Agora
O Batismo de Cristal e os Pecados da Sereia
A suíte master da cobertura de Juliano parecia um santuário dedicado ao hedonismo. No centro do banheiro, que era maior que muitos apartamentos de classe média, a banheira de hidromassagem feita de pedra vulcânica e detalhes em dourado já estava transbordando com uma espuma densa que cheirava a sândalo e baunilha. As luzes de LED estavam programadas para um tom de violeta profundo, criando uma atmosfera que oscilava entre o místico e o puramente carnal.
— Caralho, Juliano, se eu soubesse que a vida de tiktoker dava pra bancar essa ostentação toda, eu tinha começado a fazer dancinha em 2016 — debochou Ana Paula, deixando o robe de seda cair no chão de mármore aquecido sem o menor pudor.
Marina Sena, que já estava apenas de calcinha de renda vermelha, soltou uma risada que ecoou pelas paredes de vidro.
— Não reclama, Renault! Você nasceu pra esse luxo, e sabe que essa banheira só faz sentido se tiver gente pecaminosa dentro dela — Marina aproximou-se de Ana, passando as mãos pelos ombros da loira. — E hoje o pecado vai ser com força.
Juliano já estava dentro da água, os braços musculosos apoiados na borda, observando as três mulheres com a satisfação de um imperador. Gabriela, ainda um pouco tímida perto da energia avassaladora de Marina, foi a última a se despir, revelando o corpo que ainda carregava as marcas vermelhas da noite anterior.
— Vem logo, Gabi! — chamou Juliano, a voz rouca. — Para de frescura. A Marina não morde... a menos que você peça.
— Ah, eu mordo sim — retrucou Marina, entrando na água com uma elegância de sereia, sentando-se entre as pernas de Juliano. — Mas primeiro eu quero batizar essa novata.
Ana Paula entrou na banheira por último, sentando-se de frente para o casal, com as pernas abertas sob a água borbulhante. A temperatura estava perfeita, mas o calor que emanava dos olhares era o que realmente queimava.
— Olha elaaaa! — exclamou Ana, sentindo os jatos de água massagearem suas costas. — O quarteto fantástico da putaria finalmente reunido. E aí, Marina, vai ficar só no chamego com o seu loiro ou vai dar atenção pra quem realmente importa aqui?
Marina Sena não respondeu com palavras. Ela se impulsionou para frente, deslizando pelo fundo da banheira até emergir entre as pernas de Ana Paula. A cantora olhou para cima, os cabelos molhados grudados no rosto, e deu um sorriso que prometia a perdição.
— Você fala demais, Ana. É impressionante como essa boca não para nunca — disse Marina, passando a língua pelos lábios. — Acho que eu preciso ocupar ela com outra coisa.
— Pois tenta a sorte, morena — desafiou Ana, arqueando a sobrancelha e enterrando os dedos nos cabelos de Marina.
Enquanto isso, Juliano puxava Gabriela para o seu colo. A garota soltou um suspiro quando sentiu a ereção rígida do rapaz contra sua coxa.
— Deixa as duas se entenderem, Gabi — sussurrou Juliano no ouvido dela. — A Marina está louca pra calar a Ana desde que viu os vídeos dela no programa. Foca em mim agora.
Juliano começou a morder o pescoço de Gabriela, as mãos grandes apertando os seios da garota com uma força que a fazia gemer alto, misturando-se ao som da hidromassagem.
— Porra, Juliano... assim... — ofegou Gabriela, entregando-se ao toque bruto.
Mas o centro das atenções era o duelo de titãs entre a loira e a morena. Marina mergulhou o rosto na água por um segundo e, ao voltar, começou a distribuir beijos pela parte interna das coxas de Ana Paula. A Renault, que raramente perdia o controle, sentiu o corpo retesar.
— Caralho, Marina... você não brinca em serviço mesmo — murmurou Ana, a voz perdendo a firmeza habitual.
— Eu sou mineira, meu amor. A gente trabalha em silêncio antes de fazer o estrago — Marina separou as pernas de Ana com as mãos, expondo a intimidade da loira sob a água clara e a espuma.
Sem aviso, Marina mergulhou. Ana Paula jogou a cabeça para trás, as mãos agarrando as bordas de ouro da banheira com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. O contato da língua de Marina, experiente e faminta, no clitóris de Ana fez a loira soltar um grito que não tinha nada de debochado.
— Puta que pariu! — gritou Ana, os olhos revirando. — Vai, Marina! Caralho, que língua é essa, mulher?
A cantora trabalhava com uma precisão cirúrgica. Ela conhecia cada ponto, cada terminação nervosa, usando a sucção e a pressão de um jeito que fazia Ana Paula contorcer-se inteira na banheira.
— Olha pra ela, Juliano! — exclamou Gabriela, fascinada pela cena. — A Ana Paula está derretendo!
Juliano riu, sem parar de estocar Gabriela com os dedos enquanto a beijava.
— Eu te disse, Gabi. A Marina quando canta é uma coisa, mas quando ela resolve "tocar" alguém, é outro nível.
Marina emergiu por um segundo, o rosto brilhando e um olhar de puro triunfo.
— Tá gostando, Renault? — perguntou Marina, a voz rouca de desejo. — Ou ainda quer reclamar do preço da banheira?
— Cala a boca e volta pra lá, sua desgraçada! — rebateu Ana, puxando Marina de volta pelo cabelo. — Não para agora ou eu te mato!
Marina riu e voltou ao seu posto. Dessa vez, ela foi mais profunda, usando os dedos junto com a língua, criando um ritmo frenético que levava Ana Paula ao limite da sanidade. A loira gemia alto, palavrões escapando de sua boca a cada nova onda de prazer.
— Isso! Me come, Marina! Me come com essa boca de sereia, caralho! — gritava Ana, perdendo completamente a pose de "mãe" do programa.
Juliano, vendo que Ana estava prestes a explodir, moveu-se com Gabriela para mais perto. Ele se posicionou atrás de Marina, ainda na água, e começou a penetrar Gabriela ali mesmo, na borda da banheira. O som dos corpos batendo, o barulho da água transbordando e os gritos das três mulheres transformaram o banheiro em um cenário de filme pornô de altíssimo orçamento.
— Vai, Juliano! — incentivava Marina, sem parar o que estava fazendo com Ana. — Fode essa menina com força! Eu quero sentir o balanço da água!
O caos era absoluto. Ana Paula sentiu o orgasmo chegando como uma porra de um tsunami. Suas pernas tremiam violentamente, e ela puxou Marina para cima com uma força desesperada, querendo sentir o corpo da outra contra o seu no momento final.
— Eu vou... eu vou... caralho! — Ana descarregou, o corpo inteiro entrando em espasmos enquanto Marina a abraçava, sentindo as contrações da loira contra seu rosto.
Ana Paula desabou contra o peito de Marina, ofegante, o suor escorrendo pela testa. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pelo ritmo frenético de Juliano em Gabriela, que também atingia seu ápice, gritando o nome do rapaz para as paredes de vidro.
— Porra... — suspirou Ana, tentando recuperar o fôlego. — Marina Sena... eu retiro tudo o que eu disse sobre você ser só uma cantora de rádio. Você é uma operária do prazer, sua puta.
Marina deu uma risada deliciada, limpando o canto da boca e beijando o pescoço de Ana.
— E você, Renault... você é muito mais barulhenta do que eu imaginei. Adorei cada segundo.
Juliano finalmente relaxou, abraçando Gabriela por trás enquanto os dois tentavam normalizar a respiração. A água da banheira agora estava turva, a espuma quase desaparecida, restando apenas os quatro corpos exaustos e satisfeitos.
— E aí? — perguntou Juliano, olhando para as duas mulheres à sua frente. — O que a gente faz agora? Pede uma pizza ou vai pro segundo round no quarto?
Ana Paula recuperou um pouco de sua dignidade, ajeitando os fios loiros molhados com um gesto elegante, apesar da situação.
— Pizza o cacete, Juliano! — disse ela, voltando ao seu tom debochado. — Eu quero champanhe, quero caviar e quero que você me carregue até a cama, porque as minhas pernas não estão funcionando. E Marina...
— Oi, Ana? — Marina olhou para ela, divertida.
— Se você contar pra alguém que eu gritei desse jeito, eu te processo por danos à minha imagem de mulher centrada — ameaçou Ana, embora o sorriso em seu rosto dissesse o contrário.
— O seu segredo está guardado comigo, Ana — respondeu Marina, piscando para Gabriela. — Mas acho que a Gabi gravou tudo na memória, não foi, querida?
Gabriela riu, sentindo-se finalmente parte daquele grupo de elite.
— Eu não vou esquecer nunca. Acho que aprendi mais nessa banheira do que em toda a minha vida em Minas.
— Pois então vamos sair daqui antes que a gente vire uva passa — comandou Ana Paula, levantando-se com a ajuda de Juliano. — Juliano, pega as toalhas. Gabi, ajuda a Marina. E ninguém ouse dormir antes das seis da manhã, porque eu ainda tenho muito o que ensinar pra vocês sobre como ser uma Renault na cama.
Eles saíram da água, um rastro de pecado e luxo espalhando-se pelo chão de mármore. Enquanto se secavam e se preparavam para continuar a noite, a certeza era uma só: o BBB 26 havia sido apenas o prólogo. A verdadeira história, sem censura e cheia de deboche, estava sendo escrita ali, entre lençóis de seda e o brilho das luzes de São Paulo.
— Olha elaaaa! — gritou Marina, imitando o bordão de Ana enquanto corriam para o quarto.
— Cala a boca, Marina! — rebateu Ana, rindo. — Mas corre, que eu não gosto de esperar!
A madrugada de São Paulo estava longe de terminar, e para aqueles quatro, o mundo lá fora não passava de um detalhe insignificante diante da liberdade que haviam encontrado entre quatro paredes.