Taekookmin
O Peso do Ouro e a Doçura da Entrega
A mansão dos Jeon-Kim, situada no topo de uma colina privada em Gangnam, era uma fortaleza de vidro, aço e luxo silencioso. Para o mundo exterior, era um monumento à arquitetura moderna; para Jimin, a partir daquela noite, era o seu novo santuário. O trajeto do escritório até a residência fora feito em um silêncio carregado de expectativa, com ela sentada no banco traseiro entre os dois homens, sentindo o calor dos corpos de Taehyung e Jungkook pressionando os seus flancos.
Ao cruzarem os portões de ferro forjado, Jimin sentiu um frio na barriga que não tinha relação com o medo, mas com a antecipação. Ela conhecia aquela casa por motivos profissionais, tendo organizado jantares de negócios ali, mas entrar como a protegida — a submissa — mudava cada centímetro da percepção que ela tinha do lugar.
Assim que as portas duplas de carvalho se abriram, Taehyung entregou seu casaco a um funcionário que desapareceu silenciosamente. Jungkook, por outro lado, não tirou os olhos de Jimin. Ele a conduziu pela mão até o centro do vasto salão de mármore.
— Seja bem-vinda ao seu verdadeiro lar, Jimin-ssi — disse Jungkook, sua voz ecoando suavemente. — A partir de hoje, você não precisa mais se preocupar com a logística da sua própria vida. Nós cuidamos de tudo.
Jimin olhou ao redor, sentindo o peso da gargantilha de diamante negro em seu pescoço.
— É tudo tão... diferente agora — ela murmurou, a voz baixa.
— A diferença está na sua perspectiva, querida — Taehyung comentou, aproximando-se por trás e pousando as mãos em seus ombros. — Antes, você olhava para este império como algo que precisava gerenciar. Agora, deve olhar como algo que a protege.
Ele a guiou em direção à ala leste da mansão. Quando chegaram a uma porta de madeira escura, Jungkook a abriu, revelando a suíte que haviam mencionado no escritório. Jimin soltou um suspiro audível. O quarto era imenso, decorado em tons de creme, champanhe e detalhes em dourado. Uma cama king-size dominava o centro, coberta com lençóis de seda que pareciam convidar ao descanso. Mas o que mais chamou sua atenção foi o closet aberto, onde fileiras de roupas de grife, sapatos de solas vermelhas e bolsas exclusivas já estavam organizadas por cor e estação.
— Nós tomamos a liberdade de selecionar algumas coisas — disse Jungkook, encostando-se no batente da porta com os braços cruzados, observando a reação dela. — Mas amanhã, o seu personal shopper virá para que você escolha o que mais lhe agrada. Nada de terninhos cinzas em casa, Jimin. Queremos ver você envolta em tecidos que façam jus à sua pele.
Jimin caminhou até o closet, tocando a manga de um vestido de seda pura.
— Senhores... isso é demais. Eu não sei se...
— Shh — Taehyung a interrompeu, caminhando até ela e virando-a para encará-lo. — Primeira regra, Jimin: nunca questione a nossa generosidade. Se oferecemos, é porque você merece. E se você merece, seu único trabalho é aceitar e agradecer. Entendido?
Jimin baixou o olhar, sentindo o rosto esquentar.
— Sim, Senhor. Obrigada.
— Ótimo — Jungkook aproximou-se, retirando do bolso um pequeno cartão magnético dourado e entregando-o a ela. — Este cartão não tem limite. Use-o para o que quiser. Se vir algo que gosta, compre. Se quiser mudar algo neste quarto, mude. A única coisa que exigimos é que você esteja sempre impecável e pronta para nós.
Jimin segurou o cartão, sentindo o peso simbólico daquela liberdade financeira vinculada à sua entrega total. Era um paradoxo fascinante: ela nunca fora tão rica e, ao mesmo tempo, nunca pertencera tanto a alguém.
— Agora — Taehyung disse, apontando para a sacola de luxo que Jungkook carregava —, vá para o banho. Use o conjunto que lhe demos. Estaremos esperando por você na sala de jantar em trinta minutos. Não se atrase. A pontualidade é uma forma de respeito, e nós valorizamos muito o respeito.
— Sim, Senhor — respondeu ela, fazendo uma pequena reverência antes de se dirigir ao banheiro privativo, que mais parecia um spa de luxo.
Enquanto a água quente relaxava seus músculos tensos, Jimin refletia sobre a dualidade de sua vida. Amanhã, ela estaria na Jeon-Kim Enterprises, ditando ordens a diretores e coordenando movimentos táticos da máfia com a precisão de um relógio suíço. Mas ali, sob aquele teto, ela era a "boa menina" deles. E, estranhamente, essa divisão a fazia se sentir mais completa do que nunca.
Exatamente trinta minutos depois, Jimin desceu as escadas. O conjunto de seda azul-meia-noite deslizava por suas coxas enquanto ela caminhava, e o decote em "V" realçava a gargantilha que Taehyung havia colocado nela. Seus cabelos loiros estavam soltos, caindo em ondas suaves pelos ombros.
Na sala de jantar, a mesa estava posta com o melhor cristal e porcelana. Taehyung e Jungkook já estavam sentados, mas ambos se levantaram no momento em que ela entrou no recinto. O olhar de Jungkook era predatório, cheio de uma admiração que a fazia vibrar; o de Taehyung era apreciativo, calmo, mas carregado de uma posse inegável.
— Você está deslumbrante, Jimin — disse Taehyung, puxando a cadeira central para ela. — O azul combina com a sua aura.
— Obrigada, Senhor — ela disse, sentando-se com a elegância que lhe era nata.
O jantar foi servido por funcionários discretos que pareciam nem olhar na direção dela, tratando-a com a mesma deferência que tratavam os chefes. Durante a refeição, o assunto não foi trabalho. Eles perguntaram sobre suas preferências, seus livros favoritos, as coisas que ela sempre quis fazer, mas nunca teve tempo devido à carga exaustiva na empresa.
— Queremos que você tire as sextas-feiras para si — Jungkook anunciou, enquanto cortava um pedaço de carne wagyu. — Nada de escritório. Você fará massagens, pilates, ou apenas ficará na biblioteca se preferir. Sua única obrigação às sextas será estar descansada para o nosso fim de semana.
— Mas, Senhor Jeon, a contabilidade da organização é feita às sextas... — Jimin tentou argumentar, mas parou imediatamente ao ver a sobrancelha de Jungkook se elevar.
— Jimin — ele disse, o tom de voz baixando uma oitava, tornando-se perigosamente suave. — O que acabamos de dizer sobre questionar?
Jimin engoliu em seco, sentindo um arrepio percorrer sua espinha.
— Peço perdão, Senhor. Eu... eu entendo.
— Bom — Taehyung interveio, suavizando a tensão. — Nós treinaremos Hoseok para cuidar da contabilidade básica. Você apenas revisará na segunda-feira. Queremos que você entenda que, embora sua mente seja necessária para os negócios, seu bem-estar é prioridade para nós.
Após o jantar, eles se dirigiram para a sala de estar privativa, um ambiente mais íntimo com sofás de veludo escuro e uma lareira acesa. Taehyung sentou-se em uma poltrona lateral, enquanto Jungkook se acomodou no sofá grande, batendo no espaço ao seu lado.
— Venha aqui, Jimin.
Ela obedeceu, sentando-se ao lado de Jungkook. Ele imediatamente passou o braço por seus ombros, trazendo-a para perto, enquanto Taehyung observava a cena com um copo de conhaque na mão.
— Hoje foi um dia longo — Taehyung começou, sua voz calma preenchendo o espaço. — Você assinou o contrato e aceitou os termos. Mas a submissão não é apenas sobre assinar papéis ou usar joias caras. É sobre a confiança que você deposita em nós para guiar seus passos.
— Eu confio em vocês — Jimin disse, olhando para Taehyung e depois para Jungkook. — Eu sempre confiei. Vocês me deram um propósito quando eu não tinha nada além de um diploma e muita ambição.
Jungkook acariciou o rosto dela com o polegar, traçando a linha de sua mandíbula.
— E agora vamos lhe dar muito mais. Mas a lealdade na máfia e a submissão no quarto têm uma coisa em comum: a obediência cega. Haverá momentos em que daremos ordens que você pode não entender de imediato. Você está pronta para obedecer sem hesitar?
Jimin sentiu o peso da pergunta. Ela era uma mulher de lógica, de estratégia. Obedecer cegamente era o oposto de sua natureza profissional. No entanto, quando olhava para aqueles dois homens, ela sentia um desejo profundo de soltar as rédeas.
— Sim, Senhor — ela respondeu, a voz firme. — Estou pronta.
Taehyung levantou-se e caminhou até ela, parando à sua frente. Ele estendeu a mão e tocou o diamante negro em seu pescoço.
— Ótimo. Porque amanhã, após o expediente, teremos nossa primeira sessão oficial. Hoje foi apenas para acomodá-la, para mostrar que você será cuidada. Mas amanhã... amanhã exploraremos os limites da sua obediência.
O coração de Jimin disparou. A promessa na voz de Taehyung era sombria e doce ao mesmo tempo.
— Por enquanto — Jungkook disse, beijando a têmpora dela —, você vai subir e dormir. Queremos você na empresa às oito da manhã, impecável como sempre. Você será nossa secretária eficiente durante o dia, mas lembre-se de que, por baixo desse terno de grife que compramos para você, estará a nossa marca.
Ele entregou a ela uma pequena caixa de joias que estava sobre a mesa de centro. Jimin a abriu e encontrou um par de brincos de pérolas negras, raríssimas.
— Use-os amanhã — ordenou Taehyung. — Para que cada vez que você se olhar no espelho durante uma reunião, lembre-se de quem é o dono do seu tempo e do seu corpo.
Jimin sentiu uma onda de calor. A ideia de carregar aqueles símbolos de posse no ambiente de trabalho, onde todos a respeitavam e temiam, era incrivelmente excitante.
— Eu usarei, Senhores.
— Agora, vá — disse Jungkook, dando um tapinha leve em sua coxa. — Durma bem, Jimin. Amanhã começa a sua nova vida de verdade.
Jimin levantou-se, sentindo os olhos de ambos seguirem cada movimento seu até que ela saísse da sala. Enquanto subia as escadas, ela tocou a gargantilha novamente. O ouro era frio, mas a sensação de pertencer a Taehyung e Jungkook aquecia sua alma de uma maneira que ela nunca imaginou ser possível.
Ao entrar em seu novo quarto, ela viu que uma pequena nota havia sido deixada sobre o travesseiro. Com a caligrafia firme de Taehyung, dizia: *"O mundo vê a secretária. Nós vemos a nossa joia. Descanse, pequena."*
Jimin sorriu, deitando-se entre os lençóis de seda. O luxo era maravilhoso, os presentes eram estonteantes, mas era o cuidado possessivo e a promessa de disciplina que faziam seu coração finalmente se sentir em casa. Ela fechou os olhos, pronta para o desafio de ser a mulher mais poderosa da empresa e a mais submissa na intimidade daqueles dois reis da máfia. A noite estava apenas começando, e o futuro, embora envolto em mistério e regras, nunca pareceu tão brilhante.