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Reunião caótica

O Enlace Carmesim e a Fúria dos Guardiões

O salão de banquetes do Octagrama, que outrora fora um símbolo de ordem e poder absoluto, agora parecia o epicentro de uma guerra civil emocional. Rimuru, ainda sentindo o calor do corpo de Guy contra o seu, tentava desesperadamente processar o fato de que seu segredo mais bem guardado havia sido exposto da maneira mais caótica possível.

Milim, Veldora e Ramiris avançaram sobre Guy como predadores famintos por respostas. O interrogatório começou sem qualquer preâmbulo diplomático.

— Guy! — Milim bateu o pé, fazendo o chão de mármore rachar. — O que você quer dizer com "muito mais"? Se você machucou o Rimuru, eu vou usar o Drago Nova em você agora mesmo!

— É verdade! — Ramiris voava em círculos rápidos ao redor da cabeça do demônio vermelho, parecendo uma mosca furiosa. — O Rimuru é delicado! Ele é um slime! Você não pode simplesmente... você sabe!

Guy Crimson apenas soltou uma risada seca, recostando-se em seu trono com uma arrogância que só um lorde demônio primordial poderia sustentar. Ele parecia estar se divertindo imensamente com o desespero alheio.

Enquanto isso, Rimuru, aproveitando a breve distração, desceu do colo de Guy com o rosto ainda em chamas. Ele viu Diablo, que permanecia ajoelhado no chão, com a cabeça baixa e uma aura de depressão tão densa que parecia física. O demônio fiel murmurava palavras desconexas sobre sua própria incompetência.

— Diablo... — Rimuru suspirou, aproximando-se dele. — Não fique assim. Não é como se eu tivesse sido sequestrado.

— Rimuru-sama... — Diablo levantou os olhos, que brilhavam com uma mistura de adoração e uma tristeza profunda. — Eu falhei. Como seu mordomo, eu deveria ter previsto que esse... esse lorde carmesim tentaria corromper sua essência divina. Eu vou contar tudo para Testarossa, Carrera e Última. Elas precisam saber da gravidade desta situação. Precisamos formar um conselho de contenção contra o Lorde Guy imediatamente.

Guy, que tinha audição aguçada, sentiu um calafrio percorrer a espinha ao ouvir os nomes das outras três primordiais. Lidar com Diablo já era um pesadelo; lidar com as quatro juntas em um frenesi de proteção ao seu mestre seria um suicídio diplomático, mesmo para ele.

Rimuru, percebendo a tensão, agiu por instinto. Ele se inclinou e envolveu Diablo em um abraço caloroso, passando a mão suavemente pelos cabelos negros do demônio.

— Pronto, pronto... Não precisa exagerar, Diablo. — Rimuru deu um tapinha carinhoso na cabeça dele. — Eu ainda sou o seu mestre, nada mudou.

Diablo soltou um suspiro que soou quase como um ronrono. Ele fechou os olhos, perdendo-se na sensação da mão de Rimuru em sua cabeça. Para ele, aquele momento era o ápice da existência, um pedaço do paraíso concedido por seu deus.

— Ei! — Guy reclamou, franzindo a testa ao ver a cena. — Eu sou o seu parceiro, Rimuru. Por que ele está ganhando o carinho que deveria ser meu?

Rimuru virou o rosto e lançou a Guy um olhar tão gélido e autoritário que o lorde demônio vermelho realmente se calou por um segundo.

— Você já falou demais por hoje, Guy — disse Rimuru, sua voz ficando fina e indignada. — Se abrir a boca de novo para falar besteira, eu juro que peço para a Ciel bloquear sua entrada em Tempest permanentemente.

Guy ergueu as mãos em sinal de rendição, mas o brilho em seus olhos dizia que ele não pretendia parar. O interrogatório de Milim e Veldora recomeçou, e Guy, em vez de ser vago, decidiu ser o mais explícito possível para marcar território.

— Se eu machuquei ele? — Guy sorriu maliciosamente para Milim. — Pelo contrário. Rimuru é surpreendentemente... vocal. Ele tem uma pele tão macia que é impossível não deixar marcas. E aquele vestido que ele está usando? Eu já vi o que tem por baixo, e garanto que é muito mais impressionante do que vocês imaginam.

— GUY! — Rimuru gritou, sentindo que ia explodir de vergonha.

— O quê? — Guy continuou, ignorando o grito. — Eles queriam detalhes. Eu estou apenas sendo um anfitrião honesto. A maneira como ele se encaixa perfeitamente no meu abraço, ou como ele treme quando eu mordo a curva do seu pescoço...

Veldora soltou um rugido abafado. O Dragão da Tempestade estava em um estado de choque tão profundo que sua expressão se tornou completamente vazia. Ele não conseguia processar a imagem de seu "irmãozinho" sendo tratado daquela forma pelo seu rival de longa data.

— Eu vou... eu vou destruir este continente — murmurou Veldora, sua voz desprovida de emoção, o que era muito mais assustador do que seus gritos habituais.

Ramiris e Milim se afastaram lentamente de Veldora, sentindo a pressão mágica começar a flutuar perigosamente.

— Calma, pessoal! — Rimuru correu para o centro do grupo. — Ninguém vai destruir nada!

Ele começou a distribuir carinhos e tapinhas na cabeça de todos, tentando acalmá-los como se fossem crianças birrentas. Ele deu um abraço em Milim, um cafuné em Ramiris e até mesmo puxou a bochecha de Veldora para trazê-lo de volta à realidade.

— Por favor, vamos apenas terminar essa reunião em paz — pediu Rimuru, exausto.

Guy, vendo Rimuru dar atenção a todos, sentiu uma pontada de ciúme possessivo. Ele se levantou, caminhou até Rimuru com passos predatórios e, antes que o slime pudesse reagir, pegou-o no colo novamente. Ele voltou para sua cadeira de autoridade, sentando Rimuru de lado em suas pernas e escondendo o rosto do menor contra seu peito, como se estivesse protegendo um tesouro.

— Já chega de carinho para os outros — rosnou Guy. — Ele é meu.

Rimuru desistiu de lutar. Ele simplesmente enterrou o rosto no ombro de Guy, deixando os braços caírem. Ele estava exausto demais para continuar gritando. "Deixe o caos rolar", pensou ele, "eu não existo mais, sou apenas um slime sem dignidade".

Mas Guy não estava satisfeito. Ele sentiu a rendição de Rimuru e decidiu testar os limites dos outros presentes. Com um sorriso de canto, ele deslizou a mão pela fenda do vestido azul e pousou-a com firmeza sobre a bunda de Rimuru, apertando levemente.

— Sabe — disse Guy, olhando diretamente para Veldora e Diablo —, o Rimuru pode parecer pequeno, mas ele tem curvas onde realmente importa. A firmeza desta bunda, por exemplo, é algo que eu poderia elogiar por séculos. E os seios? Quando ele está nesta forma, eles são tão macios que...

— EU VOU TE APAGAR DA EXISTÊNCIA! — Veldora explodiu, liberando uma onda de choque que quebrou todas as janelas do salão.

Diablo se levantou, suas unhas crescendo e se transformando em garras de puro niilismo.

— Lorde Guy... eu decidi. Não vou apenas contar às outras. Eu vou usar cada grama do meu poder para garantir que o senhor nunca mais consiga se sentar em um trono.

Rimuru não se mexeu. Ele nem sequer levantou a cabeça. Ele apenas murmurou baixinho, abafado pelo peito de Guy:

— Ciel... por favor... me delete.

<< Resposta: Negativo. O mestre deve enfrentar as consequências de suas escolhas de relacionamento. No entanto, posso sugerir uma barreira de isolamento acústico para que o mestre não ouça os detalhes técnicos que o indivíduo Guy Crimson está prestes a descrever sobre a última noite. >>

— Detalhes técnicos?! — Rimuru pensou, horrorizado, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Guy soltou mais uma pérola.

— E nem me façam falar sobre o que ele faz com as mãos — Guy riu, apertando a cintura de Rimuru e ignorando os ataques mágicos que começavam a voar em sua direção. — Ele é muito mais experiente do que aquela cara de inocente sugere.

O salão do Octagrama tornou-se um campo de batalha de gritos, explosões de energia e promessas de castração eterna. E no centro de tudo, Rimuru Tempest, o líder da Federação Jura Tempest, apenas desejava que o chão se abrisse e o engolisse, enquanto Guy Crimson, o Lorde Demônio mais antigo, sorria como se tivesse acabado de ganhar o mundo.