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Reunião caótica

O Banquete da Luxúria e a Queda da Diplomacia

O caos no salão do Octagrama não era mais apenas uma discussão; era uma tempestade de energia mágica e ultraje moral. Veldora, o Dragão da Tempestade, estava com as escamas — ou melhor, a aura — eriçadas. Ele se posicionou como um verdadeiro irmão mais velho protetor, embora sua proteção consistisse basicamente em gritar sobre como Guy estava "manchando a pureza dos mangás" que Rimuru representava.

— Guy Crimson! — rugiu Veldora, apontando um dedo trêmulo de fúria. — Eu li volumes o suficiente para saber que o que você está sugerindo é conteúdo proibido para menores! Rimuru é meu irmãozinho de alma! Você não pode simplesmente tratá-lo como seu brinquedo pessoal!

Guy, que ainda mantinha Rimuru possessivamente em seu colo, inclinou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada que ecoou pelas colunas de cristal.

— Brinquedo? — Guy passou a língua pelos lábios, um gesto puramente provocativo. — Oh, Veldora, você não tem ideia. Rimuru é muito mais do que um brinquedo. Ele é um banquete. E eu sou um homem de apetite voraz. Você ficaria surpreso com as coisas absurdas que eu já o convenci a fazer entre esses lençóis de seda. E o que eu pretendo fazer hoje à noite... bem, digamos que o castelo vai precisar de novos feitiços de isolamento acústico.

Rimuru, cujo rosto estava tão quente que ele sentia que poderia evaporar e virar fumaça a qualquer momento, tentou se afundar ainda mais no peito de Guy. Ele havia desistido. A luta contra o ego de Guy e a superproteção de seus subordinados era uma batalha perdida.

— Por favor... alguém me mate... — murmurou o slime, sua voz saindo abafada.

Luminos Valentine, que até então observava tudo com um desdém elegante, cruzou as pernas, revelando um pouco mais de sua pele pálida. Ela parecia ter decidido que, se o caos era inevitável, ela pelo menos extrairia algum entretenimento dele.

— Diga-me, Vermelho — começou Luminos, girando sua taça de vinho com um brilho malicioso nos olhos heterocromáticos —, como exatamente você aproveita tanto esse corpo? Rimuru é uma criatura de massa mágica mutável. Como você pretende "aproveitá-lo" depois que esta reunião deplorável terminar?

Guy abriu um sorriso predatório, adorando a pergunta.

— Da maneira mais profunda possível, Luminos — respondeu Guy, sua mão descendo novamente para a fenda do vestido de Rimuru, acariciando a coxa leitosa com uma audácia que fez Diablo rosnar. — Eu gosto de explorar cada centímetro dessa forma feminina que ele criou. Eu o coloco contra a parede, ou sobre a minha mesa de carvalho, e deixo que ele sinta exatamente o quanto eu o desejo. Ele tenta ser mandão no começo, mas depois de alguns minutos... ele só sabe chamar o meu nome.

Diablo, que estava em um estado de quase catatonia, subitamente recuperou a consciência. Seus olhos brilharam com uma luz vermelha sinistra.

— Isso é o suficiente! — Diablo pegou sua esfera de comunicação mágica. — Testarossa! Carrera! Última! Venham ao salão do Octagrama imediatamente! O Lorde Guy perdeu o juízo e está profanando a imagem de nosso Deus com palavras imundas!

Luminos, ignorando o surto de Diablo, continuou seu interrogatório, parecendo genuinamente curiosa sobre a anatomia do slime.

— E o que você tanto aproveita nesses seios? — perguntou ela, apontando para o decote profundo de Rimuru. — Eles parecem... desnecessariamente avantajados para um slime.

Guy quase entrou em um estado de delírio estético. Ele apertou a cintura de Rimuru, trazendo-o para cima, forçando o decote a se acentuar ainda mais diante dos olhos de todos.

— Ah, Luminos... a maciez é indescritível — suspirou Guy, fechando os olhos por um segundo como se estivesse revivendo a sensação. — Eles têm a firmeza perfeita e respondem ao menor toque. Eu adoro enterrar meu rosto neles enquanto ele tenta recuperar o fôlego. O contraste da pele branca dele contra as minhas mãos... é a coisa mais bonita que já vi em milênios.

— Guy! Para! — Rimuru deu um soco fraco no ombro de Guy, seu gritinho indignado saindo mais fino do que nunca. — Você está sendo um pervertido na frente de todo o Octagrama!

— Eu sou um Lorde Demônio, querido — sussurrou Guy no ouvido de Rimuru, fazendo-o estremecer. — A luxúria faz parte do meu currículo.

Luminos arqueou uma sobrancelha, um sorriso de deboche surgindo em seus lábios.

— E vocês ao menos tomam algum cuidado? — perguntou a Rainha dos Vampiros de forma casual. — Para que o pequeno slime não acabe... "engravidando"? Se é que isso é biologicamente possível para a sua espécie.

O silêncio que se seguiu foi cortante. Milim arregalou os olhos, Ramiris caiu de sua posição no ar, e Veldora parecia ter esquecido como respirar.

Guy soltou uma risadinha baixa e rouca.

— Às vezes — respondeu ele, de forma simplista. — Mas, honestamente? Na maioria das vezes, eu não me importo. Eu gosto da ideia de deixá-lo marcado, por dentro e por fora.

— O QUÊ?! — Veldora e Diablo gritaram em uníssono, as paredes do castelo tremendo com a pressão combinada.

— Eu gosto de estar dentro dele — continuou Guy, sem um pingo de vergonha, sua voz carregada de uma honestidade brutal que chocou até os mais cínicos. — Gosto de ver o resultado do nosso prazer escorrendo pelas pernas dele depois que terminamos. Rimuru gosta de crianças de qualquer forma, não é, meu amor? Ele seria uma mãe excelente.

Nesse exato momento, o espaço-tempo no salão pareceu se rasgar. Três presenças aterrorizantes se materializaram instantaneamente. Testarossa, Carrera e Última surgiram, suas expressões variando entre o choque absoluto e uma sede de sangue que faria exércitos inteiros desmaiarem.

— Lorde Guy... — Testarossa disse, sua voz tão fria que o ar ao redor dela congelou. — O senhor acabou de sugerir que... "sujou" o mestre Rimuru dessa maneira?

— Eu vou explodir esse castelo! — Carrera já estava invocando seu revólver mágico, os olhos fixos na mão de Guy que ainda apertava a bunda de Rimuru.

— Ninguém toca no Rimuru-sama dessa forma e continua com os dedos inteiros! — Última sibilou, suas garras crescendo.

Misery e Rain, as servas primordiais de Guy, apareceram logo atrás, tentando intervir antes que o salão de reuniões do Octagrama se tornasse um cemitério.

— Por favor, acalmem-se! — pediu Misery, segurando o braço de Carrera. — Lorde Guy está apenas... sendo ele mesmo.

— Sendo ele mesmo? — Rain resmungou, massageando as têmporas com uma expressão de profunda exaustão. — Nós é que sofremos. Vocês não têm ideia do que é tentar manter a ordem neste castelo enquanto os gritos do lorde Rimuru ecoam por todos os corredores durante a madrugada. É impossível trabalhar!

— Exato — concordou Misery, suspirando. — E o pior é quando temos reuniões importantes sobre a política do continente e o Lorde Guy insiste em conduzir tudo com o rosto enterrado no peito do lorde Rimuru, como se o resto do mundo não existisse. É degradante para a nossa imagem diplomática.

Rimuru, agora querendo apenas se transformar em uma poça de água e escorrer pelo ralo mais próximo, cobriu o rosto com ambas as mãos.

— Eu quero ir para casa... — ele soluçou baixinho. — Eu quero voltar para o meu escritório em Tempest e fingir que nada disso aconteceu.

Guy, sentindo a derrota iminente de Rimuru, deu um beijo estalado em sua bochecha e olhou para as três primordiais furiosas com um sorriso desafiador.

— Vocês podem reclamar o quanto quiserem — disse Guy, apertando a cintura de Rimuru uma última vez antes de se levantar, ainda carregando o slime no colo. — Mas no final do dia, ele volta para o meu quarto. Agora, se nos dão licença, esta reunião acabou. Eu tenho um "banquete" para terminar e um slime para... "marcar" novamente.

— GUYYYYYY! — o grito de Rimuru foi a última coisa que se ouviu antes de Guy usar sua magia de transferência e desaparecer com ele, deixando para trás um Octagrama em ruínas, três subordinadas prontas para cometer regicídio e um dragão e um demônio que juraram, solenemente, que a próxima guerra mundial começaria naquela mesma noite.