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Shanlan

O Batismo da Carne e do Aço

A neve continuava a cair do lado de fora da fortaleza, um véu branco que isolava o mundo dos Hunos da civilização que Mulan deixara para trás. Dentro dos aposentos de Shan Yu, no entanto, o ar era denso, aquecido por uma lareira que nunca se apagava e pelo calor residual de dois corpos que haviam descoberto uma harmonia selvagem. Mulan estava de pé diante da janela estreita, observando a escuridão, vestindo apenas uma túnica de seda negra que Shan Yu havia saqueado de algum comboio imperial meses atrás. O contraste da seda contra sua pele guerreira era um lembrete constante de sua nova dualidade.

— Você olha para o sul com muita frequência — a voz de Shan Yu surgiu das sombras, profunda e vibrante como o rosnado de um grande felino.

Mulan não se virou. Ela sentiu os passos pesados dele se aproximando, o som das botas no chão de pedra enviando vibrações que ela sentia na planta dos pés.

— Não olho com saudade — respondeu ela, sentindo a presença dele logo atrás de si. — Olho para ter certeza de que o horizonte continua vazio. Não quero surpresas enquanto construímos o que é nosso.

Shan Yu parou a centímetros dela. O calor que emanava dele era quase insuportável, mas Mulan não se afastou. Pelo contrário, ela se inclinou para trás, sentindo o peito largo e musculoso dele contra suas escápulas. As mãos grandes de Shan Yu desceram pelos braços dela, os dedos ásperos traçando o caminho até suas mãos, que ele entrelaçou com as dele.

— Você é uma estrategista até quando descansa — ele murmurou, inclinando a cabeça para beijar a curva do pescoço dela. — Mas esta noite, eu não quero pensar em exércitos ou fronteiras. Quero pensar apenas no território que conquistei aqui, entre estas quatro paredes.

Ele a virou lentamente, forçando-a a encará-lo. Os olhos amarelados de Shan Yu brilhavam com uma luxúria que não era apenas física; era uma fome de posse total. Ele a pegou no colo com uma facilidade que sempre a deixava levemente sem fôlego e a carregou de volta para a cama monumental coberta de peles.

Desta vez, ele não teve pressa. Ele a deitou com uma lentidão deliberada, desfazendo o nó da túnica de seda até que o tecido escorregasse, revelando cada cicatriz, cada curva firme e a pele amorenada de Mulan. Ele se ajoelhou entre as pernas dela, mas em vez de se impulsionar para dentro, ele começou a usar a língua.

Mulan arqueou as costas quando sentiu as lambidas longas e quentes dele subindo por sua barriga, contornando o umbigo e subindo para seus seios. Shan Yu a saboreava como se ela fosse um banquete raro. Ele era bruto em batalha, mas na cama, ele possuía uma inteligência sensorial que a deixava desarmada. Suas mãos massageavam as coxas dela, abrindo-as mais, enquanto ele descia novamente, explorando a sensibilidade entre suas pernas com uma técnica que a fazia gemer alto, as mãos dela perdidas nos cabelos longos e escuros dele.

— Você é tão deliciosa, Mulan — ele sussurrou contra a pele dela, sua voz rouca de desejo. — Tão firme, tão viva. Eu quero cada parte sua. Quero o que você nunca deu a ninguém.

Ele a virou de bruços com um movimento firme. Mulan sentiu o frio das peles de lobo contra seus seios e o calor das mãos de Shan Yu em suas nádegas. Ele começou a beijar a base de sua coluna, descendo com lambidas úmidas e mordidas leves que a faziam estremecer.

— Shan Yu... — ela arquejou, o rosto enterrado no cheiro de couro e almíscar das peles.

— Shh — ele sibilou, os dedos grandes começando a explorar a entrada mais estreita e proibida. — Eu disse que queria tudo de você. Quero te abrir, quero te preencher por inteiro. Quero que você sinta o quão grande eu sou dentro de você, onde ninguém mais ousou tocar.

Mulan sentiu um frio na barriga que não era de medo, mas de uma antecipação eletrizante. Ela sabia o que ele queria, e a ideia de se entregar daquela forma ao homem que todos temiam a fazia se sentir poderosa.

— Então não me faça esperar — ela disse, a voz abafada pelas peles, mas carregada de autoridade. — Me mostre o que o rei dos Hunos pode fazer. Me use, Shan Yu. Me marque.

Ele soltou um rosnado de aprovação. Suas mãos separaram as nádegas dela com firmeza, expondo a flor mais íntima e apertada de sua guerreira. Ele usou o próprio suor e a umidade dela para prepará-la, seus dedos entrando e saindo com uma paciência torturante, dilatando-a aos poucos enquanto suas palavras de baixo calão soavam como promessas sexy em seu ouvido.

— Você vai ficar tão aberta para mim, minha pequena fênix — ele murmurou, a voz vibrando contra a pele dela. — Vou enfiar cada centímetro dessa porra dentro desse seu rabo apertado até você não saber mais onde termina e onde eu começo. Você vai ser a minha vadia de guerra esta noite.

Mulan soltou um gemido agudo quando sentiu a ponta da cabeça dele pressionando a entrada. Era uma sensação de plenitude esmagadora. Shan Yu parou por um segundo, dando tempo para que ela se acostumasse com a invasão.

— Respira para mim, Mulan — ele ordenou, a voz suave, mas firme.

— Só... entra logo — ela implorou, as unhas cravando-se nos lençóis de couro.

Ele empurrou. Devagar. Centímetro por centímetro. Mulan sentiu como se estivesse sendo esticada além do limite, uma dor aguda que rapidamente se transformou em um prazer profundo e visceral. Quando ele finalmente se enterrou por completo, ambos ficaram imóveis por um momento, apenas sentindo a conexão absoluta.

— Puta que pariu... — Shan Yu exalou, o suor pingando de seu rosto nas costas dela. — Você é tão apertada. Parece que você vai me quebrar.

Ele começou a se mover. No início, eram estocadas curtas e cuidadosas, mas conforme Mulan começou a rebolar contra ele, pedindo por mais, a brutalidade natural de Shan Yu assumiu o controle. O som da carne batendo com força, o ranger da cama e os gritos de Mulan preencheram o quarto.

— Isso... sim! — Mulan gritava, a cabeça jogada para o lado, observando a sombra colossal dele na parede enquanto ele a possuía. — Mais fundo, Shan Yu! Me fode com força!

— É isso que você quer? — ele rosnou, agarrando os quadris dela com tanta força que ela sabia que teria marcas de dedos ali pela manhã. — Você quer sentir o seu dono te preenchendo? Você é minha, Mulan! De quem você é?

— Sua! — ela gritou, o prazer atingindo um nível que ela não sabia ser possível. — Eu sou sua!

A intensidade do ato era quase insuportável. Shan Yu a fodia com uma cadência implacável, cada estocada enviando choques elétricos pelo corpo de Mulan. Ele se inclinou para frente, esmagando o corpo dela contra a cama, suas mãos descendo para estimular o clitóris dela enquanto continuava a penetrá-la por trás. A sobrecarga sensorial foi o fim para Mulan.

Ela atingiu o ápice com um grito que ecoou por toda a torre, seu corpo contraindo-se em volta dele em ondas de puro êxtase. Shan Yu sentiu o aperto final e não conseguiu mais se segurar. Ele deu três estocadas violentas e profundas, rugindo como um lobo vitorioso enquanto despejava tudo dentro dela, sentindo o calor de seu sêmen preencher o canal apertado.

Eles ficaram ali, entrelaçados, enquanto a respiração voltava ao normal. Shan Yu não saiu de dentro dela imediatamente; ele gostava da sensação de estar conectado àquela mulher extraordinária. Ele beijou o ombro dela, onde suas marcas de dentes já começavam a escurecer.

— Você é incrível — ele disse, a voz agora suave, desprovida da agressividade do ato, mas ainda carregada de respeito. — Nenhuma mulher no meu exército, nenhuma princesa no sul, poderia aguentar o que você aguenta.

Mulan se virou lentamente, exausta mas com um brilho de triunfo nos olhos. Ela passou a mão pelo rosto suado dele, traçando as linhas de sua mandíbula.

— Eu não sou qualquer mulher, Shan Yu. Achei que você já tivesse aprendido isso na montanha.

Ele sorriu, um gesto raro que transformava sua face brutal em algo quase carinhoso.

— Eu aprendo algo novo sobre você a cada noite. E a cada noite, eu me convenço mais de que o mundo foi estúpido ao te deixar ir.

— O mundo deles é pequeno demais para nós — Mulan respondeu, puxando a pele de lobo para cobri-los enquanto se aninhava no peito dele. — Deixe que fiquem com suas regras e sua honra de papel. Nós temos o fogo.

Shan Yu a abraçou com força, seus braços musculosos envolvendo-a como uma armadura viva.

— Sim, nós temos o fogo. E amanhã, pequena general, nós mostraremos ao Norte o que acontece quando esse fogo começa a se espalhar.

Mulan fechou os olhos, o som do coração de Shan Yu sendo a única trilha sonora de que precisava. Ela não era mais a salvadora da China, nem a vergonha dos Fa. Ela era a companheira do Lobo, a mulher que encontrara prazer na brutalidade e poder na entrega. E enquanto a neve caía silenciosa lá fora, ela sabia que o futuro que estavam construindo seria escrito com a mesma intensidade com que haviam se amado naquela noite: com sangue, suor e uma liberdade absoluta que só os monstros e os heróis renegados poderiam compreender.