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Sexo

O Altar da Linhagem Eterna

A mansão Mills parecia respirar em uníssono com suas ocupantes. O ar estava saturado com o aroma de lírios e a estática de uma magia tão antiga quanto o próprio tempo. No quarto principal, as cortinas de veludo pesado estavam fechadas, bloqueando o mundo exterior e criando um casulo de penumbra e calor. Regina estava deitada sobre os lençóis de seda negra, seu corpo agora exibindo a curva plena e gloriosa de uma gravidez que avançava com uma velocidade sobrenatural.

Cora estava ajoelhada entre as pernas da filha, observando sua criação com uma devoção que beirava o religioso. Para Cora, Regina não era apenas sua filha ou sua amante; ela era o receptáculo de toda a grandeza que a linhagem Mills poderia alcançar. O bebê que pulsava dentro de Regina era a manifestação física do desejo proibido que as unira.

— Você está tão magnífica, Regina — sussurrou Cora, suas mãos subindo pelas coxas firmes da filha até descansarem sobre o ventre proeminente. — A vida dentro de você está ansiosa. Eu sinto o poder dela chamando pelo meu.

Regina arqueou as costas, um suspiro escapando de seus lábios entreabertos. A sensibilidade de seu corpo havia atingido níveis insuportáveis. Cada toque de Cora era como um relâmpago percorrendo seus nervos.

— Então não a faça esperar, mãe — pediu Regina, a voz carregada de uma urgência febril. — Eu sinto que vou explodir se você não me tocar agora.

Cora sorriu, um brilho predatório em seus olhos escuros. Ela inclinou-se para frente, beijando a pele esticada do ventre de Regina com uma ternura possessiva, antes de descer seu caminho para o epicentro do desejo da filha. Com uma agilidade que desmentia sua aparência madura, Cora afastou as pernas de Regina e mergulhou sua língua na intimidade úmida e pulsante da morena.

— Ah! — Regina gritou, as mãos agarrando os lençóis com força.

O sexo oral de Cora era uma arte sombria. Ela conhecia cada terminação nervosa, cada ritmo que levava Regina ao limite da sanidade. A língua de Cora traçava círculos lentos e deliberados, antes de aplicar uma pressão rítmica que fazia Regina ver estrelas. A prefeita estava completamente à mercê de sua mãe, sua mente nublada pelo prazer puro que só Cora era capaz de proporcionar.

— Olhe para mim, Regina — ordenou Cora, afastando-se por um breve segundo, apenas para humedecer os lábios. — Quero ver seus olhos quando eu fizer você desmoronar.

Regina forçou-se a abrir os olhos, encontrando o olhar intenso de Cora. Ela estava vulnerável, exposta e totalmente dominada.

— Por favor... — implorou Regina, as pernas tremendo.

Cora não respondeu com palavras. Em vez disso, ela mudou de posição, deslizando o corpo de Regina para que ela ficasse de quatro sobre a cama. A vulnerabilidade da posição fez o coração de Regina disparar. Cora acariciou as nádegas firmes da filha, admirando a simetria perfeita de seu corpo.

— Você é minha em todos os sentidos, Regina — murmurou Cora, sua voz soando como um comando ancestral. — Cada parte de você pertence a mim.

Com uma lentidão torturante, Cora começou a explorar as áreas mais escondidas e sensíveis de Regina. Seus dedos traçaram o caminho até o rabo da filha, sentindo a resistência inicial antes da rendição completa. Quando a língua de Cora encontrou aquele ponto tão íntimo, Regina soltou um som que era metade soluço, metade rugido. A sensação era avassaladora, uma invasão de prazer que a fazia sentir-se marcada para sempre.

Cora lambeu e explorou com uma dedicação exaustiva, garantindo que Regina soubesse que não havia um único centímetro de seu corpo que a mãe não reivindicasse. O prazer era tão intenso que a magia de Regina começou a vazar por seus poros, criando pequenas faíscas de luz roxa que dançavam pelo quarto.

— Mãe... eu não aguento... — Regina arquejou, as forças abandonando seus braços.

Cora a puxou de volta para o centro da cama, deitando-a de costas e subindo sobre ela. O contato pele a pele era elétrico.

— Aguente, minha rainha — disse Cora, selando seus lábios em um beijo que tinha o gosto de ambas. — O nascimento está próximo. Sinta a conexão.

No auge do êxtase de Regina, quando o prazer atingiu seu ápice e o quarto pareceu vibrar com a força de um terremoto mágico, as águas de Regina se romperam. O clímax e o início do parto fundiram-se em um único evento monumental.

— Está na hora! — exclamou Cora, sua voz cheia de triunfo. — Traga o nosso futuro ao mundo, Regina!

O processo não foi como um parto comum. Foi uma sinfonia de luz, dor e poder. Cora agiu como parteira, suas mãos brilhando com uma aura dourada enquanto ela guiava a nova vida para fora do ventre da filha. Regina gritava, não apenas de dor, mas de uma libertação espiritual. Ela estava dando à luz à sua própria redenção, à sua própria imortalidade.

Com um último esforço que iluminou toda a mansão, um choro agudo e potente ecoou pelas paredes. Cora segurou a pequena criatura nos braços — uma menina de cabelos negros e olhos que já brilhavam com uma inteligência sobrenatural.

— Ela é perfeita — sussurrou Cora, as lágrimas finalmente banhando seu rosto enquanto ela limpava a neta com um movimento de mão. — Ela é o ápice de tudo o que somos.

Regina, exausta e suada, estendeu os braços. Cora entregou o bebê à mãe, e o momento em que a pele da criança tocou a de Regina, uma onda de paz absoluta varreu Storybrooke. A névoa lá fora dissipou-se, e o sol rompeu as nuvens como nunca antes.

— Qual será o nome dela? — perguntou Cora, sentando-se ao lado de Regina e envolvendo as duas em um abraço protetor.

Regina olhou para a filha, vendo nela os traços de Cora e os seus próprios, fundidos em uma harmonia impecável.

— Zelena — disse Regina, em homenagem à irmã que nunca teve a chance de ser parte daquela família, mas também como um símbolo de um novo começo. — Ela será a luz que governa as nossas sombras.

Os dias que se seguiram foram de uma felicidade que a cidade nunca ousou questionar. Emma Swan e os Encantados, ao sentirem a magnitude da magia que nascera, compreenderam que não havia lugar para julgamentos. A família Mills era uma força da natureza, uma entidade que operava sob suas próprias leis.

Henry tornou-se o irmão mais protetor que Zelena poderia desejar, passando horas lendo para a pequena enquanto Cora e Regina observavam da varanda. A dinâmica entre mãe e filha havia se estabilizado em uma parceria de poder e amor inabalável. Elas governavam Storybrooke com justiça, mas com a firmeza de quem não tinha mais nada a temer.

Cora recuperara o tempo perdido da maneira mais absoluta possível. Ela não apenas recuperara a filha; ela criara um novo mundo onde elas eram o centro. As noites no gabinete da prefeitura ou na mansão continuavam a ser preenchidas por uma paixão que o tempo só fortalecia, mas agora havia uma risada de criança nos corredores durante o dia.

Em uma tarde ensolarada, enquanto Zelena dava seus primeiros passos mágicos no jardim, levitando pequenas flores sob o olhar atento de Cora, Regina aproximou-se da mãe e segurou sua mão.

— Você estava certa, mãe — disse Regina, observando a cena. — O amor não é uma fraqueza. É a nossa maior arma.

Cora apertou a mão da filha, um sorriso de satisfação genuína em seus lábios.

— Eu sempre soube que você seria uma rainha excepcional, Regina. Mas juntas... juntas somos eternas.

E assim, em uma cidade onde contos de fadas ganhavam vida, a história mais complexa e sombria de todas encontrou seu final feliz. Não um final de redenção comum, mas um de aceitação absoluta. As mulheres Mills não precisavam do perdão do mundo, pois haviam encontrado tudo o que precisavam uma na outra. O legado de sangue e magia estava seguro, e em Storybrooke, o reinado do coração nunca terminaria.