s
A Sombra do Rei de Neverland
O ar na caverna ainda estava saturado com o cheiro de sexo, suor e a marca inconfundível dos gêmeos. Eu sentia o sêmen de Bash escorrendo lentamente por entre minhas coxas, um calor pegajoso que servia como um lembrete constante da minha rendição. Kas limpava o canto da boca com as costas da mão, um sorriso predatório ainda brincando em seus lábios enquanto ele observava o estrago que haviam feito em mim. Eu estava jogada sobre aquela mesa, o corpo mole, a mente embaçada por uma névoa de prazer que eu nunca imaginei ser possível.
Mas o silêncio que se seguiu ao clímax foi subitamente interrompido por um som que fez o sangue congelar em minhas veias, mesmo com o calor que ainda emanava da minha pele. O som de palmas lentas, rítmicas, ecoando das sombras mais profundas do esconderijo.
— Uma performance digna de aplausos, devo dizer — a voz era suave, mas carregada de uma autoridade que fazia até o ar parecer mais denso. — Os gêmeos sempre foram bons em compartilhar brinquedos, mas eu não sabia que você era tão... receptiva, Nina.
Eu me esforcei para me sentar, meus músculos protestando. Kas e Bash se retificaram instantaneamente, a postura relaxada de segundos atrás dando lugar a uma tensão rígida. Eles não estavam com medo, mas havia um respeito profundo, quase instintivo, na forma como se afastaram para dar passagem.
Das sombras, Peter Pan emergiu. Ele não era o menino das histórias de ninar. Seus olhos tinham séculos de malícia e poder, e o sorriso que ele me deu foi o de um lobo que acabara de encontrar uma ovelha perdida — e que sabia exatamente o quanto aquela ovelha gostava de ser caçada.
**POV - NINA**
Meu coração martelava contra as costelas. Peter. Eu já tinha me entregado a ele meses atrás, em uma noite de lua cheia na Lagoa das Sereias, mas aquilo tinha sido diferente. Tinha sido rápido, selvagem, quase um segredo que guardávamos um do outro. Vê-lo ali, observando os restos da minha farra com os filhos da Tinker Bell, mudava tudo.
— Peter — eu sussurrei, tentando cobrir meus seios com os restos da blusa rasgada.
Ele soltou uma risada curta e se aproximou, ignorando os gêmeos como se fossem apenas parte da mobília. Ele parou na minha frente, segurando meu queixo com os dedos frios, forçando-me a olhar para ele.
— Não se cubra agora, passarinho. A melhor parte de Neverland é que aqui não temos vergonha. Especialmente você, que parece ter uma fome que nem mesmo dois paus conseguiram saciar.
— O que você quer? — perguntei, a teimosia voltando a borbulhar, embora minha voz estivesse rouca de tanto gemer.
Peter inclinou a cabeça, os olhos descendo para o meu peito coberto pelo sêmen de Kas.
— Eu quero o que é meu por direito — ele disse, a voz baixando para um tom perigoso. — Você deu a eles o que eles queriam. Agora, você vai me dar o que eu exijo.
**POV - KAS**
Eu olhei para Bash. Nós sabíamos que isso aconteceria. Peter não era de ficar de fora quando algo interessante acontecia na ilha, e Nina era a coisa mais interessante que já tinha pisado nessas areias. Eu ainda estava com o pau meio duro, observando a maneira como Peter a dominava apenas com o olhar.
— Ela está bem aberta para você, Pan — eu disse, cruzando os braços e encostando na parede de pedra. — Nós fizemos o trabalho sujo de amaciar a carne.
Bash soltou uma risadinha, seus olhos brilhando de antecipação.
— Ela é gulosa, Peter. Acho que ela aguenta mais um pouco.
Peter não respondeu. Ele apenas soltou meu queixo e, com um movimento rápido, agarrou minha cintura e me virou de costas para ele, pressionando meu rosto contra a mesa de madeira onde, segundos antes, eu estava sendo fodida por Bash.
— Fiquem onde estão — Peter ordenou aos gêmeos. — Eu quero que vocês assistam como se faz com uma garota que esquece quem manda aqui.
**POV - PETER PAN**
Nina era deliciosa. A resistência dela era o que a tornava tão viciante. Eu podia sentir o tremor em seu corpo sob minhas mãos, a mistura de medo e excitação que emanava dela como um perfume. Eu já a conhecia há tempo suficiente para saber que, quanto mais eu a tratava como um objeto, mais ela se perdia no prazer.
Eu não perdi tempo com preliminares. Os gêmeos já tinham feito o serviço de deixá-la úmida e pronta. Eu abri meu cinto e libertei meu pau, que já latejava de vontade. Eu não queria a buceta dela — Kas e Bash já tinham se divertido ali. Eu queria algo mais sombrio, algo que a fizesse lembrar exatamente quem era o rei desta ilha.
— Você acha que pode vir aqui e se divertir com os meus subordinados sem pagar o pedágio, Nina? — eu rosnei no ouvido dela, enquanto puxava seus cabelos para trás, expondo seu pescoço.
— Eu não... eu não devo nada a você, Peter! — ela exclamou, mas o som terminou em um suspiro quando eu pressionei a ponta do meu pau contra a entrada estreita do seu rabo.
— Você deve tudo a mim — eu disse, a voz fria. — Cada centímetro desta ilha é meu. E cada buraco do seu corpo também.
Sem aviso, eu empurrei.
**POV - NINA**
O grito que saiu da minha boca foi abafado pela madeira da mesa. A dor foi aguda, uma sensação de rasgo que me fez perder o fôlego por um segundo. Peter era implacável. Ele não usou lubrificante, não foi gentil. Ele simplesmente reivindicou o que queria.
— Porra, Peter! — eu gemi, as lágrimas começando a arder nos meus olhos, mas meu corpo, traidor como sempre, começou a pulsar em resposta à invasão.
— Relaxa, passarinho — ele sussurrou, começando a se mover. — Você sabe que gosta de ser arrombada. Olha para você, tremendo toda.
Eu olhei para o lado e vi Kas e Bash. Eles não estavam apenas assistindo; eles estavam se masturbando, os olhos fixos na cena. O contraste de ser fodida pelo rei de Neverland enquanto os gêmeos se deliciavam com a minha degradação era demais para os meus sentidos.
— Isso... dói... — eu murmurei, mas meu quadril começou a se mover no ritmo dele, buscando o atrito.
— A dor é apenas o começo do prazer aqui — Peter disse, aumentando a velocidade. Suas estocadas eram precisas, brutais. Ele batia contra mim com uma força que fazia a mesa ranger violentamente. — Você é uma vadiazinha tão teimosa, Nina. Seus irmãos ficariam horrorizados se vissem o quanto você gosta de ter o rabo invadido pelo demônio da ilha.
— Não fale... deles... — eu tentei dizer, mas a sensação de Peter me preenchendo por trás, esticando-me ao limite, estava me levando à loucura.
Eu podia sentir a cabeça do pau dele batendo em lugares que eu nem sabia que existiam. Era uma possessão total. Kas se aproximou e segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos enquanto Peter continuava a me foder.
— Olha para ele, Nina — Kas disse, a voz rouca. — Olha como o Pan está te usando. Você é a nossa putinha agora. De todos nós.
**POV - BASH**
Ver Peter enrabar Nina era uma visão religiosa. A pele dela estava vermelha, suada, marcada pelas nossas mãos e agora pelo peso de Peter. Eu me aproximei do outro lado, passando a língua pelo pescoço dela, sentindo o gosto do sal e do desejo.
— Ela está tão apertada, Peter — eu comentei, observando como o corpo dela reagia a cada estocada. — Parece que vai explodir.
— Ela vai — Peter respondeu, a voz carregada de luxúria. — Eu vou levar ela ao limite e depois jogá-la de volta para os irmãos, só para que ela tenha que fingir que ainda é a garotinha pura deles.
Peter agarrou os dois quadris de Nina com força, deixando marcas de dedos na pele pálida, e começou a bombardeá-la sem piedade. O som da carne batendo contra a carne preenchia a caverna, misturado aos gemidos agudos de Nina. Ela não conseguia mais formar palavras, apenas sons desconexos de pura entrega.
**POV - NINA**
Eu estava vendo estrelas. O prazer era tão intenso que beirava a agonia. A pressão no meu ânus, o calor de Peter dentro de mim, a presença dos gêmeos ao meu redor... eu estava completamente perdida.
— Eu vou... eu vou... — eu tentei avisar, sentindo o orgasmo se aproximando como uma onda gigante.
— Goza para mim, Nina! — Peter ordenou, a voz como um trovão no meu ouvido. — Goza sabendo que você é minha!
Eu explodi. Meu corpo teve um espasmo tão violento que eu quase caí da mesa, se não fossem as mãos de Peter me segurando. As paredes do meu reto se contraíram ao redor dele, e eu senti Peter rosnar, sua própria liberação vindo logo em seguida.
Ele despejou tudo dentro de mim, um preenchimento quente e profundo que pareceu selar o meu destino. Eu desabei, o rosto pressionado contra a madeira fria, o peito subindo e descendo em uma respiração errática.
Peter se retirou lentamente, o som úmido da saída dele ecoando nas paredes de pedra. Ele não disse nada de imediato. Ele apenas se recompôs, a frieza voltando ao seu rosto como se nada tivesse acontecido.
— Limpem-na — Peter disse aos gêmeos, guardando seu membro. — Não queremos que Vane sinta o cheiro de nós três nela antes que ela tenha tempo de inventar uma desculpa.
Kas e Bash se aproximaram de mim, mas eu mal conseguia me mover. Eu me sentia usada, aberta, marcada de todas as formas possíveis. E o pior de tudo... eu queria mais.
Peter caminhou até a saída da caverna, parando por um momento para olhar por cima do ombro.
— Você foi ótima, Nina. Mas lembre-se: em Neverland, ninguém nunca cresce, e os segredos... bem, os segredos são a única coisa que realmente dura para sempre.
Ele desapareceu na noite, deixando-me ali, entre os gêmeos que agora me olhavam com uma mistura de adoração e posse.
— Você está bem, passarinho? — Bash perguntou, passando a mão suavemente pelas minhas costas, embora seu toque ainda fosse possessivo.
— Eu odeio vocês — eu sussurrei, embora não houvesse nenhuma convicção em minhas palavras.
Kas soltou uma risada baixa, ajudando-me a levantar. Minhas pernas fraquejaram, e ele me segurou contra seu peito musculoso.
— Não, você não odeia. Você ama cada segundo disso. E agora que o Pan te marcou, você sabe que não há volta. Você é nossa agora. E a próxima vez que você vier aqui... nós não seremos tão gentis.
Eu olhei para os dois, para a escuridão da caverna e para a trilha de sêmen que manchava a mesa. Eu era a irmã de Vane e Roc, a garota teimosa que todos tentavam proteger. Mas ali, sob a luz das tochas, eu sabia a verdade. Eu era a rainha das sombras de Neverland, e meu reinado estava apenas começando.
— Me levem para casa — eu disse, tentando recuperar um pouco da minha dignidade enquanto Kas me vestia com o que sobrava das minhas roupas. — Antes que meus irmãos matem vocês.
— Eles podem tentar — Kas disse, beijando minha testa. — Mas eles nunca vão tirar de você o que nós colocamos aí dentro.
Enquanto eu caminhava trôpega para fora da caverna, escoltada pelos dois homens que tinham acabado de me destruir, eu sabia que a paz em Neverland era uma mentira. A guerra estava vindo, e eu estava bem no centro dela, carregando o segredo dos gêmeos e do rei em meu próprio corpo. E, de alguma forma, eu não conseguia esperar pela próxima batalha.