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Shanlan

O Despertar da Besta e da Fênix

O frio do amanhecer nas montanhas do Norte era uma lâmina invisível que tentava penetrar as frestas da fortaleza de pedra, mas dentro dos aposentos de Shan Yu, o ar era uma névoa densa de calor, cheiro de pele curtida e o aroma persistente do sexo da noite anterior. Mulan flutuava entre o sono e a consciência, sentindo o peso das peles de urso sobre seu corpo, mas algo na temperatura ao redor de seus quadris a fez despertar lentamente.

Ela não estava coberta. O ar frio da manhã atingia suas pernas, que haviam sido abertas e posicionadas de forma a deixá-la completamente vulnerável e exposta. Antes que pudesse protestar ou mesmo abrir os olhos por completo, uma sensação úmida, quente e intensamente firme pressionou-se contra o centro de sua feminilidade.

— Bom dia, pequena fênix — a voz de Shan Yu ressoou, abafada, entre as coxas dela.

Mulan soltou um suspiro entrecortado, as mãos agarrando instintivamente os lençóis de couro. Shan Yu estava ajoelhado entre suas pernas, sua mandíbula pesada e a barba rala roçando a pele sensível da parte interna de suas coxas. Ele não esperou por uma resposta. Com a mesma determinação com que liderava exércitos, ele mergulhou a língua nela, traçando círculos lentos e profundos que faziam o corpo de Mulan arquear-se imediatamente.

— Shan Yu... — ela arquejou, sua voz falhando.

— Fique quieta e receba o que é seu por direito — rosnou ele contra a carne dela, antes de sugar o pequeno botão de prazer com uma voracidade que enviou choques elétricos diretamente para o ventre de Mulan.

A sensação era avassaladora, mas não era a única. Mulan sentiu um movimento atrás dela. O colchão de peles afundou sob um peso considerável. Uma mão grande e calejada, ligeiramente menor que a de Shan Yu, mas igualmente poderosa, deslizou por suas costas e apertou sua nádega com uma firmeza possessiva.

Batur, o irmão de Shan Yu, estava ali. Mulan sentiu o hálito quente dele em sua nuca, um contraste arrepiante com o frio do quarto.

— Ela acorda como uma flor se abrindo para o sol — murmurou Batur, sua voz carregada de uma luxúria matinal. — Mas ela é uma flor que precisa de cuidado constante para não murchar.

Mulan sentiu um líquido quente e viscoso ser cuspido diretamente sobre a entrada de seu ânus. O som do cuspe atingindo sua pele foi um gatilho erótico imediato. Antes que ela pudesse processar a sensação, o dedo longo de Batur pressionou a abertura, usando a própria saliva como lubrificante improvisado.

— O que vocês... — Mulan tentou dizer, mas a língua de Shan Yu deu uma estocada profunda em sua boceta, silenciando-a com uma onda de prazer que a fez perder o fio do pensamento.

— Nós estamos apenas garantindo que você comece o dia lembrando-se de quem você é — disse Batur, começando a massagear o cu de Mulan com o polegar, entrando milímetro por milímetro. — Você não é mais aquela soldadinha de porcelana do Imperador. Você é a nossa fêmea. A general que cavalga com os lobos.

Shan Yu intensificou o ritmo. Suas mãos grandes seguravam os quadris de Mulan, mantendo-a aberta e imóvel enquanto ele a devorava. A cada sucção de Shan Yu, o dedo de Batur penetrava mais fundo atrás, criando um sanduíche de sensações que levava Mulan à beira do colapso sensorial. O prazer era bruto, quase violento em sua intensidade, combinando perfeitamente com a natureza dos homens que a cercavam.

— Olhe para baixo, Mulan — ordenou Shan Yu, afastando o rosto por um segundo, seus olhos amarelados brilhando com uma satisfação predatória. — Veja como o seu corpo nos aceita. Veja como você brilha sob o nosso toque.

Mulan forçou-se a levantar a cabeça, os cabelos negros caindo sobre os ombros suados. Ela viu a cabeça de Shan Yu entre suas pernas, os lábios dele manchados com sua própria umidade, e sentiu o dedo de Batur movendo-se ritmicamente dentro de sua retaguarda, dilatando-a com uma paciência cruel.

— Eu odeio vocês — ela mentiu, a voz saindo como um gemido agoniado de prazer.

— Você adora a cada segundo — rebateu Batur, inclinando-se para morder o ombro dela, deixando uma marca de dentes profunda na pele amorenada. — Você adora saber que é a única coisa no mundo forte o suficiente para nos manter unidos assim.

Shan Yu voltou ao seu trabalho, desta vez usando os dedos para abrir os lábios dela enquanto sua língua trabalhava no clitóris com uma precisão cirúrgica. Mulan sentiu o ápice se aproximando como uma tempestade. Suas pernas tremiam, os músculos de suas coxas saltando pelo esforço de se manter aberta.

— Agora, irmão — rosnou Shan Yu, sentindo as contrações iniciais de Mulan contra seu rosto.

Batur não precisou de mais ordens. Ele cuspiu novamente na palma da mão, lubrificando seu pau ereto e massivo, e o posicionou na entrada que acabara de preparar. Com um movimento fluido e impiedoso, ele se enterrou no rabo de Mulan.

Mulan soltou um grito que foi abafado pela mão de Shan Yu, que subiu rapidamente para cobrir sua boca. A dor da distensão foi rapidamente substituída por uma plenitude avassaladora. Shan Yu, vendo que o irmão estava posicionado, levantou-se e, sem perder tempo, penetrou a frente dela com uma força que a fez bater contra a cabeceira da cama de madeira.

— Sim! — gritou Shan Yu, sua voz ecoando pelo quarto como um trovão. — Sinta o Norte, Mulan! Sinta a força que você escolheu!

Eles começaram um ritmo desenfreado. Mulan estava presa entre os dois irmãos, sendo usada como o nexo de sua força. Shan Yu a fodia pela frente com estocadas longas e poderosas, enquanto Batur, atrás dela, acompanhava o ritmo com uma selvageria que fazia a cama ranger perigosamente.

— Você é minha! — dizia Shan Yu a cada estocada.

— E minha! — completava Batur, suas mãos cravando-se nas costelas dela.

Mulan sentia-se como se estivesse sendo forjada no fogo. A sensação de ter os dois maiores guerreiros das estepes preenchendo cada orifício de seu corpo a fazia sentir-se divina e profana ao mesmo tempo. Ela não era mais uma mulher; era um campo de batalha onde o prazer era a única vitória permitida.

— Eu vou... eu vou... — Mulan não conseguia terminar a frase.

O prazer explodiu nela como uma avalanche. Suas paredes internas apertaram-se desesperadamente ao redor dos dois paus. Shan Yu rugiu, despejando seu sêmen dentro dela com uma força que a fez estremecer, enquanto Batur soltava um grunhido gutural, prechendo o reto dela com seu próprio calor.

Eles desabaram sobre ela, um amontoado de músculos, suor e respiração pesada. Mulan estava exausta, seu corpo vibrando com o eco do clímax.

— Nada mal para um despertar — disse Batur, retirando-se lentamente e depositando um beijo rude na bochecha de Mulan.

Shan Yu levantou o rosto, olhando nos olhos dela com uma seriedade profunda.

— O exército está pronto, Mulan. As tribos se reuniram. Eles esperam pelo seu comando tanto quanto pelo meu.

Mulan sentou-se, ignorando a umidade que escorria por suas pernas e a leve ardência em seu corpo. Ela olhou para os dois homens, os lobos que ela aprendera a amar e a dominar.

— Então não vamos deixá-los esperando — disse ela, sua voz agora firme e carregada de uma autoridade que faria o Imperador tremer. — A China pensa que eu morri na neve. Está na hora de mostrar a eles que o que renasceu é muito mais perigoso do que o que eles tentaram matar.

Shan Yu sorriu, um brilho de orgulho selvagem em seus olhos.

— Essa é a minha general.

Ele jogou uma capa de pele sobre os ombros dela e entregou-lhe sua espada. Mulan levantou-se, nua sob a pele, sentindo o peso do aço em sua mão. Ela estava pronta. O banquete da carne havia terminado; agora, o banquete do sangue estava prestes a começar. E com os lobos ao seu lado, o mundo veria a fênix incendiar o céu do Norte.