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Somente minha

Entre Sombras e Acordes

O silêncio no covil durou apenas alguns instantes, o tempo exato para que a respiração de Max voltasse a se sincronizar com a minha. Ele ainda mantinha os lábios roçando o meu pescoço, e eu podia sentir o calor de sua pele contra a minha, uma promessa silenciosa de que a noite estava longe de acabar. No entanto, o destino — ou melhor, Phoebe Thunderman — parecia determinado a testar a paciência de Max.

O som de passos rápidos ecoou na escada de metal e, antes que pudéssemos sequer reagir completamente, a porta se abriu.

— Max! Eu preciso saber se você viu o meu... — Phoebe parou no meio da frase, seus olhos varrendo o quarto com desconfiança.

Em um movimento reflexo, eu já tinha escorregado do colo dele e me jogado na cama, fingindo estar imersa em uma revista qualquer que estava jogada por ali. Max, por sua vez, nem se deu ao trabalho de fingir que estava trabalhando; ele apenas girou a cadeira com uma expressão de tédio absoluto, embora seus olhos ainda brilhassem com a adrenalina interrompida.

— O que foi agora, Phoebe? — Max resmungou, cruzando os braços. — Você não tem uma festa para arruinar lá em cima?

— Eu perdi o meu celular, e tenho quase certeza de que você o "sequestrou" para algum experimento bizarro — ela disse, estreitando os olhos para ele e depois para mim. — Hanna, você está bem? Está vermelha.

— É o calor aqui embaixo, Phoebe — respondi, tentando manter a voz firme. — O sistema de ventilação do Max não é dos melhores.

— É, tanto faz — Phoebe deu de ombros, parecendo convencida pelo seu próprio desespero em encontrar o aparelho. — Se eu descobrir que você está com ele, Max, eu juro que transformo seu Dr. Colosso em um par de pantufas!

Assim que ela saiu e o som de seus passos desapareceu no andar de cima, Max soltou um rugido baixo de frustração. Ele se levantou, caminhou até a porta e, desta vez, girou a trava com um clique decisivo que ecoou por todo o covil.

— Agora — ele disse, a voz descendo uma oitava, tornando-se perigosamente rouca —, ninguém mais entra.

Ele voltou para a cadeira e me estendeu a mão. Eu não hesitei. Levantei-me da cama e voltei para o meu lugar favorito: o colo dele. Enlacei meus braços em seu pescoço e o beijei com uma urgência que pareceu surpreendê-lo por um segundo, antes de ele retribuir com a mesma intensidade. O beijo de Max era viciante, uma mistura de possessividade e uma ternura que ele só permitia que eu visse.

Ele desceu os beijos para o meu pescoço, encontrando aquele ponto sensível perto da minha orelha que me fazia perder o fôlego. Senti suas mãos grandes e firmes descendo pelas minhas costas, contornando a curva da minha cintura até alcançarem minha bunda. Ele a apertou com força, um gesto possessivo que arrancou um som involuntário da minha garganta.

— Max... — murmurei o nome dele, quase como um gemido baixo, sentindo meu corpo inteiro reagir ao toque dele.

— Gosta disso, Hanna? — ele sussurrou contra a minha pele, apertando ainda mais, fazendo-me arquear as costas e pronunciar seu nome mais uma vez, um pouco mais alto, em um suspiro de puro deleite.

Ele voltou a me beijar, mas suas mãos não ficaram paradas. Eu senti quando ele as deslizou para cima, por baixo do meu cropped, a pele quente dele entrando em contato direto com a minha. O contraste me fez morder o lábio inferior. Ele subiu as mãos até encontrar meus seios, apertando-os por cima do sutiã com uma pressão que me fez fechar os olhos e me entregar à sensação.

Sem quebrar o contato, Max se levantou comigo ainda em seus braços e me levou até a cama. Ele me deitou suavemente, mas seu corpo logo estava por cima do meu, o peso dele sendo um lembrete constante de sua presença. Ele começou a deixar marcas no meu pescoço, pequenos chupões que eu sabia que teria dificuldade para esconder no dia seguinte, mas eu não me importava.

Com uma agilidade impressionante, ele tirou minha blusa, jogando-a em algum canto escuro do covil. Antes que eu pudesse processar a visão dele me olhando com tanta admiração, Max segurou minha cintura e trocou nossas posições. Agora, eu estava por cima dele, sentada em seu quadril.

— Sua vez — ele provocou, com aquele sorriso de lado que sempre me desafiava.

Comecei a me movimentar lentamente, sentindo a fricção e o calor entre nós. Max soltou um gemido baixo, fechando os olhos por um instante enquanto suas mãos subiam para a minha cintura, guiando o ritmo. Ele se sentou na cama, mantendo-me em seu colo, e enterrou o rosto na curva do meu pescoço enquanto suas mãos voltavam para os meus seios, massageando-os com uma urgência crescente.

O mundo lá fora, a festa da Phoebe, os problemas da escola... tudo aquilo tinha deixado de existir. Ali, entre os lençóis bagunçados e as luzes azuis dos computadores, só existia a eletricidade entre nós.

Depois de algum tempo, o cansaço prazeroso começou a se instalar. Max já tinha tirado o meu sutiã em algum momento daquele nevoeiro de sensações, e agora estávamos deitados de lado. Ele repousou a cabeça no meu peito, ouvindo as batidas ainda aceleradas do meu coração, enquanto eu acariciava seus cabelos rebeldes.

— Eu vou ao banheiro — ele anunciou depois de alguns minutos, dando-me um beijo rápido no ombro antes de se levantar.

Eu me espreguicei na cama, sentindo-me leve e relaxada. Virei-me de barriga para baixo, debruçada sobre os travesseiros, observando as sombras que as máquinas de Max projetavam nas paredes de pedra do covil. Eu estava quase cochilando quando senti um impacto repentino e estalado.

— Ai! — exclamei, virando o rosto rapidamente para trás.

Max estava parado ao lado da cama, com um brilho travesso nos olhos e a mão ainda estendida após o tapa certeiro que tinha dado na minha bunda.

— Só para garantir que você não durma antes de conversarmos — ele brincou, deitando-se ao meu lado novamente.

Eu me virei de frente para ele, rindo e tentando parecer brava, mas falhando miseravelmente. Max se aproximou e deitou a cabeça novamente no meu peito. Ele começou a acariciar um dos meus seios com a ponta dos dedos, enquanto ocasionalmente deixava beijos castos no outro, um contraste doce com a intensidade de poucos minutos atrás.

— Sabe, Hanna — ele começou, a voz agora mais calma, enquanto sua mão descia para repousar na minha bunda, apertando-a de leve de forma carinhosa —, eu estava pensando em algumas músicas novas.

Eu sorri, sabendo o quanto a banda dele significava para ele, mesmo que ele fingisse que era apenas mais um plano para dominar o mundo através do rock.

— Músicas novas para a "Max e os Roedores"? — perguntei, usando o nome que sempre o fazia revirar os olhos.

— Você sabe que eu vou mudar esse nome, não sabe? — ele resmungou, mas continuou. — Eu escrevi uma melodia hoje cedo. É mais pesada, mais... sombria. Acho que combina com a nova fase.

— E sobre o que é a letra? — perguntei, curiosa, enquanto traçava círculos imaginários nos ombros largos dele.

— Sobre segredos — ele respondeu, olhando-me nos olhos. — Sobre ter algo que o resto do mundo não entende. Sobre como é mais fácil ser o vilão quando você tem alguém que conhece todos os seus truques e ainda decide ficar.

Senti meu coração derreter um pouco. Max Thunderman não era de fazer declarações de amor tradicionais, mas aquela era a maneira dele de dizer que eu era importante.

— Acho que vai ser um sucesso, Max. Desde que você não tente colocar mensagens subliminares para hipnotizar a plateia — brinquei.

— Ei, essa é uma excelente ideia! Por que eu não pensei nisso antes? — ele riu, puxando o cobertor sobre nós dois enquanto a conversa fluía naturalmente.

Falamos sobre a banda, sobre os solos de guitarra que ele queria praticar e sobre como ele pretendia sabotar o próximo ensaio da Phoebe só por diversão. Ali, deitada com ele, eu percebi que, embora o mundo o visse como o garoto problemático ou o aspirante a vilão, para mim, ele era apenas o Max. E, naquela noite, entre acordes de rock e beijos roubados, eu tive a certeza de que não havia nenhum outro lugar no mundo onde eu preferiria estar.