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O Batismo da Devassidão

O suor ainda colava a pele de Nina à de Kas, enquanto o calor de Bash às suas costas era uma lembrança constante da invasão que ela acabara de sofrer e amar. O ar no esconderijo subterrâneo estava pesado, carregado com o cheiro metálico de sexo e a eletricidade que apenas os filhos de Tinker Bell pareciam carregar nos poros. Nina sentia-se como se tivesse sido desmontada e reconstruída; cada músculo de sua perna tremia involuntariamente, e a sensação de plenitude em suas duas entradas era um eco persistente que ela não queria que desaparecesse.

— Você acha que acabou, Nina? — A voz de Kas vibrou contra o ouvido dela, baixa e carregada de uma malícia renovada.

Ele não parecia nem um pouco exausto. Pelo contrário, o brilho nos olhos dele sob a luz da lua sugeria que o primeiro round fora apenas um aperitivo. Nina tentou formular uma resposta, mas sua garganta estava seca, e tudo o que conseguiu foi um gemido sôfrego que fez Bash rir baixo atrás dela.

— Ela está sem palavras, Kas — disse Bash, sua mão descendo novamente para a curva do quadril de Nina, os dedos calejados deixando trilhas de fogo na pele sensível. — Acho que nunca ninguém a preencheu desse jeito. Nem nos sonhos mais selvagens dela.

— Meus irmãos... — Nina finalmente conseguiu sussurrar, a voz rouca e falha — ...eles podem voltar a qualquer momento. Roc tem o olfato de um lobo, ele vai saber.

Kas soltou uma risada curta e arrogante, sentando-se na cama e puxando Nina para o seu colo de uma maneira que a fez ficar de frente para ele, com as pernas abertas sobre suas coxas musculosas.

— Deixe que sintam o cheiro — Kas disse, segurando o rosto dela com as duas mãos, forçando-a a olhar para ele. — Deixe que saibam que você não é mais a irmãzinha protegida. Você é nossa, Nina. E o que é nosso, nós marcamos até o fundo.

Bash se ajoelhou atrás dela novamente, a proximidade de seu corpo fazendo os pelos da nuca de Nina se arrepiarem. Ela sentiu algo rígido cutucando suas nádegas novamente. O descanso deles fora curto; a virilidade sobrenatural dos gêmeos era implacável.

— Eu quero ver — Bash murmurou, afastando as bochechas da bunda de Nina com as mãos, expondo a entrada que ele acabara de castigar. — Quero ver como o pau do meu irmão entra em você enquanto eu te saboreio por baixo.

Nina sentiu uma onda de calor atingir seu rosto. A vergonha era um conceito distante na Terra do Nunca, mas a crueza com que os gêmeos falavam a deixava em um estado de excitação permanente. Kas não esperou. Ele segurou seu pau de vinte e três centímetros, que já estava latejando de novo, e posicionou a cabeça rubra e úmida contra a entrada da vagina de Nina.

— Olhe para mim, Nina — ordenou Kas. — Quero ver o momento em que você se perde de novo.

Ele empurrou para cima. Nina soltou um grito agudo, as mãos agarrando-se aos ombros largos de Kas enquanto ele a empalava com uma lentidão torturante. Ela sentia cada centímetro dele expandindo sua carne, esticando-a até o limite. Quando ele finalmente se enterrou por completo, a base batendo contra o seu púbis, Nina sentiu o útero latejar em resposta.

— Oh, deuses... Kas... — Ela arqueou as costas, a cabeça caindo para trás.

Foi o convite perfeito para Bash. Ele se inclinou, sua língua quente e ávida encontrando o ânus de Nina, que ainda estava relaxado e úmido pelo sêmen dele. O contraste das sensações — a penetração bruta de Kas e a carícia úmida e provocante de Bash — fez com que Nina perdesse o controle de seus sentidos.

— Isso... sim, Bash... — Ela gemia, o corpo balançando no ritmo que Kas impunha agora, subindo e descendo com força sobre ela.

— Você gosta disso, não gosta? — Kas perguntou, a voz entrecortada pelo esforço. — Gosta de ser usada como a vadia que você escondeu por tanto tempo sob esses vestidos de órfã.

— Eu não sou... — Ela tentou protestar, mas Kas a calou com um beijo brutal, sua língua invadindo sua boca com a mesma possessividade com que seu membro invadia seu corpo.

Bash parou de lambê-la por um momento, apenas para se posicionar. Ele queria mais. Ele queria tudo.

— Vira de lado — ordenou Bash, puxando-a gentilmente, mas com firmeza, para que ela ficasse deitada de lado na cama, com uma perna levantada.

Kas permaneceu dentro dela, ajustando o ângulo sem se retirar, o que arrancou mais um gemido profundo de Nina. Assim que ela estava posicionada, Bash se encaixou atrás dela. Nina sentiu a ponta grossa do gêmeo pressionar seu esfíncter novamente.

— Dois de uma vez de novo, Nina — sussurrou Bash em seu ouvido, mordiscando o lóbulo de sua orelha. — Vamos ver se você aguenta a gente se movendo juntos agora.

Sem esperar por uma resposta, Bash empurrou. A dor inicial foi rapidamente substituída por uma plenitude avassaladora. Nina sentia-se esticada ao máximo, seu corpo ocupado por quase meio metro de carne pulsante dividida entre seus dois canais. Era uma sensação de posse absoluta.

— Por favor... — Nina implorava, sem saber exatamente o que pedia. — Mais rápido... eu vou... eu vou quebrar...

— Você não vai quebrar — Kas rosnou, começando a estocar com força total, o rosto vermelho de luxúria. — Você foi feita para isso. Foi feita para nós.

O ritmo tornou-se frenético. O som da carne colidindo, os gemidos altos de Nina e os rosnados dos gêmeos ecoavam pelas paredes de pedra do esconderijo. Nina estava em um redemoinho de prazer puro e sombrio. Ela via estrelas atrás das pálpebras fechadas, cada estocada de Kas parecia atingir sua alma, enquanto Bash, atrás dela, mantinha um ritmo constante e devastador que a fazia delirar.

— Olhe para baixo, Nina! — Bash gritou. — Olhe como nós te abrimos!

Nina abriu os olhos e olhou para o próprio corpo. A visão era obscena e magnífica. Ela via o pau escuro de Kas desaparecendo dentro de sua xota rosada e encharcada, enquanto a pele de Bash roçava na dela, entrando e saindo de seu rabo com uma voracidade animal. Ela nunca se sentira tão suja, e nunca se sentira tão viva.

— Eu sou de vocês — ela gritou, a voz falhando enquanto o orgasmo começava a subir por suas pernas como um incêndio florestal. — Eu sou de vocês! Façam o que quiserem!

— É isso que eu queria ouvir — Kas disse, aumentando a velocidade para um nível quase insuportável.

Ele a puxou pelos cabelos, forçando-a a olhar para ele enquanto ele chegava ao seu limite. Bash, sentindo a iminência do clímax do irmão, também acelerou, suas mãos apertando os seios de Nina com tanta força que deixariam marcas.

— Agora, Bash! — Kas rugiu.

Nina sentiu o mundo explodir. Seu corpo entrou em convulsão, as paredes internas de sua vagina e de seu ânus apertando os membros dos gêmeos em espasmos incontroláveis. Kas descarregou jatos quentes contra o seu colo do útero, enquanto Bash, em um último empurrão profundo, preencheu suas entranhas por trás com sua própria carga ardente.

Nina gritou até ficar sem ar, o prazer sendo tão intenso que beirava a agonia. Ela desabou na cama quando eles finalmente se retiraram, seu corpo tremendo violentamente, o sêmen dos gêmeos escorrendo por suas coxas e se misturando nos lençóis bagunçados.

O silêncio que se seguiu foi pesado, apenas o som de três respirações ofegantes cortando a quietude da noite. Kas limpou o canto da boca e olhou para a marca de seus dentes no ombro de Nina, um sorriso de satisfação genuína em seu rosto.

— Você foi maravilhosa, Nina — ele disse, a voz agora suave, quase carinhosa, se não fosse pelo brilho predatório que ainda restava em seus olhos.

Bash deitou-se atrás dela, puxando o corpo exausto de Nina para contra o seu, abraçando-a possessivamente.

— Amanhã — Bash murmurou contra o cabelo dela — vamos levar você para a clareira dos carvalhos. Quero ver você nua sob o sol, e quero que toda a ilha saiba a quem você pertence.

Nina não teve forças para responder. Ela apenas fechou os olhos, sentindo o calor dos dois homens que a haviam reivindicado. Ela sabia que sua vida com Vane e Roc nunca mais seria a mesma. Ela não era mais apenas a irmã deles; ela era a rainha profana dos gêmeos de Tinker Bell, e na Terra do Nunca, o prazer era a única lei que realmente importava.

Enquanto o sono a levava, a última coisa que sentiu foi a mão de Kas repousando sobre seu ventre, como se ele já estivesse reivindicando o que quer que pudesse crescer ali a partir daquela noite de excessos. A escuridão da ilha era vasta, mas ali, naquele esconderijo, Nina havia encontrado uma luz negra que a consumiria para sempre.

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