Voltar ao resumo

Sem rumo

O Despertar da Bióloga e o Arrebatamento do Herdeiro

O sol de Seul já começava a se infiltrar pelas frestas da persiana, desenhando linhas douradas sobre o lençol bagunçado. Eu ainda estava naquela zona cinzenta entre o sono e a consciência, mas o peso quente e macio de S/N contra o meu braço era o suficiente para me lembrar de tudo. Cada detalhe da noite anterior estava gravado na minha mente como se tivesse sido filmado em alta resolução. O gosto dela na minha boca, o aperto daquela boceta virgem tentando acomodar meu pau, e a forma como ela me olhou depois que eu gozei dentro dela... porra, eu nunca tinha sentido nada parecido.

Eu me virei de lado, tentando não acordá-la, mas o movimento fez com que ela soltasse um murmúrio baixo. Observei seu rosto. Sem a máscara de sarcasmo ou a postura rígida de uma Marino, ela parecia quase etérea. Mas eu sabia que, assim que abrisse os olhos, aquela língua afiada voltaria a funcionar.

— Sabe que é falta de educação observar as pessoas dormindo, Namjoon — ela murmurou, sem abrir os olhos, um sorriso de canto surgindo nos lábios.

Eu soltei uma risada anasalada, sentindo meu peito vibrar.

— Eu não estou observando, estou admirando o resultado da minha aula de ontem — respondi, passando a mão pelo cabelo dela. — Como você está se sentindo?

Ela finalmente abriu os olhos, piscando algumas vezes antes de focar em mim.

— Como se um caminhão da Hyundai tivesse passado por cima de mim, mas o motorista fosse muito bonito, então eu não vou processar — ela brincou, sentando-se na cama e puxando o lençol para cobrir os seios.

Eu me sentei também, sem me importar com a minha nudez. Minha pica, mesmo em repouso, parecia latejar só de lembrar do calor dela.

— Você continua com as piadas, mesmo depois de quase ter perdido a voz de tanto gemer meu nome — provoquei, aproximando meu rosto do dela.

— É um mecanismo de defesa, você sabe — ela disse, mas seu olhar vacilou por um segundo, descendo para o meu peito antes de voltar para os meus olhos. — Namjoon... obrigada. Por ter sido tão... paciente. E por não ter me feito sentir uma idiota por não saber nada.

— S/N, olha para mim — eu disse, segurando o queixo dela com os dedos. — Você foi a melhor parceira que eu já tive. E eu não estou dizendo isso para ser gentil. Sua curiosidade, a forma como você se entregou... foi visceral.

Ela ficou em silêncio por um momento, e eu vi o rubor subir pelas suas bochechas.

— Eu quero mais — ela confessou em um sussurro, e aquela foi a minha sentença de morte.

— Mais? — perguntei, minha voz baixando uma oitava.

— Sim. Você disse que a biologia marinha é sobre observação e prática, certo? — Ela soltou o lençol, deixando-o cair até a cintura, revelando a pele marcada pelos meus beijos da noite anterior. — Eu ainda tenho muitas dúvidas sobre... resistência. E sobre como o corpo humano reage a estímulos repetidos.

Eu não aguentei. Puxei-a pelo quadril para cima do meu colo. S/N soltou um ganido de surpresa, mas logo suas pernas se envolveram na minha cintura. O contato da sua intimidade, ainda sensível e levemente úmida, contra a minha coxa fez meu pau dar um solavanco, ficando duro instantaneamente.

— Então você quer ser uma cientista dedicada, é isso? — perguntei, apertando a bunda dela com as duas mãos. — Quer testar os limites do seu instrutor?

— Eu quero ver até onde você aguenta, Namjoon — ela desafiou, roçando o nariz no meu pescoço. — Ontem você estava no controle. Hoje, eu quero aprender a controlar você.

Eu soltei um palavrão baixo, sentindo o sangue ferver. Aquela garota ia ser o meu fim, e eu ia adorar cada segundo da queda.

— Você quer o controle? — perguntei, segurando sua cintura com firmeza. — Então pega. Mas saiba que eu não sou um objeto de estudo fácil, S/N. Eu mordo de volta.

Ela sorriu, aquele sorriso sarcástico que agora eu sabia que escondia um desejo voraz. Ela começou a se rebolar lentamente sobre o meu colo, sentindo o volume da minha pica latejando contra a entrada dela. Eu joguei a cabeça para trás, fechando os olhos enquanto sentia o calor dela me incinerar.

— Caralho, S/N... você não tem ideia do que está fazendo — eu rosnei.

— Tenho sim — ela sussurrou no meu ouvido, dando uma mordida leve no meu lobo da orelha. — Estou observando a reação do espécime. O aumento da frequência cardíaca, a dilatação das pupilas... e o crescimento dessa coisa enorme entre as suas pernas.

Eu a segurei pelos ombros e a deitei de costas no colchão, ficando por cima dela. Meus olhos deviam estar escuros de puro tesão.

— O espécime está prestes a te mostrar que a teoria é uma porcaria perto da realidade — eu disse, pegando a mão dela e levando-a até o meu pau. — Sente como ele está? Ele está latejando por você. Minha pica está doendo de tanto que eu quero te foder de novo.

S/N envolveu meu pau com a mão pequena, apertando o comprimento e subindo até a cabeça, onde uma gota de lubrificação já brilhava. Ela olhou para o que estava fazendo com uma fascinação que quase me fez gozar ali mesmo.

— Ele é tão quente... e tão duro — ela murmurou, passando o polegar pela glande. — Ontem eu estava tão nervosa que não apreciei os detalhes. As veias... a textura.

— S/N, se você continuar olhando assim, eu vou explodir antes mesmo de entrar — avisei, a voz falhando.

— Então entra — ela disse, abrindo as pernas e me convidando para o paraíso. — Eu quero sentir você todo de novo. Agora que eu já sei o que esperar, eu quero sentir cada centímetro.

Eu não esperei. Posicionei-me entre as pernas dela e, com um único impulso, entrei. S/N soltou um grito agudo, arqueando as costas, enquanto suas paredes apertadas me recebiam como se tivessem sido feitas sob medida para mim.

— Porra! — eu xinguei, parando por um segundo para recuperar o fôlego. — Você é tão apertada, S/N. Parece que é a sua primeira vez de novo.

— É porque... — ela arquejou, tentando respirar — ...você é muito grande, Namjoon. Meu Deus, você me preenche inteira.

Eu comecei a me mover, estocadas lentas e profundas, sentindo o prazer subir pela minha espinha como uma descarga elétrica. S/N acompanhava cada movimento, as mãos dela cravadas nos meus bíceps, as unhas deixando marcas vermelhas que eu ostentaria com orgulho mais tarde.

— É bom? — perguntei, aumentando o ritmo, sentindo o som da nossa pele batendo um contra o outro. — É assim que você queria estudar?

— É... maravilhoso... ah! — Ela jogou a cabeça para trás, o cabelo espalhado pelo travesseiro. — Namjoon, mais forte! Não tenha medo de me quebrar!

Aquilo foi o sinal para eu perder o resto do juízo. Eu a puxei para a beirada da cama, deixando suas pernas penduradas, e comecei a foder com ela com uma força animal. Minha pica entrava nela com tudo, batendo no fundo, fazendo-a gemer tão alto que eu tinha certeza de que a vizinhança inteira sabia que a herdeira dos Marino estava sendo devidamente fodida pelo noivo.

— Você é minha, S/N — eu dizia a cada estocada, a voz rouca de possessividade. — Esquece os negócios, esquece as famílias. Aqui, nesse quarto, você é só minha.

— Eu sou... eu sou sua! — ela gritou, o corpo começando a tremer.

Eu sentia a boceta dela pulsar ao meu redor, ficando ainda mais meladinha, o lubrificante natural dela facilitando o meu trabalho. Eu estava no limite, sentindo o esperma latejar na base do meu pau, implorando para ser libertado.

— Eu vou gozar, S/N! Eu vou encher você de novo! — eu avisei, sentindo os músculos das minhas costas se contraírem.

— Goza! Goza para mim, Namjoon!

Eu dei três estocadas finais, as mais brutais da manhã, e senti meu corpo travar. Jatos quentes de esperma dispararam dentro dela, um atrás do outro, enquanto S/N desmoronava em um orgasmo que a deixou sem fôlego, as pernas tremendo espasmodicamente.

Eu caí sobre ela, tentando não esmagá-la, nossos corações batendo tão rápido que pareciam um só. O cheiro de sexo e suor preenchia o ar, e por um momento, o mundo lá fora não existia.

— Nota... dez... de novo — ela conseguiu dizer, depois de alguns minutos, a voz quase sumindo.

Eu ri, beijando o ombro dela, sentindo o gosto salgado da pele suada.

— Você vai acabar me matando, S/N. E eu vou morrer como o homem mais feliz de Seul.

Ela se virou para mim, o olhar agora doce e relaxado.

— Namjoon?

— Oi?

— Eu acho que estou começando a gostar dessa ideia de casamento arranjado.

Eu sorri, sentindo as covinhas aparecerem, e a puxei para um abraço apertado.

— Eu também, pequena bióloga. Eu também.

Nós ficamos ali, abraçados, enquanto o sol subia no céu. Eu sabia que tínhamos reuniões, contratos e expectativas familiares para enfrentar em poucas horas. Sabia que o nome Kim e o nome Marino carregavam um peso que muitas vezes era esmagador. Mas, enquanto eu sentia o corpo de S/N relaxar contra o meu, eu sabia que tínhamos construído algo que ninguém poderia tirar de nós.

— Sabe de uma coisa? — ela disse, quebrando o silêncio.

— O quê?

— Eu ainda quero estudar o comportamento do espécime em outros ambientes. No chuveiro, por exemplo.

Eu olhei para ela, chocado com a audácia, e então soltei uma gargalhada alta.

— Você não tem limites, não é?

— A ciência não tem limites, Namjoon — ela respondeu, levantando-se e estendendo a mão para mim. — Vamos?

Eu segurei a mão dela, sentindo uma onda de afeto e desejo que eu nunca imaginei sentir por ninguém, muito menos por uma noiva escolhida pelo meu pai.

— Vamos, S/N. Vamos ver o que mais você consegue descobrir.

E enquanto caminhávamos em direção ao banheiro, eu tive a certeza absoluta de que aquele casamento não seria apenas um contrato de negócios. Seria a maior aventura da minha vida. E eu mal podia esperar pelo próximo capítulo.