Waist
Lágrimas, Leite e Lealdade
O silêncio que se seguiu ao clímax era denso, quase palpável, quebrado apenas pela respiração errática de LaMelo e pelo som rítmico do coração de Moussa batendo contra as costas do namorado. O quarto estava impregnado com o cheiro metálico de suor e o aroma adocicado do gloss de cereja que ainda restava, agora borrado, nos lábios de Melo. Moussa não o soltou. Seus braços, treinados para bloquear arremessos e disputar rebotes brutais, agora serviam como um berço possessivo para o corpo exausto do armador.
— Você está tremendo, pequena — observou Moussa, sua voz vibrando como um trovão baixo contra a nuca de LaMelo. — O que foi? O impacto foi demais para essa sua cinturinha de vidro?
LaMelo soltou um gemido baixinho, um som que misturava exaustão e uma necessidade desesperada de mais atenção. Ele se virou nos braços de Moussa, a pele pálida manchada de vermelho onde as mãos grandes do francês o haviam segurado. Seus olhos estavam nublados, as pupilas dilatadas, e ele parecia tão frágil que Moussa sentiu aquele instinto protetor — e simultaneamente dominante — rugir novamente em seu peito.
— Eu sinto... eu sinto você escorrendo, Moussa — sussurrou LaMelo, as bochechas queimando de vergonha e prazer. — Está saindo de mim. Por favor, não deixa... eu quero ficar cheio.
Moussa sorriu, um brilho predatório voltando aos seus olhos. Ele adorava como LaMelo perdia toda a pose de estrela da NBA quando estavam entre quatro paredes. Na quadra, Melo era o showman, o garoto de ouro com confiança inabalável. Ali, ele era apenas um brinquedo caro e delicado que implorava para ser mantido no lugar.
— Então você quer que eu limpe a bagunça ou que eu a empurre de volta para dentro? — Moussa perguntou, sua mão descendo novamente para a curva suave das nádegas de LaMelo, sentindo a umidade ali.
— Empurra... — LaMelo ofegou, escondendo o rosto no pescoço de Moussa. — Me faz sentir o quanto eu sou patético por querer tanto isso. Me humilha mais, Moussa. Diz o que eu sou.
Moussa o puxou para cima, sentando-o em seu colo, de frente para ele. A diferença de tamanho era gritante; LaMelo parecia uma criança grande ou uma boneca de porcelana sentada nas coxas musculosas de Moussa. O francês pegou o rosto dele com as duas mãos, forçando-o a olhar diretamente em seus olhos.
— Você é a minha princesinha — sentenciou Moussa, cada palavra carregada de autoridade. — Você é o meu objeto mais bonito. Um armador de elite que, no fundo, só serve para ser aberto e usado pelo seu homem. Olha para esses pulsos, Melo... tão finos. Eu poderia te prender aqui e você não conseguiria nem lutar.
— Eu não lutaria — admitiu LaMelo, a voz falhando enquanto ele se inclinava para frente, buscando o contato com o peito de Moussa. — Eu amo que você seja maior. Eu amo que você me domine. Eu sou sua vadiazinha, Moussa... sou sua boneca de treino.
Moussa não resistiu àquela confissão tão crua. Ele voltou sua atenção para o peito de LaMelo, que ainda exibia as marcas de dentes e a vermelhidão da sucção anterior. Ele começou a lamber os mamilos de Melo novamente, mas desta vez com uma ternura que beirava a crueldade, mordiscando a pele fina até que LaMelo estivesse arqueando as costas e choramingando alto.
— Tão sensível — Moussa murmurou, a voz abafada contra a pele dele. — Parece até que você foi feito para amamentar, de tão delicado que esse peitinho é. Gosta que eu te trate como uma fêmea, não gosta?
— Sim! — LaMelo gritou, as mãos puxando o cabelo de Moussa, puxando-o para mais perto. — Me faz sentir assim, Moussa. Me faz sentir pequeno, me faz sentir feminino... eu sou sua garota agora, não sou?
Moussa riu, um som sombrio e satisfeito. Ele o deitou de costas novamente, mas desta vez, ele pegou as pernas de LaMelo e as dobrou sobre os ombros do armador, expondo-o completamente. A visão de LaMelo naquela posição, com o sêmen de Moussa ainda visível e o corpo trêmulo, era o ápice da humilhação erótica que ambos buscavam.
— Olha para você, Melo — disse Moussa, apontando para a bagunça entre as pernas dele. — Todo sujo, todo aberto. Onde está o grande LaMelo Ball agora? Tudo o que eu vejo é um buraco faminto esperando para ser preenchido de novo. Você é tão patético, implorando por mais quando mal consegue manter os olhos abertos.
— Eu sou... eu sou um lixo por você — LaMelo concordou, as lágrimas de prazer começando a escorrer pelos cantos dos olhos. — Por favor, Moussa... me enche de novo. Não me deixa vazio. Eu não quero ser nada além do seu depósito.
Moussa sentiu seu próprio corpo reagir violentamente àquela submissão total. Ele não usou lubrificante desta vez; a própria umidade de LaMelo e o sêmen que já estava lá eram suficientes. Ele se posicionou e, com um empurrão lento e deliberado, deslizou para dentro novamente. LaMelo soltou um grito agudo, a cabeça jogada para trás, o pescoço exibindo uma linha elegante de tensão.
— Isso... — Moussa rosnou, começando um ritmo lento e torturante. — Sente como você está apertado? Você está tentando segurar tudo o que eu te dei, não está?
— Estou... ah, Moussa... dói tanto, é tão bom — LaMelo soluçava, o prazer sendo quase insuportável. — Eu sou sua... eu sou sua princesinha... me quebra no meio...
O treino de basquete daquela manhã parecia uma memória de outra vida. Ali, naquele quarto, as únicas estatísticas que importavam eram quantas vezes Moussa conseguia fazer LaMelo perder a voz de tanto gritar e quantas vezes ele conseguia preenchê-lo até que não houvesse mais espaço. Moussa aumentou a velocidade, suas mãos grandes agora apertando a cintura de LaMelo com uma força que deixaria hematomas roxos, marcas que seriam escondidas pelo uniforme da NBA, mas que LaMelo sentiria a cada passo que desse em quadra.
— Amanhã, quando você estiver no jogo — Moussa disse, a voz ofegante perto do ouvido de LaMelo —, você vai sentir o meu leite escorrendo dentro de você. Você vai lembrar que, enquanto todo mundo grita seu nome, você pertence a mim. Você é a minha propriedade.
— Sim... eu vou lembrar — LaMelo respondeu, o corpo entrando em convulsões de um novo orgasmo. — Eu vou ser sua... em qualquer lugar... sempre sua...
Moussa sentiu a pressão aumentar. O aperto de LaMelo era como um vício, uma sucção interna que implorava pelo seu ápice. Ele não se segurou. Com um rosnado animal, ele se afundou o máximo que pôde, sentindo o colo do útero simbólico de LaMelo, e descarregou outra onda quente dentro dele.
— Breeding você... — Moussa murmurou, a mente nublada. — Vou te deixar tão cheio que você vai andar torto, Melo. Minha bonequinha fértil...
LaMelo desabou, o corpo mole como o de uma marionete cujas cordas foram cortadas. Moussa permaneceu dentro dele por um longo tempo, saboreando a sensação de posse total. Ele olhou para baixo e viu LaMelo com os olhos fechados, um sorriso trêmulo nos lábios sujos de gloss, a imagem perfeita da ruína e da adoração.
— Você é tão lindo quando está assim, quebrado — disse Moussa, saindo lentamente e vendo a mistura de fluidos transbordar.
LaMelo abriu os olhos, estendendo a mão trêmula para tocar o rosto de Moussa.
— Você me ama, Moussa? — perguntou ele, a voz pequena e vulnerável, voltando ao seu estado doce e carente.
Moussa suavizou a expressão, o dominador dando lugar ao namorado protetor. Ele se deitou ao lado dele, puxando o corpo fino para o seu calor, cobrindo-os com o edredom caro.
— Mais do que qualquer coisa no mundo, Melo — respondeu Moussa, beijando a testa do namorado. — Mas você ainda é a minha princesinha patética.
— Eu sei — LaMelo suspirou, fechando os olhos e se aconchegando no peito de Moussa. — E eu não gostaria de ser mais nada.
O silêncio voltou ao quarto, mas desta vez era um silêncio de completude. LaMelo adormeceu quase instantaneamente, seguro nos braços do homem que o conhecia melhor do que ninguém, marcado, preenchido e completamente amado em sua submissão. Moussa ficou acordado por mais um tempo, apenas observando a subida e descida do peito de LaMelo, satisfeito por saber que, não importa o quão alto LaMelo Ball voasse no mundo do basquete, ele sempre voltaria para o chão, para os braços de Moussa, pronto para ser sua boneca mais uma vez.