda acima deles refletindo as luzes da cidade lá fora. Lando não teve pressa. Ele começou a despi-la com uma reverência quase religiosa. Quando Alicia ficou apenas de calcinha e sutiã, ela tentou cruzar os braços sobre o peito, mas Lando a impediu gentilmente.

— Não se esconda de mim. Nunca.

Ele removeu o sutiã dela, deixando que seus seios fartos ficassem expostos. Lando soltou um suspiro audível de admiração.

— Olha para eles, Alicia. Eles são magníficos. Eu amo o peso deles, amo como eles preenchem o espaço entre nós quando nos abraçamos.

Ele começou a beijar a base dos seios, subindo lentamente até os mamilos que já estavam enrijecidos. Alicia arqueou as costas, soltando um gemido que preencheu o silêncio do quarto.

— Lando... — ela murmurou, os dedos se perdendo nos cachos rebeldes dele.

— Você é tão responsiva — disse ele, levantando o olhar, os olhos azuis brilhando com uma intensidade que a fazia tremer. — Cada toque meu te incendeia. Como alguém pode dizer que você é "feia" ou "descaída"? Você é uma obra de arte, Alicia. E eu sou o homem mais sortudo do mundo por ser o único que pode te apreciar assim.

Ele desceu o corpo, removendo a calcinha de renda dela. Lando se posicionou entre as pernas de Alicia, mas antes de qualquer coisa, ele apenas a observou.

— Você é perfeita — repetiu ele, a voz carregada de uma convicção inabalável.

Lando começou a estimulá-la com a língua, movimentos lentos e profundos que faziam Alicia perder o sentido da realidade. Ela nunca se sentira tão exposta e, ao mesmo tempo, tão protegida. A língua dele encontrou o clitóris dela com precisão cirúrgica, enquanto seus dedos exploravam a entrada apertada.

— Você está tão molhada para mim — murmurou Lando, fazendo uma pausa para olhá-la. — Está pronta para me receber?

— Sim, por favor, Lando. Eu preciso de você.

Lando se posicionou, entrando devagar. Mesmo depois de meses, o aperto dela ainda o surpreendia, fazendo-o ter que cerrar os dentes para não chegar ao ápice rápido demais.

— Você é tão apertadinha... — ele arfou, começando a se mover. — É como se você tivesse sido feita sob medida para mim. Cada vez é como se fosse a primeira.

Alicia envolveu as pernas ao redor da cintura dele, puxando-o para mais fundo. A insegurança parecia ter evaporado, substituída por um calor avassalador que emanava do centro de seu ser.

— Eu te amo — disse ela, a voz falhando. — Eu amo como você me faz sentir.

— Eu te amo porque você é você — respondeu Lando, aumentando o ritmo. — E eu vou passar cada dia da minha vida garantindo que você nunca mais duvide disso.

O clímax chegou para ambos de forma explosiva, um encontro de corpos e almas que parecia iluminar o quarto mais do que os fogos de artifício que costumavam encerrar as corridas.

Algum tempo depois, Alicia estava aninhada no peito de Lando, a respiração voltando ao normal.

— Lando? — chamou ela baixinho.

— Sim, anjo?

— Eu acho que vou usar aquele vestido preto hoje à noite.

Lando sorriu, beijando o topo da cabeça dela.

— Ótima escolha. Mas esteja avisada: eu não vou conseguir tirar os olhos — nem as mãos — de você.

A festa da McLaren estava a todo vapor quando eles chegaram. O hotel Marina Bay Sands brilhava, e a elite da Fórmula 1 estava presente. Alicia caminhava ao lado de Lando, sentindo o tecido do vestido preto abraçar suas curvas. Pela primeira vez, ela não tentou se encolher. Ela segurava o braço de Lando com confiança, a cabeça erguida.

Lando, impecável em seu terno sob medida, parecia irradiar orgulho. Ele a apresentava a todos com um sorriso radiante, a mão sempre pousada na base das costas dela, ocasionalmente descendo para um aperto sutil e possessivo que só ela sentia.

— Você está deslumbrante — sussurrou Eric, aproximando-se deles com uma taça de champanhe. — Lando me disse que você estava nervosa, mas você parece a rainha de Singapura.

Alicia sorriu para o irmão, sentindo-se genuinamente feliz.

— Obrigada, Eric. Eu me sinto bem.

Lando a puxou para um canto mais reservado do terraço, onde a brisa noturna soprava suavemente.

— Viu só? — disse ele, olhando para ela com adoração. — Todo mundo está olhando para você. E não é porque você é a namorada de um piloto. É porque você é a mulher mais bonita desta festa.

Alicia olhou para a vista da cidade, as luzes refletidas na água.

— Sabe o que é mais engraçado? — perguntou ela. — Pela primeira vez, eu não me importo se eles estão olhando ou não. Eu só me importo com o jeito que você me olha.

Lando a puxou para um beijo, ignorando os fotógrafos e os olhares curiosos.

— Esse é o espírito, anjo.

A noite continuou, mas para Alicia, o barulho e o brilho da festa eram apenas um pano de fundo. O que importava era o calor da mão de Lando na sua, a promessa silenciosa em seus olhos e a certeza de que ela não precisava mais se esconder.

Horas depois, de volta ao quarto, Lando a ajudou a abrir o zíper do vestido.

— Eu disse que ia querer te arrancar dele — murmurou ele, o vestido caindo aos pés dela.

— E você demorou muito — brincou Alicia, virando-se para ele.

Lando a pegou no colo, levando-a de volta para a cama.

— Então acho que temos que compensar o tempo perdido.

— Temos a noite toda — respondeu ela, puxando-o para baixo.

Em Singapura, sob o brilho das estrelas e das luzes artificiais, Alicia Garcia finalmente enterrou os fantasmas do passado. Ela não era pequena, não era feia, não era inadequada. Ela era a mulher que fazia o coração de um dos pilotos mais talentosos do mundo bater mais rápido. Ela era Alicia, e isso, finalmente, era o suficiente.

Lando, enquanto a amava novamente, sabia que tinha vencido a corrida mais importante de sua vida. Não era sobre troféus ou pontos no campeonato. Era sobre ver o sorriso de Alicia e saber que ele era a razão de sua nova força.

— Você é minha — sussurrou ele, no auge do prazer.

— E você é meu — respondeu ela, completa e absoluta.

A jornada deles estava apenas começando, e as pistas do mundo inteiro esperavam por eles. Mas, naquele momento, o único pódio que importava era aquele quarto de hotel, onde dois corações inseguros haviam encontrado, um no outro, a coragem de serem exatamente quem eram.

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