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Vc e meu sua vadia

O Santuário de Ouro e a Doce Devoção

A luz da manhã filtrava-se pelas cortinas de seda da suíte imperial em Madri, mas para Jude Bellingham, o tempo não era medido por relógios, e sim pelas sensações que seu corpo ainda processava. Ele estava deitado no centro de uma cama vasta, cercado por lençóis de fios egípcios que pareciam acariciar sua pele ainda sensível. O castigo público em Paris havia ficado para trás, mas as marcas — tanto na pele quanto na alma — eram agora seu tesouro mais precioso.

Ele não estava sozinho. Nunca mais estaria sozinho.

À sua esquerda, Luka Modric lia calmamente alguns documentos, uma mão repousando protetoramente sobre o quadril de Jude. À direita, Kylian Mbappé dormia com a serenidade de um conquistador, um braço pesado jogado sobre o peito do inglês. O silêncio era preenchido apenas pela respiração rítmica dos três.

Jude tentou se mexer, mas um gemido baixo escapou de seus lábios quando o atrito do lençol tocou sua retaguarda ainda dolorida. Instantaneamente, a mão de Modric parou o movimento e subiu para acariciar o rosto do jovem.

— Acordou, meu anjo? — a voz de Modric era um sussurro aveludado, desprovido da frieza cortante da noite da punição.

— Luka... — Jude murmurou, fechando os olhos sob o toque. — Dói um pouco.

— Eu sei, pequeno. É o preço da sua beleza — disse o croata, inclinando-se para depositar um beijo terno na testa de Jude. — Mas olhe ao redor. Você nunca foi tão amado.

Mbappé despertou com o som das vozes. Seus olhos escuros focaram em Jude com uma intensidade que ainda fazia o coração do mais novo disparar. Ele não perdeu tempo; puxou Jude para mais perto, acomodando a cabeça do inglês em seu ombro.

— Ele está reclamando, Luka? — Kylian sorriu, uma expressão de pura satisfação. — Depois de ontem, achei que ele estaria implorando por mais.

— Não seja cruel, Kylian — Modric o repreendeu suavemente, embora seus olhos brilhassem com a mesma possessividade. — Ele foi perfeito. Ele nos deu tudo.

Jude sentia-se flutuar. A dicotomia entre a dor lancinante do castigo e o carinho avassalador que recebia agora o deixava em um estado de transe. Ele se sentia como uma joia rara que havia sido lapidada com violência para que, finalmente, pudesse ser exibida com orgulho.

— Eu... eu gostei — confessou Jude em voz baixa, escondendo o rosto no pescoço de Mbappé. — Gostei de pertencer a vocês na frente de todos.

— E todos gostaram de ver — Mbappé comentou, a mão descendo para apertar a coxa de Jude. — Você deveria ter visto os rostos deles. Haaland não conseguia desviar o olhar. Cristiano e Leo... eles sabem que você é o futuro, mas agora sabem que esse futuro tem donos.

A porta da suíte se abriu suavemente. Zlatan Ibrahimovic entrou, carregando uma bandeja com frutas, champanhe e iguarias. Ele não pediu licença; ele era parte daquele círculo de ferro.

— O leão precisa se alimentar — rugiu Zlatan, embora houvesse uma nota de admiração em sua voz enquanto olhava para Jude. — Você aguentou bem, garoto. Mais do que eu esperava.

— Ele é forte, Zlatan — disse Modric, sentando-se e ajudando Jude a se posicionar melhor, com cuidado para não pressionar as áreas mais castigadas.

— Ele é nosso — corrigiu Ibrahimovic, aproximando-se da cama. Ele pegou um morango e o levou aos lábios de Jude. — Coma. Você vai precisar de energia. O dia está apenas começando e nós ainda não terminamos de mostrar o quanto você é amado.

Jude aceitou a fruta, sentindo-se pequeno e cuidado. Era uma sensação inebriante. O mundo lá fora o via como um gigante, um craque de centenas de milhões de euros, mas ali, entre aquelas quatro paredes e sob o olhar daquelas lendas, ele era apenas Jude. O brinquedo deles. O tesouro deles.

— O que vamos fazer hoje? — perguntou Jude, a voz recuperando um pouco da confiança, embora ainda carregada de submissão.

Mbappé trocou um olhar cúmplice com Modric e Ibrahimovic.

— Hoje — começou Kylian, deslizando a mão para o controle que ainda estava na mesa de cabeceira —, vamos celebrar a sua rendição. Sem câmeras, sem público externo. Apenas nós e a sua voz.

Ao apertar um botão, o dispositivo que Jude ainda carregava dentro de si voltou à vida. O choque repentino fez Jude arquear as costas, um grito agudo sendo abafado pelo beijo faminto que Mbappé lhe deu.

— Oh, Deus... — Jude gemia entre os lábios de Kylian. — Já? Tão cedo?

— Nunca é cedo demais para lembrar a você a quem seu corpo responde — sussurrou Modric no ouvido dele, enquanto suas mãos habilidosas começavam a massagear os ombros de Jude.

Ibrahimovic observava do pé da cama, um sorriso de aprovação nos lábios. Ele se juntou a eles, suas mãos grandes e calejadas segurando os tornozelos de Jude, abrindo suas pernas para que a marca da posse de Modric e Mbappé ficasse visível.

— Olhe para ele — disse Zlatan. — Ele está se derretendo apenas com o pensamento.

— Eu estou... eu estou pronto — ofegou Jude, as lágrimas de prazer começando a surgir. — Por favor, me usem de novo.

O sexo que se seguiu não foi apenas um ato de luxúria; foi um ritual de adoração. Modric movia-se com uma elegância técnica, cada toque seu parecendo uma nota musical que fazia o corpo de Jude vibrar em harmonia. Mbappé era o fogo, a força bruta e a paixão que exigia cada grama de fôlego do inglês. E Ibrahimovic era a presença imponente, o mentor que garantia que Jude nunca esquecesse sua posição.

Em cima daquela mesa de carvalho, ou sobre os lençóis de seda, não importava o lugar. Jude Bellingham entregava-se com uma ferocidade que assustava até a si mesmo. Ele gemia o nome de cada um deles, implorando por mais estocadas, mais dor, mais prazer.

— Luka! Kylian! — Jude gritava, a cabeça jogada para trás, o suor brilhando em sua pele como diamantes. — Eu sou de vocês! Eu sou o brinquedo de vocês!

As estocadas de Mbappé eram profundas e rítmicas, fazendo Jude se sentir preenchido de uma forma que o futebol nunca conseguira. Ele se sentia completo.

— Diga de novo — ordenou Mbappé, segurando os pulsos de Jude acima da cabeça dele. — Diga para quem você joga. Para quem você vive.

— Para vocês... — Jude soluçava, o ápice se aproximando como uma onda gigante. — Eu vivo para ser de vocês... para que vocês me usem... ah!

Quando o momento final chegou, foi uma explosão de sentidos que deixou Jude inconsciente por alguns segundos. Ele desabou no colo de Mbappé, o corpo tremendo em espasmos pós-orgásmicos, enquanto Modric o abraçava por trás, selando o vínculo.

Horas depois, Jude estava novamente aninhado entre eles. A dor das palmadas havia se transformado em um calor reconfortante, um lembrete constante de que ele era importante o suficiente para ser disciplinado e amado por deuses.

— Você está bem, pequeno? — perguntou Modric, limpando uma lágrima perdida no rosto de Jude.

— Eu nunca estive melhor, Luka — respondeu Jude, com um sorriso genuíno e exausto. — Eu pensei que perder a liberdade seria o fim. Mas ser de vocês... é a melhor coisa que já me aconteceu.

— Você não perdeu a liberdade, Jude — disse Mbappé, beijando-lhe o ombro. — Você apenas encontrou o seu lugar. O trono é solitário, mas o nosso colo... o nosso colo é eterno.

Jude fechou os olhos, sentindo o peso e o calor dos homens que agora governavam sua vida. Ele sabia que, nos próximos treinos e nos próximos jogos, o mundo veria o mesmo Jude Bellingham de sempre. Mas sob o uniforme branco do Real Madrid, ele carregaria as marcas roxas, o vibrador silencioso e o conhecimento secreto de que, não importa quantos gols fizesse ou quantos troféus erguesse, ele sempre voltaria para casa, para os seus mestres, para ser amado, castigado e adorado como a joia mais preciosa do futebol mundial.

E no silêncio daquela suíte, ele finalmente entendeu: ele não era mais apenas um jogador. Ele era o coração de um império, mantido vivo pelo desejo e pela posse daqueles que o transformaram em sua obra-prima.