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Uma noite quente em Paris

Fome em Carne Viva

O tecido do vestido de Vitória rasgou com um estalo seco quando as mãos de Taehyung perderam qualquer resquício de paciência.

Não houve delicadeza, não houve o cuidado cerimonioso de quem desabotoa um zíper com calma. Havia apenas uma urgência febril, quase enlouquecida, acumulada durante quatro horas de um jantar onde ele fora obrigado a manter as mãos no colo e a chamá-la de "amiga". Para um homem que já era naturalmente possessivo e territorial, fingir desinteresse na frente de outras pessoas fora uma forma refinada de tortura.

E agora, entre as quatro paredes de mármore branco daquele banheiro, a conta havia chegado.

Taehyung agarrou Vitória pelos quadris com força suficiente para deixar as marcas arroxeadas de seus dedos longos na pele macia. Ele a ergueu do chão sem esforço, jogando as costas dela contra a bancada fria de mármore com um baque abafado. Frascos de perfumes caros e cremes tombaram pelo chão, mas nenhum dos dois sequer olhou para o estrago.

— Quatro horas — rosnou ele contra a boca dela, com a respiração tão quente que parecia queimar os lábios carmins de Vitória. — Quatro horas ouvindo você rir das piadas do Jimin, vendo você cruzar essas pernas debaixo da mesa e tendo que me controlar para não te foder em cima daquele tapete na frente de todo mundo.

Vitória abriu as pernas ao redor da cintura dele com um gemido faminto, cravando as unhas compridas na nuca de Taehyung e puxando seus cabelos com força.

— Você não aguentou o teatro, foi? — provocou ela, a voz saindo em um sussurro lascivo, quase arrastado, enquanto esfregava o centro úmido de sua calcinha de renda contra o volume evidente na calça dele. — O ídolo perfeito quase perdeu a cabeça?

— Eu perdi a cabeça no segundo em que botei os olhos em você em Paris, porra — disse ele em coreano, a voz descendo para um tom gutural e imundo, misturando palavrões com um desespero que fazia os olhos escuros brilharem como duas brasas. — E você adora me ver à beira do abismo, não adora? Você gosta de me provocar até eu virar um bicho.

— Gosto — admitiu ela, arfando quando a mão grande dele desceu entre as pernas dela, rasgando a renda fina da calcinha sem pedir licença. — Adoro quando você perde essa pose de príncipe.

— Então para de falar e me dá essa boceta logo — comandou ele, a respiração entrecortada pela visão dela aberta para ele.

Taehyung não perdeu tempo tirando a própria calça; apenas abriu o botão e puxou o zíper, libertando o membro grosso e pulsante que já vazava uma gota límpida na ponta pelo tesão acumulado. Ele nem sequer usou os dedos para prepará-la; sabia exatamente o quanto ela já estava encharcada apenas por ouvir suas palavras imundas.

Segurando uma das coxas de Vitória e jogando-a sobre seu ombro para abrir ainda mais espaço, Taehyung alinhou o quadril e afundou de uma só vez.

A invasão foi tão profunda e brutal que Vitória soltou um grito rouco, jogando a cabeça para trás até que os cabelos batessem no espelho embaçado. O choque térmico entre a pedra gelada sob suas costas e o ferro em brasa que a preenchia por inteiro fez todo o seu corpo estremecer em espasmos involuntários. Ela estava tão apertada, tão quente e lubrificada que Taehyung soltou um rugido baixo contra a garganta dela, fechando os olhos com força diante da sensação esmagadora.

— Puta que pariu... — praguejou ele em inglês, travando o maxilar enquanto suas veias do pescoço saltavam pela contenção quase dolorosa. — Você parece feita sob medida pra me foder a mente, Vitória. Olha isso... olha como você me aperta.

— Tae... mais fundo — implorou ela, mordendo o ombro dele até deixar a marca de seus dentes na carne firme. — Mais rápido, por favor... fode comigo.

Ele não esperou uma segunda ordem. Taehyung começou a estocar com uma ferocidade cega, usando o próprio peso e a força de suas pernas longas para empurrar o corpo dela contra a bancada. A cada golpe fundo e pesado, a carne dos quadris colidia com um som úmido e ritmado que ecoava pelo banheiro. O mármore gelado contrastava com o suor que começava a brotar na pele de ambos, escorrendo em gotas quentes pelo peito dele e pingando nos seios arfantes de Vitória.

O vocalista perdeu completamente a compostura aristocrática. O rosto que estampava capas de revistas do mundo inteiro estava desfigurado pela luxúria mais crua e animalesca. Ele gemia alto, sussurrava obscenidades em coreano que Vitória mal conseguia traduzir, mas cujo significado lascivo vibrava diretamente em suas terminações nervosas.

— Você é minha — dizia ele entre estocadas brutais que tiravam o ar dos pulmões dela. — Ninguém no mundo te fode como eu, porra. Fala pra mim. Fala quem é que te deixa assim, toda aberta, toda molhada.

— Você... só você, caralho! — gritava ela, arqueando a coluna, as mãos escorregando pelo mármore liso em busca de apoio enquanto o prazer beirava uma dor deliciosa. — Mais forte, Taehyung! Não para!

Ele puxou a cabeça dela pelos cabelos com a firmeza necessária para obrigá-la a encará-lo. Os olhos dele eram poços de desejo puro, escuros e impiedosos.

— Você quer mais forte? — murmurou ele, com a voz falhando em um gemido sujo ao sentir as paredes internas dela começarem a pulsar ao redor de sua glande. — Vira. Vira de quatro nessa bancada agora.

Vitória mal teve tempo de processar o comando antes de ser erguida e virada. Suas palmas foram pressionadas contra o espelho largo, suas costas arquearam em uma curva sinuosa e sua bunda empinada ficou totalmente exposta ao olhar faminto de Taehyung.

Ele deu um tapa estalado e sonoro na nádega esquerda dela, deixando uma marca vermelha na pele clara que fez Vitória soltar um gemido agudo de puro choque e prazer.

— Gostosa do caralho — rosnou ele, puxando-a pela cintura com uma mão e segurando a base de seu próprio membro com a outra antes de empurrar tudo para dentro dela de novo, em um único impulso violento que fez os joelhos de Vitória fraquejarem.

A posição permitia uma penetração ainda mais profunda. A cada estocada, a ponta dele batia no fundo do colo do útero dela, arrancando gemidos entrecortados e chorosos. Vitória encarava o reflexo dos dois no espelho diante de si: a imagem do homem mais cobiçado da Coreia, sem camisa, com os músculos das costas se retorcendo a cada movimento, agarrando seus cabelos com uma das mãos para puxar seu pescoço para trás enquanto a possuía como um animal faminto.

— Olha pra nós dois aqui — sussurrou ele no ouvido dela, a respiração queimando sua pele sensível enquanto ele acelerava o ritmo, estocando tão fundo e rápido que a bancada parecia vibrar. — Olha como você fica linda me recebendo até o fim. Isso... geme pro espelho, Vitória. Me diz o quanto você precisa disso.

— Eu tô quase... Tae, eu não vou aguentar! — gritou ela, sentindo a onda do orgasmo subindo por suas pernas como uma corrente elétrica incontrolável. — Vai... mais rápido, me rasga no meio!

A audácia daquelas palavras fez o último resquício de sanidade de Taehyung virar pó. Ele soltou o cabelo dela para segurar os dois lados de seu quadril, usando toda a força de seus braços definidos para puxar o corpo dela contra o seu com um impacto constante e impiedoso. O som úmido do sexo preenchia o ambiente, misturado aos suspiros roucos e aos palavrões desesperados que saíam da garganta dele.

— Goza pra mim, porra! — exigiu ele, batendo o quadril com uma violência deliciosa. — Goza no meu pau agora!

Vitória desmoronou. As paredes de seu corpo se contraíram em espasmos violentos e repetidos, ordenhando o membro dele com uma pressão sufocante. Ela gritou contra o espelho, o corpo tremendo tanto que mal conseguia se manter de pé, completamente consumida pela intensidade daquele clímax destrutivo.

A sensação dela se desfazendo ao redor dele foi o gatilho final. Taehyung deu mais quatro estocadas curtas, profundas e desesperadas, grunhindo como um homem à beira da loucura antes de afundar até o limite máximo. Ele travou o quadril contra as nádegas dela, a cabeça jogada para trás enquanto derramava litros de prazer dentro de seu corpo, rugindo o nome dela com uma voz rouca e embargada que reverberou pelas paredes do banheiro.

Eles ficaram imóveis naquela posição por quase dois minutos. Apenas o som pesado de respirações entrecortadas e o gotejar da água da torneira quebravam o silêncio denso.

Taehyung ainda não havia se retirado. Seu peito colava nas costas suadas de Vitória, subindo e descendo freneticamente, enquanto seus braços a envolviam com um abraço possessivo que contrastava com a brutalidade de segundos atrás. Ele beijou suavemente a curva úmida do pescoço dela, ali onde suas veias ainda pulsavam rápido, deixando a língua quente limpar o suor de sua pele.

— Você está bem? — murmurou ele em inglês, a voz agora suave, rouca de cansaço, desprovida de qualquer rispidez.

Vitória soltou uma risada fraca e trêmula, apoiando a testa no espelho frio.

— Minhas pernas não funcionam mais — confessou ela, sentindo o líquido quente escorrer devagar por suas coxas quando ele finalmente deslizou para fora com um estalo úmido.

Taehyung sorriu contra a pele dela. Aquele sorriso torto, arrogante e terrivelmente apaixonado.

— Ótimo — disse ele, passando os braços por baixo dos joelhos dela e erguendo-a nos braços como se ela não pesasse absolutamente nada. — Porque eu ainda não terminei com você esta noite.

— Taehyung, você acabou de...

— Cama — interrompeu ele, mordiscando o lóbulo da orelha dela enquanto caminhava para fora do banheiro com passos firmes. — Eu quero você na cama agora. Sem espelhos, sem bancada. Só nós dois até o sol nascer.

Ele a deitou no centro do colchão king-size e deitou-se ao seu lado, puxando o corpo exausto de Vitória para cima do seu. Com dedos incrivelmente gentis, que pareciam pertencer a outra pessoa que não o homem que a havia tomado contra o mármore minutos antes, Taehyung afastou os fios de cabelo grudados na testa dela.

— Eu nunca senti isso por ninguém na minha vida inteira — confessou ele de repente, com a voz caindo em um murmúrio cru que fez o ar parecer rarefeito no quarto. Os olhos escuros procuraram os dela na penumbra com uma gravidade desarmante. — É assustador pra caralho.

Vitória repousou a mão sobre o peito suado dele, sentindo o coração que batia com a mesma força do seu.

— Eu também estou com medo, Tae — admitiu ela com sinceridade. — Mas eu não quero parar.

Taehyung soltou um suspiro pesado, puxando o queixo dela para cima e colando seus lábios em um beijo lento, profundo e salgado pelo suor. Não havia mais a urgência violenta da bancada; havia apenas a fome insaciável de duas almas que haviam encontrado um ponto de não retorno.

— Nós não vamos parar — prometeu ele contra a boca dela, antes de deslizar a mão mais uma vez para o meio de suas pernas, sentindo o calor reviver sob seus dedos. — Nem que o mundo inteiro venha cobrar a conta amanhã.

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