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Taekookmin

Pecados de Marfim e Oceano

O jato particular da Jeon & Kim Enterprises cortava as nuvens em direção ao Oceano Índico, mas dentro da cabine de luxo, o tempo parecia ter parado. Park Jimin estava sentada em uma poltrona de couro creme, observando a vastidão azul lá fora, enquanto sentia a presença constante de seus dois maridos — e agora, oficialmente, seus mestres — ao seu redor.

A recuperação da gripe fora rápida sob os cuidados intensivos de Jungkook e Taehyung, mas o episódio deixara uma marca profunda na dinâmica do trio. Eles estavam mais protetores, mais atentos e, se fosse possível, ainda mais possessivos. A viagem para a ilha privada nas Maldivas não era apenas um descanso; era a celebração da entrega total de Jimin.

— Você está muito silenciosa, boneca — disse Jungkook, surgindo atrás dela.

Ele depositou as mãos em seus ombros, os polegares massageando a base do seu pescoço, logo acima da gargantilha de diamante negro que reluzia sob a luz do sol. Jimin inclinou a cabeça para trás, fechando os olhos ao sentir o perfume amadeirado dele.

— Só estou pensando em como a minha vida mudou em tão pouco tempo — respondeu ela, sua voz suave carregada de uma serenidade nova. — Há um mês, eu estava preocupada com planilhas de logística em um escritório frio. Agora, estou indo para o paraíso com os dois homens que comandam o meu mundo.

Taehyung, que estava sentado à mesa de reuniões do jato revisando os últimos detalhes da segurança da ilha, levantou o olhar. Ele fechou o laptop com um movimento elegante e caminhou até eles.

— O escritório continua lá, Jimin — disse Taehyung, parando à frente dela. — Mas você não é mais apenas uma peça da engrenagem. Você é o motor. E motores precisam de manutenção.

Ele se inclinou, pegando a mão esquerda de Jimin e observando o relógio-algema de ouro. Ele tirou uma pequena chave do bolso do colete e abriu a trava, substituindo-a por uma pulseira de platina cravejada de safiras que combinavam com a cor do oceano lá embaixo.

— Uma nova fase exige novos símbolos — Taehyung murmurou, beijando o pulso dela. — Na ilha, não haverá relógios. O tempo será ditado apenas pelas nossas vontades.

— E pelas suas necessidades — completou Jungkook, apertando levemente os ombros dela. — Eu quero ver você perder a noção de que dia é hoje. Quero que sua única preocupação seja o quão profundo você pode se entregar a nós.

O pouso na pista privada da ilha foi suave. Assim que as portas do jato se abriram, o ar quente e úmido, impregnado com o cheiro de sal e flores tropicais, envolveu-os. Uma lancha de alta performance os levou até a villa principal, uma estrutura de madeira nobre e vidro construída sobre as águas cristalinas.

Ao entrarem na residência, Jimin ficou maravilhada. O chão de vidro em certas partes da sala permitia ver os peixes coloridos nadando sob seus pés. Mas o que mais chamou sua atenção foi o centro da suíte master: uma cama imensa, circular, cercada por cortinas de seda branca que dançavam com a brisa marinha.

— É lindo — sussurrou Jimin, caminhando até a varanda que dava direto para o mar.

— É seu — disse Jungkook, abraçando-a por trás e descansando o queixo em seu ombro. — Pelos próximos dez dias, ninguém nos encontrará aqui. Os satélites de comunicação foram desviados e apenas Namjoon tem o código de emergência.

Taehyung aproximou-se, trazendo duas taças de champanhe gelado, entregando uma a Jimin.

— Uma regra para a ilha, pequena — Taehyung disse, seu tom assumindo aquela autoridade calma que sempre fazia o coração de Jimin acelerar. — Aqui, você não usará nada além das joias que lhe demos e da seda que nós escolhermos para você. Quero sua pele sempre acessível ao nosso toque.

Jimin sentiu um frio na barriga, uma mistura de excitação e submissão.

— Sim, senhor Kim — respondeu ela, tomando um gole da bebida.

— O que foi que combinamos sobre os títulos quando estamos sozinhos, boneca? — Jungkook perguntou, sua mão descendo para a curva do quadril dela, apertando com firmeza.

— Sim... Taehyung. Sim, Jungkook — corrigiu-se ela, sorrindo timidamente.

— Boa menina — elogiou Jungkook. — Agora, tire esse vestido de viagem. O oceano está nos chamando, e eu quero ver como você fica mergulhando nessas águas sendo apenas nossa.

A tarde passou em um borrão de prazer e liberdade. Eles nadaram na lagoa privativa, longe de olhos curiosos. Jimin sentia-se leve, a água salgada lavando as últimas lembranças da doença e do estresse de Seul. Jungkook e Taehyung agiam como predadores brincalhões, cercando-a na água, roubando beijos e garantindo que ela estivesse sempre entre os dois.

Ao cair da noite, a villa foi iluminada por tochas de fogo e luzes subaquáticas suaves. O jantar foi servido no deck, sob um céu tão estrelado que parecia irreal. Jimin vestia apenas um robe de seda transparente que Taehyung havia escolhido, as safiras em seu pulso brilhando sob a luz da lua.

— Jimin — chamou Taehyung, após o jantar, enquanto eles relaxavam em um sofá externo — , venha aqui.

Ela se aproximou e sentou-se no tapete aos pés dele, uma posição que se tornara natural e confortável para ela. Taehyung começou a passar os dedos pelos cabelos dela, desfazendo os nós causados pelo sal do mar.

— Nós estivemos conversando — começou Taehyung — sobre o seu papel na organização quando voltarmos. Você provou ser uma estrategista brilhante, mas também vimos o quanto isso te esgota.

— Eu aguento — Jimin interrompeu, olhando para cima. — Eu gosto do poder, Taehyung. Gosto de saber que eles me temem.

Jungkook, que estava servindo uísque em um bar próximo, virou-se com um sorriso sombrio.

— E eles vão continuar temendo, boneca. Mas você não vai mais lidar com a burocracia. Você será a nossa voz final. Se um acordo não passar pelo seu crivo, ele não existe. Mas você fará isso de casa, ou do nosso escritório privado. Sem reuniões exaustivas com conselheiros medíocres.

— Vocês estão me promovendo... ou me escondendo? — perguntou ela, com uma sobrancelha arqueada.

Taehyung inclinou-se para frente, segurando o rosto dela com as duas mãos.

— Estamos te protegendo. E estamos garantindo que, quando você estiver trabalhando, seja por prazer e intelecto, não por obrigação. Queremos você descansada e pronta para nós no final do dia.

— É uma forma de controle — Jimin observou, embora não houvesse raiva em sua voz.

— É a forma mais pura de controle — admitiu Jungkook, aproximando-se e ajoelhando-se atrás dela. — O controle de quem valoriza o tesouro que tem. Você aceita esses novos termos, submissa?

Jimin olhou de um para o outro. Ela via a devoção nos olhos de Jungkook e a sabedoria protetora nos de Taehyung. Ela sabia que, para o mundo, ela seria a "Imperatriz das Sombras", mas para eles, seria sempre a pequena que precisava ser guardada.

— Eu aceito — respondeu ela firmemente. — Se isso significa que terei mais tempo com vocês, eu aceito qualquer termo.

— Ótima escolha — murmurou Taehyung. — Agora, para selar esse novo acordo... Jungkook, acho que a nossa boneca precisa de uma lição sobre como receber recompensas.

Jungkook sorriu, aquele sorriso que Jimin sabia que precedia horas de entrega intensa. Ele a pegou no colo, levando-a para dentro da suíte, onde a brisa do mar soprava as cortinas de seda.

Ele a colocou no centro da cama imensa. Taehyung entrou logo em seguida, fechando as portas de vidro, isolando o mundo exterior.

— Deite-se de bruços, Jimin — ordenou Taehyung.

Ela obedeceu, sentindo a maciez do edredom contra sua pele. Ela ouviu o som de algo sendo aberto — uma maleta de couro que eles haviam trazido especialmente para a viagem.

— Hoje — disse Jungkook, sua voz soando mais grave no silêncio do quarto — , não haverá ordens complexas. Hoje, o foco é a sua sensibilidade.

Jimin sentiu o primeiro toque: era uma pena de pavão, deslizando levemente pelas suas costas, desde a nuca até o final da coluna. Ela estremeceu, seus sentidos aguçados pelo isolamento da ilha.

— Relaxa, pequena — sussurrou Taehyung ao seu ouvido, enquanto suas mãos começavam a massagear suas pernas com um óleo aquecido que cheirava a jasmim e baunilha. — Apenas sinta.

O que se seguiu foi uma exploração sensorial meticulosa. Eles usaram o contraste do calor do óleo com o frio de cubos de gelo, a suavidade das penas com a firmeza de suas mãos calejadas. Jimin estava em um estado de transe, sua mente flutuando entre o prazer e a rendição total. Ela não precisava pensar em logística, em traidores ou em febre. Ela era apenas um corpo reagindo ao comando de seus mestres.

— Você está tão responsiva — Jungkook comentou, sua voz carregada de desejo. — Gosta de ser usada assim, não gosta? Sem saber qual será o próximo toque?

— Sim... por favor — ela implorou, sua voz abafada pelo travesseiro.

Taehyung a virou de frente, seus olhos escuros encontrando os dela. Ele a beijou com uma intensidade que parecia querer consumir sua alma, enquanto Jungkook explorava cada curva de seu corpo com uma possessividade renovada.

— Você é o nosso milagre, Park Jimin — Taehyung disse entre os beijos. — A única mulher capaz de equilibrar o caos que vive dentro de nós.

A noite na ilha não tinha fim. Eles a amaram com uma ferocidade que só o isolamento permitia. Não havia pressa para o amanhã, pois o amanhã seria apenas mais um dia de sol, mar e devoção.

Horas depois, quando a lua já estava baixa no horizonte, Jimin estava aninhada entre os dois, seus corpos ainda quentes e entrelaçados. O som das ondas batendo nos pilares da villa era a única música de fundo.

— Kook? — ela chamou baixinho.

— Hum? — ele respondeu, quase dormindo, com o braço jogado sobre a cintura dela.

— Obrigada por me trazerem. Não apenas para a ilha... mas para a vida de vocês.

Sentiu Taehyung beijar o topo de sua cabeça.

— Você sempre esteve destinada a estar aqui, Jimin. Nós apenas demoramos um pouco para perceber que a nossa secretária perfeita era, na verdade, a nossa parceira ideal.

— Durma agora, pequena — disse Jungkook, puxando o lençol sobre os três. — Amanhã, vamos levar você para ver os corais. E depois... bem, depois eu tenho mais algumas ideias de como usar essas fitas de seda que o Taehyung comprou.

Jimin sorriu, fechando os olhos com uma sensação de plenitude que nunca imaginara. Ela era a protegida da máfia, a co-diretora de um império e a submissa amada de dois homens extraordinários.

Ali, naquela ilha perdida no meio do oceano, Park Jimin entendeu que o verdadeiro poder não vinha de comandar exércitos ou assinar contratos, mas sim da coragem de se entregar completamente a quem se ama. O contrato de ouro e sombras não era mais uma restrição; era a sua liberdade. E enquanto o mar sussurrava segredos lá fora, ela adormeceu no único lugar do mundo onde se sentia verdadeiramente segura: nos braços de Jeon Jungkook e Kim Taehyung.