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Uma noite quente em Paris

Abismo de Pele e Saliva

A penumbra daquele quarto com vista para a silhueta adormecida de Seul parecia pequena demais para comportar o calor que irradiava dos dois corpos nus sobre o lençol desarrumado. O suor da foda no banheiro ainda brilhava na pele dourada de Taehyung, traçando linhas finas ao longo dos relevos de seu abdômen enquanto o peito largo subia e descia em um ritmo pesado.

Ele não deu a Vitória sequer o tempo necessário para que suas pernas parassem de tremer.

A mão grande e de dedos longos do cantor desceu pela curva do quadril dela com uma firmeza despudorada, apertando a carne macia antes de deslizar para a parte interna de suas coxas. Vitória soltou um suspiro entrecortado quando os nós dos dedos dele roçaram seus lábios inferiores, encontrando o tecido íntimo ainda excessivamente quente, inchado e lambuzado da mistura viscosa de seus fluidos com o sêmen que ele havia despejado minutos atrás.

— Olha como você fica toda aberta depois que eu acabo com você — murmurou Taehyung em coreano, a voz raspando no fundo da garganta, carregada de um deleite sujo e possessivo. Ele enfiou dois dedos dentro dela sem a menor cerimônia, afundando com facilidade no canal ensopado, arrancando dela um arquejo agudo. — Parece que nasceu pra me engolir desse jeito, porra.

Vitória cravou as unhas no braço dele, sentindo os dedos compridos trabalharem em um movimento rotativo e fundo, estimulando as paredes internas que ainda pulsavam com os espasmos do orgasmo anterior.

— Tae... você acabou de gozar — protestou ela, embora sua bacia estivesse se inclinando para a frente por puro reflexo carnal, buscando mais atrito contra a palma áspera dele. — Você não se cansa nunca?

Um sorriso torto e descaradamente pecaminoso iluminou o rosto bonito do ídolo. Taehyung retirou os dedos brilhantes e molhados de dentro dela e os levou direto aos próprios lábios, lambendo o mel da mulher com uma volúpia deliberada, sem tirar os olhos escuros dos dela por um único segundo.

— Cansar? — repetiu ele, soltando uma risada anasalada e rouca que fez o ar vibrar no quarto. — Vitória, eu passei meses com a porra da mente pegando fogo em Paris. Eu te procurei em cada mulher que passou na minha frente e nenhuma delas prestava nem pra ser a sua sombra. Agora que eu tenho você debaixo de mim, você acha mesmo que uma gozada no banheiro vai me saciar?

Ele segurou a nuca dela com uma força precisa, puxando-a para cima de seu próprio corpo.

— Sobe — ordenou ele em inglês, a voz caindo em um tom de comando que não admitia recusa. — Quero ver você sentar em mim até eu perder o resto do juízo.

Vitória não hesitou. O desafio na voz dele era como gasolina sobre as brasas que nunca se apagavam em seu ventre. Ela passou uma perna por cima do quadril largo de Taehyung, ajoelhando-se sobre a virilha dele. O membro do vocalista já se reerguia, pesado, rijo e veado, com a glande arroxeada apontando para o teto e vazando uma umidade espessa. Era um contraste absurdo ver aquele homem, venerado por multidões por sua elegância intocável e seus modos aristocráticos, deitado como um devasso faminto em sua própria cama, exigindo ser montado como um animal.

Ela segurou a base grossa com uma das mãos, sentindo a pulsação frenética sob a pele quente, e alinhou a ponta úmida com sua entrada empapada. Vitória desceu devagar, soltando um gemido longo e sôfrego à medida que a carne firme abria caminho por seu interior hipersensível.

Taehyung jogou a cabeça para trás no travesseiro, fechando os olhos e trincando os dentes com tanta força que os músculos de sua mandíbula saltaram em relevo nítido.

— Merda... caralho, Vitória — rosnou ele, as mãos descendo febris para segurar a cintura dela com dedos de ferro. — Você é apertada demais... parece que vai me esmagar inteiro.

— Você gosta disso, não gosta? — provocou ela, engolindo os últimos centímetros até que suas virilhas colidissem com um baque abafado.

Vitória começou a rebolar, descrevendo círculos lentos e pesados com o quadril. Cada volta fazia a glande grossa dele esfregar exatamente em seu ponto mais sensível, provocando uma fricção tão intensa que arrepios violentos subiam por sua espinha, eriçando os pelos de seus braços. Ela apoiou as palmas no peito definido de Taehyung, sentindo o calor brutal que emanava dos músculos dele, arranhando a pele macia com as pontas das unhas enquanto ditava o compasso daquela tortura deliciosa.

Taehyung não suportou ficar apenas na posição de espectador. Ele ergueu o tronco com a agilidade de um felino, colando o peito ao dela e capturando os lábios de Vitória em um beijo salgado de suor e saliva. A língua dele invadia sua boca com a mesma voracidade com que seu pau a preenchia por baixo. Suas mãos subiram pelas costelas dela até cobrirem seus seios fartos, amassando a carne macia, puxando e torcendo os mamilos eretos com uma lascívia que arrancava pequenos choramingos da garganta da mulher.

— Mais rápido — sussurrou ele contra a pele queimando do pescoço dela, mordiscando a linha de sua jugular até deixar uma marca arroxeada. — Quica mais forte nessa porra, garota. Faz barulho pra mim.

Vitória acelerou. Ela erguia o quadril até quase escapar da ponta e descia com força, batendo a bunda contra as coxas musculosas dele. O som do atrito molhado e cru ecoava alto pelo quarto silencioso, misturando-se com as respirações descompassadas e os sussurros obscenos que escapavam sem filtro. Taehyung acompanhava os movimentos dela empurrando o quadril para cima a cada descida, encontrando o corpo de Vitória no meio do caminho com estocadas que a faziam estremecer até a alma.

— Olha pra mim — pediu ele em coreano, as mãos segurando o rosto dela agora, forçando-a a fitar seus olhos negros e vidrados de tesão. — Quero ver você gozando em cima do meu pau. Não fecha os olhos, Vitória. Geme meu nome.

A intensidade do olhar dele era tão avassaladora quanto a sensação física de tê-lo enterrado tão fundo. Vitória sentiu a onda de choque subindo de suas entranhas, uma tensão insuportável acumulando-se na base de sua espinha.

— Taehyung... meu Deus, Tae! — gritou ela em português, sentindo as paredes internas se fecharem como um punho ao redor do membro grosso, espremendo-o em espasmos incontroláveis.

O clímax dela atingiu Taehyung como um choque elétrico. Ele grunhiu alto, um som animalesco que nasceu no fundo do peito, e antes mesmo que ela terminasse de tremer, ele agarrou suas coxas, girando o corpo dos dois sobre a cama em um movimento brusco e preciso.

Em uma fração de segundo, Vitória estava deitada de costas no colchão, com as pernas abertas no limite máximo, e Taehyung ajoelhado entre elas, os cabelos colados na testa e o olhar faminto de quem não tivera o bastante.

— Você gozou tão gostoso — disse ele em um murmúrio lascivo, passando a mão pelo próprio membro brilhante antes de se posicionar novamente. — Mas a noite mal começou, meu amor.

Ele puxou as pernas dela para cima, dobrando os joelhos de Vitória contra o peito dela em um ângulo quase impossível que a deixava totalmente escancarada e vulnerável. Sem dar qualquer aviso, Taehyung afundou de novo, rápido e impiedoso.

Um grito agudo escapou da boca de Vitória. Naquela posição, a invasão era ainda mais funda, atingindo cantos que pareciam eletrizar cada terminação nervosa de seu corpo. Taehyung não diminuiu o ritmo; ele segurou os tornozelos dela com força, usando as próprias pernas para ditar um ritmo frenético de estocadas curtas, violentas e impiedosas. A cabeceira da cama king-size começou a bater em um ritmo constante contra a parede, marcando o compasso daquela devassidão desenfreada.

— Porra... você me aperta tanto que parece que é a primeira vez — arfou ele, os olhos semicerrados em puro êxtase. — Olha isso... olha como você me suga todinho.

A cada investida pesada, o quadril dele colidia com as nádegas dela, espalhando uma onda de calor que fazia os dedos dos pés de Vitória se curvarem. Ela não conseguia formular pensamentos coerentes; o universo inteiro havia se reduzido ao atrito constante daquela carne dura, ao cheiro inebriante de sexo e suor que impregnava os lençóis caros e à visão do homem mais desejado da Ásia gemendo como um possessivo incorrigível a cada centímetro que conquistava dentro dela.

As horas pareciam não existir naquele quarto de cobertura. As luzes da metrópole lá fora começavam a se apagar uma a uma, mas dentro daquele santuário profano, a chama apenas mudava de forma, recusando-se a morrer.

Por volta das três da manhã, exaustos mas ainda insaciáveis, eles se moveram para a beirada do colchão.

Taehyung estava de pé no chão de madeira escura, puxando o corpo de Vitória até que seus quadris ficassem suspensos no ar, bem no limite da cama. Ele a virou de bruços, fazendo com que o peito dela ficasse colado aos lençóis empapados enquanto suas pernas longas caíam pelos lados. Ele apoiou as mãos nas costas dela, descendo beijos lentos e molhados pela curva da espinha, deixando uma trilha de saliva quente onde suas unhas haviam deixado marcas vermelhas mais cedo.

— Você ainda aguenta, brasileira? — sussurrou ele no ouvido dela em inglês, a voz tão baixa e aveludada que soava quase como uma carícia pecaminosa, embora sua mão estivesse segurando a nádega dela com um aperto possessivo.

— Fode logo, Kim Taehyung — respondeu ela com a voz rouca, sem fôlego, empinando o quadril em um convite explícito. — Para de falar e me fode.

Taehyung soltou uma risada satisfeita, aquele som gutural que fazia o ventre dela tremer de antecipação. Ele não se fez de rogado. Ajustou a postura, puxou a cintura dela para trás e penetrou-a por trás com uma lentidão sádica, saboreando cada milímetro da resistência apertada e molhada que ela oferecia.

Vitória enterrou o rosto no travesseiro para abafar o gemido que ameaçava ecoar até o corredor do condomínio de luxo. A sensação daquele pau grosso entrando milímetro a milímetro, arrastando o calor de volta para o fundo de suas entranhas, era quase insuportável de tão intensa.

Quando ele finalmente encostou os pelos pubianos nas nádegas dela, Taehyung parou por alguns segundos, apenas respirando pesado contra a nuca de Vitória, desfrutando da sensação de estar completamente embainhado nela.

— Isso é tão bom que parece pecado — murmurou ele em coreano, a voz trêmula pela contenção.

Ele começou a se mover com estocadas longas e compassadas, puxando os quadris dela contra os seus a cada golpe. A posição por trás permitia que ele alcançasse um ritmo constante e hipnótico. Com uma das mãos, Taehyung deslizou por baixo do corpo dela, encontrando o clitóris intumescido e molhado de Vitória, massageando o pequeno ponto em sincronia perfeita com as estocadas que dava por trás.

A estimulação dupla foi avassaladora demais para que qualquer barreira mental se mantivesse de pé. Vitória começou a soluçar de prazer, o corpo tremendo em espasmos contínuos, completamente à mercê daquele homem que parecia saber exatamente quais botões apertar para levá-la à beira da loucura.

— Tae... por favor... eu vou morrer — choramingou ela, as unhas rasgando a fronha de cetim.

— Não vai morrer, não — sussurrou ele, aumentando a velocidade das estocadas, o som de carne colidindo com carne tornando-se mais úmido e selvagem a cada segundo. — Você vai gozar de novo pra mim. Goza, porra. Goza sentindo o quanto eu tô fundo em você.

O orgasmo dela veio como uma maré violenta, desarticulando qualquer controle que Vitória ainda tentava manter. O canal vaginal apertou o membro dele com tanta força que Taehyung perdeu a fala; ele soltou um rosnado rouco, retirou a mão da frente dela para segurar firmemente as duas laterais de sua cintura e meteu mais cinco vezes com força bruta, enterrando o pau com uma violência deliciosa até descarregar outro jato quente e espesso no fundo do ventre da mulher.

O silêncio que se seguiu foi quebrado apenas pelo chiar distante do vento noturno contra as vidraças panorâmicas e pelo som pesado de dois pulmões tentando reencontrar o oxigênio.

Taehyung desabou para a frente, cobrindo o corpo de Vitória com o seu próprio peso, sem se retirar de dentro dela. Ele enterrou o rosto na curva do pescoço perfumado, ali onde o cheiro de jasmim agora se misturava ao cheiro inconfundível do sexo cru e prolongado que haviam compartilhado. Seus dedos longos procuraram a mão dela sobre o lençol, entrelaçando-se firmemente, palma contra palma, pele contra pele.

Ele não a soltou.

Quando a primeira réstia de luz cinzenta da madrugada começou a despontar no horizonte de Seul, tingindo as nuvens de um azul pálido e suave, Taehyung finalmente deslizou para fora dela com lentidão.

Vitória soltou um suspiro involuntário, sentindo o vazio imediato e o calor úmido escorrer por suas pernas. Ela tentou se mover para o lado, sentindo cada músculo do corpo reclamar de um cansaço delicioso, com as coxas dormentes e a pele sensível ao menor toque do tecido.

Antes que ela pudesse se afastar, os braços compridos de Taehyung a envolveram por trás, puxando-a contra seu peito suado em uma conchinha perfeita. Ele puxou o edredom pesado sobre os ombros nus de ambos, protegendo-os do ar-condicionado frio do quarto.

Com uma delicadeza que contrastava brutalmente com as palavras sujas e a selvageria de horas atrás, o cantor beijou o ombro marcado de Vitória, descendo os lábios suaves até a curva de sua nuca.

— O que foi? — murmurou ela, com a voz completamente rouca pelo esforço da noite, sem conseguir abrir os olhos de tão pesados.

Taehyung apertou o abraço, acomodando o queixo no topo da cabeça dela e respirando fundo o perfume que o havia assombrado por três meses inteiros de turnê.

— Nada — respondeu ele em inglês, a voz grave e macia vibrando diretamente contra as costas dela. — Só estou garantindo que, quando eu acordar daqui a pouco, você ainda vai estar exatamente aqui.

Vitória sorriu na penumbra, deixando os dedos acariciarem o antebraço forte dele que repousava sobre sua cintura.

— Eu não vou a lugar nenhum, Kim Taehyung — sussurrou ela, sentindo o peso do sono finalmente puxá-la para o abismo.

— É bom mesmo — murmurou ele, com aquele velho tom autoritário e dengoso que ela já havia aprendido a amar —, porque quando o sol nascer de verdade, eu ainda vou querer mais.

Ele fechou os olhos, colando a testa nos cabelos desgrenhados da mulher, adormecendo finalmente em paz, sabendo que, pela primeira vez em muito tempo, sua mente não precisava mais procurar por fantasmas. A realidade em seus braços era infinitamente mais doce, mais suja e mais verdadeira do que qualquer fantasia que Paris pudera oferecer.

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