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Sempre estarei aqui com você

O Selo de Posesse e a Calmaria do Desejo

O silêncio no apartamento em Mônaco era absoluto, quebrado apenas pelo zumbido distante de algum iate atravessando a marina lá embaixo. Lucas finalmente havia adormecido, exausto após um dia de muitas emoções e da promessa de que o "escudo invisível" o manteria seguro. Oscar fechou a porta do quarto do filho com um cuidado quase cirúrgico, sentindo o peso da responsabilidade diminuir apenas para dar lugar a uma tensão diferente, mais quente e visceral.

Ele caminhou pelo corredor, encontrando Lily na sala de estar. Ela estava parada junto à janela, observando as luzes da cidade, mas seus ombros estavam tensos. O incidente com Bennett na escola ainda reverberava no ar, uma presença tóxica que Oscar estava determinado a purgar de sua casa naquela noite.

— Ele está dormindo? — perguntou Lily, sem se virar, embora soubesse a resposta pelo som dos passos do marido.

— Como um anjo — respondeu Oscar, aproximando-se por trás. Ele envolveu a cintura dela com os braços, puxando-a para trás contra seu peito. — Ele é muito mais forte do que a gente imagina, Lily. Mas eu não aguento ver você passar por esse tipo de estresse.

Lily soltou um suspiro longo, relaxando a cabeça no ombro dele. O perfume de Oscar — uma mistura de sândalo e algo puramente dele — era o seu calmante favorito.

— Eu só quero que ele tenha paz, Oscar. E eu odeio que aquele homem ache que tem algum direito de falar comigo daquela forma.

Oscar virou-a em seus braços, forçando-a a olhar para ele. Os olhos claros do piloto, geralmente tão calmos e analíticos, estavam escurecidos por uma intensidade que Lily raramente via fora das pistas. Era uma possessividade silenciosa, uma necessidade de reafirmar que, dentro daquelas paredes, eles eram um só.

— Ele não tem direito a nada — disse Oscar, a voz baixando para um sussurro rouco. — Ninguém tem. Você é minha, Lily. E eu sou seu.

Ele a beijou com uma urgência que a pegou de surpresa. Não era o beijo gentil de "boa noite" ou o selinho apressado antes de um treino. Era um beijo de reivindicação, profundo e faminto. Lily respondeu imediatamente, suas mãos subindo para o pescoço dele, os dedos se perdendo nos cabelos castanhos que ela tanto amava.

Oscar a ergueu do chão, e ela instintivamente entrelaçou as pernas ao redor da cintura dele. Sem quebrar o beijo, ele a carregou para o quarto principal, onde a luz da lua filtrava-se pelas cortinas de seda, banhando o ambiente em tons de prata.

Ele a depositou na cama com uma delicadeza que contrastava com o fogo em seu olhar. Oscar despiu a camiseta com um movimento rápido, revelando o físico atlético e definido pelos treinos rigorosos da Fórmula 1. Lily o observou, o coração martelando contra as costelas. Por mais que estivessem juntos há anos, a visão dele nunca deixava de tirar seu fôlego.

— Oscar... — ela murmurou, quando ele se ajoelhou sobre o colchão, entre as pernas dela.

— Eu preciso que você saiba — disse ele, as mãos descendo pelas coxas dela, subindo pelo vestido de seda que ela usava — que não existe nada no mundo, nenhum troféu, nenhuma vitória, que chegue perto do que eu sinto por você.

Ele começou a despi-la com mãos firmes, mas pacientes. Cada peça de roupa removida era acompanhada por um beijo, um toque, um elogio sussurrado. Quando ambos estavam finalmente despidos, a conexão entre eles parecia carregar o ar de eletricidade.

Oscar começou a descer o rosto pelo pescoço de Lily, e foi ali que a raiva contida contra Bennett se transformou em algo mais físico. Ele se lembrou da forma como o homem olhara para ela, e a necessidade de deixar sua marca tornou-se imperativa.

Ele parou na curva do pescoço dela, onde o pulso batia acelerado.

— Posso? — perguntou ele, a voz vibrando contra a pele dela.

Lily arqueou as costas, entregando-se.

— Sim. Por favor.

Oscar pressionou os lábios ali, sugando a pele delicada com uma força deliberada. Ele queria que o sinal fosse claro, um selo de posse que ninguém pudesse ignorar. Lily soltou um gemido baixo, as unhas cravando-se nos ombros largos dele. A dor leve era rapidamente substituída por uma onda de prazer que se espalhava por seu corpo.

Ele não parou por ali. Seus beijos desceram pelo peito dela, circulando os seios com a ponta da língua até que ela estivesse implorando por mais. Oscar era um estrategista por natureza, e na cama ele aplicava a mesma precisão, descobrindo exatamente onde tocá-la para fazê-la estremecer.

— Você é tão linda — sussurrou ele, os dedos explorando a intimidade dela, encontrando-a pronta e desejosa. — Minha Lily. Só minha.

— Sempre sua, Oscar — ela respondeu, a voz embargada. — Entre logo. Eu preciso de você.

Ele se posicionou, olhando-a nos olhos. Havia uma vulnerabilidade naquele momento que só existia entre eles. Oscar Piastri, o piloto indomável, estava ali, completamente entregue à mulher que amava.

Quando ele entrou nela, foi com um movimento lento e profundo, arrancando um suspiro longo de ambos. Eles ficaram imóveis por um segundo, apenas sentindo a plenitude daquela união. Oscar começou a se mover, um ritmo constante e poderoso que refletia a força de seu compromisso.

Lily envolvia-o com as pernas, puxando-o para mais perto, querendo fundir sua pele à dele. O prazer era uma construção lenta e intensa, como uma volta de qualificação perfeita onde cada detalhe importa. Ela sentia o suor dele contra sua pele, ouvia sua respiração pesada em seu ouvido, e cada estocada parecia dizer o que as palavras não conseguiam expressar totalmente.

— Eu te amo — ele ofegou, o ritmo acelerando à medida que o ápice se aproximava. — Eu faria qualquer coisa por você e pelo Lucas. Qualquer coisa.

— Nós sabemos, Oscar — ela gemeu, sentindo as ondas de prazer começarem a quebrar sobre ela. — Nós sabemos.

O ápice veio como uma explosão de cores e sensações, deixando-os ambos exaustos e trêmulos. Oscar desabou sobre ela, tomando o cuidado de não colocar todo o seu peso, mas mantendo o contato máximo possível. Ele enterrou o rosto na curva do pescoço dela, exatamente sobre a marca que havia acabado de criar.

Eles ficaram ali por um longo tempo, o silêncio retornando ao quarto, mas agora era um silêncio preenchido pela satisfação e pela paz. Oscar começou a distribuir beijos suaves pelo rosto de Lily, limpando as lágrimas de prazer que haviam escapado de seus olhos.

— Você está bem? — perguntou ele, a voz agora carregada de sua doçura habitual.

— Estou maravilhosa — Lily sorriu, acariciando o rosto dele. — Você é um homem muito possessivo quando quer, Sr. Piastri.

— Só com o que é mais precioso para mim — admitiu ele, sem um pingo de arrependimento. — Eu não gosto que ninguém olhe para você daquela forma. Sinto que preciso proteger o que temos a todo custo.

— Você já protege, Oscar. O tempo todo.

Eles se ajeitaram sob os lençóis, abraçados. Lily encostou a cabeça no peito dele, ouvindo o coração de Oscar desacelerar gradualmente. Era o mesmo som que acalmava Lucas, a batida constante de um homem que era o alicerce de sua família.

— Oscar? — chamou ela, quase pegando no sono.

— Sim?

— A marca... vai aparecer amanhã. Na escola.

Oscar deu um beijo no topo da cabeça dela, um sorriso de lado surgindo em seus lábios.

— Eu sei. Esse era o plano. Quero que aquele idiota entenda que ele nem sequer está na mesma categoria que nós.

Lily riu baixinho, fechando os olhos.

— Você é impossível.

— Sou apenas um homem protegendo o seu território — respondeu ele, fechando os olhos também.

Naquela noite, Oscar não sonhou com pistas de corrida ou pódios. Ele sonhou com o riso de Lucas e com o calor de Lily em seus braços. Ele sabia que a vida pública continuaria a ser um desafio, que a mídia tentaria invadir seu refúgio e que pessoas como Bennett sempre existiriam.

Mas ali, naquele quarto, envolto pelo cheiro dela e pela certeza de que eram amados, Oscar Piastri sentia-se invencível. Ele tinha o seu "escudo invisível" — uma família construída sobre o respeito, a proteção e um desejo que queimava mais forte do que qualquer motor de Fórmula 1.

E enquanto ele estivesse ali para marcar seu território, para segurar seu filho no colo e para amar sua esposa com aquela intensidade, o mundo exterior poderia tentar o que quisesse. Eles estariam seguros. Eles seriam sempre um só.

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