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Um amor prefeito

O Sabor Proibido do Sol

O ar no quarto de Tanzaku estava tão espesso que parecia vibrar. O sol da tarde, filtrado pelas cortinas de bambu, criava um padrão de listras douradas sobre o corpo de Naruto, que agora estava estirado sobre o colchão, ofegante. O desafio anterior ainda ecoava nas paredes, mas o tom da brincadeira havia mudado. Jiraiya não estava mais rindo. Seus olhos, normalmente carregados de uma sabedoria cansada ou de uma malícia cômica, agora queimavam com uma intensidade predatória que fazia Naruto se sentir ao mesmo tempo pequeno e imensamente poderoso.

Jiraiya se posicionou sobre ele, os joelhos prendendo os quadris do loiro contra o lençol bagunçado. Ele observou a forma como o peito de Naruto subia e descia, a pele brilhando com uma fina camada de suor, as marcas de bigode em suas bochechas acentuadas pelo rubor da excitação. O Sannin passou a língua pelos lábios, sentindo o gosto do sal e do desejo. Ele não aguentava mais a distância, nem mesmo a de poucos centímetros.

— Você não tem noção do que faz comigo, não é, garoto? — murmurou Jiraiya, a voz tão grave que parecia vibrar dentro dos ossos de Naruto. — Você fica aí, com esse sorriso abusado e esse corpo que parece ter sido esculpido pelo próprio fogo da Vontade do Fogo...

Naruto tentou dizer algo, uma piada para quebrar a tensão que ameaçava consumi-lo, mas as palavras morreram em sua garganta quando a mão de Jiraiya subiu por sua coxa, apertando a carne firme com uma possessividade que o fez arquear as costas.

— Você é gostoso demais, Naruto — exclamou Jiraiya, a confissão escapando como um rosnado baixo, desprovido de qualquer filtro ou hesitação. — É um pecado que eu tenha esperado tanto tempo para te dizer isso, para te sentir assim.

O rosto de Naruto explodiu em um vermelho carmesim. Ele estava acostumado com os elogios de Jiraiya sobre sua determinação, sua força ou seu crescimento como ninja, mas ser chamado de "gostoso" com aquela fome na voz... isso era novo. Isso era perigoso.

— Ero-Sennin... — Naruto arquejou, as mãos tateando o colchão até encontrarem os ombros largos do mestre. — Você... você fala demais.

— Então eu vou parar de falar — respondeu Jiraiya.

Ele mergulhou. Não para os lábios de Naruto, mas para a curva exposta de seu pescoço. A pele ali era quente e exalava aquele cheiro característico de Naruto — uma mistura de ozônio, sol e algo indescritivelmente doce. Jiraiya roçou o nariz contra a jugular pulsante do rapaz, sentindo o terror e o prazer de Naruto misturarem-se no ritmo acelerado de seu coração.

Sem aviso, Jiraiya abriu a boca e sugou a pele macia do pescoço de Naruto. O som que escapou do loiro foi um grito abafado, uma mistura de surpresa e um deleite agudo que o fez fechar os olhos com força. Jiraiya não foi gentil; ele usou os lábios e a língua para marcar aquele território, sugando com uma força que ele sabia que deixaria uma marca arroxeada e evidente para quem quisesse ver.

— Jiraiya! — Naruto exclamou, as unhas cravando-se nos ombros do Sannin. — Ah... isso... o que você está fazendo?

— Deixando claro para o mundo a quem você pertence — murmurou Jiraiya contra a pele dele, sua voz abafada, antes de morder levemente o mesmo lugar.

Ele continuou a descer, alternando entre beijos úmidos e sucções famintas. Cada vez que Jiraiya sugava a pele de Naruto, o jovem sentia uma onda de eletricidade percorrer sua espinha, descarregando diretamente em seu baixo ventre. Era uma sensação de posse absoluta. Jiraiya estava bebendo dele, saboreando-o como se Naruto fosse a fonte da juventude que ele nunca buscou, mas que finalmente havia encontrado.

Naruto puxou o cabelo branco de Jiraiya, tentando puxá-lo para cima ou talvez apenas para garantir que ele não parasse. Seus sentidos estavam nublados. O mundo era apenas o peso de Jiraiya sobre ele, o calor da boca do mestre em seu pescoço e a pressão das mãos grandes que agora apertavam sua cintura com força suficiente para deixar marcas de dedos.

— Você... você vai deixar uma marca — ofegou Naruto, a cabeça jogada para trás, expondo-se ainda mais ao ataque sensorial do mestre.

— Essa é a ideia — disse Jiraiya, levantando a cabeça por um segundo, os olhos brilhando com uma satisfação sombria ao ver a mancha vermelha que começava a florescer na pele dourada de Naruto. — Quero que, quando você se olhar no espelho amanhã, lembre-se de cada segundo do que estamos fazendo aqui. Quero que sinta o meu gosto em cada fibra do seu ser.

— Eu não preciso de uma marca para isso — rebateu Naruto, a voz trêmula, mas carregada de uma paixão que rivalizava com a de Jiraiya. — Você já está gravado em mim, seu velho idiota. Por dentro e por fora.

Jiraiya sentiu um solavanco de emoção com aquelas palavras. Ele selou o pescoço de Naruto com um último beijo demorado antes de subir novamente para encontrar aqueles olhos azuis que eram o seu céu e o seu inferno.

— Eu não aguento mais, Naruto — repetiu ele, mas desta vez não era um lamento, era uma promessa. — Eu vou te devorar. Eu vou te amar até que não reste nada de nós dois além desse fogo.

— Então me devora logo — desafiou Naruto, puxando o rosto de Jiraiya para o seu em um beijo que selou o destino de ambos para aquela noite e para todas as que viriam.

O Sannin Lendário, o escritor de romances e o herói de guerra, rendeu-se completamente ao rapaz que era o sol de sua vida. E Naruto, o órfão que buscava reconhecimento, finalmente entendeu que o maior título que ele poderia carregar não era o de Hokage, mas o de ser o único capaz de acalmar a alma atormentada de Jiraiya.

Na penumbra do quarto, entre respirações entrecortadas e o som da pele roçando na pele, a promessa de Jiraiya foi cumprida. Ele não apenas o amou; ele o reivindicou, deixando em seu pescoço e em seu coração as marcas permanentes de um amor que desafiava o tempo, a lógica e o próprio destino.