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O Batismo da Clareira dos Carvalhos

A luz da manhã na Terra do Nunca não era gentil; ela atravessava as frestas do esconderijo subterrâneo como lâminas douradas, expondo a evidência da devassidão da noite anterior. Nina acordou com o peso de um braço musculoso sobre sua cintura e o calor de outro corpo pressionado contra suas costas. Seus músculos protestavam a cada movimento mínimo, um lembrete doloroso e delicioso de que Kas e Bash não haviam tido piedade.

Ela tentou se sentar, sentindo o líquido viscoso escorrer por entre suas coxas, mas a mão de Bash a puxou de volta para o colchão de palha e peles.

— Aonde pensa que vai, Nina? — a voz dele era um trovão baixo, ainda rouca de sono. — O dia mal começou e nós temos planos para você.

Nina olhou por cima do ombro, encontrando os olhos astutos de Bash. Ele parecia um predador que acabara de garantir sua presa mais valiosa.

— Meus irmãos... eles já devem ter voltado da patrulha — sussurrou ela, embora o desejo de fugir fosse muito menor do que a curiosidade pelo que viria a seguir. — Se Vane me vir assim, marcada e cheirando a vocês dois, ele vai caçar a cabeça de vocês.

Kas, que até então parecia dormir, soltou uma risada seca e se espreguiçou, revelando o abdômen definido e as cicatrizes de batalhas passadas que adornavam seu torso.

— Vane e Roc estão ocupados com uma incursão dos piratas na enseada norte — disse Kas, sentando-se e passando a mão pelos cabelos bagunçados. — Nós nos certificamos de que eles estivessem bem longe hoje. Esta manhã é nossa, Nina. E como prometido, a clareira nos espera.

Ele se levantou, totalmente nu, exibindo a virilidade que fizera Nina perder a razão horas antes. Sem qualquer modéstia, ele pegou um manto de couro e o jogou para ela.

— Vista isso. Nada mais.

Nina obedeceu, sentindo o couro frio contra sua pele sensível. Seus mamilos, ainda rígidos e doloridos pelas mordidas de Bash, roçaram no material bruto, enviando um choque de excitação por sua espinha. Ela se sentia vulnerável, mas havia uma força nova crescendo em seu peito — a força de quem não tem mais nada a esconder.

A caminhada pela floresta foi silenciosa, mas carregada de tensão. Kas ia à frente, abrindo caminho entre a vegetação densa, enquanto Bash caminhava logo atrás de Nina, sua mão ocasionalmente descendo para apertar suas nádegas, garantindo que ela não esquecesse quem estava no comando.

Quando chegaram à clareira dos carvalhos, o cenário era de uma beleza quase irreal. As árvores centenárias formavam um círculo perfeito, suas copas se entrelaçando para criar um dossel natural onde a luz do sol filtrava-se em tons de verde e âmbar. O solo era coberto por um tapete de musgo macio e flores silvestres que exalavam um perfume doce e inebriante.

— Aqui — disse Kas, parando no centro da clareira. — Deixe o manto cair.

Nina hesitou por um segundo, olhando ao redor. O medo de ser descoberta lutava contra a exibicionismo que os gêmeos haviam despertado nela.

— Não há ninguém aqui, pequena órfã — Bash sussurrou em seu ouvido, desamarrando o cordão do manto dela. — Apenas as árvores, o sol e nós.

O manto caiu, revelando o corpo de Nina em toda a sua glória. A luz do sol banhava sua pele clara, destacando as marcas roxas em suas coxas e os arranhões leves em suas costas. Ela se sentia como uma oferenda.

— Você é a coisa mais linda que esta ilha já produziu — Kas murmurou, aproximando-se. Suas mãos, grandes e quentes, envolveram a cintura dela. — Mas você ainda está muito limpa para o meu gosto.

Ele a empurrou suavemente para o musgo, fazendo-a deitar-se. O contato da vegetação macia e fria contra suas costas nuas a fez arfar. Bash ajoelhou-se entre suas pernas, abrindo-as com uma autoridade que não admitia resistência.

— Eu disse que queria ver a xota dela sob o sol, não disse, Kas? — Bash comentou, seus olhos fixos na intimidade de Nina, que já brilhava com a excitação renovada. — Olhe como ela pulsa. Ela sabe o que o meu pau faz com ela.

— Então não a deixe esperando — respondeu Kas, posicionando-se atrás da cabeça de Nina, oferecendo seu membro ereto para que ela o servisse novamente.

Nina envolveu a glande de Kas com a boca, sentindo o tamanho impressionante preencher sua cavidade oral, enquanto Bash mergulhava dois dedos profundamente nela. O contraste entre a firmeza de Kas e a umidade que Bash explorava a levava ao delírio.

— Você está tão apertada, Nina — Bash rosnou, substituindo os dedos por sua língua. — Tão deliciosa. O gosto do meu irmão ainda está aqui, misturado ao seu.

Ele começou a lambê-la com movimentos longos e vigorosos, focando no clitóris com uma precisão que a fazia arquear o quadril involuntariamente. Nina gemia contra o pau de Kas, seus sons abafados pela carne dele. A sensação de estar ao ar livre, exposta à natureza e aos caprichos dos gêmeos, era um afrodisíaco poderoso.

— Minha vez de entrar — Bash anunciou, afastando-se por um momento para se posicionar.

Ele a virou de bruços no musgo, levantando seu quadril para que ela ficasse de quatro. A visão de Nina, com a bunda empinada e os cabelos espalhados sobre o verde, era demais para os gêmeos suportarem.

— Kas, segure as mãos dela — ordenou Bash.

Kas prendeu os pulsos de Nina acima da cabeça dela, mantendo-a imobilizada. Bash não usou preliminares desta vez. Ele cuspiu na palma da mão, lubrificou seu membro de vinte e três centímetros e o pressionou contra a entrada anal dela.

— Relaxa, Nina — ele murmurou, embora seu tom fosse de comando, não de conforto. — Deixa eu entrar.

Com um empurrão firme, ele a penetrou. Nina soltou um grito que ecoou pela clareira, os pássaros levantando voo das árvores próximas. A dor inicial foi uma centelha que rapidamente incendiou seu prazer. Bash começou a se mover, suas estocadas batendo contra o fundo dela, cada impacto fazendo seu corpo deslizar sobre o musgo.

— Isso... sim! — gritava Nina, a voz ecoando entre os carvalhos. — Mais fundo, Bash!

Kas, não querendo ser apenas um espectador, ajoelhou-se à frente dela. Ele segurou o rosto de Nina, forçando-a a olhar para ele enquanto o irmão a possuía por trás.

— Você quer o meu também, não quer? — Kas perguntou, o polegar roçando os lábios dela. — Quer sentir nós dois te rasgando no meio deste santuário.

— Quero... por favor, Kas... eu preciso!

Kas se posicionou e, com uma manobra habilidosa, encontrou a entrada da vagina dela, que estava escancarada e pedindo por ele. Ele entrou com uma força bruta, preenchendo o espaço que restava em seu corpo.

A sensação era indescritível. Nina sentia-se um receptáculo de puro poder masculino. A pressão em seu ânus e a fricção em sua vagina criavam um curto-circuito em seu cérebro. Ela não era mais Nina, a irmã dos órfãos; ela era uma força da natureza, fundida aos filhos da fada.

— Olhem para ela! — Bash exclamou, o suor pingando de seu peito nas costas de Nina. — Ela está aceitando tudo!

Os gêmeos começaram um ritmo sincronizado, uma dança de destruição e prazer. Kas a puxava para frente enquanto Bash a empurrava de volta, criando uma fricção interna que levava Nina à beira do desmaio. O cheiro de terra, musgo e sexo preenchia seus pulmões.

— Eu vou gozar! — Nina gritou, sentindo as paredes internas de seu corpo começarem a tremer. — Kas! Bash!

— Ainda não — Kas rosnou, diminuindo o ritmo apenas o suficiente para prolongar a tortura. — Você só goza quando nós dissermos.

Ele a virou de costas, mantendo-se dentro dela, enquanto Bash permanecia conectado por trás. A posição era acrobática e exigia toda a força dos gêmeos, mas a recompensa era a visão do rosto de Nina transfigurado pelo êxtase.

— Agora — Bash comandou, sua voz falhando.

O ritmo tornou-se violento. A clareira parecia girar ao redor de Nina. O sol batia em seu ventre, enquanto os gêmeos a martelavam com uma urgência animal. Ela sentia que ia explodir em mil pedaços de luz.

— Sim! Agora! — ela implorou.

Bash atingiu o ápice primeiro, rosnando como um lobo enquanto despejava sua carga quente e profunda no reto dela. O calor interno fez Nina gritar, e esse som foi o gatilho para Kas. Ele deu três estocadas finais e poderosas, enterrando-se até a raiz antes de liberar seu sêmen dentro da vagina dela, inundando-a.

Nina teve um orgasmo tão forte que seu corpo ficou rígido, os olhos revirando enquanto ondas de prazer elétrico percorriam cada nervo. Ela desabou no musgo, a respiração vindo em soluços curtos, o peito subindo e descendo freneticamente.

Os gêmeos se retiraram lentamente, deixando Nina em um estado de choque catártico. O líquido branco escorria dela, manchando o musgo verde e as flores ao redor. O batismo estava completo.

— Agora você pertence à Terra do Nunca de uma forma que seus irmãos nunca entenderão — disse Kas, limpando o suor da testa e olhando para o horizonte, onde o sol continuava sua subida.

Bash deitou-se ao lado dela, passando a mão pelo ventre inchado de Nina.

— Vane e Roc podem ser seus irmãos de sangue — Bash sussurrou — mas nós somos os donos do seu prazer. E a partir de hoje, cada centímetro desse corpo é nosso território sagrado.

Nina fechou os olhos, sentindo o sol aquecer sua pele e o sêmen secar em suas coxas. Ela sabia que o perigo estava apenas começando. Seus irmãos voltariam, a guerra na ilha continuaria, mas ali, na clareira dos carvalhos, ela havia descoberto uma verdade que nenhuma moralidade poderia apagar.

— Eu sou de vocês — ela murmurou, a voz quase um suspiro.

— Sempre — responderam os gêmeos em uníssono, as vozes ecoando como uma promessa sombria que a ilha jamais esqueceria.

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