Romance Proibido
O Labirinto de Obsessão e Vidro
A masmorra estava mergulhada em um silêncio que parecia pulsar, um vácuo de som que apenas acentuava o ritmo frenético do coração de Eliane. Eram oito horas e cinco minutos. Ela havia se atrasado de propósito, apenas para sentir a eletricidade da antecipação, para imaginar a expressão de Severus enquanto ele contava cada segundo de sua ausência. Quando ela finalmente empurrou a porta pesada de carvalho, não encontrou o professor sentado à mesa ou revisando pergaminhos.
Severus estava de pé, no centro da sala, envolto em suas vestes negras que pareciam absorver a pouca luz das velas. Ele não disse nada. Apenas a observou cruzar o limiar, seus olhos negros brilhando com uma intensidade predatória que fez os joelhos de Eliane fraquejarem por um breve momento.
— Eu disse para não se atrasar — disse ele, a voz tão baixa que era quase um rosnado físico.
— Eu queria ver se você viria me buscar — respondeu ela, fechando a porta atrás de si com um clique definitivo. Ela caminhou em direção a ele, a ousadia de sempre mascarando o tremor em suas mãos. — O senhor parece impaciente, Professor.
Snape não esperou que ela chegasse mais perto. Em dois passos largos, ele eliminou a distância entre eles, agarrando-a pela cintura e prensando-a contra a porta fechada. O impacto foi seco, e Eliane soltou um arquejo de surpresa que foi imediatamente abafado pela boca dele.
Não houve delicadeza. Não houve o tatear cauteloso de quem pede permissão. O beijo de Severus foi uma invasão, uma reivindicação bruta que exigia tudo dela. Suas mãos, grandes e frias, subiram para o rosto de Eliane, prendendo-a enquanto sua língua explorava a dela com uma fome que beirava o desespero. Ele cheirava a sândalo, pergaminho e a um desejo antigo, guardado sob chaves de ferro que agora estavam sendo forçadas.
— Você não tem ideia — murmurou ele contra os lábios dela, a respiração pesada — do quanto eu estive perto de perder o controle hoje. Ver você naquele salão, cercada por aqueles garotos... a vontade que eu tive de arrastá-la para o escuro e mostrar a todos a quem você pertence.
Eliane sentiu um calor líquido se espalhar por seu ventre. Ela puxou os cabelos negros dele, forçando-o a olhar em seus olhos.
— Então mostre agora — desafiou ela, a voz carregada de uma entrega que ela nunca sentira antes. — Eu não sou deles, Severus. Eu nunca fui.
Snape soltou um som gutural, algo entre um gemido e um rugido, e a pegou no colo com uma facilidade impressionante. Eliane envolveu a cintura dele com as pernas, sentindo a rigidez do corpo dele contra o seu. Ele a carregou para o escritório privativo, um anexo ainda mais sombrio e íntimo da sala de aula, onde uma poltrona de couro larga e uma mesa de carvalho maciço dominavam o espaço.
Ele a colocou sobre a mesa, afastando pergaminhos e frascos com um movimento impaciente do braço. Vidros tilintaram e caíram, mas nenhum deles se importou. Severus se posicionou entre as pernas dela, suas mãos subindo pelas coxas de Eliane, tateando sob a saia do uniforme da Grifinória.
— Você é tão pequena — sibilou ele, observando o contraste de sua pele clara contra o preto de suas vestes. — Tão frágil. E, no entanto, você me destrói com um simples olhar.
Ele começou a desabotoar a túnica dela com dedos ágeis, mas possessivos. Quando a camisa branca foi aberta, revelando a pele macia e o sutiã de renda, Snape parou por um segundo, os olhos devorando cada detalhe. Ele inclinou-se e enterrou o rosto na curva do pescoço dela, inalando o perfume de baunilha e pólvora que era tão característico de Eliane.
— Minha — ele murmurou, deixando uma marca vermelha e evidente na pele dela com os dentes. — Quero que todos saibam, quando você sair daqui, que eu toquei em cada centímetro de você.
Eliane jogou a cabeça para trás, as unhas cravando-se nos ombros largos dele. O prazer era uma pontada aguda, uma mistura de dor e êxtase que a deixava tonta.
— Por favor, Severus... — implorou ela, sem saber exatamente pelo que estava pedindo, apenas sentindo a necessidade avassaladora de ser preenchida por ele.
Snape não respondeu com palavras. Ele se afastou apenas o suficiente para se livrar de sua própria túnica e da camisa, revelando um corpo magro, porém musculoso, marcado por cicatrizes que contavam histórias de dor e sobrevivência. Eliane estendeu a mão para tocar a Marca Negra em seu braço, mas ele a segurou pelo pulso, prendendo sua mão acima da cabeça, contra a madeira da mesa.
— Olhe para mim — ordenou ele, sua voz imperiosa não aceitando nada menos que obediência total. — Não olhe para o passado. Olhe para o homem que está prestes a possuir você.
Ele desceu os beijos para os seios dela, sua língua traçando círculos de fogo que faziam Eliane se contorcer sob ele. A dominância de Severus era absoluta; ele guiava cada movimento, cada sensação, ditando o ritmo de uma sinfonia de luxúria que ela nunca imaginara existir. Quando ele finalmente se livrou das roupas restantes dela, Eliane sentiu-se vulnerável e, ao mesmo tempo, poderosa sob o olhar dele.
As mãos de Snape exploraram o corpo dela com uma autoridade técnica, mas carregada de uma paixão reprimida por anos. Quando seus dedos a encontraram, úmida e pronta, Eliane soltou um grito abafado, o quadril arqueando-se instintivamente.
— Sim — murmurou ele, observando a reação dela com uma satisfação sombria. — Você está pronta para mim, não está? Tão ansiosa quanto eu.
Ele se preparou, a tensão em seus músculos evidente. Seus olhos nunca deixaram os dela enquanto ele se posicionava.
— Isso vai mudar tudo, Eliane — avisou ele, um último resquício de sua consciência lutando contra o desejo. — Depois disso, não haverá volta para a inocência. Você será minha, em corpo e alma, até que eu decida o contrário.
— Eu já sou sua — respondeu ela, puxando-o para baixo. — Me possua, Severus. Agora.
Ele entrou nela com uma estocada firme e decidida, preenchendo-a de uma maneira que a fez perder o fôlego. A dor inicial foi breve, rapidamente substituída por uma onda de prazer tão intensa que Eliane viu estrelas atrás das pálpebras. Ela se agarrou a ele, suas pernas prendendo-o firmemente, enquanto Snape começava a se mover.
O ritmo dele era bruto, possessivo. Cada investida era uma afirmação de domínio, um lembrete de que ele era o mestre daquele território. Ele não era gentil; ele era um homem que estava faminto há muito tempo, e agora que finalmente tinha o que desejava, ele o tomava com uma força que fazia a mesa de carvalho ranger.
— Diga meu nome — ele exigiu, o suor brilhando em sua testa, o rosto contorcido em uma máscara de concentração e prazer.
— Severus... ah, Severus! — Eliane gritou, seu corpo vibrando com cada toque, cada fricção.
Ele a virou de costas na mesa, forçando-a a se apoiar nos cotovelos enquanto ele a tomava por trás, suas mãos segurando os quadris dela com tanta força que ela sabia que haveria marcas ali no dia seguinte. A sensação de tê-lo tão profundo, tão dominante, levou Eliane ao limite. Ela se sentia como se estivesse se desintegrando, cada pedaço de sua vontade sendo absorvido pela vontade dele.
— Você é... deliciosa — ele sibilou perto do ouvido dela, sua voz rouca de desejo. — Minha pequena leoa... domada por um morcego.
O prazer subiu como uma maré, implacável. Eliane sentiu os músculos de Severus ficarem tensos, a respiração dele tornando-se ruidosa e irregular. Ela atingiu o clímax primeiro, um espasmo de puro êxtase que a fez tremer violentamente, sua voz perdendo-se em um grito de puro prazer. Poucos segundos depois, com um gemido profundo e gutural, Severus a seguiu, derramando-se dentro dela com uma intensidade que pareceu selar o destino de ambos.
Ele desabou sobre ela por um momento, o peso de seu corpo uma âncora bem-vinda na tempestade de sensações. O silêncio voltou à sala, mas agora era um silêncio preenchido, saturado pela intimidade que acabavam de compartilhar.
Lentamente, Snape se afastou. Ele a ajudou a se levantar da mesa, seus movimentos agora possuindo uma estranha e rústica ternura que contrastava com a brutalidade de minutos atrás. Ele pegou sua capa e a envolveu nos ombros de Eliane, cobrindo sua nudez.
— Você está bem? — perguntou ele, a voz voltando ao tom barítono, mas com uma suavidade que ele raramente mostrava.
Eliane olhou para ele, os olhos ainda nublados pelo prazer, um sorriso pequeno e vitorioso nos lábios.
— Eu nunca estive melhor, Severus.
Ele acariciou o rosto dela, o polegar traçando a linha de seu lábio inferior, que estava inchado pelos beijos.
— Amanhã — disse ele, a possessividade voltando a brilhar em seus olhos — você voltará a ser a aluna insolente. Mas aqui, nestas paredes, você saberá exatamente quem manda em você.
— Eu sei quem manda — respondeu Eliane, puxando-o para um último beijo, agora mais lento e carregado de promessas. — E eu mal posso esperar pela próxima detenção.
Snape soltou uma risada rara, um som baixo e rico que fez Eliane sorrir ainda mais. Ele a ajudou a se vestir, seus dedos demorando-se em cada botão, como se estivesse relutante em deixá-la ir. Quando ela finalmente estava pronta, ele a acompanhou até a porta.
— Vá — disse ele. — Antes que eu mude de ideia e a mantenha aqui para sempre.
Eliane saiu para o corredor frio das masmorras, mas o calor dentro dela era suficiente para incendiar todo o castelo de Hogwarts. Ela caminhava com uma nova confiança, um segredo queimando em seu peito que a tornava invencível. Ela não era apenas uma garota da Grifinória; ela era a mulher que havia domado o mestre das poções, e o preço dessa conquista — a entrega total a um homem possessivo e sombrio — era um preço que ela pagaria com prazer, repetidas vezes.
Enquanto subia para a torre, ela sentiu a marca no pescoço latejar levemente. Um sorriso travesso cruzou seu rosto. Ela sabia que Hermione faria perguntas, que Harry ficaria preocupado, mas nada disso importava. No labirinto de obsessão que era o coração de Severus Snape, Eliane havia finalmente encontrado o seu caminho.