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O Despertar do Rei das Sombras
O silêncio da clareira dos carvalhos, antes preenchido pelos gemidos de Nina e pelos rosnados de Kas e Bash, foi subitamente cortado por um assobio agudo, uma melodia que parecia feita de vento e malícia. Nina, ainda estirada sobre o musgo com o corpo trêmulo e as coxas manchadas pelo sêmen dos gêmeos, sentiu um calafrio que não vinha da brisa da manhã.
Kas e Bash ficaram tensos instantaneamente. Eles se levantaram, a nudez imponente não diminuindo em nada a postura de alerta, as mãos buscando instintivamente as adagas presas em seus cintos descartados no chão.
— Ora, ora... — A voz veio de cima, vinda das copas entrelaçadas dos carvalhos. — Eu sempre soube que a genética da minha pequena fada era... generosa. Mas ver meus Garotos Perdidos brincando de dividir o tesouro é uma diversão que eu não esperava para esta manhã.
Das sombras da folhagem, uma figura saltou com a leveza de uma folha, aterrissando silenciosamente a poucos metros de onde Nina estava deitada. Peter Pan não parecia o garoto das lendas. Seus olhos eram abismos de um verde elétrico, e o sorriso em seu rosto era predatório, carregado de uma loucura que fazia a virilidade bruta dos gêmeos parecer brincadeira de criança.
— Peter — rosnou Kas, dando um passo à frente para cobrir a visão de Nina, embora ela estivesse exposta demais para ser escondida. — O que está fazendo aqui? A enseada norte é o seu posto hoje.
— A enseada é entediante, Kas — Peter disse, caminhando em círculos, os olhos nunca saindo de Nina, que tentava se cobrir com o manto de couro, sem sucesso. — E o cheiro de vocês... o cheiro dela... cruzou a ilha toda. Eu senti o rastro de uma fêmea no cio sendo marcada por dois cães, e não pude resistir.
Bash apertou os punhos, a mandíbula travada.
— Ela é irmã de Vane e Roc, Peter. Você sabe as regras.
— Regras? — Peter soltou uma gargalhada estridente que pareceu fazer as árvores tremerem. — Eu sou a regra nesta ilha! E eu observo a pequena Nina desde que ela era uma criança órfã chorando na praia. Eu vi cada curva crescer, vi cada desejo florescer nos olhos dela enquanto ela olhava para as sombras da floresta.
Peter aproximou-se de Nina, ignorando a postura defensiva dos gêmeos. Kas tentou barrar o caminho, mas Peter foi mais rápido, movendo-se com uma velocidade sobrenatural, sua mão agarrando o pescoço de Kas com uma força que o fez ajoelhar-se.
— Não me testem, meninos — Peter sibilou, os olhos brilhando. — Eu permiti que vocês a preparassem. Eu permiti que vocês a abrissem e a deixassem pronta. Mas o Rei sempre fica com a melhor parte do banquete.
Ele soltou Kas e parou diante de Nina. Ela olhou para cima, paralisada. Peter exalava um poder antigo, algo que cheirava a magia e perigo. Ele se ajoelhou sobre ela, seus dedos frios tocando a pele aquecida de sua barriga, seguindo o rastro do sêmen que ainda não havia secado.
— Você está deliciosa, Nina — murmurou Peter, a voz agora suave e hipnótica. — Tão usada. Tão cheia deles. Mas você sente, não sente? O vazio que eles não conseguiram preencher.
— Peter... por favor... — Nina não sabia se estava implorando para que ele parasse ou para que ele terminasse o que os gêmeos começaram.
— Eu vou te dar o que nenhum homem mortal pode dar, Nina — disse ele, desfazendo-se de suas roupas verdes com movimentos frenéticos. — Eu vou te foder até você esquecer seu próprio nome, até você esquecer que tem irmãos, até que a única coisa que reste em sua mente seja a minha sombra.
Quando Peter se revelou, até mesmo Kas e Bash recuaram um passo. O membro de Peter não era apenas carne; parecia pulsar com uma luz própria, veias de um azul profundo marcando o comprimento generoso que, embora não fosse tão longo quanto os vinte e três centímetros de Kas, possuía uma espessura e uma vitalidade que pareciam vibrar contra o ar.
— Kas, Bash — Peter ordenou, sem desviar os olhos de Nina. — Segurem-na. Eu quero que ela sinta o peso de vocês enquanto eu a reivindico.
Os gêmeos, dominados pela hierarquia sombria da ilha e pelo desejo de ver Nina ser levada ao limite absoluto, obedeceram. Bash sentou-se atrás dela, puxando o tronco de Nina para o seu peito, enquanto Kas segurou suas pernas, abrindo-as o máximo possível, deixando a intimidade dela — já vermelha e inchada — completamente vulnerável ao Rei da Terra do Nunca.
Peter não foi gentil. Ele agarrou os quadris de Nina e, com um rosnado animal, enterrou-se na vagina dela em uma única estocada violenta.
— AAHHH! — O grito de Nina rasgou a manhã.
A sensação era diferente. O pau de Peter era quente como brasa e parecia se moldar ao interior dela, expandindo-se de uma forma que Kas e Bash não haviam conseguido. Era como se ele estivesse preenchendo não apenas o corpo dela, mas cada nervo, cada poro.
— Sim, grite para mim! — Peter dizia, começando a se mover com uma rapidez alucinante. — Sinta a magia, Nina! Sinta o que é ser fodida por um deus!
Bash, atrás dela, começou a beijar o pescoço de Nina, suas mãos apertando os seios dela com uma força nova, estimulado pela agressividade de Peter. Kas, segurando as pernas dela, não resistiu e começou a lamber o clitóris de Nina enquanto Peter a penetrava, criando um triângulo de prazer insuportável.
— É demais... eu vou morrer... — Nina soluçava, a cabeça balançando de um lado para o outro.
— Você não vai morrer, você vai renascer! — Peter exclamou, aumentando a força das estocadas.
O som da carne batendo era como o rufar de tambores de guerra. Peter a possuía com uma fome de séculos. Ele a virou bruscamente, forçando-a a ficar de quatro, mas mantendo-se dentro dela. Ele a puxou pelos cabelos, obrigando-a a olhar para trás, para ver como ele a rasgava.
— Olhe, Nina! — Peter ria, a loucura brilhando em seus olhos. — Olhe como o seu corpo se abre para mim!
Ele retirou-se da vagina dela por um segundo e, antes que ela pudesse respirar, empurrou com toda a força no ânus. Nina sentiu como se tivesse sido atravessada por uma lança de fogo. O choro dela foi abafado pela mão de Bash, que a cobriu para que ela não alertasse ninguém além daquela clareira.
— Isso é para você nunca esquecer quem manda aqui — Peter sibilou em seu ouvido.
Ele começou a fodê-la analmente com uma brutalidade que beirava o sadismo, enquanto Kas, aproveitando a abertura, voltou a penetrar a vagina de Nina pela frente. Ela estava novamente dividida, mas desta vez, a presença de Peter elevava tudo a um nível de agonia prazerosa que ela nunca imaginara existir.
— Gozem nela! — Peter ordenou aos gêmeos. — Agora! Quero que ela transborde!
Kas acelerou, seus olhos fixos nos de Peter, uma conexão sombria entre o criador e a criatura. Bash continuava a estimular Nina por cima, seus dedos trabalhando o clitóris dela com uma fúria cega.
— Agora! — Peter rugiu.
O ápice foi uma explosão de sentidos. Nina sentiu o sêmen de Kas inundar sua vagina, enquanto Peter, com um grito triunfante, despejava sua carga mágica e escaldante dentro de seu reto. A sensação de plenitude era tão violenta que Nina desmaiou por alguns segundos, o corpo entrando em choque sob o peso dos três homens.
Quando ela recuperou a consciência, Peter já estava de pé, vestindo-se com a calma de quem acabara de dar um passeio matinal. Kas e Bash estavam sentados no musgo, exaustos, olhando para Nina com uma mistura de adoração e medo.
— Ela é um bom brinquedo, meninos — Peter disse, ajeitando a adaga na cintura. — Mantenham-na pronta. Eu voltarei em breve. E se Vane ou Roc perguntarem... digam que ela foi abençoada pela ilha.
Com um último olhar predatório para a figura caída de Nina, Peter Pan desapareceu entre as árvores com a mesma rapidez com que surgira.
Nina permaneceu imóvel, o corpo latejando, sentindo o sêmen de três homens diferentes escorrer por sua pele. Ela sabia que a partir daquele momento, ela não pertencia mais a si mesma, nem aos seus irmãos, nem mesmo apenas aos gêmeos. Ela pertencia à escuridão da Terra do Nunca, e o Rei das Sombras havia acabado de colocar sua coroa nela.
— Nina... você está bem? — Bash perguntou, aproximando-se com cautela.
Ela abriu os olhos, e o que Bash viu ali o fez recuar. Não havia medo, nem dor, apenas um brilho de luxúria insaciável e uma loucura que espelhava a de Peter.
— De novo — ela sussurrou, a voz carregada de um desejo sombrio. — Não parem. Eu quero mais.
Kas e Bash se entreolharam e sorriram. A Terra do Nunca nunca mais seria a mesma, e Nina, a irmã dos órfãos, acabara de se tornar o centro de um incêndio que consumiria toda a ilha.