Shanlan
O Trono de Peles e Sangue
A travessia pelas estepes geladas havia sido um teste de resistência que teria aniquilado qualquer homem comum, mas Mulan não era comum, e Shan Yu não era um homem — ele era uma força da natureza. Montados em cavalos robustos, atravessando ventos que cortavam como navalhas, eles finalmente alcançaram a fortaleza de pedra e madeira bruta que servia de sede ao poder dos Hunos. O lugar exalava uma masculinidade primitiva, um cheiro de couro curtido, fumaça de gordura animal e o ferro do sangue derramado em séculos de conquista.
Os guerreiros que restaram, homens rudes e cobertos de cicatrizes, observaram com um misto de temor e luxúria quando o seu líder desmontou, carregando a "mulher da montanha" ao seu lado. Mas um único olhar amarelado de Shan Yu, carregado de uma promessa de morte lenta, foi o suficiente para que todos baixassem a cabeça. Mulan caminhava com a cabeça erguida, a ferida em seu flanco agora uma cicatriz fechada, mas o fogo em seus olhos era o que realmente impunha respeito.
— Este é o meu domínio, Mulan — rosnou Shan Yu, sua voz ecoando pelos corredores de pedra enquanto ele a guiava para as câmaras superiores, longe dos olhares curiosos. — Aqui, a única lei que importa é a minha. E a minha lei diz que você está no topo de tudo isso comigo.
Eles chegaram a uma porta maciça de carvalho negro, reforçada com tiras de ferro. Ao abri-la, Mulan deparou-se com o santuário pessoal do conquistador. O quarto era vasto, dominado por uma cama colossal coberta por camadas de peles de lobo, urso e tigres-siberianos. Havia armas penduradas nas paredes e uma lareira imensa onde toras inteiras queimavam, lançando um brilho alaranjado e febril pelo ambiente.
Shan Yu fechou a porta atrás de si com um estrondo seco, o som da tranca correndo selando o resto do mundo do lado de fora. O silêncio que se seguiu foi carregado de uma tensão sexual tão densa que Mulan sentiu o ar pesar em seus pulmões.
— Você disse que queria ser minha general — disse Shan Yu, aproximando-se dela com a lentidão de um predador que sabe que a presa não tem para onde fugir, e que ela, na verdade, quer ser capturada. — Mas esta noite, eu não quero um soldado. Eu quero a mulher que me desafiou. Eu quero cada pedaço dessa fúria que você esconde sob essa armadura roubada.
Mulan virou-se para ele, soltando o fecho da capa pesada que caía sobre seus ombros. Ela deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dele, sentindo o calor irradiando daquele peito maciço.
— Então venha buscar, Shan Yu — desafiou ela, sua voz um sussurro rouco. — Mas não espere que eu seja delicada. Eu não sou uma das suas concubinas submissas. Se você me quer, vai ter que aguentar o fogo.
Shan Yu soltou um riso gutural e, em um movimento rápido e bruto, agarrou-a pela nuca, puxando-a para um beijo que não tinha nada de romântico. Era uma colisão de dentes, língua e desejo selvagem. Ele a prensou contra a porta fechada, o peso do seu corpo musculoso esmagando-a contra a madeira, enquanto suas mãos grandes e calejadas começaram a arrancar as roupas dela com uma urgência violenta.
— Você é uma vadia petulante — sibilou ele contra os lábios dela, as palavras de baixo calão saindo como um elogio distorcido. — Uma coisinha minúscula que acha que pode peitar um rei. Eu vou foder essa arrogância para fora de você até que você só consiga gritar o meu nome.
Mulan arqueou as costas, sentindo a mão dele descer e apertar sua coxa com força suficiente para deixar marcas.
— Menos conversa, seu bárbaro do caralho — retrucou ela, ofegante, as unhas cravando-se nos ombros dele, rasgando a túnica de couro que ele usava. — Mostre-me se esse seu pau é tão grande quanto o seu ego ou se você é só latido.
O rosnado que saiu da garganta de Shan Yu foi puramente animal. Ele a levantou do chão como se ela não pesasse nada, as pernas de Mulan enroscando-se automaticamente na cintura larga dele. Ele a carregou até a cama, jogando-a sobre o monte de peles macias. Antes que ela pudesse se recuperar, ele já estava sobre ela, despindo-se com uma rapidez frenética, revelando o corpo esculpido em batalhas, cada cicatriz contando uma história de violência.
Quando ele se livrou das calças, Mulan não pôde evitar que seus olhos se arregalassem levemente. Ele era imenso em todos os sentidos. Shan Yu notou o olhar dela e sorriu de forma predatória.
— O que foi, pequena fênix? — zombou ele, ajoelhando-se entre as pernas dela e puxando-a para a beirada da cama. — Assustada com o tamanho da estaca que vai te atravessar?
— No seu rabo, Shan Yu — ela bufou, embora seu corpo estivesse traindo-a, a umidade entre suas pernas tornando-se um incômodo pulsante. — Eu já enfrentei exércitos. Você acha que um pedaço de carne vai me intimidar? Enfia logo essa porra em mim e cala a boca.
Shan Yu não precisou de outro convite. Ele agarrou os quadris dela com as mãos imensas, posicionando-se. Sem preliminares suaves, sem carícias desnecessárias, ele empurrou com força total, preenchendo-a de uma vez só.
Mulan soltou um grito que foi metade dor e metade puro êxtase. Ela sentiu como se estivesse sendo partida ao meio, a imensidão dele esticando cada fibra de seu ser. Suas mãos agarraram os lençóis de pele, os nós dos dedos ficando brancos.
— Puta merda... — ela arquejou, a cabeça jogada para trás, os olhos revirando enquanto ele começava a se mover.
— É, sinta isso — rosnou Shan Yu, começando um ritmo brutal e implacável. — Sinta o que é ser possuída por um homem de verdade, não por aqueles moleques chineses que brincam de soldadinho. Você é minha agora, Mulan. Cada centímetro desse seu corpo apertado é meu.
Ele a fodia com uma selvageria que combinava com o ambiente ao redor. Cada estocada fazia a cama de madeira ranger e o corpo de Mulan deslizar pelas peles. Ele não era gentil; ele era um conquistador tomando território. Suas mãos subiram para os seios dela, apertando-os com força, enquanto seus dentes mordiam o ombro da guerreira, marcando-a como sua propriedade diante dos deuses e dos homens.
Mulan, longe de se sentir intimidada, começou a devolver a agressividade. Ela envolveu o pescoço dele com os braços, puxando-o para baixo para que pudesse morder o lóbulo da orelha dele e sussurrar obscenidades que fariam um monge corar.
— Mais forte... — ela exigia, cravando as unhas nas costas cobertas de cicatrizes dele, abrindo sulcos vermelhos na pele morena. — É só isso que você tem, seu porco huno? Eu quero sentir você no fundo da minha alma! Me fode como se você estivesse tentando me matar!
Shan Yu rugiu, a provocação dela agindo como combustível em uma fogueira. Ele a virou de costas, deixando-a de quatro sobre as peles escuras. A visão da bunda empinada e das costas delicadas de Mulan, agora suadas e avermelhadas, foi o golpe final em seu autocontrole. Ele a segurou pelos cabelos negros, puxando a cabeça dela para trás para que ela pudesse sentir cada polegada dele entrando e saindo.
— Você quer ser tratada como a cadela guerreira que é? — ele sibilou, desferindo um tapa estalado na nádega dela, o som ecoando pelo quarto. — Então aguenta, porra!
O ritmo tornou-se frenético. O som da carne batendo contra a carne misturava-se com os gemidos altos e desavergonhados de Mulan. Ela estava perdida em um mar de sensações brutas. O cheiro de Shan Yu — almíscar, suor e poder — a embriagava. Ela nunca se sentira tão viva, tão despida de máscaras. Ali, naquele quarto, ela não era a filha de Fa Zhou, nem o soldado Ping. Ela era apenas Mulan, uma mulher que encontrara seu par em um monstro.
— Eu vou... eu vou gozar... — Mulan gritou, as paredes de seu corpo contraindo-se violentamente ao redor dele, enviando ondas de prazer que faziam Shan Yu rosnar de agonia prazerosa.
— Goza para mim, Mulan! — ele ordenou, aumentando a velocidade, os músculos de seus braços saltando enquanto ele a mantinha no lugar. — Deixa essa porra sair enquanto eu te encho com o meu leite!
O clímax os atingiu como uma avalanche. Mulan desabou sobre as peles, o corpo tremendo em espasmos incontroláveis, enquanto Shan Yu dava as últimas estocadas profundas, despejando seu sêmen dentro dela com um rugido que pareceu estremecer as fundações da fortaleza.
Ele desabou sobre ela por um momento, seu peso imenso sendo uma âncora reconfortante. Ambos estavam ofegantes, o suor brilhando em suas peles sob a luz moribunda da lareira. O silêncio que retornou ao quarto era diferente agora; não era mais tenso, mas preenchido por uma satisfação sombria e absoluta.
Shan Yu rolou para o lado, puxando Mulan para o seu peito largo. Ele passou a mão pelos cabelos bagunçados dela, um gesto que, apesar da aspereza, carregava uma ternura possessiva.
— Você é uma criatura infernal, sabia? — disse ele, a voz ainda rouca pelo esforço.
Mulan limpou o suor da testa e olhou para ele, um sorriso de lado brincando em seus lábios.
— E você é um animal bruto e sem modos.
Ele riu, puxando a cobertura de pele sobre os dois enquanto o frio da noite lá fora tentava, em vão, penetrar no calor daquele santuário.
— Amanhã — disse Shan Yu, seus olhos fixos nos dela —, nós começamos a planejar o nosso novo império. Meus homens verão que você não é apenas a minha mulher, mas a lâmina que corta qualquer um que se oponha a nós.
Mulan descansou a cabeça no ombro dele, sentindo-se, pela primeira vez na vida, exatamente onde deveria estar.
— Deixe que venham — sussurrou ela, fechando os olhos. — Eles vão aprender o que acontece quando a fênix e o lobo decidem caçar juntos.
Naquela noite, sob o teto de pedra e o cheiro de sexo e conquista, a antiga Mulan morreu definitivamente. O que restava era uma rainha guerreira, pronta para queimar o mundo ao lado do homem que a vira de verdade na escuridão da neve.