Sexo sexo
Sinfonia de Prazer e Trabalho
O estúdio de produção de Bang Chan, carinhosamente apelidado de "The Cave", estava mergulhado em uma penumbra azulada, quebrada apenas pelo brilho intenso de três monitores carregados de ondas sonoras e plugins de áudio. O ar estava pesado com o cheiro de café expresso, eletrônicos aquecidos e o perfume amadeirado que Changbin sempre usava. Era uma tarde de folga para o resto do grupo, mas para a sub-unit de produção, era o momento de polir a próxima track que definiria o conceito do novo álbum.
Seungmin estava sentado em uma cadeira giratória auxiliar, observando Changbin operar o software de edição com uma precisão cirúrgica. Bang Chan havia saído há vinte minutos para buscar comida, deixando os dois sozinhos em um silêncio que, para qualquer estranho, pareceria puramente profissional. Mas Seungmin sabia ler os sinais. Ele via a tensão nos ombros de Changbin e a forma como o mais velho mordia o lábio inferior toda vez que Seungmin cruzava as pernas, fazendo o tecido fino de sua calça de moletom roçar na pele.
— Changbin-hyung — chamou Seungmin, a voz saindo mais baixa e rouca do que pretendia. — Essa transição no segundo verso... não parece um pouco vazia?
Changbin parou o cursor. Ele girou a cadeira lentamente, encarando o mais novo. Seus olhos estavam escuros, despidos da camaradagem habitual.
— Vazia? — Changbin repetiu, a voz vibrando no peito. — Eu vou te mostrar o que é vazio, Seungmin. E vou te mostrar como eu pretendo preencher isso.
Sem aviso, Changbin se levantou e caminhou até a porta, trancando-a com um clique seco. Seungmin sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Ele sabia o que estava por vir. O "banquete de três dias" havia deixado marcas profundas em sua psique, transformando sua necessidade de submissão em algo constante, uma fome que apenas os dois mestres poderiam saciar.
— Hyung, o Chan vai voltar logo... — Seungmin tentou protestar, mas seu corpo já estava se inclinando em direção ao outro.
— O Chan me mandou uma mensagem. Ele vai demorar. Ele sabe exatamente o que eu quero fazer com você hoje — Changbin disse, segurando Seungmin pelo queixo e forçando-o a olhar para cima. — Eu tenho três horas antes de precisarmos entregar essa demo. E eu pretendo trabalhar na música e em você ao mesmo tempo.
Changbin não perdeu tempo com preliminares gentis. Ele forçou Seungmin a ficar de pé e arrancou sua calça e cueca com uma eficiência bruta. Em seguida, ele o empurrou de volta para a cadeira, mas desta vez, Seungmin foi posicionado de joelhos no assento, com o peito apoiado no encosto e o traseiro empinado em direção à mesa de som.
— Você vai ficar exatamente assim — ordenou Changbin, pegando um tubo de lubrificante na gaveta da mesa. — Eu vou produzir essa track, e você vai ser o meu metrônomo humano. Se você se mover sem minha ordem, ou se soltar um gemido que atrapalhe minha audição, eu vou te punir. Entendido?
— Sim, mestre — sussurrou Seungmin, sentindo o gelo do lubrificante ser espalhado em sua entrada já pulsante.
Changbin se libertou, a ereção pulsando com uma urgência que combinava com a batida agressiva que saía das caixas de som. Ele se posicionou atrás de Seungmin e, com um único empurrão firme e profundo, ele se enterrou completamente no mais novo.
Seungmin soltou um grito abafado, as mãos agarrando as laterais da cadeira giratória para não cair. A sensação de plenitude era avassaladora. Changbin era mais baixo que Chan, mas sua constituição física era compacta e poderosa, e cada estocada parecia atingir o âmago de Seungmin.
— Agora — disse Changbin, voltando sua atenção para os monitores como se nada estivesse acontecendo —, vamos trabalhar no baixo.
O que se seguiu foi uma tortura erótica de precisão técnica. Changbin começou a editar o áudio, clicando nos botões e ajustando as frequências, enquanto mantinha um ritmo constante e impiedoso dentro de Seungmin. A cada batida do bumbo na música, Changbin dava uma estocada profunda, sincronizando a produção musical com a posse do corpo de Seungmin.
— Hyung... por favor... — Seungmin arfava, a cabeça pendendo para frente.
— Eu disse para ficar quieto, Seungmin — Changbin murmurou, aumentando o volume dos fones de ouvido que agora colocava, mas mantendo o som saindo pelas caixas para que o mais novo ouvisse a própria degradação. — Escuta esse sintetizador. Ele não soa como você quando está prestes a quebrar?
Changbin não parava. Seus dedos voavam pelo teclado, ajustando volumes e efeitos, enquanto seus quadris trabalhavam com uma força mecânica. Para Seungmin, era impossível separar o prazer da música. A vibração dos graves parecia ressoar dentro de sua própria cavidade pélvica, amplificada pelo preenchimento constante de Changbin.
Uma hora se passou. O suor escorria pelo rosto de Seungmin, pingando no estofado da cadeira. Seus braços tremiam sob o peso de seu corpo, mas ele não ousava mudar de posição. Changbin era um perfeccionista, tanto na música quanto na dominação.
— Você está indo bem, bonequinho — Changbin disse, fazendo uma pausa para beber um gole de água, sem se retirar de dentro de Seungmin. Ele inclinou o corpo para frente, pressionando o peito contra as costas do mais novo, sua voz saindo como um rosnado baixo. — A música está ficando ótima. Mas acho que o ritmo precisa acelerar para o refrão final.
Changbin aumentou o BPM (batidas por minuto) da track e, consequentemente, aumentou a velocidade de seus movimentos. Seungmin sentia que ia explodir. O atrito era intenso, o calor entre seus corpos era quase insuportável, e a estimulação constante de sua próstata a cada estocada rítmica o levava a um delírio sensorial.
— Olha para o monitor, Seungmin — ordenou Changbin, puxando o cabelo do mais novo para trás para que ele visse a tela. — Tá vendo essa onda sonora? Sou eu dentro de você. Cada pico de volume é o seu corpo implorando para gozar. Mas você não vai. Não até que eu termine de mixar esse verso.
Seungmin soluçava silenciosamente, sua ereção vazando copiosamente sobre o assento da cadeira, mas ele estava proibido de se tocar. Ele era apenas um receptáculo para o estresse e a criatividade de Changbin.
Na segunda hora, a exaustão começou a cobrar seu preço. A mente de Seungmin era uma névoa de notas musicais e dor prazerosa. Changbin mudou a posição, sentando-se na cadeira principal e puxando Seungmin para o seu colo, de frente para ele, mas ainda mantendo-os unidos.
— Continue trabalhando — disse Changbin, apontando para o mouse. — Eu quero que você ajuste os volumes vocais do Felix enquanto eu cuido do seu ritmo.
Seungmin, com as mãos trêmulas, tentava focar nos controles na tela, mas era quase impossível quando Changbin o segurava pela cintura e o movia para cima e para baixo com uma força bruta. Cada vez que Seungmin errava um ajuste, Changbin o punia com uma estocada tão forte que o fazia perder o fôlego.
— Foco, Seungmin — Changbin rosnou no seu ouvido. — Um idol deve ser capaz de performar sob qualquer circunstância. Considere isso um treinamento de resistência.
Eles continuaram assim por mais uma hora. A música estava quase pronta, uma obra-prima de batidas pesadas e vocais etéreos que carregava, de forma invisível, a energia daquela tarde. Seungmin estava desfeito, sua pele estava vermelha e marcada, e ele mal conseguia manter os olhos abertos.
— Três horas — anunciou Changbin, olhando para o relógio na parede. — Música finalizada.
Ele apertou o botão de "Exportar" e, no momento em que a barra de progresso começou a carregar, Changbin perdeu o controle profissional. Ele agarrou Seungmin com força, enterrando o rosto no pescoço do mais novo, e acelerou o ritmo para um clímax frenético. Não havia mais música, não havia mais técnica; era apenas instinto puro.
— Chan está chegando — Changbin arfou, sentindo o próprio ápice se aproximar. — Goza para mim, Seungmin! Goza agora!
Com a permissão concedida, o corpo de Seungmin cedeu. Ele atingiu um orgasmo tão violento que sua visão escureceu por alguns segundos. O sêmen espirrou contra o console de mixagem e o peito de Changbin, enquanto o mais velho rugia, despejando sua própria carga profundamente dentro de Seungmin, preenchendo-o até o limite.
Eles ficaram ali, ofegantes, enquanto o computador emitia um "bipe" suave indicando que o arquivo de áudio havia sido salvo com sucesso.
— Bom trabalho, produtor Seungmin — ironizou Changbin, limpando o suor da testa do mais novo com um gesto quase carinhoso.
A porta do estúdio vibrou com o som de uma chave. Era Bang Chan. Changbin rapidamente se recompôs, puxando as calças, enquanto Seungmin rastejava para baixo da mesa para tentar se limpar com lenços umedecidos, escondido pela estrutura do console.
Chan entrou carregando sacolas de papelão com cheiro de frango frito e hambúrgueres. Ele olhou para Changbin, que estava sentado casualmente na cadeira, e depois para o topo da cabeça de Seungmin que aparecia por baixo da mesa. O líder deu um sorriso de lado, um brilho de conhecimento em seus olhos.
— E então? — perguntou Chan, colocando a comida sobre uma mesa lateral. — A demo está pronta?
— Está perfeita — respondeu Changbin, lançando um olhar significativo para Seungmin, que agora saía debaixo da mesa, vestindo o moletom apressadamente, com o rosto ainda corado e os lábios inchados. — Foi uma sessão de gravação... muito produtiva.
Chan caminhou até Seungmin e passou a mão pelo seu cabelo, sentindo a umidade do suor.
— Você parece cansado, Minnie. O Changbin-hyung pegou pesado com os vocais?
— Ele... ele exigiu muito de mim, Hyung — Seungmin respondeu, a voz trêmula, tentando manter a compostura enquanto sentia o fluido de Changbin escorrer lentamente por suas coxas.
— Ótimo — disse Chan, puxando Seungmin para um beijo rápido que tinha gosto de posse. — Comam logo. Depois do jantar, eu quero ouvir o que vocês fizeram. E depois, eu vou querer a minha vez de "produzir" algo com o Seungmin. Afinal, a noite ainda é uma criança.
Seungmin olhou para os dois homens, seus mestres, seus amantes, e sentiu uma onda de gratidão e submissão. Ele estava exausto, seu corpo doía e ele era, de fato, uma poça de tesão e fluidos, mas ele não queria estar em nenhum outro lugar do mundo. Ele era o instrumento deles, e a sinfonia que eles compunham juntos era a única música que ele desejava cantar para o resto de sua vida.