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Taekookmin

O Trono de Veludo e as Correntes de Diamante

O crepúsculo em Seul nunca pareceu tão definitivo. Da imensa varanda da cobertura, o horizonte era uma tapeçaria de laranjas e púrpuras que se refletiam nos olhos de Park Jimin. Ela estava vestida com um robe de seda branca, a pele ainda guardando o calor do banho que Taehyung e Jungkook haviam lhe dado horas antes. No seu pulso, a pulseira de platina e safiras brilhava; no seu pescoço, a gargantilha de diamante negro era o lembrete constante de sua lealdade.

Ela não era mais apenas a secretária, nem apenas a submissa, nem apenas a estrategista. Ela era o equilíbrio. O contrato que assinaram meses atrás, que parecia uma renúncia à liberdade, revelara-se, na verdade, a construção de um novo reino. Um reino onde ela era a rainha absoluta, desde que aceitasse o trono feito de submissão e adoração.

A porta de vidro deslizou silenciosamente. Jungkook aproximou-se, envolvendo-a por trás. Ele enterrou o rosto na curva do seu pescoço, inspirando o cheiro de baunilha e jasmim que agora era a essência daquela casa.

— O conselho terminou a votação — sussurrou Jungkook, sua voz vibrando contra a pele dela. — Eles aceitaram os novos termos. A partir de amanhã, todas as operações financeiras da máfia passam oficialmente pela sua assinatura. Não haverá mais sombras entre o que fazemos e o que você controla.

Jimin virou-se nos braços dele, encontrando o olhar intenso e orgulhoso do homem que a disciplinava com a mesma paixão com que a protegia.

— E os dissidentes? — perguntou ela, a mente de estrategista sempre alerta.

— Taehyung cuidou disso — respondeu Jungkook com um sorriso sombrio. — Digamos que ninguém mais ousará questionar por que uma mulher dá as ordens finais. Eles entenderam que tocar em você é declarar guerra a nós dois. E ninguém sobrevive a essa guerra.

Taehyung apareceu na varanda, segurando duas taças de cristal com um vinho tinto tão escuro quanto o sangue. Ele entregou uma a Jimin e a outra a Jungkook, antes de se posicionar ao lado deles, observando a cidade que agora estava aos pés do trio.

— Um brinde — disse Taehyung, levantando sua taça. — Ao fim das negociações e ao início do nosso império definitivo.

Eles brindaram sob a luz das estrelas. O som do cristal se tocando foi o selo final de uma era. Jimin sentia-se plena. A jornada de secretária a protegida, e de submissa a parceira, fora pavimentada com dor, prazer, luxo e uma lealdade que desafiava a lógica do mundo exterior.

— Venham para dentro — chamou Taehyung, sua voz assumindo aquele tom de autoridade que fazia o corpo de Jimin reagir instantaneamente. — Temos um último detalhe para finalizar. O contrato original precisa ser arquivado e substituído pelo testamento vital da organização.

Eles voltaram para o escritório principal, o santuário onde a vida de Jimin mudara para sempre. Sobre a mesa de mogno, um novo documento esperava. Não era um contrato de BDSM, embora as cláusulas de dinâmica de poder estivessem implícitas em cada linha. Era um pacto de união total.

— Este documento — começou Taehyung, apontando para as folhas de papel timbrado com o selo da família Kim-Jeon — oficializa você como nossa herdeira e parceira legal em todas as frentes. Se algo acontecer a um de nós, você detém o poder absoluto. Mas, enquanto estivermos aqui...

— Enquanto estivermos aqui — Jungkook completou, aproximando-se de Jimin e desfazendo o laço de seu robe de seda, deixando-o escorregar pelos ombros dela até o chão — , você continua sendo nossa. Nossa submissa, nossa protegida, nossa pequena.

Jimin sentiu o arrepio familiar. Ela ajoelhou-se voluntariamente diante deles, sobre o tapete persa, olhando para os dois homens que eram seus mestres e seus mundos.

— Eu aceito tudo — disse ela, a voz firme. — Aceito o poder e aceito as correntes. Eu sou de vocês, hoje e em todos os dias que virão.

Jungkook retirou do bolso uma pequena chave de ouro. Ele se ajoelhou à frente dela e abriu a trava da gargantilha de diamante negro. Por um segundo, Jimin sentiu o pescoço leve, mas logo ele a substituiu por uma nova peça: um colar de diamantes brancos, tão justo quanto a anterior, mas com um pingente que carregava as iniciais dos três entrelaçadas em um brasão de armas.

— A marca negra era para a secretária que precisava de proteção — explicou Taehyung, acariciando o rosto dela. — Os diamantes brancos são para a mulher que governa ao nosso lado. É o seu trono, Jimin. Um trono que você carrega no pescoço.

— É lindo — sussurrou ela, as lágrimas brilhando nos olhos.

— Agora — disse Jungkook, levantando-a e levando-a para a poltrona da presidência, sentando-a ali enquanto ele e Taehyung permaneciam de pé, um de cada lado — , mostre-nos como a Imperatriz das Sombras assina o seu destino.

Jimin pegou a caneta de ouro, sua mão firme. Ela assinou o documento com elegância, selando a união que o mundo jamais compreenderia, mas que para eles era a única verdade possível.

O restante da noite foi uma celebração silenciosa e intensa. Eles a levaram para a suíte master, mas desta vez não houve punições ou testes de obediência. Houve apenas a entrega mútua. Naquela cama imensa, Jimin foi amada com uma reverência que transcendia o físico. Jungkook e Taehyung a trataram como a joia mais preciosa de seu tesouro, explorando cada curva de seu corpo com a paciência de quem sabe que tem a eternidade pela frente.

— Você está feliz, pequena? — perguntou Taehyung nas primeiras horas da madrugada, enquanto ela descansava a cabeça em seu peito, com o braço de Jungkook jogado sobre ambos.

— Mais do que eu jamais ousei sonhar — respondeu Jimin, fechando os olhos. — Eu achei que perderia minha liberdade quando assinei aquele primeiro contrato. Mas eu descobri que a liberdade é não ter medo de pertencer a alguém.

— Você nunca mais precisará ter medo — prometeu Jungkook, beijando sua têmpora. — O mundo pode ser cruel, a máfia pode ser sangrenta, mas dentro destas paredes, e sob o nosso comando, você é intocável.

— E se eu desobedecer de novo? — perguntou ela com um sorriso travesso, lembrando-se das lições passadas.

Taehyung soltou uma risada baixa e rouca, apertando-a um pouco mais.

— Ah, se você desobedecer... nós teremos o prazer de lembrá-la do seu lugar novamente. Mas agora, você sabe que cada marca que deixamos em você é um selo de proteção. Você é a nossa fraqueza e a nossa maior força, Park Jimin.

O silêncio voltou a reinar na cobertura, mas era um silêncio de paz. A transição estava completa. A secretária tímida e eficiente morrera para dar lugar a uma mulher poderosa, amada e plenamente consciente de seu papel na dinâmica complexa daquele trio.

Anos se passariam, e o nome de Park Jimin seria sussurrado com temor e respeito nos corredores do poder em Seul. Diriam que ela era a mente de ferro por trás dos Kim-Jeon. Diriam que ela era intocável. Mas ninguém saberia que, todas as noites, aquela mulher implacável se ajoelhava diante de seus dois mestres, encontrando na submissão o combustível para sua autoridade exterior.

Ela era a Sentinela. Ela era a Rainha. Mas, acima de tudo, ela era a posse amada de Kim Taehyung e Jeon Jungkook.

Naquela última noite de sua antiga vida, Jimin adormeceu sabendo que o contrato de ouro e sombras não era o fim de sua história, mas o prólogo de uma eternidade onde o amor e o poder caminhavam de mãos dadas, protegidos por correntes que não prendiam, mas sustentavam o peso de um império construído sobre a entrega total.

E assim, entre os lençóis de seda e o brilho dos diamantes, o trio encontrou sua perfeição. O império estava seguro, o coração estava protegido, e a submissa, finalmente, estava em casa.