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PULGAR & CARRASCAL

Entre Rosas, Tinta e Promessas

A pausa de duas semanas no Campeonato Brasileiro para a Data FIFA chegou como um alívio e uma provação. Focados na reta final do Brasileirão e com a grande decisão da Copa Libertadores batendo à porta pelo Flamengo, Erick Pulgar e Jorge Carrascal optaram por pedir dispensa de suas respectivas seleções. O namoro de dois anos entre o chileno de postura imponente e o colombiano de sorriso fácil estava mais sólido do que nunca, mas quatro dias de folga significavam a primeira separação física em meses: Erick voou para Santiago para reencontrar a família, enquanto Jorge aterrissou em Cartagena para matar a saudade dos pais, dos irmãos e, acima de tudo, de Santino, seu pequeno furacão de sete anos.

A distância foi encurtada por telas iluminadas e fusos horários semelhantes. Jorge acompanhou cada detalhe da estadia do namorado pelas redes sociais e por chamadas de vídeo diárias. Riu alto com os sobrinhos de Erick pulando no colo do tio grandalhão, conversou animadamente com a sogra e os cunhados, ouvindo cobranças calorosas de que na próxima viagem ele e Santino teriam que desembarcar juntos em solo chileno. Do outro lado, Pulgar fez o mesmo: derreteu-se em conversas com o enteado, elogiou a comida da mãe de Jorge e até sugeriu reunir os dois clãs no Rio de Janeiro ao término da temporada.

Na tarde de sexta-feira, uma chamada de vídeo trouxe à tona o clássico duelo de provocações do casal. Erick estava deitado em uma rede na varanda da casa da mãe, com a cara fechada que costumava usar nos gramados.

— Vi aquele vídeo que o Kevin postou no Instagram — soltou Erick, semicerrando os olhos escuros para a câmera. — Muito bonito o senhor na lancha, sem camisa, comendo camarão e fazendo aquela dancinha rebolando pra comemorar não sei o quê. Tá muito soltinho pro meu gosto, Jorge.

Jorge soltou uma gargalhada gostosa, jogando a cabeça para trás na cama de seu antigo quarto em Cartagena.

— Ah, pronto! O meu pitbull tá com ciúmes da minha ginga? — Carrascal mordeu o lábio inferior, apoiando o queixo na mão e encarando o visor com olhos brilhando em puro deboche e malícia. — Eu só tava dançando com os meus amigos de infância, amor. Mas se você quer saber a verdade... eu tô morrendo de saudade de você.

— Domingo à noite a gente já tá no Rio — respondeu Erick, o canto da boca traindo um quase sorriso. — Aguenta aí.

— É ruim aguentar, sabia? Odeio dormir sozinho nessa cama vazia. — Jorge rolou nos lençóis, aproximando o rosto da câmera e soltando um gemido manhoso, teatral e perigosamente rouco. — Tô sentindo uma falta absurda de acordar de manhã com aquele seu pau duro pressionando a minha bunda...

Erick engoliu em seco. A mandíbula travou e ele mordeu o lábio inferior, as pupilas dilatando na tela enquanto ajeitava a postura na rede. Jorge percebeu o impacto na hora e começou a rir com gosto.

— Você tá brincando com fogo, Carrascal — rosnou o chileno, a voz caindo duas oitavas, rouca de desejo contido. — Continua se engraçando que você vai pagar bem caro por cada palavra assim que a gente pisar naquele apartamento. Quando eu botar as minhas mãos em você, você não vai conseguir sentar por três dias.

— Promete, papi? — sussurrou Jorge, fazendo o bico dengoso que sabia ser a fraqueza absoluta de Pulgar.

— Vai pra puta que pariu, Jorge! — disparou Erick, desligando na cara do namorado enquanto Carrascal gargalhava alto do outro lado da linha.

Segundos depois, o colombiano mandou um áudio gritando que o amava, recebendo de volta uma mensagem de texto seca e certeira: *"Também te amo, idiota. Até domingo."*

O problema das despedidas de Erick no Chile atendia por um nome peculiar: "Os Shimbis". O grupo, batizado em homenagem à gíria chilena para ninjas, reunia os irmãos, primos e amigos de infância mais próximos do jogador. Ao saberem que o volante voltaria ao Brasil na noite de domingo, os rapazes decidiram armar uma festa surpresa no sábado. Para Erick, seria apenas um jantar tranquilo de despedida. Para os Shimbis, quase todos solteiros convictos, a palavra "festa" envolvia churrasco farto, caixas intermináveis de cerveja e uma quantidade expressiva de mulheres convidadas a dedo.

Quando Erick chegou ao local marcado e ouviu o grito uníssono de "surpresa!", riu incrédulo da audácia dos primos. Embora seu estilo de vida houvesse mudado drasticamente desde que se amarrara ao colombiano, ele não quis estragar a celebração dos rapazes. Ficou no seu canto, bebeu moderadamente, comeu e sentou-se a uma mesa ampla para checar o celular.

Em Cartagena, a noite de Jorge era pura calmaria familiar. Ele havia passado o dia inteiro batendo perna pela cidade histórica com Santino, os pais e os irmãos, Romário e Sherry. O menino, que não dava trégua com sua energia inesgotável, reclamara a tarde toda da falta do "titio Erick", mas Jorge prometera que logo estariam todos juntos. Depois de um jantar com sobremesas típicas, os quatro se jogaram no sofá espaçoso da sala para uma maratona despretensiosa de filmes da Marvel.

Durante uma cena de ação barulhenta, Jorge pegou o celular e abriu o Instagram. Foi um erro fatal.

Ao rolar os stories, notou que os membros dos Shimbis haviam feito publicações na lista de Melhores Amigos, na qual ele ainda estava inserido desde os tempos de solteirice no Rio. Curioso, clicou. O que começou com copos de cerveja e carne na grelha logo descambou para imagens explícitas de mulheres dançando de forma insinuante ao redor da piscina. No story seguinte, postado por um dos primos mais mulherengos de Erick, a câmera girava pelo salão até focar na mesa do fundo.

Lá estava Erick. O chileno olhava para a tela do próprio aparelho, mas não estava desacompanhado: três ou quatro mulheres vestindo roupas mínimas riam ao redor dele, recostadas nos encostos das cadeiras. Jorge reconheceu o perfil daquelas convidadas na mesma fração de segundo. Eram as mesmas acompanhantes que os primos de Pulgar costumavam importar para o Rio de Janeiro em suas festas secretas de anos atrás. Putas. E de putas, com o perdão da palavra, o próprio Jorge entendia o histórico.

O sangue colombiano ferveu instantaneamente. O ciúme cego e a raiva visceral nublaram a visão de Carrascal. Ele gravou a tela do celular com as mãos trêmulas e enviou o vídeo direto para o WhatsApp de Erick, disparando uma rajada de mensagens carregadas de veneno:

*"Você acha que eu tenho cara de otário, Erick? Que porra é essa?"* *"Parece muito confortável cercado de puta pra quem diz que tem dono, né?"* *"Se você tá gostando tanto desse cabaré, faz o seguinte: fica por aí mesmo. Aproveita e mata a saudade das vadias que você comia quando era solteiro. Vai se foder."*

Jorge arremessou o telefone contra a almofada do sofá, respirando pesado, tentando disfarçar a cólera na frente dos irmãos e do filho.

Trinta minutos depois, as notificações começaram a explodir. Mais cinco minutos e o aparelho começou a vibrar insistentemente em chamadas de vídeo. Jorge ignorou as duas primeiras, mas na terceira tentativa, Santino foi mais rápido: viu a foto do chileno na tela e atendeu em um salto animado.

— Titio Erick! — gritou a criança, rindo alto ao ver o rosto do jogador na tela.

Erick parecia tenso, em pé em um canto mais silencioso do quintal, mas forçou um sorriso para o garoto.

— E aí, meu pequeno furacão! Tá aprontando muito?

— Tô assistindo Homem de Ferro! E você, tá onde? Tem uma música muito alta aí atrás!

Jorge, incapaz de conter a amargura que transbordava em seu peito, inclinou-se sobre o sofá e disparou com um tom carregado de escárnio:

— O titio Erick tá numa festa maravilhosa, filho. Tá relembrando os velhos tempos e matando a saudade das amiguinhas do passado dele!

Santino abriu um sorriso radiante, sem captar a ironia ácida.

— Que legal! Eu também quero ir nas festas dos seus amigos, titio Erick! Me leva na próxima?

A espontaneidade da criança quebrou o clima na sala. Romário e Sherry caíram na gargalhada no sofá, e até Erick soltou uma risada nervosa pelo telefone. Aquilo foi a gota d'água para Carrascal.

— Vão todos vocês tomar no meio do cu! Inclusive você, Erick! — explodiu Jorge, levantando-se em um rompante.

— Papi! Não pode falar palavrão, é feio! — repreendeu Santino, cruzando os bracinhos, fazendo os tios gargalharem ainda mais alto.

— Dá tchau pro seu tio, Santino, que ele tá muito ocupado com a festinha dele — ordenou Jorge, tomando o aparelho da mão da criança, recusando-se a olhar para a câmera e encerrando a chamada sem dar qualquer chance de resposta. Em seguida, colocou o celular no modo silencioso e forçou-se a terminar a noite ao lado da família.

No Chile, Erick sentiu o chão sumir. Ele conhecia o temperamento vulcânico de Jorge. A verdade era que aquelas mulheres haviam chegado à sua mesa puxando assunto por causa de sua visibilidade no Flamengo, mas ele as cortara com a mesma frieza cirúrgica com que desarmava atacantes adversários. Não trocara mais do que cumprimentos formais antes de se levantar para checar o celular e ver a tempestade instalada.

Desesperado ao ver que suas mensagens não eram mais visualizadas, Erick recorreu à cunhada:

*"Sherry, me ajuda por favor. A situação tá muito feia aí?"*

A resposta da colombiana veio minutos depois, impiedosa:

*"Erick, você tá fodido kkkk. Vai ter que rebolar muito pra explicar o que tava fazendo no meio daquelas mulheres. Boa sorte, você vai precisar."*

Erick enviou três figurinhas chorando e guardou o aparelho, ciente de que o retorno ao Brasil seria uma batalha campal.

O domingo foi marcado por um silêncio sepulcral. Erick tentou uma última ligação antes de embarcar, mas continuou bloqueado pelo gelo do namorado. Cansado e sem querer piorar as coisas por telefone, decidiu recuar e guardar suas energias para o confronto pessoal.

Ambos aterrissaram no Rio de Janeiro na madrugada de domingo para segunda-feira em voos separados. Exaustos das longas viagens, seguiram direto para seus respectivos lares para descansar.

Jorge acordou pouco depois do meio-dia na segunda-feira. Pegou o celular com o cenho franzido, estranhando a ausência de novas chamadas ou mensagens desesperadas de Erick. Deu de ombros, fingindo desdém, e passou a tarde desfazendo malas e preparando um lanche rápido.

Ao anoitecer, a campainha do apartamento de Jorge tocou com firmeza. Ele não esperava visitas. Caminhou até a porta e girou a maçaneta com a guarda alta.

Do outro lado, a visão quase o fez vacilar.

Erick estava parado no corredor, impecavelmente vestido com uma camisa preta que valorizava seus ombros largos e braços completamente tatuados. Nas mãos, segurava um buquê exuberante de rosas cor-de-rosa — as favoritas de Jorge —, uma cesta repleta de guloseimas importadas e uma garrafa de vinho tinto chileno tradicional. E o pior: ostentava o maior e mais descarado sorriso que Jorge já vira naquele rosto marrento.

Jorge cruzou os braços sobre o peito, ergueu o queixo com aquela arrogância colombiana que Erick conhecia de cor e fechou a cara.

— O que você tá fazendo aqui? — soltou Jorge, ríspido.

— Vim ver o amor da minha vida porque tava morrendo de saudade — disse Erick com uma doçura calculada, avançando um passo.

Jorge estreitou os olhos. Pulgar nunca sorria daquele jeito a menos que soubesse perfeitamente a extensão da merda que havia feito.

— Acho que você errou de endereço. Não tem nenhuma puta chilena morando aqui pra você matar a saudade.

O sorriso de Erick se desfez na hora, dando lugar a uma seriedade contrita.

— Jorge, por favor. Deixa eu entrar. Vamos conversar como dois homens adultos.

Relutante, Jorge deu um passo para trás e liberou a passagem com um bufo irritado. Erick entrou, deixou os presentes sobre a bancada da cozinha americana e voltou para a sala, onde o colombiano já se encontrava sentado na ponta do sofá, com as pernas cruzadas e a mandíbula travada. O chileno sentou-se ao lado dele, mantendo uma distância respeitosa.

— Fala logo antes que eu perca a paciência — exigiu Carrascal.

— Eu não sabia daquela festa, Jorge — explicou Erick, olhando fixamente nos olhos escuros do namorado. — Os caras armaram aquilo como uma surpresa de despedida. Quando eu cheguei, já tava tudo montado. Se eu soubesse, teria mandado cancelarem na hora.

— O problema não é você sair com os seus amigos, Erick! A gente não tem esse tipo de relação doentia de prender o outro — rebateu Jorge, a voz subindo de tom pela frustração acumulada. — Mas você sabe muito bem quem eram aquelas mulheres. Seus primos levavam aquelas garotas pro Rio nas nossas costas! Aquele tipo de festa não é lugar pra homem que tem dono!

Erick arqueou uma sobrancelha tatuada. Um meio sorriso escapou de seus lábios ao ouvir a expressão.

— Tem dono, é?

— Tira essa cara de deboche antes que eu jogue esse vaso na sua cabeça! — fuzilou Jorge.

Erick apagou o riso imediatamente, pigarreando.

— Desculpa. Mas eu tô falando a verdade, mi vida. Eu não toquei em ninguém, não dei confiança pra ninguém. Aquela mesa tava vazia quando eu sentei pra ver suas mensagens, e as garotas colaram ali pra puxar assunto. Eu cortei todas elas na hora. Me perdoa por ter te colocado nessa situação. Eu odeio ver você chateado.

Jorge encarou o namorado por alguns segundos. A raiva começava a dar lugar àquela necessidade física que o consumira durante a semana inteira. Levantou-se do sofá sem dizer nada e caminhou até a cozinha, fingindo interesse na cesta de doces que Erick trouxera.

Pulgar, atento a cada movimento, levantou-se e o seguiu como uma sombra. Aproximou-se devagar por trás de Jorge até colar o peito largo contra as costas do colombiano, envolvendo a cintura fina do namorado com os braços fortes.

— Sentiu minha falta? — murmurou Erick baixinho, roçando os lábios na curva macia do pescoço cheiroso de Jorge.

Jorge manteve a pose, jogando a cabeça de lado para dar espaço ao toque, mas mantendo o veneno na língua:

— Tenho certeza de que as putas do Chile sentiram muito mais falta desse seu corpinho do que eu.

Erick perdeu a paciência com o deboche. Em um movimento rápido e firme, prensou Jorge contra a bancada de mármore. Enfiou os dedos grandes nos cabelos com mechas loiras do colombiano e puxou com força calculada para trás, obrigando Jorge a arquear o pescoço enquanto sussurrava diretamente em seu ouvido:

— A única puta que sentiu a minha falta é essa puta colombiana atrevida que eu tenho em casa. E que eu vou arrebentar agora mesmo.

O arrepio desceu violento pela espinha de Jorge. O corpo inteiro respondeu ao comando, mas a malandragem falou mais alto.

— Não senti falta nenhuma — mentiu Carrascal com a respiração entrecortada, rebolando deliberadamente contra a virilha do chileno. — Eu passei a semana cercado de novinhos colombianos muito mais gostosos do que você naquela lancha.

Erick soltou um rosnado gutural, colando o quadril com brutalidade para fazer Jorge sentir o volume colossal e latejante que rasgava sua calça jeans. Desceu a boca para o pescoço do colombiano, distribuindo beijos vorazes, mordidas quentes e sucções que deixariam marcas arroxeadas sobre a pele dourada, simulando estocadas pesadas contra a bunda do namorado.

— Nenhum daqueles moleques faria na cama metade do que eu faço com você — rosnou o chileno, mordiscando a orelha de Jorge.

Jorge soltou uma risada abafada e deliciada, apertando as mãos na borda da bancada enquanto gemia baixinho.

— Fariam até melhor... porque pelo menos eles não tão velhos que nem você. Trinta e dois anos nas costas, Erick, já tá quase pedindo aposentadoria.

Aquilo foi o estopim. Erick virou o corpo de Jorge em um solavanco e calou a boca atrevida do colombiano com um beijo devastador. As línguas se chocaram com violência; Erick sugou a língua macia de Jorge com uma fome desesperada, enquanto Jorge arranhava a nuca do chileno, finalizando o beijo com uma mordida firme em seu lábio inferior.

Ofegante, Jorge desceu a mão direita pela barriga de Pulgar, alcançando o membro rígido por cima do jeans, apertando a carne pulsante com possessividade desavergonhada.

— Tava com tanta saudade do seu pau... — sussurrou o colombiano, os olhos febris de pura luxúria. — Saudades de engasgar todinho quando você maltrata a sua putinha.

Erick puxou os cabelos de Jorge com firmeza, apontando com o queixo para o chão da cozinha.

— Ajoelha. E mama gostoso, igual você fez na festa de aniversário do Arrascaeta quando a gente começou a ficar escondido no vestiário. Agora, caralho.

A lembrança daquela madrugada clandestina fez o estômago de Jorge revirar de tesão. Ele desceu para os joelhos no porcelanato frio sem hesitar um segundo. Com mãos ágeis, abriu o cinto de Erick, desceu o zíper e libertou o pau grosso, latejante e escuro do namorado.

Jorge envolveu a cabeça intumescida com os lábios, banhando a pele com saliva abundante antes de deslizar a boca pelo comprimento inteiro. Desceu até a garganta travar, engolindo o membro até a raiz enquanto seus olhos castanhos marejavam pelo reflexo. Erick jogou a cabeça para trás, apoiando as mãos na bancada de mármore e empurrando o quadril para a frente, guiando o ritmo profundo e molhado daquele boquete insano. Jorge ordenhou o chileno com a língua e os lábios até que Pulgar soltou um palavrão rouco e descarregou jatos grossos e quentes no fundo de sua boca.

Carrascal engoliu tudo com prazer evidente, limpando o queixo com as costas da mão antes de subir pelo corpo do chileno, pendurando-se em seu pescoço.

— Agora me fode... — pediu Jorge, dengoso, esfregando o corpo quente no do namorado. — Esperei por isso a semana inteira.

Erick o pegou nos braços sem esforço, carregando o colombiano até a suíte principal. Jogou Jorge sobre o colchão king-size e começou a tirar a própria camisa e as calças, revelando os noventa por cento de corpo coberto por tatuagens imponentes. Jorge se apoiou nos cotovelos, mordendo o lábio inferior e acariciando a própria ereção sobre o short fino.

— Cadê a cadela que tava pedindo novinho colombiano na lancha? — provocou Erick, descalçando os tênis com um sorriso perverso.

Jorge soltou uma risada rouca, arqueando a coluna com volúpia.

— Nenhum novinho faz o que o meu macho faz na cama. Vem me comer logo, porra.

Erick subiu na cama, puxou Jorge pelos tornozelos até a beirada do colchão e começou a descer o short do colombiano. No instante em que o tecido caiu, Jorge soltou uma risadinha safada.

Os olhos de Erick se arregalaram. As pupilas dilataram ao extremo.

Jorge vestia uma lingerie preta de tiras finas e renda transparente, minúscula e provocante, que abraçava suas curvas perfeitas e destacava suas coxas bronzeadas. Era a mesquíssima peça que haviam visto em uma vitrine no shopping semanas antes, sobre a qual Erick havia confessado ter se masturbado imaginando o namorado vestindo.

— Você comprou essa porra... — rosnou o chileno, a voz embargada.

— Comprei depois que você me confessou que gozou pensando em mim dentro dela — ronronou Jorge, virando-se de quatro na cama com lentidão estudada, empinando a bunda redonda coberta apenas pela renda fina. — Agora vem comer a sua putinha de quatro com a calcinha de lado.

Erick perdeu qualquer resquício de racionalidade. Abaixou-se sobre o corpo do colombiano, cobrindo as nádegas de Jorge de beijos brutos, mordidas e tapas estalados que tingiram a pele morena de um tom avermelhado. Puxou a calcinha para o lado, afundou a língua molhada na entrada apertada do namorado e o chupou sem dó, masturbando o pau de Jorge ao mesmo tempo até que Carrascal começou a tremer incontrolavelmente, à beira do clímax.

No ápice, Erick interrompeu o contato oral, subiu pelas costas de Jorge distribuindo chupões pela pele tatuada até alcançar a nuca do namorado. Besuntou a mão e o próprio pau com lubrificante e, sem aviso prévio, enterrou-se até o talo na carne quente e receptiva do colombiano.

Jorge gritou contra os travesseiros, cravando as unhas nos lençóis.

— Isso, caralho! Fode a sua putinha, Erick! Me rasga todinho!

O que se seguiu foi uma noite de luxúria crua, intensa e desenfreada. Erick fodeu seu namorado em todas as posições imagináveis: de quatro, segurando firme as tiras da lingerie preta; virou-o de frente, erguendo as pernas tatuadas de Jorge sobre seus ombros largos para estocar no fundo; e terminou com Jorge cavalgando em seu colo, rebolando até o esgotamento total, enquanto sussurros de baixo calão e promessas sujas eram trocadas no calor sufocante do quarto.

Horas mais tarde, o suor esfriava na pele dos dois. Jorge estava completamente desmanchado sobre o peito tatuado de Erick, o queixo apoiado na clavícula do chileno, ouvindo as batidas desaceleradas daquele coração firme.

Erick passou os dedos pelos cabelos bagunçados de Jorge, traçando a linha de sua mandíbula com uma ternura que só existia entre quatro paredes.

— E aí? — perguntou Erick, a voz rouca arranhando o silêncio. — Desculpa o seu maridinho pelo mal-entendido?

Jorge ergueu o rosto, soltando uma risada suave e deliciada ao ouvir a palavra. O sorriso arteiro e apaixonado iluminou seus traços cansados.

— Maridinho, é? — Jorge deu um leve tapa no peito de Erick antes de se esticar para selar os lábios nos dele em um beijo lento, profundo e molhado. — Tá desculpado, meu amor. Mas se tiver outra festa surpresa dos Shimbis... eu vou junto pra colocar ordem naquele cabaré.

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