Shanlan
O Altar da Insaciabilidade
O sol pálido do Norte mal conseguia penetrar a espessa camada de nuvens, mas dentro da fortaleza dos Hunos, o tempo não era medido por horas, e sim pela intensidade dos espasmos e pelo calor dos corpos. Mulan sentia que sua pele havia se tornado um mapa de marcas roxas, mordidas e o brilho constante de fluidos que mal tinham tempo de secar antes de serem renovados. Shan Yu e Batur eram como forças da natureza que não conheciam o conceito de fadiga. Eles a queriam no despertar, durante o planejamento estratégico sobre os mapas de couro e, especialmente, no silêncio profundo das madrugadas geladas.
— Você parece distraída, minha fênix — a voz de Shan Yu vibrou contra as costelas de Mulan.
Ele a mantinha prensada contra a mesa de carvalho onde mapas da Grande Muralha estavam estendidos. Mulan estava de quatro, com os pulsos presos pelas mãos imensas de Shan Yu, enquanto ele a penetrava por trás com estocadas lentas e deliberadas que faziam a madeira ranger.
— É difícil focar em táticas de cerco — Mulan arquejou, sentindo a cabeça de Shan Yu roçar seu útero a cada investida — quando o meu rei decide que eu sou o único território que ele deseja conquistar esta manhã.
— E você reclama? — Batur surgiu do outro lado da mesa, sua túnica já aberta, revelando o pau pulsante que ele segurava com uma mão, enquanto a outra alcançava o rosto de Mulan para forçá-la a olhá-lo.
— Eu nunca reclamo de um desafio, Batur — ela retrucou, soltando um gemido alto quando Shan Yu deu uma estocada mais forte, prendendo-a contra a borda da mesa. — Mas vocês dois são... insaciáveis.
— Somos Hunos — disse Batur, aproximando-se e forçando Mulan a abrir a boca para receber seu pau. — Quando encontramos algo que vale a pena, nós tomamos. Repetidamente. Até que não reste nada além de exaustão.
Mulan envolveu a haste de Batur com os lábios, sentindo o gosto salgado e o calor latejante, enquanto Shan Yu continuava a fodi-la com uma agressividade possessiva por trás. O contraste era absoluto: o preenchimento bruto de Shan Yu em seu rabo e a boca cheia com o vigor de Batur. Ela se sentia como um receptáculo de poder, uma ponte entre os dois irmãos que comandariam o mundo.
Shan Yu soltou um rosnado animal, agarrando os cabelos de Mulan e puxando sua cabeça para trás para que pudesse morder seu pescoço.
— Eu sinto o seu corpo implorando por mais, mesmo quando sua boca diz que estamos exagerando — Shan Yu sibilou. — Você nasceu para isso, Mulan. Para ser preenchida por homens que não têm medo da sua força.
Ele a virou de frente para Batur sem sair de dentro dela, uma manobra que exigiu que Mulan se contorcesse em um ângulo quase impossível, mas que resultou em um prazer agudo. Batur não perdeu tempo; ele se posicionou e, com a ajuda de Shan Yu que a segurava pelos quadris, ele a penetrou pela frente.
Mulan soltou um grito que ecoou pelas vigas do teto. Ela estava sendo duplamente penetrada ali mesmo, sobre os planos de invasão da China. A dor inicial da distensão foi rapidamente engolida por uma onda de calor que fez seus dedos dos pés se contraírem.
— Isso... — ela ofegou, as unhas cravando-se nos ombros musculosos de Batur. — Me fodam... me fodam até eu esquecer que já tive um nome!
— Você não vai esquecer quem você é — rosnou Batur, começando um ritmo frenético que fazia os seios de Mulan balançarem violentamente. — Você vai lembrar que é a mulher que aguenta os dois filhos do lobo ao mesmo tempo.
O ritmo era implacável. Shan Yu a segurava como se ela fosse um escudo, usando sua força para impulsioná-la contra o pau de Batur enquanto ele mesmo a reivindicava por trás. Era uma sinfonia de carne batendo, respirações pesadas e o cheiro de luxúria que parecia mais forte que o incenso queimando no canto da sala. Mulan sentia que suas paredes internas estavam sendo moldadas pelo aço daqueles homens. Cada estocada de Shan Yu parecia tocar a base de sua espinha, enquanto Batur preenchia sua frente com uma urgência que a deixava sem ar.
— Goza para nós! — Shan Yu ordenou, sua voz soando como um comando de batalha. — Agora, Mulan!
Ela não teve escolha. O clímax a atingiu como uma avalanche, as contrações de seu corpo prendendo os dois paus em um aperto desesperado. Ela gritou, a cabeça jogada para trás, enquanto sentia os jatos quentes de sêmen inundarem seus canais simultaneamente. O calor interno era quase insuportável, uma plenitude que a fazia sentir-se completa e, ao mesmo tempo, vazia de qualquer força restante.
Eles a soltaram lentamente, e Mulan desabou sobre a mesa, o sêmen escorrendo por suas coxas e manchando os mapas imperiais. Shan Yu limpou o suor da testa e olhou para ela com um brilho de adoração sombria.
— Você está pronta para a próxima rodada? — Batur perguntou, já exibindo um semi-erguimento, apesar de terem acabado de terminar.
Mulan soltou uma risada fraca, limpando o cabelo do rosto.
— Vocês não se cansam nunca?
— Não quando o prêmio é você — respondeu Shan Yu, puxando-a para o seu colo e sentando-a sobre sua coxa, ignorando a bagunça que haviam feito. — Mas temos que nos preparar. O exército parte em dois dias.
— Então temos dois dias de isolamento — Mulan disse, recuperando sua postura e olhando para ambos com um olhar predatório que rivalizava com o deles. — Se vocês querem me usar como seu altar, então façam direito. Eu quero sentir cada um de vocês em cada posição que suas mentes bárbaras puderem imaginar.
Batur sorriu, um gesto que era puro perigo.
— Como desejar, minha general.
Ele a levou para a cama de peles, mas não para deitá-la. Ele a colocou de joelhos, de costas para ele, enquanto Shan Yu se sentava à frente dela. Desta vez, eles queriam que ela trabalhasse. Mulan, sem hesitar, começou a chupar Shan Yu com uma técnica que o fazia rosnar de prazer, enquanto Batur a penetrava por trás, usando as mãos para abrir suas nádegas e admirar a entrada e saída de seu próprio pau no rabo dela, que ainda estava dilatado e úmido da rodada anterior.
— Veja como ela nos recebe — Batur comentou para o irmão, sua voz rouca. — Ela é uma esponja de luxúria.
— Ela é a nossa perfeição — Shan Yu respondeu, as mãos enterradas nos cabelos de Mulan, guiando o ritmo da boca dela.
As horas seguintes foram um borrão de posições e sensações. Eles a foderam de pé contra as paredes de pedra fria, o contraste do gelo da rocha com o calor da carne enviando arrepios por seu corpo. Eles a foderam na cadeira de comando, com Mulan sentada sobre Shan Yu enquanto Batur a penetrava por cima, forçando-a a se equilibrar entre dois eixos de prazer puro. Eles a usaram no chão, sobre as peles, em uma confusão de membros onde era difícil dizer onde um terminava e o outro começava.
Em um momento, Batur a segurou pelos tornozelos, elevando suas pernas para o alto enquanto Shan Yu se ajoelhava sobre ela, fofando-a com uma profundidade que a fazia ver estrelas.
— Mais fundo! — ela pedia, a voz já rouca de tanto gritar. — Eu quero sentir vocês dois no meu estômago!
— Você é uma vadia insaciável, Mulan — Shan Yu riu, dando um tapa estalado em sua coxa que deixou uma marca vermelha vibrante. — E é por isso que você é a única que pode governar ao meu lado.
A agressividade só aumentava conforme o tempo passava. O cansaço físico parecia apenas alimentar a fome mental. Shan Yu e Batur competiam para ver quem conseguia arrancar os gritos mais altos dela, quem conseguia fazê-la revirar os olhos primeiro. Mulan, por sua vez, respondia com uma energia que os surpreendia. Ela usava os músculos de seu corpo treinado para a guerra para apertá-los, para cavalgar com uma fúria que os deixava ofegantes.
— Você está tentando nos matar antes da guerra? — Batur brincou, enquanto ela o cavalgava com tanta força que ele mal conseguia manter o fôlego.
— Se vocês morrerem, será de prazer — Mulan retrucou, inclinando-se para frente para beijar Shan Yu enquanto continuava a foder o irmão dele. — E que morte melhor para um Huno?
Ao cair da segunda noite, o quarto exalava um odor de sexo tão forte que era quase palpável. Mulan estava deitada entre os dois, seus corpos formando uma barreira de calor contra o inverno lá fora. Suas pernas estavam bambas, e seu corpo latejava com uma dor doce e constante.
— Amanhã — Shan Yu murmurou, sua mão descansando sobre o ventre de Mulan, sentindo a pulsação dela — nós mostramos à China o que acontece quando eles abandonam um tesouro.
— Eles vão ver a fênix — disse Batur, do outro lado, beijando o ombro marcado de Mulan. — E vão ver que ela trouxe os lobos para o jantar.
Mulan fechou os olhos, sentindo-se completa. A traição de Shang, a rejeição do exército imperial, a dor da montanha... tudo isso parecia uma vida passada, uma história contada por outra pessoa. Ali, nos braços dos "monstros", ela encontrara sua verdadeira essência. Ela não era apenas uma guerreira; ela era uma força de destruição e criação, amada e usada por homens que não pediam desculpas pelo que eram.
— Eu não vou apenas lutar ao lado de vocês — Mulan disse, sua voz calma mas carregada de uma promessa sombria. — Eu vou ser a primeira a atravessar aqueles portões. E quando eu encontrar Shang... eu quero que ele veja exatamente o que eu me tornei.
Shan Yu soltou um riso baixo e satisfeito.
— Ele não vai suportar a visão de você, Mulan. Ele vai ver uma rainha onde ele viu apenas uma mentira. E depois disso, eu vou deixar que você corte a garganta dele.
— Não — corrigiu Mulan, um sorriso cruel surgindo em seu rosto. — Eu quero que ele viva o suficiente para ver o Império que ele tanto ama ser refeito à nossa imagem. Eu quero que ele veja que a "mulher" que ele descartou é a razão de sua queda.
Batur subiu sobre ela novamente, seu desejo despertado mais uma vez pelas palavras ferozes de Mulan.
— Você fala como uma verdadeira Huna. Agora, chega de conversa sobre o sul. Temos mais algumas horas antes da marcha, e eu ainda não terminei de explorar essa curva do seu quadril.
Mulan abriu as pernas voluntariamente, recebendo-o com um gemido de boas-vindas. Shan Yu juntou-se a eles logo em seguida, e o ciclo de luxúria e poder recomeçou. Eles eram ninfomaníacos, bárbaros, insaciáveis... e Mulan era o centro de tudo aquilo. No altar daquela fortaleza, a honra fora substituída pelo prazer, e a lealdade fora forjada no fogo da carne. A China que se preparasse, pois a fênix não estava apenas voltando; ela estava trazendo o inferno consigo, e ela tinha dois lobos famintos para garantir que nada restasse além de cinzas e o eco de seus gritos de vitória.