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Problema com coco

O Exame da Intimidade

O alívio que se seguiu ao episódio intenso no quarto foi quase imediato, mas o desconforto físico ainda deixava rastros. Eu me sentia leve, mas a região ainda pulsava com uma sensibilidade incômoda. Walker, que não havia saído do meu lado nem por um segundo, percebeu o meu pequeno estremecimento quando tentei me ajeitar sob o edredom. Ele me olhou com aquela seriedade doce que só ele tinha, um misto de preocupação de namorado e zelo protetor.

— Ei, como você está se sentindo lá embaixo? — perguntou ele, a voz baixa e rouca. — Eu sei que foi muita pressão. Pode ter ficado um pouco irritado ou até machucado.

— Está ardendo um pouco — confessei, sentindo o rosto esquentar novamente. — Mas acho que é normal, depois de tudo o que aconteceu.

— Vamos ao banheiro — ele decidiu, levantando-se e estendendo a mão para mim. — Eu quero dar uma olhada. Quero garantir que você está bem e passar uma pomada se precisar. Não quero que você sinta dor amanhã.

Eu hesitei por um momento, mas a confiança que havíamos construído naquela tarde era inquebrável. Levantei-me, ainda um pouco trêmula, e ele me guiou até o banheiro da suíte. A luz branca e forte do espelho contrastava com a penumbra do quarto. Walker fechou a porta e se posicionou atrás de mim.

— Apoie as mãos na pia, querida — ele instruiu com suavidade. — Incline o corpo para frente. Eu vou ser rápido e cuidadoso, prometo.

Eu obedeci, sentindo o frio do mármore sob as palmas das minhas mãos. Walker se ajoelhou atrás de mim. Ouvi o som do zíper e do tecido sendo puxado. Ele baixou minhas calças e minha calcinha com uma delicadeza extrema, expondo-me novamente à luz clara do ambiente. Senti suas mãos grandes e quentes tocarem a pele das minhas coxas antes de subirem para as minhas nádegas.

— Relaxa para mim — ele murmurou.

Com os dedos firmes mas gentis, Walker afastou minhas nádegas, expondo a área sensível. Senti o ar fresco e, logo em seguida, o toque cuidadoso dele examinando cada detalhe.

— Está um pouco vermelho e inchado, como eu suspeitava — ele comentou, o tom de voz profissional mas carregado de carinho. — Mas não vejo nenhum corte sério. Vou passar um pouco de creme calmante, tá? Vai ajudar com o ardor.

Ele pegou um tubo de pomada no armário e aplicou uma pequena quantidade. O contato do gel frio com a pele irritada me fez soltar um suspiro de alívio. Ele massageou a área com movimentos circulares e leves, garantindo que o remédio fosse absorvido.

— Pronto — disse ele, dando um beijo casto na base das minhas costas antes de me ajudar a subir as calças. — Você já deve começar a se sentir melhor em alguns minutos.

Eu me virei para ele, pronta para agradecer, mas notei algo diferente em sua expressão. Walker, que sempre fora o pilar de força e segurança, parecia subitamente inquieto. Ele desviou o olhar para os próprios pés, coçando a nuca, um gesto que ele só fazia quando estava extremamente nervoso.

— O que foi, Walker? — perguntei, aproximando-me e tocando seu braço.

Ele soltou um suspiro longo, as bochechas ganhando um tom rosado que eu raramente via.

— É que... — ele começou, hesitando. — Já faz uns dois dias que eu também estou sentindo um incômodo estranho. Como se estivesse... não sei, machucado ou com alguma coisa errada lá atrás. Eu não queria falar nada porque você estava sofrendo muito mais, mas agora que estamos aqui...

Eu arregalei os olhos, surpresa pela confissão súbita.

— Walker! Por que não disse antes? Deixa eu ver.

Ele deu um passo para trás, o pânico cruzando seus olhos azuis.

— Não, é... é constrangedor. Eu não sou bom nisso — ele gaguejou, a voz falhando um pouco. — Eu cuidei de você porque precisava, mas eu... eu fico nervoso sendo o centro das atenções desse jeito.

— Walker Socobell — eu disse, usando um tom firme mas amoroso —, você acabou de me ajudar na situação mais vulnerável da minha vida. Você me segurou, me limpou e me examinou sem hesitar. Você acha mesmo que eu vou julgar você? Deixa eu cuidar de você também.

Ele engoliu em seco, as mãos tremendo levemente ao lado do corpo.

— Tem certeza? — ele perguntou, a voz quase um sussurro.

— Absoluta. Vira de costas e apoia na pia, do mesmo jeito que eu fiz.

Walker demorou alguns segundos para processar. Ele se virou lentamente, os ombros tensos. Vi suas mãos agarrarem a borda da pia com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. Ele começou a baixar a calça de moletom, mas parou no meio do caminho, os ombros subindo até as orelhas.

— Eu estou tremendo — ele confessou, soltando uma risadinha nervosa e sem fôlego.

— Está tudo bem, meu amor. Respira — eu disse, colocando minhas mãos sobre as dele para ajudá-lo a terminar de baixar a roupa.

Quando ele finalmente ficou exposto, notei como ele estava tentando se esconder, encolhendo o corpo. Eu me ajoelhei atrás dele, sentindo a inversão de papéis. O corpo de Walker era atlético e firme, mas ali, naquela posição, ele parecia um menino assustado.

— Walker, precisa relaxar um pouco ou eu não vou conseguir ver nada — pedi gentilmente.

— Eu estou tentando! — ele exclamou, a voz abafada porque ele tinha escondido o rosto entre os braços sobre a pia. — É só que... é muito estranho.

Eu toquei a pele dele, sentindo os músculos das coxas retesados. Comecei a massagear levemente para que ele se soltasse.

— Vou afastar agora, tá? — avisei.

No momento em que minhas mãos tocaram suas nádegas, Walker deu um pulo, soltando um ganido de surpresa e tentando se virar para olhar para trás, tomado pelo nervosismo.

— Calma! — eu ri baixinho, segurando sua cintura. — Sou só eu. Não foge.

— Desculpa, desculpa — ele disse, respirando fundo e voltando à posição, mas ainda tremendo visivelmente. — É que eu sou muito sensível aí. É... é assustador.

— Eu vou ser muito cuidadosa. Confia em mim.

Desta vez, ele permaneceu imóvel, embora eu pudesse sentir a tensão irradiando dele. Afastei suas nádegas com delicadeza, revelando o seu ânus. Aproximei-me para examinar com atenção, assim como ele havia feito comigo.

— Walker... — murmurei, observando a área.

— O que foi? É grave? Eu vou morrer? — as perguntas saíram em disparada, a voz dele subindo uma oitava.

— Não, bobo — eu ri, achando fofa a sua hipocondria momentânea. — Mas você tem uma pequena fissura aqui. Deve ser por isso que está doendo. Você deve ter feito muita força ou a pele ressecou. Está um pouco irritado também.

— Uma fissura? — ele repetiu, a voz trêmula. — Dói quando você encosta?

— Eu vou testar.

Levei o dedo indicador, com um pouco da mesma pomada que ele usou em mim, e toquei suavemente a pequena ferida. Walker soltou um suspiro agudo e apertou a pia com ainda mais força, o bumbum empinando instintivamente para longe do toque antes de ele se forçar a ficar parado.

— Ai... arde — ele resmungou, o rosto enterrado nos braços.

— Eu sei, mas a pomada vai ajudar. Vou passar bem devagar.

Continuei o exame, examinando ao redor para garantir que não havia mais nada. A vulnerabilidade dele era palpável; o grande Walker, sempre tão seguro de si nas telas e nas entrevistas, estava ali, entregue aos meus cuidados, tremendo de vergonha e sensibilidade.

— Você está sendo muito corajoso — eu disse, imitando as palavras que ele usara comigo mais cedo. — Já estou quase terminando.

— Obrigado... — ele sussurrou, a voz mais calma agora, embora o corpo ainda desse pequenos espasmos de nervosismo a cada toque meu.

Passei a pomada com cuidado, garantindo que a fissura ficasse bem coberta. Quando terminei, dei um tapinha leve e carinhoso em sua coxa.

— Pronto, pode subir as calças.

Walker se recompôs na velocidade da luz. Ele puxou as calças, fechou o zíper e se virou para mim, o rosto completamente vermelho, da ponta das orelhas até o pescoço. Ele não conseguia encontrar meus olhos de imediato.

— Isso foi... a coisa mais embaraçosa que já me aconteceu — ele disse, cobrindo o rosto com as mãos.

— Ah, para com isso — eu disse, abraçando-o pela cintura e forçando-o a olhar para mim. — Você foi incrível comigo hoje. Deixar eu retribuir o cuidado só mostra o quanto a gente se ama. Não tem nada de embaraçoso em cuidar de quem a gente gosta.

Ele finalmente sorriu, um sorriso tímido e um pouco sem jeito, e me puxou para um abraço apertado, escondendo o rosto no meu pescoço.

— Eu te amo — ele murmurou. — Mas, por favor, vamos combinar que a gente nunca mais fala sobre o que aconteceu neste banheiro hoje.

— Combinado — eu ri, apertando-o mais forte. — Mas só se você prometer que vai passar a pomada direito amanhã.

Ele soltou uma risada relaxada, o nervosismo finalmente se dissipando.

— Prometo. Agora, vamos deitar. Acho que nós dois já tivemos emoções fortes o suficiente para uma semana inteira.

Caminhamos de volta para a cama, deitados lado a lado, sentindo o conforto da dor que passava e da intimidade que, embora testada por situações inusitadas, só se tornava mais profunda. Naquela noite, dormimos o sono dos justos, curados pela medicina e, principalmente, pelo cuidado mútuo.