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O Silêncio Vibrante do Líder
O dormitório do Stray Kids raramente experimentava o que se poderia chamar de silêncio absoluto. Geralmente, as paredes vibravam com as risadas estridentes de Han, as discussões sobre jogos de videogame ou o som constante de pés batendo no chão em coreografias improvisadas. No entanto, aquela terça-feira era uma exceção. Com a maioria dos membros em compromissos individuais — sessões de fotos, programas de rádio e ensaios de unidade — a casa mergulhara em uma quietude profunda.
Apenas Bang Chan e Lis haviam ficado para trás. Chan alegara que precisava finalizar algumas edições urgentes no estúdio caseiro, e Lis, sentindo a habitual onda de calor e inquietude que parecia ser sua companheira constante, preferira a calma do dormitório ao caos da rua.
A tarde estava quente. Lis usava apenas uma camiseta larga de Chan que mal cobria suas coxas e nada por baixo. Ela estava deitada no tapete da sala, tentando se concentrar em um vídeo no celular, mas seus olhos insistiam em vagar para a porta entreaberta do estúdio. O som rítmico das batidas que Chan criava no computador parecia ressoar diretamente em sua pele.
Ela sentia a necessidade subindo, uma pressão familiar que a fazia se retorcer levemente no chão. Lis não era de esconder suas vontades; a convivência com os oito rapazes a ensinara que o desejo era uma linguagem celebrada entre eles. Especialmente com Chan. Ele era o porto seguro, o homem que sabia exatamente como equilibrar a doçura de um protetor com a firmeza de um amante.
Levantando-se com movimentos preguiçosos, ela caminhou em direção ao estúdio. O som dos seus pés descalços era abafado pelo tapete. Ao entrar, viu Chan de costas, concentrado nas telas, os ombros largos tensos sob a regata preta. Os fones de ouvido estavam em volta do pescoço dele, e não nas orelhas.
Lis não disse nada. Ela simplesmente se aproximou e deslizou as mãos pelas costas dele, sentindo o calor da pele através do tecido fino.
— O dormitório está silencioso demais, Channie — murmurou ela, encostando o rosto nas omoplatas dele.
Chan soltou um suspiro longo, soltando o mouse e inclinando a cabeça para trás, encontrando o topo da cabeça de Lis.
— Está mesmo — respondeu ele, a voz rouca pelo desuso das últimas horas. — É estranho não ter o barulho do Felix ou do Hyunjin ao fundo.
Lis moveu as mãos para a frente, deslizando-as pelo peito dele, sentindo os músculos firmes. Ela se inclinou, sussurrando perto do ouvido dele:
— Eu não gosto do silêncio. Ele me faz pensar em coisas... e sentir coisas.
Chan girou a cadeira giratória, ficando de frente para ela. Seus olhos escanearam o estado de Lis: os cachos levemente bagunçados, as bochechas coradas e a forma como a camiseta dele subia perigosamente enquanto ela se inclinava. Ele sorriu, aquele sorriso de covinhas que sempre parecia esconder um segredo.
— Que tipo de coisas, pequena? — perguntou ele, puxando-a para ficar entre suas pernas.
— Coisas que você é muito bom em resolver — respondeu ela, sem hesitar. — Eu tentei me distrair, juro que tentei. Mas o som da sua música... a batida... parece que está batendo dentro de mim.
Chan colocou as mãos nas coxas dela, apertando-as levemente. O contraste entre a pele clara dela e as mãos grandes e calejadas dele era, como sempre, uma visão que acelerava o coração de Lis.
— Você está excitada agora? — perguntou ele, direto, mas com uma ternura que a fazia se sentir a única pessoa no mundo.
— Sempre estou quando estou perto de você — admitiu ela, levando a mão à nuca dele e puxando-o para um beijo lento.
O beijo começou calmo, um reconhecimento de território, mas rapidamente se transformou em algo mais profundo. Havia uma urgência contida em Chan, uma fome que ele guardava para os momentos em que estavam a sós. Ele a puxou para o seu colo, e Lis sentiu a evidência imediata do desejo dele contra sua intimidade protegida apenas pela camiseta.
— O trabalho pode esperar meia hora? — perguntou ela entre beijos, a respiração curta.
— O trabalho pode esperar o dia todo se for por você — disse Chan, levantando-se com ela em seus braços, sem esforço algum.
Ele a levou para a mesa de mixagem, afastando o teclado e alguns papéis para abrir espaço. Ele a sentou ali, na altura de seus olhos. Lis separou as pernas, permitindo que ele se encaixasse entre elas. O metal frio da mesa contra sua pele nua a fez estremecer, um contraste delicioso com o calor que emanava de Chan.
— Eu adoro quando você fica assim — sussurrou Chan, as mãos subindo para levantar a camiseta dela, revelando seus seios pequenos e firmes, com os mamilos já excitados. — Sem vergonha, sem filtros. Apenas você.
— Eu não preciso de filtros com você, Channie — disse ela, arqueando as costas enquanto ele começava a beijar seu pescoço, descendo lentamente para o colo. — Você me conhece melhor do que eu mesma.
Chan começou a usar a língua com maestria, traçando o contorno de seus mamilos antes de abocanhar um deles, sugando com uma pressão que fez Lis soltar um gemido alto que ecoou pelas paredes acústicas do estúdio.
— Ninguém vai ouvir, Lis — murmurou ele contra a pele dela. — Pode gritar o quanto quiser. Hoje sou só eu e você.
Aquelas palavras foram o combustível final. Lis envolveu as pernas na cintura dele, puxando-o para mais perto, sentindo o atrito do jeans dele contra sua feminilidade sensível e encharcada. Ela começou a se esfregar contra ele, um movimento rítmico que buscava alívio.
— Por favor, Channie... eu preciso sentir você — implorou ela, a voz falhando.
Chan parou por um segundo, olhando-a nos olhos. Havia um brilho de adoração misturado com luxúria em seu olhar. Ele estendeu a mão para a gaveta da mesa, pegando o que precisava, e em poucos movimentos, ele se livrou das próprias roupas.
Quando ele se posicionou, Lis sentiu o mundo parar.
— Olhe para mim — pediu Chan, a voz carregada de autoridade.
Ela obedeceu, fixando os olhos nos dele enquanto ele entrava nela em um movimento único e profundo. Lis soltou um grito, a cabeça caindo para trás enquanto o prazer a inundava. Era uma sensação de preenchimento que só ele conseguia proporcionar, uma conexão que ia além do físico.
Chan começou a se mover, um ritmo lento e deliberado no início, saboreando a forma como ela o apertava.
— Você é tão apertada, pequena — ele rosnou, o suor começando a brilhar em sua testa. — E está tão molhada para mim.
— É tudo seu — ofegou Lis, suas mãos cravando-se nos ombros dele. — Tudo o que eu sinto é por causa de você.
O ritmo aumentou. Chan segurava os quadris dela com firmeza, ditando a velocidade enquanto Lis se perdia nas sensações. O estúdio, antes um lugar de criação musical, tornara-se o cenário de uma sinfonia muito mais primitiva. O som da respiração pesada de Chan, os gemidos desavergonhados de Lis e o impacto rítmico de seus corpos criavam uma melodia própria.
A certa altura, Chan a virou de costas na mesa, fazendo-a apoiar as mãos no metal enquanto ele a possuía por trás. A visão das costas arqueadas de Lis, de seus cachos balançando e das marcas de suas mãos na mesa de mixagem era quase demais para ele.
— Channie... eu estou... eu vou... — Lis começou a dizer, sua voz subindo em um tom de desespero prazeroso.
— Eu também, pequena. Não para. Sinta tudo — encorajou ele, aumentando a intensidade.
O clímax atingiu Lis como uma explosão, fazendo suas pernas tremerem e sua visão escurecer por um momento. Ela sentiu Chan atingir o seu próprio limite logo em seguida, o corpo dele ficando tenso contra o dela enquanto ele soltava um rosnado baixo e gutural.
Por alguns minutos, o único som no estúdio era o da respiração pesada de ambos. Chan não se afastou imediatamente; ele a abraçou por trás, beijando seus ombros e o topo de sua cabeça, mantendo a conexão física o máximo que podia.
— Você está bem? — perguntou ele, a voz agora suave e cheia de carinho.
Lis apenas assentiu, incapaz de formular palavras. Ela se virou nos braços dele, escondendo o rosto em seu peito, sentindo as batidas do coração dele desacelerarem.
— Eu te amo, Channie — sussurrou ela contra a pele dele.
Chan a apertou mais forte.
— Eu também te amo, Lis. Mais do que consigo colocar em qualquer música.
Eles ficaram ali, no silêncio agora confortável do estúdio, aproveitando a raridade da solidão. Lis sabia que, em algumas horas, o dormitório estaria cheio novamente, com sete outros homens que ela amava e que a desejavam com a mesma intensidade. Mas por enquanto, naquele silêncio vibrante, o mundo pertencia apenas ao líder e à sua pequena de cabelos cacheados.
— Quer que eu termine a música agora? — perguntou Chan, com um brilho travesso nos olhos.
Lis sorriu, puxando-o para outro beijo.
— Acho que você pode tirar o resto da tarde de folga. Eu ainda tenho muita energia guardada.
Chan riu, as covinhas aparecendo plenamente.
— Bem, quem sou eu para contrariar os desejos da minha namorada?
E assim, o silêncio do dormitório foi quebrado novamente, não por música ou risadas, mas pelo som renovado de um amor que nunca parecia encontrar um fim.