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Taekookmin

O Brilho do Poder e o Perfume da Disciplina

O sol da manhã em Seul filtrava-se pelas enormes janelas de vidro da mansão, mas Jimin já estava desperta muito antes do despertador tocar. Havia algo naquelas paredes, no aroma de sândalo e couro que impregnava o ar, que a mantinha em um estado de alerta vibrante. Ela se sentou na cama de seda, sentindo o peso familiar da gargantilha em seu pescoço, e caminhou até o closet monumental.

Seguindo as instruções de Taehyung, ela escolheu um dos novos conjuntos: um terno de alfaiataria em um tom de creme tão claro que quase brilhava, com uma blusa de seda por baixo que abraçava suas curvas com delicadeza. Ao colocar os brincos de pérolas negras, um presente de Jungkook da noite anterior, ela sentiu um calafrio. No espelho, a imagem era a da secretária executiva mais poderosa da Coreia, mas ela sabia o que estava escondido sob o tecido caro. Ela era propriedade deles.

Ao descer para o café da manhã, encontrou os dois homens já à mesa, lendo relatórios em tablets enquanto tomavam café preto. A dinâmica era silenciosa e eficiente, típica de quem comanda um império.

— Bom dia, Senhores — disse Jimin, parando à cabeceira da mesa e fazendo uma reverência contida, mas respeitosa.

Taehyung levantou o olhar do dispositivo, seus olhos escuros percorrendo-a de cima a baixo com uma lentidão que a fez prender a respiração.

— Você está impecável, Jimin — disse ele, voltando a atenção para o café. — As pérolas ficam melhores em você do que eu imaginei. Sente-se. Coma. Temos uma reunião com o conselho às nove e uma entrega de "mercadoria" no galpão Sul às onze.

Jungkook, que estava concentrado em um mapa logístico, apenas estendeu a mão por cima da mesa. Sem precisar de palavras, Jimin colocou a sua sobre a dele. Ele apertou seus dedos com força, um gesto possessivo que servia como um "bom dia" silencioso e carregado de autoridade.

— Hoje você não se encarregará das notas da reunião, Jimin — Jungkook afirmou, finalmente olhando para ela. — Contratamos uma estagiária de nível sênior para o trabalho braçal. Você ficará ao nosso lado, apenas observando e intervindo quando sua mente estratégica for necessária. Quero que você comece a se posicionar como a extensão da nossa vontade, não apenas como quem a documenta.

— Sim, Senhor Jeon — ela respondeu, sentindo o peito inflar com uma mistura de orgulho e submissão.

O dia na Jeon-Kim Enterprises foi um borrão de poder. No escritório, Jimin era a personificação da eficiência. Ela navegava pelos corredores de mármore com uma confiança que intimidava até os diretores mais velhos. No entanto, cada vez que passava por um espelho ou via seu reflexo nas janelas do escritório, o brilho das pérolas negras lembrava-a de que, independentemente de quanto poder ela exercesse sobre os outros, ela estava sob o domínio absoluto de dois homens.

Por volta das dezesseis horas, o clima mudou. O trabalho corporativo deu lugar aos assuntos da organização. Taehyung a chamou em seu escritório particular, onde Jungkook já a esperava com uma expressão mais séria.

— O carregamento do galpão Sul teve um pequeno contratempo — Taehyung explicou, girando uma caneta de ouro entre os dedos. — Um dos nossos supervisores tentou desviar uma porcentagem. Ele achou que não notaríamos.

Jimin sentiu o sangue esfriar. Ela conhecia as regras da máfia. Traição era punida com sangue.

— O que os Senhores desejam que eu faça? — perguntou ela, mantendo a voz profissional.

— Nada — Jungkook respondeu, levantando-se e caminhando até ela. — Nós já resolvemos. Mas queremos que você esteja presente na prestação de contas. É parte do seu treinamento. Você precisa ver como mantemos a ordem, para que entenda por que a disciplina é tão vital, tanto na organização quanto entre nós.

O trajeto até o galpão foi tenso. Jimin sentia a energia predatória emanando de Jungkook. Ao chegarem, o ambiente era sombrio. O supervisor traidor estava ajoelhado no centro do galpão, cercado por homens armados.

Taehyung não gritou. Ele nunca gritava. Ele apenas caminhou até o homem e falou em um tom tão baixo que era quase um sussurro, mas que carregava a promessa do fim. Jimin observou tudo de longe, protegida pela sombra de Jungkook. Ela viu a frieza de seus mestres, a precisão com que eliminavam qualquer dissidência. Quando tudo terminou e o homem foi levado para "reeducação", Taehyung voltou-se para ela.

— Assustada, Jimin? — perguntou ele, limpando uma mancha invisível em seu punho de camisa.

— Não, Senhor — ela respondeu honestamente. — Eu entendo a necessidade de ordem.

— Bom — disse Jungkook, colocando a mão na nuca dela e inclinando sua cabeça levemente para trás. — Porque a ordem começa de cima. E agora, o dia de trabalho acabou. É hora de voltarmos para casa. Temos uma promessa a cumprir, lembra-se?

O coração de Jimin deu um solavanco. A primeira sessão.

De volta à mansão, a atmosfera era completamente diferente. O luxo agora parecia mais denso, mais íntimo. Jimin foi instruída a subir, tomar um banho e esperar no "quarto de estudos" — um lugar que ela nunca tinha visitado antes.

Quando ela entrou no cômodo, descobriu que não era uma biblioteca comum. As paredes eram cobertas de livros, sim, mas o centro da sala estava vazio, exceto por um divã de veludo vermelho e alguns suportes de couro e metal que brilhavam sob a luz suave.

Taehyung e Jungkook entraram logo depois. Eles haviam tirado os paletós e desabotoado os primeiros botões das camisas.

— Ajoelhe-se, Jimin — ordenou Taehyung.

Ela obedeceu instantaneamente, os joelhos tocando o tapete persa caro. Ela olhou para cima, sentindo-se pequena e vulnerável, mas estranhamente completa.

— Hoje você foi perfeita no trabalho — começou Jungkook, circulando-a como um lobo. — Você foi estratégica, leal e manteve a postura mesmo diante da violência. Nós estamos muito orgulhosos de você.

Ele parou à frente dela e levantou seu queixo.

— Mas agora, Park Jimin não é a secretária. Agora, você é apenas nossa. E como você foi uma boa menina, sua primeira sessão será sobre recompensa e prazer, mas também sobre aprender a aceitar nossa vontade sem uma palavra.

Taehyung aproximou-se com uma pequena caixa de madeira. Dentro, havia uma seda fina e preta, usada para vendar os olhos.

— Você confia em nós o suficiente para nos dar sua visão, Jimin? — perguntou Taehyung, a voz aveludada.

— Confio, Senhor — sussurrou ela.

A venda foi colocada, mergulhando-a na escuridão. Sem a visão, seus outros sentidos se aguçaram. Ela podia ouvir a respiração ritmada deles, sentir o cheiro do perfume amadeirado de Taehyung e o toque quente das mãos de Jungkook em seus ombros.

— Ótimo — disse Jungkook. — Agora, deite-se no divã.

Ela se moveu tateando, sentindo a textura do veludo contra sua pele enquanto se acomodava. O que se seguiu foi uma lição de adoração e controle. Eles a tocaram com uma reverência que a fazia se sentir como a joia mais preciosa do mundo, mas também com uma autoridade que a lembrava de que ela não tinha voz naquela sala, a menos que fosse para pedir permissão.

Eles a cobriram de mimos sensoriais — o toque de uma pena, o calor de uma vela aromática que nunca chegava a queimar, o sabor de frutas doces e champanhe caro oferecidos em seus lábios. Mas, entre os carinhos, vinham as ordens.

— Não se mova, Jimin — comandava Taehyung quando ela tentava arquear as costas em busca de mais contato. — Só quando eu permitir.

— Peça por favor, pequena — sussurrava Jungkook em seu ouvido, sua barba por fazer roçando sua pele sensível.

— Por favor... Senhores... — ela implorava, a voz embargada de desejo e entrega.

A sessão durou horas. Foi um equilíbrio perfeito entre o poder bruto que eles exerciam no submundo e a ternura possessiva que reservavam apenas para ela. Quando a venda foi finalmente removida, Jimin estava exausta, mas seus olhos brilhavam com uma clareza nova.

Taehyung a pegou no colo, como se ela não pesasse nada, e a levou de volta para a suíte principal. Jungkook os seguiu, sua expressão agora relaxada e satisfeita.

Eles a deitaram na cama e se acomodaram ao redor dela, protegendo-a.

— Você se saiu muito bem hoje — disse Taehyung, beijando sua testa. — Amanhã será um dia de presentes. Quero que você vá àquela joalheria na Diamond Street que você mencionou uma vez. Escolha o que quiser. O gerente já está avisado de que você tem crédito ilimitado.

— E eu quero que você escolha um carro novo — acrescentou Jungkook, acariciando suas costas. — Algo que combine com a mulher que está ao lado dos chefes da máfia. Blindado, é claro.

Jimin sorriu, sentindo-se flutuar em um mar de segurança e luxo.

— Obrigada, Senhores. Eu... eu não sei como agradecer por tudo isso.

— Você já agradece sendo quem é, Jimin — disse Taehyung, fechando os olhos. — Sendo nossa mente de dia e nosso coração à noite.

— Apenas lembre-se — Jungkook murmurou, já quase dormindo —, o contrato é eterno. E nós nunca deixamos o que é nosso ir embora.

Jimin fechou os olhos, sentindo o calor dos dois homens que agora eram seu mundo. Ela era a secretária, a estrategista, a mulher de confiança da máfia. Mas, acima de tudo, ela era a submissa amada de Jeon Jungkook e Kim Taehyung. E enquanto o diamante negro brilhava em seu pescoço na penumbra do quarto, ela soube que nunca houve uma escolha real. Ela sempre pertenceu a eles; o contrato apenas deu um nome ao que sua alma já gritava.

A vida de Park Jimin era agora uma sinfonia de aço e seda, e ela mal podia esperar pelo próximo movimento.