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Sem rumo

O Mar em Fúria e a Calmaria do Pós-Caos

O vapor do chuveiro já começava a embaçar o vidro do box, transformando o banheiro em uma espécie de santuário isolado do resto do mundo. Eu observava S/N através da névoa, e a imagem dela era o que eu chamaria de obra-prima se fosse um dos curadores de arte que frequento. Ela estava de costas para mim, deixando a água quente escorrer pelos cabelos longos, e eu podia ver as marcas avermelhadas que meus dedos haviam deixado em seus quadris. Aquilo me deu um estalo de posse que eu mal conseguia controlar.

Eu entrei no box, sentindo a água atingir minhas costas, e a puxei pela cintura para colar o corpo dela ao meu. Ela soltou um suspiro baixinho, encostando a cabeça no meu peito enquanto eu ensaboava minhas mãos.

— Você disse que queria estudar o comportamento do espécime no chuveiro — sussurrei perto do ouvido dela, minha voz saindo mais rouca do que eu pretendia. — Por onde quer começar a pesquisa, doutora?

S/N se virou nos meus braços, os olhos brilhando com aquela mistura deliciosa de timidez e atrevimento que estava me deixando completamente louco. Ela passou as mãos ensaboadas pelo meu peito, descendo lentamente até o abdômen, onde os músculos se contraíam a cada toque dela.

— Eu estava pensando sobre a hidrodinâmica — ela disse, tentando manter o tom sarcástico, mas a respiração dela estava curta. — E como a lubrificação adicional da água afeta o... desempenho.

Eu soltei uma risada curta, segurando o rosto dela.

— Você é impossível, sabia? — Eu a beijei com força, uma mistura de língua e desejo bruto. — Sua boceta deve estar tão sensível agora, S/N. Eu te fodi com tanta vontade naquela cama que achei que você ia desmaiar.

— Eu quase desmaiei — ela admitiu, as bochechas corando sob a água quente. — Mas eu quero sentir de novo. Agora que eu sei o que cada movimento seu faz comigo... eu quero mais.

Eu a girei de volta, apoiando as mãos dela contra o azulejo frio da parede. O contraste térmico fez ela soltar um arquejo. Eu me posicionei atrás dela, sentindo meu pau, que já estava latejando de novo, se esfregar contra a fenda das nádegas dela.

— Sente isso? — perguntei, apertando a bunda dela com as duas mãos, enterrando meus dedos na carne macia. — Ele não cansa de você. Minha pica está tão dura que chega a doer, só de pensar em como você estava apertadinha hoje cedo.

Eu levei minha mão para baixo, por entre as pernas dela, e encontrei sua intimidade. Ela estava encharcada, uma mistura de água e do meu próprio gozo de minutos atrás que ainda escorria por ali. Quando meus dedos tocaram o clitóris dela, S/N soltou um grito abafado contra a parede.

— Porra, S/N... você está tão meladinha de novo — eu rosnei, inserindo dois dedos nela de uma vez. — Olha como você me recebe. Você foi feita para ser fodida por mim, não foi?

— Sim... ah, Namjoon, por favor! — Ela começou a rebolar contra a minha mão, buscando o ritmo que a levaria ao ápice.

Eu não dei o que ela queria de imediato. Eu queria que ela ficasse desesperada. Eu queria que ela entendesse que, embora eu fosse o homem calmo das bibliotecas e das reuniões de diretoria, com ela eu era um animal faminto. Eu mordi o ombro dela, deixando uma marca que o vestido de noiva provavelmente teria que esconder.

— Você quer que eu coloque dentro? — perguntei, minha mão livre subindo para apertar um dos seios dela, puxando o mamilo com força.

— Quero! Agora, por favor, Namjoon! — Ela estava implorando, e isso era a coisa mais excitante que eu já tinha ouvido.

Eu segurei sua coxa e a levantei, prendendo-a na minha cintura. Com um movimento firme, eu a penetrei por trás. O ângulo no chuveiro era diferente, mais profundo, mais cru. Eu senti cada anel da musculatura dela se contrair ao redor do meu pau, tentando me expulsar e me puxar para dentro ao mesmo tempo.

— Caralho! — eu gritei, perdendo o ritmo por um segundo. — Você vai me fazer gozar em dois segundos se continuar apertando assim, porra!

— Não para... continua... mais fundo! — ela pedia, as mãos escorregando no azulejo molhado.

Eu comecei a estocá-la com violência, o som da água caindo abafando os nossos gemidos, mas não o som da carne batendo contra a carne. Eu estava possesso. Eu queria marcar o útero dela com a minha porra, queria que ela sentisse que não havia mais volta. O casamento arranjado, as famílias, Seul... tudo aquilo tinha sumido. Éramos apenas dois corpos tentando se fundir sob a água quente.

Eu a virei de frente para mim, prendendo as duas pernas dela na minha cintura enquanto eu me apoiava na parede para não cairmos. O rosto dela era a imagem do puro êxtase. Os olhos revirados, a boca entreaberta, o peito subindo e descendo.

— Olha para mim, S/N! — eu ordenei. — Olha quem está te fodendo.

Ela abriu os olhos, focando em mim com uma intensidade que me desarmou.

— É você... sempre foi você, Namjoon — ela disse, e aquilo foi o meu fim.

Eu senti a pressão na base da minha pica se tornar insuportável. Eu comecei a gozar com uma força que me deixou tonto, despejando tudo dentro dela enquanto ela tinha espasmos rítmicos, prendendo meu pau dentro dela como se nunca quisesse me deixar sair.

Ficamos ali por um tempo, apenas sentindo a água lavar nossos corpos, o silêncio retornando aos poucos. Eu a coloquei no chão, as pernas dela ainda tremendo tanto que eu tive que segurá-la para que não caísse.

— Acho que a pesquisa de campo foi um sucesso — ela brincou, a voz fraca, tentando recuperar o sarcasmo de sempre, mas os olhos dela entregavam o quanto ela estava mexida.

Eu sorri, encostando minha testa na dela.

— Você é uma cientista brilhante, S/N Marino. Mas agora, precisamos voltar para a realidade. Temos aquele jantar com os seus pais hoje à noite.

Ela soltou um suspiro longo, fechando os olhos.

— Eu tinha esquecido disso. Como eu vou olhar para o meu pai e fingir que sou a filha perfeita depois do que você fez comigo nesse chuveiro?

— Você não vai fingir — eu disse, saindo do box e pegando uma toalha para envolvê-la. — Você vai ser a S/N de sempre. Mas agora, nós temos um segredo. E esse segredo é o que vai nos manter sãos naquele ninho de cobras.

Nós nos vestimos em silêncio, mas era um silêncio confortável, preenchido por toques ocasionais e sorrisos cúmplices. Quando estávamos prontos para sair do meu apartamento, eu a parei na porta.

— S/N?

— Sim?

— Eu sei que você tem medo de que ninguém te veja além do seu sobrenome — eu comecei, sendo o Namjoon observador de novo. — Mas eu quero que você saiba que eu vejo tudo. Vejo a bióloga, vejo a garota sarcástica que faz piada quando está nervosa, e vejo a mulher incrível que você é. Eu não estou casando com os Marino. Eu estou casando com você.

Ela ficou em silêncio por um longo tempo, e eu vi uma lágrima solitária escapar. Ela a limpou rapidamente, soltando uma risadinha nervosa.

— Droga, Namjoon. Você não pode dizer coisas assim e esperar que eu não faça uma piada de biologia sobre como você está afetando meu sistema límbico.

Eu ri e a puxei para um beijo casto na testa.

— Vamos logo, antes que eu decida que o jantar pode esperar e te leve de volta para aquela cama.

— Não me tiente, Kim Namjoon. Não me tiente.

Saímos do apartamento de mãos dadas, prontos para enfrentar as expectativas de Seul. Mas agora, eu sabia que não importava o quão difícil fosse o caminho, eu tinha a S/N ao meu lado. E, mais do que isso, eu tinha a certeza de que aquele casamento arranjado tinha sido a melhor coisa que o destino — ou nossos pais ambiciosos — já tinha feito por mim.

Enquanto entramos no carro, eu olhei para ela e vi a confiança voltando ao seu rosto. Ela era uma Marino, sim. Mas ela era a minha S/N. E eu ia passar o resto da minha vida garantindo que ela nunca se sentisse invisível de novo.

— Pronta para o show? — perguntei, ligando o motor.

— Pronta — ela respondeu, ajeitando o cabelo. — Mas se o meu pai começar a falar de negócios, eu vou chutar a sua canela por baixo da mesa só para lembrar do que aconteceu no chuveiro e não começar a rir.

— Justo — eu disse, sorrindo. — Muito justo.

E assim, partimos para a noite, dois cúmplices em um mundo de aparências, carregando o calor um do outro na pele e a promessa de que, quando as luzes se apagassem, seríamos apenas nós dois, aprendendo, explorando e nos amando, uma descoberta de cada vez.